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Search for: Eye infections, bacterial; Microbial sensitivity tests; Keratitis; Drug resistance, microbial
Abstract
Objetivo: Determinar a freqüência e o tipo de comprometimento ocular em pacientes portadores de hanseníase no momento do diagnóstico. Metodologia: O estudo foi realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro) e avalia 77 casos classificados como multibacilares. O exame oftalmológico foi realizado de acordo com o sistema de classificação de discapacidades recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Resultados: Referiam queixas especificas 36,3%: dor e ardência ocular, lacrimejamento e dificuldade para enxergar. Em 55,8% dos pacientes foram detectadas alterações oculares no exame oftalmológico. A diminuição da sensibilidade da córnea, que predispõe a ulceração e opacificação, foi a alteração mais freqüente (29,3%). Conclusão: Os achados desta pesquisa demonstram a gravidade e a alta freqüência das lesões oculares nos casos avaliados e alertam para a importância do exame oftalmológico como rotina em portadores de hanseníase multibacilar.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Mycobacterium leprae
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi caracterizar os estreptococos alfa-hemolíticos isolados de endoftalmite infecciosa e ceratite e determinar sua distribuição.
Métodos: A amostra incluiu 27 e 35 isolados não-duplicados de estreptococos alfa-hemolíticos recuperados de pacientes com endoftalmite infecciosa (2002-2013) e ceratite (2008-2013), respectivamente. Os isolados foram identificados pelos testes de suscetibilidade à optoquina e bile solubilidade, utilizando um sistema de identificação bioquímica. A concentração inibitória mínima foi determinada pelo método de microdiluição em caldo. A identificação molecular foi realizada pela análise de três genes constitutivos e análise complementar de sequências multilocus. A epidemiologia molecular do Streptococcus pneumoniae foi investigada por tipagem de sequência multilocus, e a presença do gene codificador do polissacarídeo capsular foi avaliada por reação em cadeia da polymerase convencional. Os resultados foram avaliados utilizando os prontuários médicos dos pacientes.
Resultados: Os testes fenotípicos diferenciaram S. pneumoniae dos outros estreptococos alpha-hemolíticos, consistentes com identificações moleculares posteriores. S. oralis foi significativamente prevalente entre os isolados de endoftalmite, assim como S. pneumoniae nos isolados de ceratite. Foram observados altos níveis de suscetibilidade a antibióticos, incluindo vancomicina, cefalosporinas e fluoroquinolonas. Alta variabilidade genética foi detectada entre as 19 cepas de S. pneumoniae, com 15 previstas para serem encapsuladas. Os prontuários médicos dos pacientes com endoftalmite infecciosa foram revisados (n=15/27; 56%), e a acuidade visual final foi avaliada em 12 casos (44%). Muitos pacientes evoluiram para um estado final de acuidade visual de “sem percepção luminosa” (6/12; 50%), “percepção luminosa” (3/12; 25%) ou “movimentos de mãos” (1/12; 8%). Também foram revisados os prontuários médicos dos pacientes com ceratite infecciosa (n=24/35; 69%), e a acuidade visual final foi avaliada em 18 casos (51%). Da mesma foram, a maioria dos pacientes evoluiu para um estado final de acuidade visual de “sem percepção luminosa” (6/18; 33%), “percepção luminosa” (1/18; 6%) ou “movimentos de mãos” (6/18; 33%). No geral, a maioria dos pacientes evoluiu para um estado final de acuidade visual de “sem percepção luminosa” (12/30), “percepção luminosa” (4/30) ou “movimentos de mãos” (7/30).
Conclusões: A distribuição de estreptococos alfa-hemolíticos nas infecções oculares sugeriu a presença de um tropismo de tecido específico da espécie. Os prognósticos dos pacientes com infeções oculares por estreptococos foram altamente desfavoráveis e a resistência a antibióticos contribuiu não para as progressões clínicas desfavoráveis e os maus resultados.
Keywords: Endoftalmite; Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Infecções estreptocócicas; Estreptococos viridans/isolamento & purificação; Resistência antimicrobiana a medicamentos; Fluoroquinolonas
Abstract
OBJETIVO: Relatar as alterações no plexo nervoso corneano subbasal em pacientes com ceratite infecciosa de origem bacteriana utilizando a microscopia confocal in vivo.
MÉTODOS: Treze olhos de 13 pacientes com ceratite bacteriana unilateral e 12 indivíduos saudáveis como grupo controle foram incluídos prospectivamente no estudo. A microscopia confocal in vivo foi realizada em todos os pacientes em 2 momentos: na fase aguda da ceratite infecciosa e após 28 ± 0,6 meses da resolução da infecção.
RESULTADOS: A densidade dos nervos no plexo subbasal foi de 5,15 ± 1,03 mm/mm2 na fase aguda da
ceratite infecciosa (comparada com o grupo controle: 19,02 ± 1,78 mm/mm2, p<0,05). Apesar de significativa regeneração dos nervos corneanos ao longo de um intervalo de 28 meses após a resolução da infecção, a densidade dos nervos se manteve significativamente reduzida (9,73 ± 0,93 mm/mm2) quando comparada com o grupo controle (19,02 ± 1,78 mm/mm2, p<0,05). Além disso, as imagens obtidas com a microscopia confocal mostraram áreas de hiperreflectividade referente ao tecido corneano cicatricial com ramos de nervos, afinados e tortuosos, se regenerando nessas áreas.
CONCLUSÕES: Foi observado regeneração parcial dos nervos do plexo corneano subbasal durante os primeiro 28 meses após a resolução da fase aguda da ceratite infecciosa. Além disso, os nervos corneanos regenerados se mantiveram morfologicamente alterados quando comparados ao grupo controle. Esses resultados podem ser relevantes para o acompanhamento clínico e planejamento cirúrgico desses pacientes.
Keywords: Córnea/inervação; Nervo oftálmico; Infecções oculares virais; Ceratite herpética; Microscopia confocal
Abstract
Objetivo: Analisar a presença de microrganismos nos colírios de fluoresceína utilizados em um centro oftalmológico de referência em Recife-PE.
Métodos: Este estudo de vida real e mascarado avaliou colírios de fluoresceína utilizados na Fundação Altino Ventura em maio/2019. As culturas foram realizadas de acordo com os diferentes tempos de exposição: I - três frascos de colírio foram analisados após 1 dia de uso; II - três frascos de colírio após 4 dias de uso; III - três frascos de colírio após 8 dias de uso; IV - três garrafas fechadas foram usadas como grupo controle. As amostras foram coletadas da ponta do frasco, da gota instilada e do líquido residual interior. Após incubação, todas as colônias foram analisadas e identificadas através de testes bioquímicos.
Resultados: A taxa de contaminação dos frascos de colírio de fluoresceína neste estudo foi de 55,5% (5/9 frascos). Não houve contaminação no grupo controle. A maior contaminação foi observada os colírios expostos de um dia - 100% dos frascos. A ponta da garrafa teve uma maior taxa de contaminação em comparação com as culturas de gota e de fluido residual inferior. Bactérias gram-positivas foram isoladas em 7/27 amostras (25,9%). Não houve crescimento de fungos ou bactérias Gram-negativas.
Conclusão: A identificação de bactérias Gram-positivas predominantemente na ponta dos frascos de colírio de fluoresceína sugere manuseio inadequado como a principal causa de contaminação de colírios multidose.
Keywords: Fluoresceína; Soluções oftálmicas; Contaminação de medicamentos; Infecções oculares bacterianas/microbiologia.
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
PURPOSE: This study evaluated the proportion of corneas discarded by the Eye Bank of Londrina, Paraná, due to positive serology over a 5-year period and its impact on transplant availability.
METHODS: A cross-sectional study was conducted, analyzing 1,968 corneas from 1,056 donors collected between January 2014 and December 2018 at the Eye Bank of Londrina. Serological tests for hepatitis B (HBsAg and anti-HBc), hepatitis C (anti-HCV), and HIV (anti-HIV 1 and 2) were performed using chemiluminescent microparticle immunoassays. Data were analyzed descriptively and presented in tables and graphs.
RESULTS: Of the 1,968 corneas processed, 897 (45.57%) were discarded. Among these, 333 (37.12%) tested positive for serological markers. Hepatitis B accounted for 34.67% of positive cases (15% of total donations), hepatitis C for 1.11% (0.50% of total), and HIV for 0.89% (0.4% of total). Hepatitis cases remained stable between 2014 and 2016, with a marked decline in 2017 and 2018. Most discarded corneas were positive for anti-HBc (31.88%) and negative for HBsAg; however, the anti-HBs test was not performed to confirm immunity to the hepatitis B virus.
CONCLUSION: The findings highlight the importance of serological testing to identify and eliminate contaminated corneas, thereby preventing the transmission of infectious diseases to recipients. Positive serology for hepatitis, particularly hepatitis B, was the leading cause of corneal disposal.
Keywords: Cornea; Corneal transplantation; Corneal donation; Eye banks; Hepatitis B virus; Hepatitis C virus; HIV infections; Seropositivity; Serologic tests
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar dados epidemiológicos de pacientes e resultados laboratoriais para todas as amostras de córnea coletadas de pacientes atendidos no Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo, Brasil, durante um período de 30 anos e correlacionar com o uso de lentes de contato.
Métodos: Amostras de córnea de pacientes com diagnóstico clínico de ceratite microbiana (de janeiro de 1987 a dezembro de 2016) foram incluídas neste estudo. Resultados laboratoriais para culturas positivas para bactérias, fungos e Acanthamoeba spp. foram analisados retrospectivamente. Para verificar se o número de pacientes com ceratite microbiana associada à lente de contato, fator de risco para infecção microbiana, mudou ao longo do tempo, a análise foi dividida em três décadas: 1987-1996, 1997-2006 e 2007-2016. As informações incluindo o sexo do paciente, idade e tipo de organismo isolado foram comparadas entre os períodos. A análise estatística foi realizada no software SAS/STAT 9.3 e SPSS (v20.0).
Resultados: Amostras de córnea de 10.562 pacientes com ceratite microbiana foram incluídas no estudo, das quais 1.848 foram relacionadas ao uso de lentes de contato. Os resultados revelaram que a frequência de ceratite microbiana associada à lente de contato aumentou nas últimas duas décadas analisadas. No geral, os homens compreendiam uma proporção maior do grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato (CMNLC) (60,3%) e as mulheres eram mais frequentes no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato (59,5%). Pacientes com idade entre 19 e 40 anos foram mais frequentemente observados no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato em todos os períodos. Staphylococcus spp. foi a bactéria Gram-positiva mais frequentes, enquanto Pseudomonas spp. foi a bactéria Gram-negativa nos grupos ceratite microbiana. Entre os fungos ceratite microbiana, os fungos filamentosos foram os fungos mais frequentes durante todo o período do estudo, com Fusarium spp. sendo o mais frequente no grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato. Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. amostras positivas foram significativamente correlacionadas com ceratite microbiana associada à lente de contato.
Conclusões: A maior prevalência de ceratite microbiana associada à lente de contato no nosso estudo foi observada em mulheres e adultos jovens com idade entre 19 e 40 anos. Staphylococcus spp. e Fusarium spp. foram as bactérias e fungos predominantes isolados nas amostras da córnea. Pseudomonas spp. e Acanthamoeba spp. foram significativamente correlacionados a ceratite microbiana associada à lente de contato neste estudo.
Keywords: Lentes de contato/efeitos adversos; Infecções oculares bacterianas/microbiologia; Ceratite por Acanthamoeba; Úlcera de córnea
Abstract
OBJETIVO: Estudar os dados epidemiológicos, resultados laboratoriais e fatores de risco associados às ceratites infecciosas.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo das amostras de cultura de córnea em pacientes com ceratites infecciosas entre Janeiro/2010 a Dezembro/2019. Os resultados foram analisados de acordo com o diagnóstico etiológico de infecção bacteriana, fúngica ou parasitária e correlacionado com os fatores de risco relacionados.
RESULTADOS: Quatro mil, oitocentas e dez amostras corneanas de 4047 pacientes (média de idade de 47,79 ± 20,68 anos; homens em sua maioria (53,7%) foram incluídas.
A prevalência de infecções por bactéria, fungo e Acanthamoeba foram de 69.80%, 7,31%, and 3,51%, respectivamente. A maioria das bactérias mais frequentemente isoladas foram Staphylococcus coagulase-negativo (CoNS) (45,14%), S. aureus (10,02%), Pseudomonas spp. (8,80%), e Corynebacterium spp. (6,21%). Dentre CoNS, o principal agente foi S. epidermidis (n=665). Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. (35,42%) e Candida parapsilosis (16,07%) foram os agentes mais comuns entre os filamentosos e leveduriformes, respectivamente. O uso de lentes de contato foi associado à cultura positiva para Acanthamoeba spp. (OR=19,04; p<0,001) e Pseudomonas spp (OR=3,20; p<0,001). Trauma ocular prévio foi associado a culturas positivas para fungo (OR=1,80; p=0,007), e idade avançada foi associada a culturas positivas para bactéria (OR=1,76; p=0,001).
CONCLUSÕES: Nossos achados demonstraram uma maior positividade para bactérias em amostras de cultura corneana. Dentre estas, CoNS foi mais frequentemente identificado, sendo S. epidermidis o principal agente. Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. Foi o mais comumente isolado. O risco de positividade para Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. foi maior em usuários de lentes de contato. Trauma ocular aumentou o risco de cultura positiva para fungo, ao passo que idade mais avançada aumentou o risco de infecção bacteriana.
Keywords: Úlcera da córnea/epidemiologia; Úlcera da córnea/microbiologia; Ceratite; Infecções oculares
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the use, efficacy, and safety of intracameral voriconazole as an adjuvant treatment for deep fungal keratitis.
METHODS: This was a prospective case series of seven eyes with fungal keratitis with anterior chamber involvement or a corneal ulcer refractory to conventional topical treatment. In addition to topical treatment with 0.15% amphotericin B eye drops, voriconazole 50 μg/ 0.1 mL
was administered to the anterior chamber of each affected eye up to four times within 72 h. The primary outcome measures were healing (fungal eradication) and the need for therapeutic keratoplasty. Best-corrected visual acuity was a secondary outcome measure.
RESULTS: Three cases were confirmed by confocal microscopy, and four were diagnosed from positive culture tests. At presentation, one patient had a best-corrected visual acuity of 20/80, while all others had hand motion or worse. Four cases received one intracameral injection, two cases received three, and one case received four injections. There were no complications after any of the intracameral voriconazole injections. Four patients had imminent corneal perforations and were treated with cyanoacrylate adhesive and bandage contact lenses. Four patients recovered from the infection, and three underwent therapeutic keratoplasty. The final best-corrected visual acuity was improved in two cases but all patients had a final visual acuity of counting fingers or worse.
CONCLUSION: As an adjuvant treatment for deep fungal keratitis, intracameral voriconazole injection is a feasible option. Although fungal eradication was achieved in all patients, three required therapeutic keratoplasty and all patients had unsatisfactory visual acuity outcomes.
Keywords: Antifungal agents; Fungi; Corneal transplantation; Keratitis; Eye infections, fungal; Voriconazole
Abstract
A sífilis é uma doença reemergente e potencialmente grave. Por sua onipresença e pleomorfismo, é denominada “grande imitadora”. Relatamos caso de paciente jovem com sífilis secundária, que se apresentou com coriorretinopatia placóide sifilítica posterior aguda bilateral, simultaneamente a periostite craniana sifilítica. A despeito de realce paquimeníngeo observado na ressonância magnética, acreditamos que este tenha sido uma extensão do processo ósseo e não, uma meningite em si, uma vez que o exame do líquido cefalorraquidiano estava completamente normal. Tratamento com penicilina cristalina intravenosa resultou em completa resolução dos sinais, sintomas e achados de imagem. A sífilis secundária é o estágio de maior bacteremia e maior transmissibilidade da doença, apresentando-se principalmente com quadros mucocutâneos, mas também, menos frequentemente, com envolvimento de outros órgãos. Elevada suspeição e uma abordagem pragmática são necessárias para o diagnóstico, uma vez que essa doença pode afetar vários órgãos, como no caso relatado, em que foram acometidos olhos, ossos e pele.
Keywords: Sífilis/complicações; Neurossífilis; Infecções oculares bacterianas; Uveíte posterior; Coriorretinite; Periostite; Relato de caso
Abstract
A ceratite bacteriana causada por cepas multirresistentes de Pseudomonas aeruginosa é um desafio terapêutico, devido à disponibilidade limitada de antimicrobianos e à rápida progressão para necrose e perfuração da córnea. O objetivo deste artigo é relatar o uso de colistina tópica e tarsorrafia cirúrgica em um caso de ceratite por Pseudomonas aeruginosa amplamente resistente a medicamentos em um paciente com pneumonia grave por COVID19. Um homem de 56 anos foi internado em uma unidade de terapia intensiva com sintomas clínicos de pneumonia grave por COVID19. Durante sua permanência na unidade de terapia intensiva, o paciente desenvolveu uma ceratite rapidamente progressiva, cuja cultura foi positiva para Pseudomonas aeruginosa resistente a todos os antimicrobianos, exceto colistina. Devido ao fechamento incompleto da pálpebra, foi realizada uma tarsorrafia temporária e foi instituído um esquema de colistina tópica em doses decrescentes. Após cinco semanas, a resolução completa da ceratite foi alcançada. Pseudomonas aeruginosa amplamente resistente a medicamentos é uma causa incomum de ceratite bacteriana. Este relato descreve o uso seguro e eficaz da colistina tópica em um caso com comprometimento corneano grave.
Keywords: Ceratite; Infecção ocular bacteriana; Resistência a medicamento; Infecção por pseudomonas; Colistina; Genes MDR; COVID-19.
Abstract
A esporotricose ocular envolvendo anexos pode se apresentar de quatro formas: conjuntivite granulomatosa, dacriocistite, Síndrome Oculoglandular de Parinaud e conjuntivite bulbar. A esporotricose ocular, apesar de incomum, tem aumentado em regiões com alta incidência de esporotricose. Apresentamos uma série de três casos de envolvimento ocular pelo fungo Sporothrix sp.: suas manifestações, abordagem e sua relevância em áreas com alta incidência de esporotricose.
Keywords: Infecções oculares fúngicas; Conjuntivite; Esporotricose/tratamento farmacológico; Sporothrix/isolamento e purificação; Itraconazol/uso terapêutico.
Abstract
Staphylococcus hominis (S. hominis) é um estafilococo coagulase-negativo e uma causa pouco frequente de endoftalmite. Devido à sua capacidade de produzir biofilme, especialmente em pacientes diabéticos, cepas dessa bactéria podem adquirir resistência a antibióticos. Este relato apresenta dois casos de endoftalmite por S. hominis: um de endoftalmite aguda após injeção intravítrea de bevacizumabe e outro de endoftalmite crônica após trauma ocular penetrante não diagnosticado. Embora existam apenas quatro casos de endoftalmite por S. hominis publicados na literatura, até onde sabemos não houve nenhum caso publicado anteriormente após bevacizumabe intravítreo.
Keywords: Endoftalmite; Infecção ocular bacteriana; Staphylococcus hominis/isolamento & purificação; Bevacizumab; Injeção intravítrea; Humanos; Relato de caso.
Abstract
Endophthalmitis is a severe form of purulent inflammation caused by the infection of the intraocular tissues or fluids. This infection infrequently occurs through endogenous routes, which are often correlated with major risk factors. Escherichia coli, a gram-negative rod, can cause endophthalmitis through hematogenous spread. We here report a 59-year-old man who presented to our service with acute visual impairment in his left eye, preceded by floaters. He was taking sirolimus and azathioprine for a transplanted kidney, had undergone catheterization for bladder atresia, and had a history of recurrent E. coli urinary tract infections. On evaluation, the left eye exhibited visual acuity of hand motion, anterior chamber reaction (3+/4+), and intense vitritis (4+/4+) with white flake clusters, which prevented appropriate retinal evaluation. Pars plana vitrectomy was performed, and the culture yielded E. coli. The present case highlights the importance of identifying the signs and symptoms of infection early so that diagnosis and treatment of endophthalmitis can be promptly initiated.
Keywords: Endophthalmitis; Escherichia coli; Escherichia coli infections; Eye infections, Bacterial; Sepsis; Vitrectomy; Anti-bacterial agents/therapeutic use; Humans; Case reports
Abstract
Paciente do sexo masculino, 33 anos, apresentou ceratite infecciosa subaguda unilateral 4 semanas após a cirurgia. A inflamação da córnea foi resistente aos regimes de antibióticos tópicos padrão. A aba da córnea foi derretida e seccionada durante o levantamento e amostragem para diagnóstico. A melhora clínica só foi alcançada após levantamento do retalho, raspagem e diagnóstico microbiológico de micobactérias atípicas e tratamento com amicacina fortificada tópica, claritromicina e claritromicina sistêmica.
Keywords: Córnea/microbiologia; Úlcera da córnea; Infecções oculares bacterianas; Mycobacterium abscessus; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Amicacina/uso terapêutico; Claritromicina/uso terapêutico; Humanos; Re
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