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Search for: Vitreoretinopathy, proliferative; Vitreoretinopathy, proliferative; Antidepressive agents; Retinal detachment; Eye injuries; Wound healing; Disease models, animal; Rabbits
Abstract
Objetivo: Avaliar a resposta tecidual e clínica a um implante orbitário de polimetilmetacrilato, oco e multiperfurado em sua porção posterior em modelo animal após evisceração.
Métodos: Dezesseis coelhos da raça Nova Zelândia foram submetidos à evisceração do globo ocular direito. Todos receberam implante oco de polimetilmetacrilato de 12 mm de diâmetro, multiperfurado em sua semiesfera posterior. O estudo foi dividido em avaliação clínica e histopatológica. A avaliação clínica foi diária até 14 dias pós-evisceração e, a cada sete dias, até completar 180 dias. Os animais foram divididos em grupos de quatro animais e cada um foi submetido à exenteração com 07, 30, 90 e 180 dias e depois à eutanásia. A análise histopatológica teve por fim caracterizar o padrão inflamatório, a estrutura do colágeno e o grau de neovascularização. Para isso, além da tradicional coloração pela hematoxilina-eosina, utilizou-se o corante Picrosirius Red (PSR) e imuno-histoquímica com o marcador CD 34.
Resultados: Não houve sinais de infecção, afinamento conjuntival ou escleral, exposição ou extrusão do implante em nenhum animal durante o estudo. Já no sétimo dia, o tecido neoformado migrou para dentro do implante formando uma rede fibrovascular através dos canais posteriores. A resposta inflamatória diminuiu ao longo do tempo avaliado e não foram encontradas células gigantes multinucleadas.
Conclusão: O implante analisado permite a sua integração aos tecidos orbitários pelo crescimento fibrovascular em seu interior. Os autores acreditam que este modelo de implante orbital pode fazer parte de testes com humanos.
Keywords: Implantes orbitários; Polimetilmetacrilato; Evisceração ocular; Anoftalmia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Coelhos.
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é investigar os efeitos dos antidepressivos tricíclicos, dos inibidores da recaptação da serotonina e dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina na superfície ocular.
Métodos: Foram incluídos no estudo 330 olhos de 165 pacientes em uso de antidepressivos e 202 olhos de 101 controles. Foi medido o tempo de ruptura do fluido lacrimal e foram administrados o teste de Schirmer I e o questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI). Os Inventários de Depressão e de Ansiedade de Beck foram aplicados ao uso dos medicamentos e foram registrados as dosagens, a duração da doença psiquiátrica e o tempo de remissão.
Resultados: No grupo de estudo, o tempo médio de ruptura do fluido lacrimal foi de 14,29 ± 4,81 segundos (intervalo de 4-26 segundos) e o valor médio do teste de Schirmer I foi de 16,05 ± 5,89 mm (intervalo de 2-28 mm). No grupo controle. o tempo médio de rompimento do fluido lacrimal foi de 18,16 ± 2,12 segundos (intervalo de 15-24 segundos) e o valor do teste de Schirmer I foi de 16,64 ± 2,31 mm (intervalo de 15-24 mm), com p<0,001 e p=0,005, respectivamente. No grupo de estudo, 38,18% (n=63) dos pacientes tinham olho seco, enquanto no grupo controle 17% (n=18) tinham olho seco (p<0,001). O escore médio no OSDI foi de 82,56 ± 16,21 (intervalo 66-100) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 60,02 ± 29,18 (10-100) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e 22,30 ± 20,87 (0-75) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (p<0,001). O tempo médio de rompimento do fluido lacrimal foi de 14,36 ± 3,35 segundos (intervalo de 10-20 segundos) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 13,94 ± 5,81 segundos (intervalo de 4-26 segundos) no grupo dos inibidores da recaptação de serotonina e 14,93 ± 4,20 segundos (intervalo de 6-20 segundos) no grupo dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (p=0,730). O valor médio do teste de Schirmer I foi de 9,90 ± 7,22 mm (intervalo de 2-30 mm) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 15,55 ± 5,15 mm (intervalo de 2-25 mm) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e 17,71 ± 4,21 mm (intervalo de 10-30 mm) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (p<0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa no escore OSDI, no tempo de ruptura do fluido lacrimal e nos valores do teste de Schirmer I entre os subgrupos de pacientes em uso de inibidores da recaptação de serotonina e de inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.
Conclusões: Olho seco é uma queixa comum em usuários de antidepressivos, mas no que diz respeito à superfície ocular, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina podem ser mais confiáveis que outros antidepressivos. Pacientes em uso de inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina têm escores menores no questionário OSDI. Os inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, úteis nas síndromes de dor crônica, também podem ter um efeito corretivo nos sintomas de olho seco.
Keywords: Inibidores de recaptação de serotonina; Antidepressivos tricíclicos; Serotonina; Depressão; Dor crônica; Síndromes do olho seco; Norepinefrina; Inquéritos e questionários; Ansiedade; Preparações farmacêuticas.
Abstract
PURPOSE: To report the ophthalmological signs, symptoms, and clinical management observed during an unprecedented outbreak of chemical ocular injuries related to cosmetic hair ointments in Brazil.
METHODS: This descriptive, cross-sectional study reviewed medical records of patients treated at the emergency center of Fundação Altino Ventura for chemical ocular trauma associated with cosmetic hair ointment use between February 2022 and February 2023. Records with incomplete medical information were excluded.
RESULTS: The study included 168 patients (95.2% [n=160] female), with a mean age of 30.8 ± 9.7 years. The most frequently reported symptoms at presentation were pain (167/168, 99.4%) and photophobia (92/168, 54.8%). Severe pain was reported by 137 patients (80%). Keratitis was present in 280 of 336 eyes (83.3%), conjunctival hyperemia in 256 eyes (76.4%), and corneal abrasions in 174 eyes (51.8%). A decrease in visual acuity (worse than 20/25) was documented in 18.5% (31/168) of cases. Lubricants, antibiotics, and re-epithelialization
ointments were prescribed to 64.8% (109/168) of the patients. Topical corticosteroids and oral vitamin C were administered to 34% (57/168) and 1.2% (2/168) of patients, respectively. Followup visits were required in 19% (33/168) of cases.
CONCLUSION: The outbreak of chemical ocular injuries linked to cosmetic ointments used for braiding and hair modeling in Brazil was marked by intense ocular pain, conjunctival hyperemia, keratitis, and corneal abrasions. Most patients were treated with lubricants, antibiotics, and re-epithelialization ointments, although approximately one-fifth required followup care, and one-third received additional treatment with either topical corticosteroids and/or oral vitamin C.
Keywords: Cosmetics; Hair preparations; Eye injuries; Burns, chemical; Eye burns; Keratitis; Cornea; Corneal diseases; Visual low.
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
Objetivos: O objetivo do estudo é avaliar o perfil das visitas ao Pronto-Socorro de Oftalmologia (PS) do Hospital São Paulo, serviço público de atendimento terciário aberto 24 horas em São Paulo - Brasil, pertencente à Universidade Federal de São Paulo, nos últimos 11 anos.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo, com base em todos os pacientes (n=634.726) admitidos no pronto-socorro de oftalmologia do Hospital São Paulo entre janeiro de 2009 e dezembro de 2019.
Resultados: De 2009 a 2019, houve um aumento no influxo de 39,2% com importante variação nos atendimentos ao longo dos anos, a mediana de idade foi de 38 ± 20,4 anos, o sexo masculino representou 53,3% e os pacientes únicos representaram 53,1%. Verificou-se que 79,5% das visitas ocorreram das 7h às 17h e 80,8% nos dias da semana. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite aguda seguida de blefarite, ceratite, hordéolo / calázio e corpo estranho corneano.
Conclusão: Ao longo do período de análise do estudo, houve importante aumento nas apresentações, com predominância de atendimentos não urgentes e baixa proporção de pacientes com uma única visita. Nossos resultados evidenciam o perfil das consultas oftalmológicas, podendo gerar mudanças no sistema público de saúde visando a melhoria da qualidade do atendimento e acesso às emergências oftalmológicas na cidade de São Paulo.
Keywords: Serviço hospitalar de emergência; Epidemiologia; Traumatismos oculares; Oftalmopatias.
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia do tratamento com aflibercepte intravítreo para edema macular devido à oclusão de um ramo da veia retiniana, com e sem descolamento seroso da retina.
Métodos: Foram analisados retrospectivamente 37 olhos com oclusão de um ramo da veia retiniana, tratados com injeção intravítrea de aflibercepte para edema macular. Os pacientes foram divididos em dois grupos, de acordo com a presença ou ausência de um descolamento seroso de retina na tomografia de coerência óptica (SD-OCT). Um regime pro re nata foi seguido após 1 injeção intravítrea de aflibercepte. Após a injeção, foram realizadas consultas de acompanhamento nos meses 1, 2, 3, 6 e 12. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida e a espessura macular central.
Resultados: Houve 15 pacientes com descolamento seroso de retina e 22 pacientes com apenas edema macular (descolamento não seroso de retina). A espessura macular central foi significativamente maior no grupo com descolamento seroso de retina do que no grupo com descolamento não seroso de retina (respectivamente, 811,73 ± 220,68 μm e 667,90 ± 220,68 μm; p=0,04). A diferença desapareceu a partir do terceiro mês. A espessura macular central foi semelhante nos dois grupos na última consulta (407,27 ± 99,08 μm e 376,66 ± 74,71 μm, p=0,66). A melhor acuidade visual corrigida aumentou significativamente em ambos os grupos. Não houve diferença entre os dois grupos quanto à melhor acuidade visual corrigida inicial e final.
Conclusão: O tratamento com aflibercepte intravítreo foi altamente eficaz em melhorar a acuidade visual corrigida e a espessura macular central no edema macular induzido pela oclusão de um ramo da veia retiniana, independentemente da presença ou não de um descolamento seroso da retina.
Keywords: Injeções intravítreas; Aflibercepte; Oclusão da veia retiniana; Edema macular; Descolamento retiniano
Abstract
Objetivos: Descrever as características demográficas e clínicas das vítimas de trauma ocular por fogos de artifício atendidas nas emergências oftalmológicas de dois centros de referência em Pernambuco e identificar fatores relacionados a mau prognóstico visual.
Métodos: Avaliação retrospectiva dos prontuários de pacientes admitidos na emergência oftalmológica com história de trauma por fogos de artifício entre janeiro de 2012 e dezembro de 2018. A coleta de dados incluiu idade, gênero, procedência, mês e ano do acidente, estruturas oculares acometidas e características das lesões, além do tipo de tratamento a que os pacientes foram submetidos. Naqueles pacientes acompanhados por mais de 30 dias, analisou-se a acuidade visual final e a associação com sua procedência.
Resultados: Foram incluídos 370 olhos de 314 pacientes. Destes, 248 (79,0%) vítimas eram do sexo masculino e 160 (51,0%) da região metropolitana do Recife, com uma média de idade de 25.6 ± 18.8 anos. Em 56 (17,8%) dos casos o trauma foi bilateral. No mês de junho ocorreu um total de 152 (48,4%) casos. Os sítios mais acometidos foram pálpebras em 91 (24,6%) olhos e superfície ocular em 252 (68,1%). O tratamento cirúrgico foi necessário em 87 (23,5%) olhos. Após manejo clínico-cirúrgico, 37 (10.0%) olhos desenvolveram visão pior do que 20/400. Destes, 34 (91,9%) olhos eram de pacientes do interior do estado de Pernambuco ou de outro estado. Os pacientes provenientes do interior do estado apresentaram maior chance de desenvolver cegueira quando comparados aos que eram provenientes da região metropolitana (Odds Ratio de 5,46).
Conclusões: As vítimas de trauma ocular por fogos de artificio foram em sua maioria do sexo masculino, procedentes da região metropolitana do estado e das faixas etárias pediátrica e economicamente ativa. Aqueles provenientes do interior ou de outros estados apresentaram maior chance de desenvolver cegueira.
Keywords: Emergências; Queimaduras oculares/epidemiologia; Incêndios;Traumatismos por explosões; Substâncias explosivas
Abstract
OBJETIVO: Esse estudo tem como objetivo criar um modelo de Machine Learning por um oftalmologista sem experiência em programação utilizando auto Machine Learning predizendo influxo de pacientes em serviço de emergência e casos de trauma.
MÉTODOS: Um dataset de 366,610 visitas em Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo de 01 de janeiro de 2014 até 31 de dezembro de 2019 foi incluído no treinamento do modelo, incluindo visitas/dia e código internacional de doenças. O treinamento e predição foram realizados com o Amazon Forecast por dois oftalmologistas sem experiência com programação.
RESULTADOS: O período de previsão estimou um volume de 206,37 pacientes/dia em p90, 180,75 em p50, 140,35 em p10 e média de 7,42 casos de trauma/dia em p90, 3,99 em p50 e 0,56 em p10. Janeiro de 2020 teve um total de 6.604 pacientes e média de 206,37 pacientes/dia, 13,5% menos do que a predição em p50. O período teve um total de 199 casos de trauma e média de 6,21 casos/dia, 55,77% mais casos do que a predição em p50.
CONCLUSÃO: O desenvolvimento de modelos era restrito a cientistas de dados com experiencia em programação, porém a transferência de ensino com a tecnologia de auto Machine Learning permite o desenvolvimento de algoritmos por qualquer pessoa sem experiencia em programação. Esse estudo mostra um modelo com valores preditos próximos ao que ocorreram em janeiro de 2020. Fatores que podem ter influenciados no resultado foram feriados e tamanho do banco de dados. Esse é o primeiro estudo que aplicada auto Machine Learning em predição de visitas hospitalares com resultados próximos aos que ocorreram.
Keywords: Aprendizado de máquina; Serviço hospitalar de emergência; Traumatismos oculares; Modelos estatísticos; Algoritmos
Abstract
PURPOSE: This study was conducted to investigate the effect of injectable platelet-rich fibrin on the recovery of compromised epithelium due to crosslinking treatment.
METHODS: In this comparative study, the epithelial closure rates and in vivo confocal biomicroscopy results of 26 patients with keratoconus who underwent subconjunctival injection of injectable platelet-rich fibrin near the limbus after epithelium-off corneal crosslinking treatment were compared with those of 25 patients who did not receive the injection of injectable platelet-rich fibrin.
RESULTS: The average time to epithelial defect closure in the injectable platelet-rich fibrin group was 2.76 ± 0.90 days compared to 3.56 ± 0.86 days in the non-injectable platelet-rich fibrin group (p=0.003). At the end of the 1st month, the mean subbasal nerve plexus density was 1.26 ± 1.61 nerves/mm2 in the injectable platelet-rich fibrin group, whereas it was 0.72 ± 0.89 nerves/mm2 in the non-injectable platelet-rich fibrin group (p=0.016). By the 3rd month, the density increased to 3.42 ± 1.13 nerves/mm2 in the injectable platelet-rich fibrin group and 2.36 ± 1.15 nerves/mm2 in the non-injectable platelet-rich fibrin group (p=0.002). Similarly, the anterior stromal keratocyte density at the end of the 1st month was 93.6 ± 33.5 cells/mm2 in the injectable platelet-rich fibrin group compared to 67.3 ± 26.4 cells/mm2 in the non-injectable platelet-rich fibrin group (p=0.001). By the end of the 3rd month, the density increased to 255.2 ± 45.7 cells/mm2 in the injectable platelet-rich fibrin group and 222.1 ± 43.6 cells/mm2 in the non-injectable platelet-rich fibrin group (p=0.011). In the non-injectable platelet-rich fibrin group, one patient developed a sterile infiltrate at the end of the 1st week, whereas no complications were observed in the injectable platelet-rich fibrin group.
CONCLUSION: Subconjunctival injectable platelet-rich fibrin application is an effective and safe method for corneal epithelial healing after crosslinking treatment.
Keywords: Keratoconus; Platelet-rich fibrin; Epithelium; corneal; Corneal crosslinking; Wound healing
Abstract
OBJETIVO: Este estudo visou avaliar os mecanismos da lesão e os tipos de fraturas orbitárias e sua relação com commotio retinae simultânea.
MÉTODOS: Este estudo retrospectivo avaliou registros de pacientes com fraturas orbitárias cujos diagnósticos foram confirmados por tomografia computadorizada entre julho de 2017 e setembro de 2019. Foram registrados os dados demográficos, circunstâncias da lesão, os resultados do exame oftalmológico e achados radiológicos. A análise estatística dos dados usou os testes de t-Student bicaudal, qui-quadrado e cálculos de odds ratio. O significado estatístico foi fixada em p<0,05.
RESULTADOS: Dos 204 pacientes com fraturas orbitárias incluídos neste estudo, 154 (75,5%) eram sexo masculino (75,5%). A média de idade foi de 42,1 anos. As fraturas orbitárias envolvendo uma parede orbital (58,8%) foram mais comuns do que as que acometeram várias paredes (41,2%). A maioria das fraturas acometeu a parede inferior (60,3%), sendo as paredes mediais as próximas mais frequentemente afetadas (19,6%). A causda mais comum de lesão foi agressão (59,3%), e a segunda mais comum foi queda (24%). A commotio retinae foi observada em 20,1% dos casos de fratura orbital e foi mais associada a lesões causadas por agressão (OR=5,22, p<0,001) e menos associada com aquelas causadas por quedas (OR=0,06, p<0,001). As restrições de movimentos oculares eram mais comuns na comoção central do que na periférica (OR=3,79, p=0,015) e com fraturas da parede medial do que com fraturas de outras paredes orbitais (OR=7,16, p<0,001). As chances de comoção não foram maiores em pacientes com fraturas orbitais de paredes múltiplas do que naqueles com fraturas de parede simples (p=0,967).
CONCLUSÕES: Na população do estudo, a agressão foi a causa mais comum de fraturas orbitais e resultou em commotio retinae mais grave do que qualquer outra causa. Os oftalmologistas devem estar cientes da probabilidade de commotio retinae em pacientes com fraturas orbitais resultantes de agressão, independentemente da extensão das lesões do paciente.
Keywords: Fraturas orbitárias; Movimentos oculares; Retina; Ferimentos e lesões
Abstract
Descolamento seroso de retina pode ser causado por uma variedade de patologias, incluindo o lúpus eritematoso sistêmico. Embora essa associação seja bem estabelecida em pacientes com diagnóstico prévio de lúpus eritematoso sistêmico, o descolamento seroso de retina raramente é a manifestação inicial. Descrevemos um caso incomum e desafiador, o qual demandou ampla investigação por ter sido o descolamento seroso de retina a manifestação inicial do lúpus eritematoso sistêmico.
Keywords: Lúpus eritematoso sistêmico; Descolamento da retina
Abstract
Relatamos o caso de um homem de 39 anos apresentando perda visual no olho direito há seis semanas. A melhor acuidade visual corrigida foi conta-dedos no olho direito e 20/30 no esquerdo. A fundoscopia demonstrou descolamento de retina direito inferiormente com extensão à fóvea e descolamento macular seroso à esquerda. Após estudos de imagem multimodal, o paciente foi diagnosticado com uma variante bolhosa de coriorretinopatia serosa central e tratado com espironolactona oral associada à fotocoagulação a laser adjuvante. As alterações retinianas resolveram após seis meses. A acuidade visual final foi 20/20 em ambos os olhos.
Keywords: Descolamento da retina; Coriorretinopatia serosa central; Descolamento do epitélio pigmentado da retina; Espironolactona; Antagonista da aldosterona
Abstract
Fotocoagulação a laser é método seguro para tratamento de retinopatias. Apresentamos o caso de uma mulher de 21 anos com alta miopia e degeneração lattice bilateral que sofreu descolamento de retina no olho direito e foi submetida a tratamento cirúrgico e ulterior laserterapia. Durante a fotocoagulação no olho esquerdo, ela teve uma convulsão tônico-clônica generalizada, a primeira em sua vida. Havia história familiar de epilepsia. O exame neurológico e a ressonância magnética de encéfalo foram normais, mas o electroencefalograma revelou descargas epileptogênicas, mais frequentes durante a fotoestimulação. Ela evitou luzes piscantes durante os 2 anos subsequentes, sem recorrência de convulsões. Cerca de 5% dos pacientes com epilepsia têm fotossensibilidade. Proporção considerável deles terá convulsões somente durante exposição à luz piscante. Fotocoagulação a laser já foi empregada como modelo animal de sucesso para epilepsia fotossensível. Presença de fotossensibilidade na história pessoal ou familiar deve merecer avaliação neurológica antes do tratamento retiniano.
Keywords: Doenças retinianas; Descolamento retiniano; Terapia a laser/efeitos adversos; Convulsão, Epilepsia; Epilepsia reflexa
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
Abstract
Um homem de 59 anos apresentou embaçamento visual unilateral no olho esquerdo. Sua acuidade visual nesse olho era no nível de movimentos da mão. O paciente havia se submetido a uma cirurgia de facoemulsificação em que foi feita a implantação intraestromal de uma lente intraocular de câmara posterior. Foi feita a extração dessa lente intraestromal intraocular e uma nova lente intraocular foi implantada. A melhor acuidade visual corrigida final foi de 20/40 pela tabela de Snellen. Com este relato de caso, os autores desejam apontar que uma incisão de degrau único em córnea clara, quando combinada com a injeção de uma lente ocular através da incisão, pode levar a um direcionamento incorreto da lente intraocular para dentro do estroma corneano. Portanto, recomenda-se uma construção cuidadosa da incisão ao se remover uma lente intraocular direcionada incorretamente.
Keywords: Implante de lente intraocular; Lentes intraocular; Facoemulsificação; Cicatrização; Catarata; Acuidade visual
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