Showing of 1 until 15 from 17 result(s)
Search for: Graves ophthalmopathy; Colchicine; Prednisone; Smoking; Prospective studies
Abstract
Objetivo: Fornecer informações sobre a ocorrência e a eficácia do aconselhamento sobre o uso de tabaco por oftalmologistas a pacientes com doenças oculares associadas à tireoide.
Métodos: Analisamos os prontuários médicos eletrônicos de uma coorte digital de pacientes atendidos por oftalmologistas no Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia entre o início de 2012 e o final de 2017 com os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) para a doença de Graves, exoftalmia tireotóxica ou doença ocular associada à tireoide. Os históricos de uso de tabaco foram registrados na primeira e na última visita ao consultório de Oftalmologia, ou na visita mais próxima no tempo. A quantidade de maços/dia (mpd) e todas as anotações feitas nas visitas ao consultório de Oftalmologia foram analisadas para aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Resultados: Um total de 435 indivíduos preencheram os critérios de inclusão, dos quais 72 (16,6%) estavam fumando ativamente no momento do primeiro encontro. Apenas 57 (79,2%) desses indivíduos que fumam ativamente registraram queixas relacionadas ao tabagismo, sendo que 34 (59,6%) deles receberam alguma forma de aconselhamento sobre o uso de tabaco. Ao todo, 9 (26,5%) indivíduos dentre os que receberam aconselhamento sobre tabaco e 1 (4,3%) que não teve aconselhamento registrado pararam de fumar (diferença de risco de 22,1%; IC 95%, [1,7%, 39,1%]; p=0,04). Dentre aqueles que receberam aconselhamento, 17 (50,0%) reduziram seus mpd, além de 7 (30,4%) daqueles que não tiveram aconselhamento (diferença de risco de 19,6%; IC 95% [-6,3%, 41,3%]; p=0,18). No geral, 14 (25,5%) dos 55 oftalmologistas que tiveram um paciente fumante ativo registraram evidências de aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Conclusões: Os resultados deste estudo revelam tanto as oportunidades perdidas de aconselhamento sobre o uso do tabaco quanto a eficácia do aconselhamento no contexto de doenças oculares associadas à tireoide.
Keywords: Uso de tabaco; Aconselhamento; Doenças da glândula tireóide; Doença de Graves; Oftalmopatias
Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de transtornos de depressão e ansiedade em pacientes com glaucoma e identificar fatores de riscos associados.
Métodos: Estudo transversal em pacientes com glaucoma, avaliados durante Agosto de 2016 e Agosto de 2017 no Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas e no Hospital Oftalmológico de Brasília. Todos pacientes foram submetidos à exame oftalmológico completo para confirmar o diagnóstico de glaucoma. Todos pacientes preencheram o questionário “Hospital Anxiety and Depression Scale”.
Resultados: Foram incluídos 129 pacientes no estudo, sendo 74 homens (57.36%) e 55 (42.64%) mulheres, 90 pacientes eram brancos (69.77%) e 38 (29.46%) eram negros. A idade média foi de 70.14 ± 15.8 anos. O estudo demonstrou uma prevalência de 10.08% de transtornos depressivo e/ou ansiedade.
A regressão logística demonstrou que mulheres apresentam
maior risco de desenvolver transtornos depressivos e/ou ansiedade (Risco relativo: 5.25, p=0.015), assim como pacientes com maior número de co-morbidades clínicas (Risco relativo: 2.82, p=0.038).
Conclusão: Uma proporção significativa dos pacientes com glaucoma podem apresentar transtornos de depressão e/ou ansiedade. Pacientes com glaucoma do sexo feminino e que apresentem maiores co-morbidades clínicas apresentam maior risco de apresentar esses transtornos.
Keywords: Glaucoma; Depressão/epidemiologia; Ansiedade/epidemiologia; Estudos transversais
Abstract
Objetivo: Avaliar a superfície ocular e a morfologia da glândula meibomiana em usuários de cigarros eletrônicos.
Métodos: Foram avaliadas através de meibografia Sirius as pálpebras superiores e inferiores de 25 usuários de cigarros eletrônicos do sexo masculino e 25 pacientes não usuários saudáveis, também do sexo masculino. A perda nas glândulas meibomianas foi calculada automaticamente com o módulo de software de imagem de meibografia Phoenix. O resultado foi obtido como perda percentual. O questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI), o teste do tempo de ruptura lacrimal e o teste de Schirmer II foram administrados em todos os casos.
Resultados: A duração média do uso de cigarros eletrônicos foi de 4,9 ± 0,9 anos (intervalo de 3,4-7 anos). O valor médio do teste de Schirmer II foi de 9,16 ± 2,09 mm no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e de 11,20 ± 2,14 mm no grupo controle (p=0,003). O valor médio do teste do tempo de ruptura lacrimal foi de 6,96 ± 2,31 segundos no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 9,84 ± 2,13 segundos no grupo controle (p=0,002). O valor médio do Ocular Surface Disease Index foi de 28,60 ± 6,54 e 15,16 ± 7,23 para os grupos de usuários de cigarros eletrônicos e controle, respectivamente (p<0,001). Na meibografia de Sirius, a perda média para a pálpebra superior foi de 23,08 ± 6,55% para o grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 17,60 ± 4,94% para o grupo controle (p=0,002), e a perda média para a pálpebra inferior foi de 27,84 ± 5,98% e 18,44 ± 5,91%, respectivamente (p<0,001). Além disso, foi observada uma correlação positiva significativa entre a taxa de perda na meibografia palpebral superior e inferior com a duração do tabagismo eletrônico, respectivamente de (r=0,348, p<0,013) e (r=0,550, p<0,001).
Conclusão: O uso prolongado de cigarros eletrônicos causa danos às glândulas meibomianas. Portanto, esses danos devem ser considerados em distúrbios da superfície ocular devidos ao uso desses dispositivos.
Keywords: Sistemas eletrônicos de liberação de nicotina; Glândulas tarsais; Disfunção da glândula tarsal/diagnostico; Fumar/efeitos adversos; Vaping/efeitos adversos; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
Abstract
Objetivo: Identificar tendências no campo de pesquisa da orbitopatia de Graves nas últimas duas décadas e analisar os ramos de maior concentração de pesquisas nessa área.
Métodos: O banco de dados Web of Science foi usado para extrair artigos com “orbitopatia de Graves” ou seus sinônimos no título. Dados completos e referências foram exportados para o programa VOSviewer para serem analisados. Mapas e gráficos de visualização foram construídos a partir desses dados.
Resultados: Foram obtidos 1067 artigos sobre a orbitopatia de Graves a partir do banco de dados Web of Science. Os EUA ficaram em primeiro lugar em termos de número de publicações, seguidos pela Itália e pela República Popular da China. Dentre os autores, os artigos de Wiersinga WM tiveram o maior número de citações. Quanto às instituições, os artigos da Universidade de Amsterdã tiveram o maior número de citações, mas a Universidade de Pisa publicou o maior número de artigos. Dentre os periódicos, a revista Thyroid publicou o maior número de artigos. A análise de coautoria mostrou quatro agrupamentos de colaboração entre países. O primeiro agrupamento engloba países europeus; o segundo engloba os EUA, Brasil, Canadá, Coreia do Sul e Taiwan. A República Popular da China compreende um agrupamento por si só. O quarto agrupamento inclui Japão, Austrália e Polônia. A análise das palavras-chave revelou cinco agrupamentos de tópicos de palavras-chave: patogênese, gerenciamento, associação, qualidade de vida e cirurgia. A análise das referências citadas em conjunto revelou cinco agrupamentos: patogênese, manejo, fatores de risco, avaliação clínica e manejo cirúrgico.
Conclusão: A pesquisa no campo da orbitopatia de Graves cresceu nos últimos vinte anos. Os tópicos com a maior concentração de pesquisas são: patogênese, gerenciamento, fatores de risco, qualidade de vida e complicações. As tendências de pesquisa mudaram nas últimas duas décadas. Ficou evidente um aumento do interesse em explorar os mecanismos e associações da orbitopatia de Graves. Observou-se uma cooperação entre países europeus neste campo de pesquisa. Os EUA estabeleceram uma cooperação internacional mais ampla que outros países. Acreditamos que mais colaboração internacional envolvendo países em desenvolvimento seria recomendável.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Bibliometria; Oftalmopatia de Graves; Pesquisa
Abstract
Objetivo: A injeção peribulbar de triancinolona é um tratamento alternativo para doenças oculares da tireoide; no entanto, a segurança desse procedimento continua controversa. O objetivo deste artigo é descrever os efeitos adversos locais e sistêmicos de injeções peribulbares de triancinolona em pacientes com doença ocular da tireoide.
Métodos: Estudo retrospectivo de uma série de casos. Foram analisados os prontuários médicos dos pacientes com doença ocular da tireoide tratados com injeções de triancinolona peribulbar em uma única instituição acadêmica entre 2007 e 2019. Foram documentadas as complicações locais e sistêmicas.
Resultados: Um total de 123 pacientes foram tratados. Apenas 11 (8,9%) pacientes apresentaram complicações locais, sendo a mais frequente a presença de equimoses palpebrais superficiais (7,3%), enquanto 2 (1,6%) pacientes apresentaram complicações sistêmicas (hiperglicemia e inibição da suprarrenal após a interrupção do tratamento). Todas estas complicações foram transitórias e nenhum paciente apresentou sequelas de longo prazo.
Conclusões: As injeções peribulbares de triancinolona nas doenças oculares da tireoide têm uma taxa muito baixa de complicações, tanto locais quanto sistêmicas. São necessários estudos prospectivos para aprofundar este tópico.
Keywords: Órbita/diagnóstico por imagem; Imageamento por ressonância magnética; Oftalmopatia de Graves; Triancinolona/efeitos adversos; Injeções.
Abstract
PURPOSE: This study evaluated macular thickness using spectral-domain optical coherence tomography in healthy participants from a population-based eye survey.
METHODS: The Brazilian Amazon Region Eye Survey was a population-based study assessing the prevalence and causes of visual impairment, blindness, and ocular diseases in adults aged ≥45 years from urban and rural areas of Parintins. A subgroup was selected based on inclusion criteria for both eyes: best-corrected visual acuity ≥20/32, normal eye examination results, and no prior ocular surgery. Scans were performed using the iVue optical coherence tomography device. Measurements were taken from the nine subfields defined by the Early Treatment Diabetic Retinopathy Study, examining the full retina as well as the inner and outer retinal layers. Associations of retinal thickness with age and sex were also analyzed. Statistical significance was set at p≤0.05.
RESULTS: In total, 70 healthy participants (25 males), aged 45–65 years (mean=52 ± 5), were included. Mean central foveal thickness was 248.71 ± 18.73 μm. A significant age-related reduction in macular thickness was observed, particularly in the inner superior parafovea (p=0.036), nasal perifovea (p=0.001), superior perifovea (p=0.028), outer layer of inferior parafovea (p=0.049), and the inferior perifovea of the full retina (p=0.029). Males showed significantly greater thickness in the outer layer, especially in the outer parafovea (p=0.004) and perifovea (p<0.0001).
CONCLUSIONS: This study established normative macular thickness values for healthy older adults in the Brazilian Amazon region using spectral-domain optical coherence tomography. Age and sex were found to significantly influence macular thickness and should be considered when interpreting measurements. These data will support future studies of retinal diseases in this population.
Keywords: Retinal diseases/diagnosis; Macula lutea/pathology; Macular degeneration/diagnosis; Diabetic retinopathy/diagnosis; Vision, low; Vision tests; Tomography, optical coherence/methods; Young adult; Cross-sectional studies; Brazil/epidemiology
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the prevalence of orbital conditions in a tertiary ophthalmic outpatient hospital in Sao Paulo, Brazil, with a focus on the main diagnoses and their distribution.
METHODS: A retrospective chart review was conducted involving patients registered and admitted to the orbital disease unit at the Department of Ophthalmology, University of São Paulo Medical School, from January 2004 to March 2018. A total of 838 medical charts were analyzed, of which 37 were excluded due to incomplete data. The remaining charts were categorized into eight diagnostic groups: Graves’ orbitopathy , inflammatory disorders, tumors, vascular lesions, acquired structural abnormalities, congenital structural abnormalities, infectious diseases, and others.
RESULTS: Of the 837,300 ophthalmological appointments, 3,372 (0.4%) were related to orbital diseases. The study included 801 patients, of whom 63.45% were women. The patients’ mean age was 42.86 years. Graves’ orbitopathy was the most common (55%), followed by tumor (17%), inflammatory disorders (9%), vascular lesions (7%), acquired structural abnormalities (5%), congenital structural abnormalities (4%), others (2%), and infectious diseases (1%). The study found significant differences in the incidence and types of orbital diseases, indicating the specialized nature of tertiary care and referral biases.
CONCLUSION: Published data on epidemiological orbital diseases is scarce. Therefore, this study focused on the diverse nature of orbital diseases and their low incidence among ophthalmology appointments. The major trends align with other epidemiological studies, demonstrating a preponderance of Graves’ orbitopathy in middle-aged adults and a bimodal distribution of tumors. These findings are essential in shaping resident training programs and healthcare policies, particularly in tertiary settings. Understanding the epidemiology of orbital diseases can improve diagnostic accuracy, treatment approaches, and patient outcomes as well as support future systemic prospective studies.
Keywords: Orbital diseases; Orbital tumors; Neoplasms; Inflammation; Graves’ ophthalmopathy; Outpatients
Abstract
PURPOSE: This pilot study evaluated the diagnostic accuracy of a deep learning model for detecting pterygium in anterior segment photographs taken using smartphones in the Brazilian Amazon. The model’s performance was benchmarked against assessments made by experienced ophthalmologists, considered the clinical gold standard.
METHODS: In this cross-sectional study, 38 participants (76 eyes) from Barcelos, Brazil, were enrolled. Trained nonmedical health workers captured high-resolution anterior segment images using smartphones. These images were analyzed using a deep learning model based on the MobileNet-V2 convolutional neural network. Diagnostic metrics–including sensitivity, specificity, accuracy, positive predictive value, negative predictive value, and area under the receiver operating characteristic curve–were calculated and compared with the ophthalmologists’ evaluations.
RESULTS: The deep learning model achieved a sensitivity of 91.43%, specificity of 90.24%, positive predictive value of 88.46%, negative predictive value of 92.79%, and an area under the curve of 0.91. Logistic regression revealed no statistically significant association between pterygium and demographic variables such as age or gender.
CONCLUSIONS: The deep learning model demonstrated high diagnostic performance in identifying pterygium in a remote Amazonian population. These preliminary findings support the potential use of artificial intelligence–based tools to facilitate early detection and screening in underserved regions, thereby enhancing access to ophthalmic care.
Keywords: Pterygium/diagnostic imaging; Smartphone; Diagnostic techniques, ophthalmological; Deep learning; Telemedicine; Artificial intelligence; Cross-sectional studies; Brazil/epidemiology
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate abnormalities in the retinal nerve fiber layer and ganglion cell layer in patients with thyroid-associated orbitopathy using optical coherence tomography and to examine their relationship with disease severity.
METHODS: A cross-sectional study was conducted involving 74 participants, comprising 45 individuals with thyroid-associated orbitopathy and 29 healthy controls. All subjects underwent a comprehensive ophthalmological examination and optical coherence tomography using the Cirrus HD-OCT. The clinical activity score and the European Group on Graves’ Orbitopathy severity were also evaluated.
RESULTS: In the thyroid-associated orbitopathy group, the mean peripapillary retinal nerve fiber layer thickness was significantly reduced in the temporal quadrant (p<0.05). No significant differences were found in ganglion cell layer thickness across all sectors when compared with the control group. Besides, a significant correlation was observed between orbitopathy severity and decreased mean peripapillary retinal nerve fiber layer thickness (p<0.001).
CONCLUSION: Optical coherence tomography may serve as a useful tool for identifying changes in the retinal nerve fiber layer and ganglion cell layer in patients with thyroid-associated orbitopathy, including in the inactive phase and prior to the clinical manifestation of dysthyroid optic neuropathy. It may be a helpful adjunct in monitoring disease progression.
Keywords: Graves’ ophthalmopathy; Optic nerve disorders; Retinal nerve fiber layer; Retinal ganglion cells; Optical coherence tomography
Abstract
Objetivo: Fenótipos Stargardt-like já foram associados a variantes patogênicas no gene ABCA4. O propósito desse estudo é descrever quatro pacientes com achados retinianos semelhantes a doença de Stargardt com resultados moleculares diferentes do esperado.
Métodos: Esse relato fez a revisão de prontuários médicos de quatro pacientes com distrofia macular e achados clínicos sugestivos de doença de Stargardt. Foram realizados avaliação oftalmológica, exames de imagens e testes usando next generation sequencing para avaliar variantes patogênicas associadas aos fenótipos dos pacientes.
Resultados: Os pacientes apresentavam atrofia macular e alterações pigmentares sugerindo achados clínicos de doença de Stargardt. Dois pacientes foram associados a genes com herança autossômica dominante (RIMS1 e CRX) e dois pacientes foram associados a genes com herança autossômica recessiva (CRB1 e RDH12) com variantes preditoras de serem patogênicas.
Conclusão: Distrofias maculares podem ter similaridades fenotípicas com fenótipo de Stargardt-like associados a outros genes além dos classicamente já descritos.
Keywords: Doença de Stargardt; Estudos de associação genética; Fenótipo; Padrões de herança; Sequenciamento de nucleotídeos em larga escala; Degeneração macular; Distrofias retinianas; Doenças genéticas
Abstract
PURPOSE: This study evaluated rates of thyroid eye disease-related eyelid surgeries, strabismus surgeries, and orbital decompressions in active thyroid eye disease patients treated with teprotumumab compared to those who were not.
METHODS: In this single-center longitudinal study, we compared patients with active thyroid eye disease evaluated from 02/01/2017 to 01/31/2020 (pre-teprotumumab era) with those seen from 02/01/2020 to 04/30/2023 (teprotumumab era). Patients from the pre-teprotumumab era who received corticosteroids and/or orbital radiation were compared with those in the teprotumumab era treated with teprotumumab, with or without corticosteroids and/or orbital radiation. The primary outcomes were rates of orbital decompressions, strabismus surgery, and eyelid surgery among patients with at least 6 months of follow-up. Orbital decompressions involving two or more walls were classified as severe.
RESULTS: Of 486 records reviewed, 106 patients had active thyroid eye disease. Among them, 33 were from the pre-teprotumumab era; 22 received corticosteroids and/or orbital radiation, and 11 received no treatment. Seventy three patients were from the teprotumumab era; 37 received teprotumumab (with or without corticosteroids and/or orbital radiation), 10 received corticosteroids and/or orbital radiation alone, and 26 received no treatment. Demographics were comparable between groups. Orbital decompression was performed in 11 of 44 eyes (25.0%) in the pre-teprotumumab era treated with corticosteroids and/or orbital radiation (8 one-wall, 3 ≥two-wall), compared to 3 of 74 eyes (4.1%) in the teprotumumab era treated with teprotumumab with or without corticosteroids and/ or orbital radiation (all one-wall). The overall rate of orbital decompressions and the rate of ≥two-wall decompressions were significantly lower in the teprotumumab era (p=0.02 and p=0.0496, respectively). There was no significant difference in one-wall decompressions between era (p=0.07). Rates of strabismus surgeries (27.3% vs. 13.5%, p=0.19) and eyelid surgeries (22.7% vs. 21.6%, p=0.92) did not significantly differ between the era.
CONCLUSIONS: In patients with active thyroid eye disease, treatment with teprotumumab was associated with a significantly lower rate and severity of orbital decompressions compared to treatment with corticosteroids and/or orbital radiation alone. However, the rates of strabismus and eyelid surgeries remained similar between groups.
Keywords: Teprotumumab; Adrenal cortex hormone; Decompression; Graves ophthalmopathy; Strabismus
Abstract
This study aimed to evaluate the morphometric and volumetric dimensions of the lacrimal gland in patients with inactive thyroid eye disease and compare them with the values reported in the literature. This case series evaluated consecutive patients with inactive thyroid eye disease treated at a tertiary eye hospital from 2015 to 2020. The patients' baseline demographics and clinical characteristics were obtained. The axial and coronal length, width, and volume of the lacrimal gland were measured on computed tomography scan images, and the results were statistically analyzed. A total of 21 patients (42 orbits) with inactive thyroid eye disease were evaluated. Their mean age was 49.0 ± 14.6 years, and 12 (57.1%) of them were men. The main complaint was dryness, and the majority of the patients had good vision and mild proptosis. The mean axial length and width of the lacrimal gland were 19.3 ± 3.9 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; coronal length and width, 20.4 ± 4.5 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; and lacrimal gland volume, 0.825 ± 0.326 mm3. Age, sex, or laterality were not found to be determinants of lacrimal gland enlargement. Patients with thyroid eye disease have enlarged lacrimal gland even in the nonactive phase of the disease multifactorial aspects influence the lacrimal gland in thyroid eye disease, making it difficult to establish a clear correlation with predisposing factors. Further studies are warranted to better understand the association between thyroid eye disease and the lacrimal gland.
Keywords: Graves' ophthalmology; Graves' disease; Lacrimal apparatus; Lacrimal apparatus diseases; X-ray computed tomography
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas e os fatores associados à presença de ceratite em pacientes com corpos estranhos na córnea em uma população colombiana.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal baseado na revisão dos registros clínicos de pacientes com corpos estranhos na córnea admitidos em um departamento de emergência em Cali, Colômbia, entre junho de 2018 e junho de 2019. O desfecho primário foi a presença de ceratite diagnosticada através de critérios clínicos. Foram utilizados modelos de regressão logística univariada e multivariada para identificar os fatores associados.
RESULTADO: Neste estudo, foi analisado um total de 381 corpos estranhos na córnea em 372 pacientes (idade média: 40,0 anos, intervalo interquartil: 29,0-53,0; sexo masculino: 94,7% [352 casos]). Noventa e cinco casos desenvolveram ceratite (24,9%, intervalo de confiança de 95% — IC 95%: 20,8%-29,5%). Na análise multivariada, para idade ≤30 anos (razão de chances — RC: 2,15, IC 95%: 1,06-4,36), o achado de flare aquoso (RC: 2,81, IC 95%: 1,39-5,66]) e a presença de corpo estranho na periferia da córnea (RC: 2,05, IC 95%: 1,19-3,50) foram associados a um risco aumentado de ceratite. Sexo, tempo entre a lesão e a internação, e edema da córnea não foram relacionados à ceratite (p>0,05).
CONCLUSÃO: Há uma proporção elevada de ceratite em casos de corpos estranhos na córnea em Cali, Colômbia. Os três fatores associados à ceratite foram a idade, o achado de flare aquoso e a presença de corpo estranho na periferia da córnea.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Lesões da córnea; Ceratite/epidemiologia; Estudos transversais; Colômbia.
Abstract
PURPOSE: To compare inferomedial wall orbital decompression to balanced medial plus lateral wall orbital decompression in patients with Graves’ orbitopathy in the inactive phase with regard to exophthalmos reduction and the effects on quality of life.
METHODS: Forty-two patients with inactive Graves’ orbitopathy were randomly divided into two groups and submitted to one of two orbital decompression techniques: inferomedial wall orbital decompression or medial plus lateral wall orbital decompression. Preoperative and postoperative assessments included Hertel’s exophthalmometry and a validated Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire. The results of the two groups were compared.
RESULTS: Compared to preoperative measurement, exophthalmos reduction was statistically significant in both groups (p<0.001) but more so in patients undergoing medial plus lateral wall orbital decompression (p=0.010). Neither orbital decompression techniques increased the visual functioning subscale score on the Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire (inferomedial wall orbital decompression p=0.362 and medial plus lateral wall orbital decompression p=0.727), but a statistically significant difference was observed in the score of the appearance subscale in patients submitted to medial plus lateral wall orbital decompression (p=0.006).
CONCLUSIONS: Inferomedial wall orbital decompression is a good alternative for patients who do not require large exophthalmos reduction. However, medial plus lateral wall orbital decompression offers greater exophthalmos reduction and greater improvement in appearance (higher Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire scores), making it a suitable option for esthetic-functional rehabilitation.
Keywords: Graves’ ophthalmopathy; Quality of life; Exophthalmos; Strabismus; Diplopia; Decompression, surgical
Abstract
A descompressão orbitária é uma cirurgia amplamente empregada para correção da proptose em casos cosméticos e funcionais da orbitopatia de Graves. Os principais efeitos colaterais induzidos pela descompressão são olho seco, diplopia e parestesias. Amaurose pós descompressão é uma complicação extremamente rara e cujos mecanismos são pouco discutidos na literatura. Considerando o efeito devastador representado pela perda visual e a escassez de relatos dessa complicação, os autores apresentam dois relatos de amaurose após descompressão orbitária. Nos dois casos a perda visual ocorreu devido a sangramento de pequena monta no ápice orbitário.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Doenças orbitárias/cirurgia; Descompressão cirúrgica; Cegueira; Humanos; Relatos de casos
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000