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Abstract
OBJETIVOS: Comparar a concentração total de proteínas no humor aquoso entre pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e sem glaucoma. MÉTODOS: Foram coletadas amostras de humor aquoso de 22 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (grupo GPAA) no momento da trabeculectomia. Na coleta, 0,1 mL de humor aquoso foi aspirado da câmara anterior através de uma agulha de calibre 26, no início do procedimento cirúrgico. Coleta semelhante foi realizada em 22 pacientes sem glaucoma no início da cirurgia de catarata (grupo controle). A amostra de humor aquoso foi armazenada a -20°C após a coleta. A concentração total de proteínas no humor aquoso foi determinada por meio de um teste colorimétrico. RESULTADOS: A média geométrica da concentração total de proteínas no humor aquoso foi de 32 mg/dL (amplitude: 8-137 mg/dL) no grupo glaucoma primário de ângulo aberto e de 16 mg/dL (amplitude: 2-85 mg/dL) no grupo controle. A razão da concentração total de proteínas no humor aquoso entre estes dois grupos foi de 2,0 (intervalo de confiança de 95%: 1,3 a 3,2; p=0,003). CONCLUSÕES: A concentração total de proteínas no humor aquoso de pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foi aproximadamente duas vezes maior quando comparada aos pacientes sem glaucoma.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Proteínas; Humor aquoso; Catarata; Pressão intra-ocular; Estudo comparativo
Abstract
Este relato de caso descreve um paciente jovem, sem diagnóstico de glaucoma, portador de neurofibromatose e com história prévia de glioma de nervo óptico em um olho, que desenvolveu múltiplos defeitos localizados na camada de fibras nervosas próximos a uma cicatriz coriorretiniana no olho contralateral. Depois de discutir as diferentes etiologias possíveis para os defeitos localizados, a desorganização da camada de fibras nervosas secundária à lesão coriorretiniana foi considerada a causa mais plausível. Contudo, futuro acompanhamento com campo visual, documentação da cabeça do nervo óptico e neuroimagem é mandatório neste caso e pode fornecer informações adicionais para melhor entendê-lo.
Keywords: Fibras nervosas; Cicatriz; Doenças da retina; Glioma de nervo óptico
Abstract
OBJETIVO: Determinar os fatores associados à variabilidade (teste-reteste) das medidas topográficas da cabeça do nervo óptico (CNO) utilizando a oftalmoscopia confocal de varredura a laser (CSLO) em pacientes com glaucoma recém-diagnosticados. MÉTODOS: Neste estudo, pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto recém-diagnosticados foram prospectivamente incluídos. Aqueles que apresentassem outras doenças oculares (exceto glaucoma) foram excluídos. Todos os pacientes incluídos no estudo foram submetidos à CSLO usando o aparelho Heidelberg Retina Tomograph III (HRT-III) em um olho aleatoriamente selecionado (três exames consecutivos realizados pelo mesmo examinador). Para cada parâmetro do Heidelberg Retina Tomograph III, a repetibilidade foi avaliada através dos seguintes indicadores: desvio padrão (DP) e coeficiente de variação (CV) individual, coeficiente de repetibilidade (CR) e coeficiente de correlação intraclasse (CCI). Diagramas de dispersão e linhas de regressão foram construídos para identificar quais fatores poderiam influenciar a variabilidade das medidas. RESULTADOS: Trinta e dois pacientes foram incluídos no estudo (idade média, 65,4 ± 13,8 anos). A maior parte era composta por mulheres (65%) e pacientes brancos (50%). Dentre os parâmetros de Heidelberg Retina Tomograph III avaliados, a área da rima e a profundidade média da escavação apresentaram os melhores valores de repetibilidade. A relação escavação/disco (E/D) vertical (baseada na análise de estereofotografia do disco óptico), foi significativamente associada (R²=0.21, p<0.01) com a variabilidade teste-reteste. Pacientes com relação E/D maiores apresentaram medidas menos variáveis. Outros fatores como idade, área do disco, espessura corneana central e pressão intraocular não foram significativas (p>0,14). CONCLUSÃO: O Heidelberg Retina Tomograph III mostrou boa repetibilidade (teste-reteste) para todos os parâmetros topográficos da CNO avaliados, principalmente em relação à área da rima e à profundidade média da escavação. A repetibilidade teste-reteste apresentou melhores resultados com o aumento da relação E/D. Esses achados sugerem que as medidas topográficas do Heidelberg Retina Tomograph III devem ser interpretadas com cautela quando avaliarmos longitudinalmente pacientes glaucomatosos com dano estrutural inicial (relação E/D menor).
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo fechado; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Disco óptico; Doenças do nervo óptico; Tomografia; Oftalmoscopia; Interpretação de imagem assistida por computador; Acuidade visual; Campos visuais
Abstract
OBJETIVOS: Pressão intraocular (PIO) baixa medida por meio da tonometria de aplanação de Goldmann (TAG) é uma das manifestações oculares da distrofia miotônica de Steinert. O objetivo deste estudo foi avaliar a pressão intraocular compensada para as propriedades corneais (espessura corneal central e histerese corneal) em pacientes com distrofia miotônica. MÉTODOS: Um total de 12 olhos de 6 pacientes com distrofia miotônica de Steinert (grupo distrofia) e 12 olhos de 6 voluntários sadios (grupo controle) pareados para idade, raça e sexo foram incluídos no estudo. Tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico (TCD-Pascal) e analisador de resposta ocular (ORA) foram usados para medir a pressão intraocular. A espessura corneal central foi obtida por meio da paquimetria ultrassônica e a histerese corneal foi analizada usando o aparelho ORA. RESULTADOS: A pressão intraocular média (desvio-padrão) da TAG, TCD e compensada para a córnea do ORA no grupo distrofia foram 5,4 (1,4) mmHg, 9,7 (1,5) mmHg e 10,1 (2,6) mmHg, respectivamente. A pressão intraocular média (desvio-padrão) da TAG, TCD e compensada para a córnea do ORA no grupo controle foram 12,6 (2,9) mmHg, 15,5 (2,7) mmHg e 15,8 (3,4) mmHg, respectivamente. Houve diferença significativa nos valores da pressão intraocular entre os grupos distrofia e controle obtidas pela TAG (média, -7,2 mmHg; intervalo de confiança (IC) de 99%, -10,5 a -3,9 mmHg; P<0,001), TCD (média, -5,9 mmHg; IC de 99%, -8,9 a -2,8 mmHg; P<0,001) e ORA compensada para córnea (média, -5,7 mmHg; IC de 99%, -10,4 a -1,0 mmHg; P=0,003). A espessura corneal média (desvio-padrão) foi similar nos grupos distrofia (542 [31] µm) e controle (537 [11] µm) (P=0,65). A histerese corneal média (desvio-padrão) nos grupos distrofia e controle foram de 11,2 (1,5) mmHg e 9,7 (1,2) mmHg, respectivamente (P=0,04). CONCLUSÃO: Os pacientes com distrofia miotônica de Steinert apresentaram valores menores de pressão intraocular medidas tanto com Goldmann quanto compensadas para a córnea em comparação com indivíduos sadios. Uma vez que os valores da espessura corneal central e histerese corneal não diferiram significantemente entre os grupos, os valores baixos da pressão intraocular encontrados nos pacientes com distrofia miotônica não parecem estar relacionados com as propriedades corneais.
Keywords: Pressão intraocular; Tonometria ocular; Distrofia miotônica; Hipotensão ocular; Córnea; Topografia da córnea
Abstract
Keywords:
Abstract
OBJETIVO: Descrever uma nova técnica de sutura ajustável para o "flap" da trabeculectomia (TREC), que permite apertar e folgar a sutura no pós-operatório. MÉTODOS: Foram realizadas trabeculectoomia em 15 olhos de porco. Todos os olhos de porco foram testados duas vezes; um teste com sutura convencional nas duas extremidades do "flap"(grupo sutura convencional), outro teste com sutura convencional em uma das extremidades e na outra extremidade a sutura ajustável proposta por esse trabalho (grupo sutura ajustável). A ordem de qual teste seria realizado primeiro em cada olho foi definida por sorteio. A pressão intraocular foi medida de forma direta em três momentos: T1) Todas as suturas apertadas; T2) Após lise de uma sutura convencional ou de afrouxar a sutura ajustável; T3) Após apertar novamente a sutura ajustável ou no caso do teste com as duas suturas convencionais após 5 minutos da lise de uma das suturas. RESULTADOS: No primeiro momento de medida da pressão intraocular (T1) as pressões médias foram similares entre os dois grupos (p=0.97). No entanto, diferenças significativas em relação a pressão intraocular foram encontradas entre os grupos de sutura convencional e ajustável nos tempos 2 (12,6 ± 4,2 vs 16,3 ± 2,3 cmH2O, respectivamente; p=0,006) e 3 (12,2 ± 4,0 vs 26,4 ± 1.7cmH2O, respectivamente; p=0,001). Enquanto a técnica convencional permitiu somente a redução da pressão intraocular após a remoção da sutura (T2 e T3), a técnica de sutura ajustável permitiu tanto a redução (T2) quanto a elevação da pressão intraocular (T3) através do manejo da sutura. CONCLUSÃO: Esse modelo experimental demonstrou a eficácia de uma possível técnica não-invasiva para ajuste da tensão da sutura do "flap"no pós-operatório da trabeculectomia.
Keywords: Glaucoma; Trabeculectomia; Técnicas de sutura; Pressão intraocular; Animais; Suínos
Abstract
OBJETIVO: Investigar e descrever, entre os membros da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), as práticas relativas ao manejo de anticoagulantes (varfarina e aspirina) em pacientes agendados para cirurgia antiglaucomatosa. MÉTODOS: Foi enviado um questionário objetivo aos membros ativos da Sociedade Brasileira de Glaucoma avaliando diferentes aspectos da forma como conduzem seus pacientes em uso de varfarina ou aspirina durante o período perioperatório de uma cirurgia antiglaucomatosa. RESULTADOS: Cinquenta e dois participantes retornaram o questionário preenchido adequadamente. O uso de varfarina ou aspirina foi rotineiramente interrompido antes da cirurgia antiglaucomatosa por 82,7% dos entrevistados. A maior parte dos cirurgiões, quando interromperam o uso destes medicamentos, o fez sete dias antes da cirurgia e os reintroduziram no dia seguinte ao procedimento. Aproximadamente metade dos entrevistados disse ter observado complicações hemorrágicas que poderiam ser relacionados à terapia anticoagulante. Embora a maioria dos cirurgiões (86,5%) referiu utilizar alguma técnica cirúrgica em particular para esses pacientes anticoagulados, quase todos (88,5%) não alteram seu planejamento anestésico de rotina nesses mesmos casos. Finalmente, a maior parte dos participantes (90,4%) relatou referir seus pacientes anticoagulados para uma avaliação pré-operatória com um cardiologista ou um clínico geral. CONCLUSÃO: A maior parte dos membros da Sociedade Brasileira de Glaucoma que participou desse estudo refere interromper o uso de anticoagulantes (varfarina ou aspirina) antes de uma cirurgia antiglaucomatosa. Embora existam poucas informações disponíveis na literatura para oferecer uma orientação definitiva, a maioria dos participantes parece compartilhar da mesma opinião quando se trata do manejo perioperatório de anticoagulantes.
Keywords: Anticoagulantes; Aspirina; Varfarina; Glaucoma; Extração de catarata; Período perioperatório; Sociedades médicas; Questionários
Abstract
Atrofia retinocoroidiana pigmentada paravenosa é uma doença ocular caracterizada por atrofia localizada da coroide e da retina externa associada a áreas de pigmentação em espícula óssea depositada ao longo das veias retinianas. Como é uma condição rara, há pouca informação na literatura sobre o padrão de envolvimento das camadas mais internas da retina. Relatamos o caso de um homem branco, de 41 anos, encaminhado incialmente para avaliação de glaucoma. Apresentava à fundoscopia áreas de atrofia retinocoroidiana com pigmentação leve sobrejacente, estendendo-se desde o disco óptico e seguindo ao longo da veia temporal inferior da retina em ambos os olhos. Por meio de diferentes protocolos da tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT) identificamos um afinamento significante das camadas internas da retina ao longo da veia temporal inferior, mas com uma área de intervalo lúcido ao redor do disco óptico. A perimetria automatizada acromática revelou um escotoma arqueado superior absoluto, poupando a fixação central em ambos os olhos e correspondendo às áreas de atrofia ao longo das veias retinianas (boa correlação anátomo-funcional). Este padrão de envolvimento das camadas retinianas internas não havia sido descrito anteriormente. Acreditamos que o SD-OCT contribuiu significativamente para a descrição anatômica desse caso e que estes novos achados devam ser considerados e correlacionados com o estado funcional ao avaliar esses pacientes.
Keywords: Atrofia; Células ganglionares da retina; Coroide; Retina; Camada de fibras nervosas da retina; Tomografia de coerência óptica; Campo visual; Relato de caso
Abstract
Keywords:
Abstract
Embora a terapia tópica seja frequentemente usada como primeira opção para o tratamento inicial do glaucoma de ângulo aberto (GAA), efeitos colaterais, baixa adesão, entre outros fatores podem comprometer a eficácia do tratamento. Nesse cenário, a trabeculoplastia a laser surge como uma opção terapêutica interessante. Comumente usada como última alternativa antes da cirurgia antiglaucomatosa incisional por muitos anos, a trabeculoplastia a laser tem sido indicada cada vez mais cedo com o advento da trabeculoplastia seletiva a laser (SLT). Nessa revisão, nós avaliamos criticamente as publicações sobre trabeculoplastia a laser como primeira opção para glaucoma de ângulo aberto. Os estudos de SLT como primeira opção terapêutica têm apresentado dados animadores. Os resultados de um ano de acompanhamento mostram eficácia semelhante àquela obtida com análogos de prostaglandinas. Embora o efeito do laser seja transitório, estudos recentes sugerem que o procedimento pode ser repetido com sucesso nos casos que tiveram boa resposta ao primeiro tratamento com SLT.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto/cirurgia; Trabeculectomia/métodos; Lasers; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Investigar picos de pressão intraocular em pacientes fácicos e pseudofácicos com glaucoma primário de ângulo aberto no teste de sobrecarga hídrica.
Método: Quarenta pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foram avaliados; vinte eram fácicos e vinte eram pseudofácicos. Um olho (selecionado aleatoriamente) foi incluído no estudo, todos os pacientes foram submetidos às curvas da pressão intraocular imediatamente após o teste de sobrecarga hídrica.
Resultados: Observou-se uma diferença estatisticamente significante na média dos picos nas curvas da pressão intraocular para os pacientes fácicos e pseudofácicos (p=0,045). Houve diferença estatisticamente significante nos picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica entre os grupos, sendo observados valores mais altos nos pacientes fácicos (p=0,004).
Conclusão: Os picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica foram maiores no grupo fácico que no grupo pseudofácico.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Água potável; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Correlacionar os parâmetros de variação da pressão intraocular (flutuação e pico) com o dano funcional em pacientes tratados com glaucoma primário de ângulo aberto, e comparar esses parâmetros de pressão intraocular entre olhos com dano funcional assimétrico.
Métodos: Estudo observacional prospectivo foi realizado incluindo consecutivamente pacientes tratados com glaucoma primário de ângulo aberto. Foram excluídos indivíduos com outras doenças oculares que não o glaucoma ou cirurgia prévia incisional de glaucoma. Os principais critérios de inclusão foram: ≥3 testes de campo visual e ≥2 anos de acompanhamento, sem quaisquer alterações no regime medicamentoso atual. Parâmetros de pressão intraocular de longo prazo foram obtidos através de medidas de pressão intraocular isoladas de cada consulta (as últimas 5 consultas de cada paciente foram consideradas para análise). Para avaliação dos parâmetros de pressão intraocular de curto prazo, todos os pacientes foram submetidos ao teste de sobrecarga hídrica. Inicialmente, calculamos os coeficientes de correlação parcial de cada parâmetro de variação da pressão intraocular com o nível de dano funcional, baseado no índice Mean Deviation (MD), ajustando para a pressão intraocular basal e o número de medicações antiglaucomatosas. Além disso, comparamos cada parâmetro de pressão intraocular entre os olhos com melhor e pior nível de dano funcional em pacientes com perda de campo visual assimétrica (definida como diferença no índice mean deviation entre os olhos de pelo menos 3 dB).
Resultados: Foram incluídos 87 olhos (87 pacientes) com glaucoma primário de ângulo aberto. A idade média foi de 61,9 ± 12,5 anos e 59,8% eram mulheres. Em geral, os pacientes foram submetidos a 5 testes (mediana) de campo visual, com um seguimento médio de 4,3 ± 1,4 anos. Nem os parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo nem aqueles obtidos pelo teste de sobrecarga hídrica se correlacionaram significativamente com o nível de dano no campo visual (p≥0,117). No subgrupo com perda de campo visual assimétrica (64 olhos de 32 pacientes; idade média, 65,0 ± 11,4 anos), nem os parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo nem os obtidos pelo teste de sobrecarga hídrica diferiram significativamente entre olhos com melhor e pior nível de dano funcional
(p≥ 0,400).
Conclusão: Nossos resultados indicam que não apenas parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo, mas também medidas de pressão intraocular derivadas do teste de sobrecarga hídrica, não parecem se correlacionar com o nível de dano do campo visual, nem diferem significativamente entre olhos com nível de dano funcional assimétrico. Esses achados sugerem que outros fatores poderiam explicar essa assimetria funcional e que o teste de sobrecarga hídrica não acrescenta informações significativas a esses casos.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intraocular/ fisiologia; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Ingestão de líquidos; Água; Ritmo circadiano
Abstract
Objetivo: Investigar a redução na densidade celular endotelial corneana associada à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia (GATT) em curto prazo.
Métodos: Análise retrospectiva de prontuários médicos de pacientes com glaucoma de ângulo aberto que foram submetidos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolada ou combinada com facoemulsificação. Pacientes que foram submetidos à facoemulsificação isolada foram incluídos como controles. Dados da densidade celular endotelial corneana (avaliada através de microscópio especular) pré-operatória e ao primeiro mês pós-operatório foram coletados e comparados.
Resultados: Sessenta e dois olhos que foram submetidos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia (trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia=39 olhos; faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia=23 olhos) passaram pelos critérios de inclusão. A idade média dos pacientes estudados era 61,3 ± 18,4 anos no grupo trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolada e 60,4 ± 11,9 anos no grupo faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia. Homens eram 66,6% do grupo trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolada e 56,5% do grupo faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia. O defeito perimétrico médio (Mean Deviation) era -13,9 ± 9,2 dB e -10,3 ± 7,7 dB nos grupos trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolada e faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia respectivamente. O grupo que fora submetido à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolada apresentou redução média da densidade celular endotelial corneana de 28,8 células/mm2 (1,31%; p=0,467). No grupo faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia, a redução média da densidade celular endotelial corneana foi de 89,4 células/mm2 (4,36%; p=0,028). Olhos controle (23 olhos) apresentaram redução média da densidade celular endotelial corneana de 114,1 ± 159,8 células/mm2 (4,41%; p=0,505). A redução na densidade celular endotelial corneana no grupo faco com trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia não foi significativamente diferente do grupo controle (p=0,81).
Conclusões: A trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia parece ser segura para a camada endotelial corneana em um curto prazo quando realizada de forma isolada ou combinada com cirurgia de catarata.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Perda de células endoteliais da córnea; Extração de catarata; Malha trabecular; Gonioscopia/métodos; Trabeculectomia/métodos
Abstract
PURPOSE: To report the surgical outcomes of patients with primary congenital glaucoma who underwent gonioscopy-assisted transluminal trabeculotomy.
METHODS: This retrospective, noncomparative, interventional study included consecutive patients with primary congenital glaucoma with uncontrolled intraocular pressure undergoing gonioscopy-assisted transluminal trabeculotomy between January 2017 and January 2020. The included participants were followed up for at least 24 months, and only one surgeon performed all the procedures. The number of glaucoma medications, pre- and postoperative intraocular pressure, treatment extension (in quadrants), surgical complications, and any associated events or interventions were documented.
RESULTS: This study included 13 eyes from 10 patients (mean age, 4.5 ± 3.2 years; range, 3 months to 10 years). After a 24-month follow-up, the mean intraocular pressure significantly decreased from 26.1 ± 3.7 to 11.8 ± 2.5 mmHg (p<0.001). The mean number of glaucoma medications was reduced from 3.3 ± 0.5 to 0.85 ± 1.0 (p<0.001). At the end of the follow-up interval, all eyes (13 out of 13) had an intraocular pressure between 7 and 15 mmHg. In 11 of 13 eyes (84.6%), gonioscopy-assisted transluminal trabeculotomy was performed in all quadrants (360º). The most frequent postoperative complication was transitory (self-limited) hyphema (7 out of 13 eyes [53.8%]). No sight-threatening adverse events occurred during the entire follow-up period.
CONCLUSIONS: The 2-year follow-up results indicated gonioscopy-assisted transluminal trabeculotomy as an efficient and safe option for primary congenital glaucoma treatment with minimal postoperative complications.
Keywords: Glaucoma, Open-angle/surgery; Gonioscopy; Trabeculectomy/methods; Intraocular pressure; Antihypertensive agents/therapeutic use.
Abstract
Objetivo: Investigar os resultados pós-operatórios e avaliar os preditores de sucesso da facoemulsificação combinada à goniotomia com o Kahook Dual Blade para o tratamento da catarata e do glaucoma em olhos com glaucoma primário de ângulo aberto.
Métodos: Série de casos retrospectivos, não comparativos e intervencionistas, em que todos os pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto submetidos ao procedimento de facoemulsificação combinada à goniotomia com o Kahook Dual Blade entre junho de 2018 e abril de 2019 foram inscritos. Todos os participantes tiveram um acompanhamento mínimo de 6 meses. Foram registrados os valores de pressão intraocular pré e pós-operatória (em 1, 3 e 6 meses), número de medicamentos antiglaucomatosos, melhor acuidade visual corrigida, complicações cirúrgicas e quaisquer eventos ou procedimentos subsequentes relacionados. A análise de regressão logística foi usada para investigar a associação entre diferentes variáveis e resultados cirúrgicos.
Resultados: Um total de 57 olhos de 47 pacientes foram incluídos (média de idade, 70,5 ± 7 anos). A pressão intraocular média reduziu de 15,5 ± 4,2 mmHg para 12,2 ± 2,4 mmHg na última visita de acompanhamento (p<0,001). O número médio de medicamentos antiglaucomatosos diminuiu significativamente de 1,9 ± 1,0 para 0,6 ± 1,0 durante o mesmo período (p<0,001). Com base no critério predefinido (redução da pressão intraocular ≥20% e/ou redução de ≥1 medicamento), a taxa de sucesso em 6 meses foi de 86%. Um valor de pressão intraocular pré-operatório mais alto (OR= 2,01; p=0,016) e maior porcentagem de redução da pressão intraocular inicial
(30 dias) (OR= 1,02; p=0,033) foram significativamente associados ao sucesso cirúrgico.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que o procedimento de facoemulsificação combinada à goniotomia com o Kahook Dual Blade é uma alternativa eficaz e segura para o manejo da catarata em olhos com glaucoma primário de ângulo aberto, impactando positivamente no controle da pressão intraocular e no número de medicamentos. Olhos com pressão intraocular basal mais alta e resposta inicial mais pronunciada ao procedimento parecem apresentar melhores resultados em 6 meses. Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia em longo prazo e o perfil de segurança.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Catarata; Facoemulsificação; Pressão intraocular; Goniotomia
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the surgical outcomes and success predictors of micropulse transscleral cyclophotocoagulation in eyes with refractory glaucoma.
METHODS: This was a noncomparative, interventional case series. Patients with refractory glaucomas, defined as eyes with prior incisional glaucoma surgery failure and uncontrolled intraocular pressure, who underwent micropulse transscleral cyclophotocoagulation between March 2017 and June 2021 were enrolled. A minimum follow-up period of 6 months was required. Preoperative and postoperative intraocular pressure, number of hypotensive medications, surgical complications, and any subsequent related events were recorded. Success criteria were as follows: 1) intraocular pressure reduction ≥20% and intraocular pressure ≤18 mmHg; 2) intraocular pressure reduction ≥30% and intraocular pressure ≤15 mmHg. The need for topical hypotensive medications was not considered a failure.
RESULTS: Seventy-nine (79) eyes (79 patients; mean age, 57.5 ± 20.6 years) were included. Overall, the median follow-up duration was 12.0 (interquartile interval, 6–24) months, and the mean intraocular pressure was reduced from 22.8 ± 6.8 mmHg to 15.5 ± 5.6 mmHg at the last follow-up visit (p<0.001). The mean number of medications was reduced from 2.8 ± 0.7 to 2.0 ± 1.0 (p<0.01). At 12 months postoperatively, the success rates for criteria 1 and 2 were 54.9% and 49.7%, respectively. Aside from one case of corneal ulcer, which fully resolved with clinical treatment, and two cases of persistent hypotony (with no visual acuity loss during follow-up), no other vision-threatening complications were observed during the postoperative period. The magnitude of intraocular pressure reduction at 1 month (adjusted to preoperative intraocular pressure; HR=1.01; p=0.002).
CONCLUSION: Our findings suggest that micropulse transscleral cyclophotocoagulation is a relatively effective alternative for managing refractory glaucomas, with minor postoperative complications. In addition, the initial intraocular pressure reduction was a statistically significant predictor of 1-year success in patients undergoing micropulse transscleral cyclophotocoagulation.
Keywords: Intraocular pressure/physiology; Glaucoma, open-angle/surgery; Trabeculectomy; Laser coagulation/methods; Tonometry, ocular/methods; Postoperative complications; Antihypertensive agents/therapeutic use.
Abstract
O objetivo deste estudo é apresentar os resultados da trabeculotomia ab-interno com Kahook Dual Blade em pacientes com glaucoma congênito primário. Foi realizada trabeculotomia ab-interno com dispositivo de lâmina dupla em 3 olhos de 2 pacientes com diagnóstico de glaucoma congênito primário. Um deles no olho esquerdo e o outro paciente nos dois olhos. No primeiro paciente, houve resposta adequada uma vez que a pressão intraocular diminuiu de 36 mmHg para 14mmHg. O segundo paciente não respondeu adequadamente ao procedimento, mantendo altos níveis de pressão intraocular em ambos os olhos após o procedimento. A indicação da trabeculotomia ab-interno com o Kahook Dual Blade no glaucoma congênito primário deve ser cautelosa e são necessários mais estudos para estabelecer a eficácia e as melhores indicações. Parece que esse procedimento não deve ser indicado no tratamento do glaucoma congênito primário.
Keywords: Glaucoma congênito primário; Kahook Dual Blade; Trabeculotomia ab-interno; Malha trabecular; Cirurgia incisional de glaucoma
Abstract
Keywords:
Abstract
Myopia is a significant risk factor for glaucoma and a growing public health problem worldwide. Detecting glaucomatous changes in highly myopic eyes is diagnostically challenging due to the abnormal appearance of the optic nerve head. These patients also have a greater biomechanical susceptibility to pressure-induced glaucomatous damage. Refractive surgery has become increasingly popular, and many candidates for refractive surgery are myopic. Therefore, we sought to review the aspects of patient evaluation in those who have undergone refractive surgery for myopia concerned with the detection and monitoring of glaucoma development. We identified several important elements of patient evaluation for glaucoma after refractive surgery. These included the need for both structural and functional assessments before and after surgery, and the importance of monitoring for postoperative biomechanical changes in the cornea and their impact on intraocular pressure. We conclude that, in patients who undergo refractive surgery for myopia, it is essential to assess for the presence of glaucoma, to identify staging, and to plan for long-term control of the disease, regardless of IOP.
Keywords: Glaucoma; Intraocular pressure; Myopia; Refractive surgery
Abstract
Angle-closure glaucoma is a major cause of visual impairment worldwide, with Plateau iris syndrome presenting management challenges. We present a case report of a 58-year-old woman with advanced, uncontrolled angle-closure glaucoma and Plateau iris. Her history included laser peripheral iridotomy and three glaucoma medications in both eyes. Different treatments were implemented. For the eye with lower intraocular pressure, fewer peripheral anterior synechiae, and milder disease: phacoemulsification with intraocular lens implantation. For the eye with more advanced disease, a two-step approach was used: slow-coagulation transscleral cyclophotocoagulation using the double-arc protocol, followed by phacoemulsification with intraocular lens implantation 2 months later. Both eyes achieved improved visual acuity and intraocular pressure control with fewer medications, without significant complications. This case highlights transscleral cyclophotocoagulation followed by phacoemulsification as an alternative to combined surgeries in uncontrolled angle-closure glaucoma with Plateau iris, offering a simpler technique, more predictable refractive and pressure-control outcomes, and more straightforward postoperative management.
Keywords: Glaucoma, angle-closure/surgery; Iris diseases/surgery; Laser coagulation/methods; Phacoemulsification; Lens implantation, intraocular; Case reports
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