Arq. Bras. Oftalmol. 2014;77 (1 )
:1-3
| DOI: 10.5935/0004-2749.20140002
Abstract
Objetivo: Analisar a espessura corneal e ângulo da câmara anterior (CA) utilizando a tomografia de coerência óptica de segmento anterior (OCT-SA) em pacientes com uveíte anterior aguda (UAA). Métodos: Foram selecionados 24 olhos de 22 pacientes com UAA. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo, tonometria de aplanação e OCT-SA na consulta inicial e após 15 dias de início do tratamento. Resultados: Na visita inicial, as médias da espessura corneal foram de 564,2 ± 44,2 µm e 580,0 ± 44,3 µm e 580,1 ± 2,9 µm, respectivamente para as regiões central, pericentral e paracentral. Após 15 dias de tratamento, observou-se redução da espessura para 529,5 ± 33,1 µm (p=0,0091) e 542,6 ± 33,6 µm (p=0,0068), respectivamente para a córnea central e pericentral; e um valor de 557,8 ± 35,3 µm para a região paracentral, porém para um p não significante (p=0,1253). Não foi observada mudança estatisticamente significante nos valores da porção temporal do ângulo da CA; 44,3 ± 14,4 graus na visita inicial e de 44,7 ± 14,7 graus após 15 dias de tratamento (p=0,9343) e na média das pressões intraoculares (PIO), 10,8 ± 4,5 mmHg na visita inicial e 12,3 ± 3,0 mmHg após tratamento (p=0,1874). Conclusão: No grupo estudado, obteve-se uma redução dos valores da espessura corneal após início do tratamento da UAA. Os valores da porção temporal do ângulo da CA e PIO não sofreram mudanças significantes.
Keywords: Uveíte anterior/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica; Segmento anterior do olho; Inflamação; Paquimetria corneana
Arq. Bras. Oftalmol. 2014;77 (1 )
:30-33
| DOI: 10.5935/0004-2749.20140009
Abstract
Objetivo: Analisar as características clínicas e epidemiológicas das uveítes em um serviço de atendimento oftalmológico de urgência. Métodos: Estudo prospectivo, observacional de pacientes com uveíte ativa admitido entre maio e julho de 2012, em um serviço de atendimento oftalmológico de emergência. Resultados: A maioria dos pacientes eram do sexo masculino (63,2%) e a média de idade foi de 43,2 anos; 66,2% dos pacientes tinham etnia mista, 22,5% eram brancos e 11,3% negros. Uveíte anterior foi observada em 70,1% dos pacientes, uveíte posterior em 26,5%, e panuveíte em 3,4%, nenhum foi diagnosticado com uveíte intermediária. Todos os pacientes tiveram apresentação súbita e aguda. Os sintomas mais frequentes foram: dor ocular (76,9%), hiperemia conjuntival (59,8%) e baixa visual (46,2%). A maioria dos pacientes tinha doença unilateral (94,9%), com duração média dos sintomas de 6,2 dias. Uveítes anteriores e difusas foram associadas com dor ocular (p<0,001). Escotomas e a "floaters" foram mais frequentes na uveíte posterior (p=0,003 e p=0,016, respectivamente). Pacientes com uveíte anterior apresentaram melhor acuidade visual (p=0,025). Precipitados ceráticos granulomatosos foram mais frequentes em pacientes com uveíte posterior (p=0,038). Um diagnóstico etiológico com base na avaliação inicial no serviço de emergência foi possível em 45 pacientes (38,5%). Conclusão: A uveíte anterior aguda foi a uveíte mais frequentemente encontrada no serviço de urgência oftalmológica. A avaliação inicial do paciente forneceu informações suficientes para a conduta terapêutica primária, e possibilitou diagnóstico etiológico em um número considerável de pacientes.
Keywords: Uveíte/etiologia; Uveíte/epidemiologia; Uveíte/diagnóstico; Uveíte/ classificação; Emergência
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (5 )
:273-277
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150073
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a função visual e arquitetura da retina central e peripapilar em pacientes com retinocoroidite toxoplásmica inativa fora da região macular e peripapilar (zonas 2 e 3).Métodos:Estudo transversal de 20 olhos (18 pacientes) com cicatrizes toxoplásmicas nas zonas 2 e 3 com acuidade visual ≥20/25. Os pacientes foram submetidos à perimetria Humphrey 10-2, teste de sensibilidade ao contraste (Teste Mars) e teste de visão de cores (L'Anthony D-15 dessaturado). As espessuras da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) e da mácula foram determinadas pela tomografia de coerência óptica.Resultados:A média de idade dos pacientes foi 27,4 ± 10,3 anos, e a duração média da remissão da retinocoroidite foi de 6,15 ± 5,19 meses. Alterações na sensibilidade ao contraste e cores foram observada em, respectivamente, 3 olhos (15,0%) e 4 olhos (20,0%). Os índices perimétricos mean deviation (MD) e pattern standard deviation (PSD) estiveram fora do intervalo de confiança de 95% do perímetro em 14 olhos (70,0%) e 7 olhos (35,0%), respectivamente. A espessura foveal e da CFNR média estiveram dentro do limite da normalidade em todos os olhos. Olhos com retinocoroidite na zona 2 tiveram menor sensibilidade foveal que olhos com lesões na zona 3 (p=0,041). Olhos com remissão de longa duração tiveram um MD mais alto (r=0,575; p=0,013) e um PSD mais baixo (r=-0,593; p=0,010).Conclusão:Apesar da arquitetura normal da retina central e peripapilar, olhos com retinocoroidite inativa nas zonas 2 e 3 podem apresentar anormalidades da visão de cores, sensibilidade ao contras e perimetria macular. A retinocoroidite na zona 2 está associada a uma menor sensibilidade foveal. Longos intervalos de remissão da retinocoroidite estiveram associados a melhores parâmetros perimétricos (MD e PSD).
Keywords: Toxoplasmose ocular; Coriorretinite; Campos visuais; Tomografia de coerência óptica; Visão de cores; Sensibilidade de contraste