Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (6 )
:669-673
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000600014
Abstract
Relatamos o caso de uma paciente com sintomas de cegueira noturna congênita estacionária (CNCE) no qual constatamos alterações oftalmoscópicas peculiares da doença de Oguchi, inédita, nos limites de nosso conhecimento, à consideração da literatura médica brasileira publicada. Observamos e documentamos as alterações clássicas desta doença e do seu importante comemorativo, o também infreqüente, fenômeno de Mizuo-Nakamura. O exame eletrorretinográfico (ERG) também mostrou sinais típicos. Acrescentamos, brevemente, revisão bibliográfica da doença.
Keywords: Cegueira noturna; Adaptação à escuridão; Eletrorretinografia; Relato de caso; Adulto; Feminino
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:111-114
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100020
Abstract
OBJETIVO: Verificar a prevalência de retinopatia diabética encontrada na população de diabéticos tipo 1, acompanhada no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, entre 29 de agosto de 2000 e 17de agosto de 2001, e sua relação com o sexo, a idade do paciente na ocasião do diagnóstico do diabete e a duração do diabete. MÉTODO: Foi realizado mapeamento de retina, biomicroscopia de fundo e retinografia em 81 pacientes, 41 do sexo feminino e 40 do masculino, a fim de detectar e classificar a retinopatia diabética nessa população. RESULTADOS: A idade dos pacientes variou entre 4 e 23 anos (média = 12,0 ± 12,0), a idade do paciente na ocasião do diagnóstico, entre 6 meses e 15 anos (média = 3,4 ± 5,8) e a duração do diabete, entre 7 meses e 20 anos (média = 5,8 ± 4,4). A retinopatia diabética foi observada em 14 pacientes (17,3%), 7 (8,6%) com a forma não proliferativa muito leve, 5 (6,2%) com forma não proliferativa leve, 1 (1,2%) com forma proliferativa de alto risco e 1 (1,2%) com forma proliferativa avançada. CONCLUSÕES: A prevalência da retinopatia diabética na nossa amostra é 17,3%. Não há diferença entre os portadores e não portadores de retinopatia diabética quanto a sexo e idade do paciente na ocasião do diagnóstico. Quanto maior a duração da diabete, maior a prevalência da retinopatia diabética.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes melittus insulino dependente; Prevalência; Hospitais comunitários; Brasil
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (4 )
:511-515
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000400016
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a toxicidade retiniana do gás hexafluoreto de enxofre, líquido perfluorocarbono e solução salina balanceada em olhos de coelhos. MÉTODOS: Foram analisados 22 olhos de 16 coelhos albinos da raça Nova Zelândia divididos em grupos: solução salina balanceada (7 olhos); hexafluoreto de enxofre (4 olhos), líquido perfluorocarbono (5 olhos) e controle (6 olhos). Após aspiração de 0,3 ml de humor vítreo, foi injetado a mesma quantidade de solução salina balanceada ou hexafluoreto de enxofre a 100% ou líquido perfluorocarbono na cavidade vítrea. O grupo controle não foi submetido a nenhum procedimento. Três semanas depois o humor vítreo foi coletado para análise bioquímica e o olho enucleado para análise histológica. RESULTADOS: Os olhos dos animais que receberam injeção de hexafluoreto de enxofre e líquido perfluorocarbono mostraram significativo aumento da concentração vítrea de glutamato quando comparado aos grupos solução salina balanceada e controle (p<0,05). A análise histológica confirmou os achados bioquímicos mostrando alterações como disrupção do segmento externo dos fotorreceptores, afilamento das camadas plexiforme interna e externa, diminuição do número de núcleos na camada ganglionar e nuclear interna, edema e presença de macrófagos nas camadas superficiais. Estas alterações foram mais acentuadas no grupo líquido de perfluorocarbono em relação ao grupo hexafluoreto de enxofre. Não foram observadas alterações histológicas retinianas significativas nos grupos solução salina balanceada e controle. CONCLUSÃO: A presença de gás hexafluoreto de enxofre e líquido perfluorocarbono na câmara vítrea se mostrou potencialmente tóxica para a retina de coelhos quando comparado ao grupo controle e solução salina balanceada.
Keywords: Retina; Descolamento retiniano; Corpo vítreo; Hexafluoreto de enxofre; Líquido perfluorocarbono; Ácido glutâmico; Coelhos