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Abstract
Objetivo: Estudar a acuidade visual dos candidatos a condutores de veículos da cidade de Pelotas e sua associação com as características sociodemográficas dos candidatos. Métodos: Foram examinados 1.010 candidatos a condutores em um serviço médico autorizado pelo Detran. Avaliou-se a acuidade visual, com e sem correção, bem como a sua relação com a visão de cores, sexo, idade e profissão dos entrevistados, por meio da análise de freqüências e de teste para associação. Resultados: Deste contingente 73,0% eram do sexo masculino, 65,0% tinham idade entre 18 e 45 anos, 51,4% ocupavam o setor de serviços e 25,0% utilizavam meio de correção visual. Sob o ponto de vista oftalmológico, 0,5% dos entrevistados não poderiam dirigir veículos automotores e 4,7% só poderiam obter habilitação para condução veicular, nas categorias A e B. Mostrou-se associada à acuidade visual baixa a maior longevidade. Conclusão: Baseado nos resultados, sugere-se menor intervalo de tempo para reavaliação visual dos motoristas das categorias C, D e E.
Keywords: Acuidade visual; Testes visuais; Transtornos da visão; Exame para habilitação de motoristas; Percepção de cores; Fatores socioeconômicos; Defeitos da visão de cores; Fatores sexuais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar em crianças portadoras de obstrução nasolacrimal congênita (ONLC) os índices de cura com a sondagem das vias lacrimais e os fatores relacionados com o insucesso do procedimento. MÉTODO: Estudo retrospectivo observacional, incluindo 80 crianças portadoras de obstrução nasolacrimal congênita, submetidas à sondagem terapêutica da via lacrimal. As crianças foram avaliadas quanto ao sexo, faixa etária e resultado da sondagem. Os dados obtidos foram avaliados por estatística descritiva, teste de Goodman e pelo teste não paramétrico de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A cura ocorreu igualmente em ambos os sexos. A média de idade das crianças que se beneficiaram da sondagem foi de 19,95±11,4 meses e a das crianças que não se curaram foi de 23,37±15,2 meses. A possibilidade de cura ocorreu igualmente nas faixas etárias acima dos 6 meses. Observou-se nas crianças que não se curaram com a sondagem a existência de alterações nasais como rinite, hipertrofia de adenóide ou de cornetos, desvio de septo e sinusopatia. CONCLUSÃO: A possibilidade de cura com a sondagem não varia significativamente mesmo nas idades acima dos 12 meses. Entre as causas de insucesso com o procedimento devem ser incluídas as alterações da cavidade nasal.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Ducto nasolacrimal; Dacriocistorrinostomia; Fatores de tempo; Falha de tratamento; Estudos retrospectivos
Abstract
Objetivos: Este estudo teve como objetivo apresentar as características do desenvolvimento visual do ponto de vista clínico em bebês e pré-escolares de 0 a 6 anos que nasceram a termo sem complicações na gravidez ou no parto.
Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o desenvolvimento visual em lactentes e pré-escolares.
Resultados: Descrevemos o desenvolvimento visual em crianças de acordo com as faixas etárias: 0-1 mês, 1 a 3 meses, 3 a 6 meses, 6 a 10 meses, 10 meses a 1 ano e 4 meses, 1 ano e 4 meses a 2 anos, 2 a 4 anos e 4 a 6 anos.
Conclusão: Observou-se que as respostas visuais em lactentes e pré-escolares nascidos a termo e com desenvolvimento normal ocorrem de forma integrada às funções neuromotoras, além da capacidade sensorial, comportamental e visual cognitiva e psicoemocional.
Keywords: Visão ocular; Criança; Lactente; Acuidade visual
Abstract
Objetivos: Avaliar o efeito da blefaroplastia superior no filme lacrimal, utilizando o topógrafo de córnea Keratograph 5M.
Métodos: Foi realizado estudo prospectivo de 27 olhos de 14 pacientes com dermatocálase superior submetidos à blefaroplastia superior entre maio e junho de 2016. A blefaroplastia palpebral superior conservadora foi realizada por ressecção em bloco de tecido lamelar anterior que incluiu pele, tecido subcutâneo e músculo orbicular do olho. Todos os olhos foram fotografados usando as ferramentas não-invasivas de tempo de ruptura do lacrimal do Keratograph 5M. Os seguintes parâmetros foram registrados em cada paciente antes e 6 semanas após a cirurgia: primeiro tempo não-invasivo de ruptura lacrimal de Keratograph 5M (o tempo em que ocorre o primeiro rompimento dos rasgos) e média não-invasiva do tempo de ruptura lacrimal (tempo médio de todos os incidentes de ruptura). Os critérios de exclusão foram: patologia oftalmológica, cirurgia anterior das pálpebras, uso de colírio, patologia sistêmica e medicação que interfere na ruptura lacrimal.
Resultados: A idade média de idade dos pacientes foi de 65,1 anos (variação entre 51-84); 86% eram do sexo feminino. O teste t de Student foi usado para comparar os valores não-invasivos do tempo de ruptura lacrimal do Keratograph 5M e do tempo de ruptura lacrimal não invasivo do mesmo antes e após a cirurgia. Os valores não-invasivos do tempo de ruptura lacrimal do Keratograph 5M avaliados antes e após a cirurgia não foram significativamente diferentes (9,04 e 8,71, respectivamente; p=0,926). Os valores do tempo médio de ruptura lacrimal do Keratograph 5M avaliados antes e após a cirurgia, também não foram significativamente diferentes (13,01 e 13,14 segundos, respectivamente; p=0,835).
Conclusão: Os resultados deste estudo piloto sugerem que a blefaroplastia superior não afeta o tempo de ruptura lacrimal de acordo com a avaliação objetiva do tempo de ruptura com o Keratograph 5M.
Keywords: Blefaroplastia; Síndromes do olho seco; Lágrimas; Optometria/instrumentação
Abstract
Paciente de 65 anos, sexo feminino, foi encaminhada para avaliação de cirurgia de catarata. Relatou história de cirurgias mandibulares para correção de deformação facial desenvolvida ao longo da infância e adolescência. O exame oftalmológico completo mostrou estrias angióides bilaterais, drusas em ambas as áreas dos discos ópticos e membrana neovascular sub-retiniana na mácula esquerda. A análise genética revelou mutação no gene SH3BP2 compatível com o diagnóstico de Querubismo. A avaliação clínica e laboratorial descartou outros distúrbios sistêmicos. O Querubismo é uma doença óssea rara caracterizada pelo desenvolvimento de lesões fibro-ósseas indolores na mandíbula e maxila durante a primeira infância. Os achados oftalmológicos nesta doença estão principalmente relacionados ao envolvimento ósseo orbitário. Este artigo descreve pela primeira vez a ocorrência de estrias angióides e drusas de disco óptico no Querubismo. Enfatizamos que essa condição deve ser incluída no diferencial de pacientes com tais achados, principalmente quando ambos existirem em associação.
Keywords: Estrias angioides; Drusas do disco óptico; Lâmina basilar da coróide; Querubismo
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