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Abstract
O intuito deste é apresentar um caso raro de síndrome de Horner na infância. Trata-se de uma criança do sexo masculino, com idade de 2 anos e 1 mês, que apresentava desde o nascimento ptose palpebral, miose e anidrose da hemiface esquerda. A instilação de fenilefrina 2,5% provocou midríase, com pupilas isocóricas, confirmando o diagnóstico. A história e o exame clínico auxiliam a localizar o nível da lesão e a estabelecer a etiologia do quadro.
Keywords: Síndrome de Horner; Blefaroptose; Miose; Hipoidrose; Sistema nervoso simpático
Abstract
OBJETIVO: Quantificar, usando o sistema de imagem digital, medidas palpebrais antes e após a cirurgia de blefaroplastia superior. MÉTODOS: Foram avaliadas 18 pálpebras de 9 pacientes atendidas no HC da FMB - UNESP, com idade entre 40 a 75 anos, do sexo feminino, portadoras de dermatocálase. Foram obtidas fotografias das pacientes antes e após 60 dias da blefaroplastia da pálpebra superior. As imagens foram transferidas para um computador e analisadas pelo programa Scion Image Frame Grabber. Os parâmetros avaliados foram: a altura da fenda palpebral em posição primária do olhar, altura do sulco palpebral superior e o ângulo palpebral lateral antes e depois de 60 dias da realização da cirurgia de blefaroplastia superior. RESULTADOS: Após a cirurgia, houve aumento da altura da fenda palpebral e do sulco palpebral superior. Contudo, o ângulo palpebral lateral não se alterou. CONCLUSÃO: A posição palpebral se altera após a blefaroplastia e o processamento de imagens digitais possibilita quantificar estas alterações, mensurando os resultados obtidos com a cirurgia.
Keywords: Blefaroplastia; Pálpebras; Medidas; Processamento de imagem assistida por computador; Feminino
Abstract
O objetivo deste relato é correlacionar achados à tomografia de coerência óptica e prognóstico visual de pacientes com commotio retina e de gravidades diferentes. Dois pacientes do sexo masculino, de 20 e 23 anos com baixa visual unilateral após trauma ocular contuso atribuível a edema de Berlin foram avaliados pela retinografia e tomografia de coerência óptica. A acuidade visual no olho afetado era de 20/25 no primeiro paciente e conta dedos a 2 metros no segundo. O exame oftalmológico revelou uveíte traumática e, na fundoscopia, evidenciaram-se opacificação retiniana moderada no primeiro caso e grave no segundo. A tomografia de coerência óptica confirmou discreta diminuição da depressão foveal no primeiro caso e desorganização das camadas retinianas no segundo. Houve resolução anatômica e funcional completa a tomografia de coerência óptica no primeiro paciente, enquanto o segundo evoluiu com baixa visual permanente e desorganização da arquitetura retiniana. A tomografia de coerência óptica é um exame complementar útil na avaliação do trauma retiniano, ajudando a entender sua fisiopatologia e predizer prognóstico a partir da análise anatômica da região acometida.
Keywords: Retina; Retinopatia; Tomografia de coerência óptica; Traumatismos oculares; Fundus oculi; Humano; Adulto; Masculino
Abstract
Objetivo: Avaliar se o tempo de intervalo entre o diagnóstico do diabetes mellitus (DM) tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho está relacionado com a gravidade da retinopatia diabética (RD). Métodos: Inquérito realizado em 105 pacientes portadores de DM tipo 2 que foram referenciados para avaliação oftalmológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados: Quanto à classificação da RD, dos 105 pacientes, 15 (14,28%) não apresentavam sinais de RD e 90 (85,72%) demonstraram presença de sinais de RD ao exame de fundo de olho. Somente 15,23% dos pacientes avaliados foram examinados no primeiro ano do diagnóstico de DM. Sessenta pacientes foram submetidos à laserterapia, 46,66% relataram mal controle do DM. Quando examinados em até 5 anos de diagnóstico de DM, 36 (34,30%), pacientes, 58,33% não apresentaram sinais ou demonstravam sinais de RD grau leve e 22,20% RD proliferativa. Trinta pacientes receberam exame oftalmológico superior a 11 anos do diagnóstico de DM, 21,62% não apresentavam sinais de RD e 59,46% classificados com RD proliferativa. Conclusão: Este estudo demonstrou significância estatística na relação entre o intervalo de tempo do diagnóstico do DM tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho com a gravidade de RD.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito de uma única injeção intravítrea de bevacizumabe na função visual, sensibilidade ao contraste, em olhos com edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano. MÉTODOS: Dezessete olhos de 17 pacientes com edema macular unilateral causado por oclusão de ramo venoso retiniano foram tratados com uma única injeção intravítrea de bevacizumabe. Pacientes previamente foram submetidos a exame ocular completo, sensibilidade ao contraste, variável de maior interesse, melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica e foram reavaliados no 1º e 3º mês de seguimento. RESULTADOS: O teste de sensibilidade ao contraste demonstrou melhora significante nas frequências espaciais 3, 6, 12 e 18 ciclos/grau (c/g) no primeiro mês de seguimento e na frequência espacial 12 c/g após o 3º mês de tratamento. A média da acuidade visual melhorou de 0,77 no pré-tratamento para 0,61 logMAR no 1º mês de seguimento (P=0,0001), com piora ao final do 3º mês, 0,75 logMAR. A média da espessura foveal central (552 ± 150 µm) reduziu significantemente no 1º (322 ± 127 µm, P=0,0001) e 3º (439 ± 179 µm, P=0,01) mês de seguimento. CONCLUSÃO: No edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe melhora a sensibilidade ao contraste, acuidade visual e reduz a espessura foveal central após 1 mês de tratamento. Após 3 meses de seguimento, ainda é possível observar benefício com o tratamento, como foi evidenciado pela sensibilidade ao contraste e a medida da espessura foveal central à tomografia de coerência óptica.
Keywords: Edema Macular; Oclusão da veia retiniana; Sensibilidade de contraste; Tomografia de coerência óptica; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Anticorpos monoclonais; Acuidade visual; Injeções
Abstract
Relato de um caso de vasculopatia polipoidal idiopática da coroide (IPCV) com múltiplas dilatações aneurismáticas em região temporal periférica da retina, em uma paciente idosa que assemelhou-se com alguns tumores de coroide no seguimento de um ano. Paciente de 68 anos da raça negra, assintomática, foi encaminhada com a hipótese diagnóstica de um tumor vascular de coroide e hemangioma capilar da coroide, em região temporal inferior periférica da retina. Ao exame de tomografia de coerência óptica (OCT) era observado dois grande descolamentos de epitélio pigmentado (DEP), sendo confirmado o diagnóstico de vasculopatia polipoidal idiopática da coroide pela angiografia com indocianina verde (ICG). Após um ano, houve absorção do descolamento do epitélio pigmentado hemorrágico assemelhando-se assim ao osteoma de coroide. Nenhum tratamento foi necessário apesar da quantidade dos pólipos. A vasculopatia polipoidal idiopática da coroide é uma doença rara que, dependendo do estágio da apresentação, pode se assemelhar com algumas doenças da coroide. A tomografia de coerência óptica pode ilustrar melhor as características das lesões e a ICG confirma o diagnóstico. Nem todos os casos necessitam ser tratados.
Keywords: Hemorragia da coroide/etiologia; Doenças da coroide/patologia; Angiofluoresceinografia; Verde indocianina/uso diagnóstico; Coroide/irrigação sanguínea Doenças vasculares periféricas; Epitélio pigmentado ocular; Tomografia de coerência óptica; Relatos de c
Abstract
Objetivo: Determinar o efeito da panfotocoagulação retiniana nos parâmetros topográficos do disco óptico em pacientes não glaucomatosos com retinopatia diabética proliferativa.
Métodos: Este é um estudo observacional prospectivo e unicêntrico. Trinta e oito olhos de 26 pacientes diabéticos foram submetidos à panfotocoagulação retiniana para retinopatia diabética proliferativa. As estereofotografias e os parâmetros do disco óptico foram avaliados usando o retinógrafo Visucam da Zeiss e o oftalmoscópio confocal de varredura a laser (Heidelberg Retinal Tomograph), respectivamente, no início e 12 meses após a conclusão da panfotocoagulação.
Resultados: Trinta e oito olhos de 26 pacientes (15 mulheres) com média de idade de 53,7 anos (intervalo de 26-74) foram recrutados. Nenhuma diferença significativa foi encontrada entre a média horizontal e vertical para relação escavação/disco óptico determinadas pelas estereofotografias antes e após o tratamento com panfotocoagulação retiniana (p=0,461 e 0,839, respectivamente). Os valores globais dos parâmetros do disco óptico analisados com a tomografia de varredura a laser não mostraram nenhuma mudança significativa entre o início até os 12 meses, incluindo disk area, cup area, rim area, cup volume, rim volume, C/D area ratio, linear C/D ratio, mean cup depth, maximum cup depth, cup shape measure, height variation contour, mean retinal nerve fiber layer thickness e cross-sectional area.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que a panfotocoagulação retiniana não causa alterações morfológicas no disco óptico em pacientes com retinopatia diabética proliferativa após um ano de seguimento.
Keywords: Fotocoagulação; Disco óptico; Microscopia confocal; Retinopatia diabética; Polarimetria de varredura por laser
Abstract
Objetivos: Avaliar a sensibilidade ao contraste em pacientes virgens de tratamento com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco, submetidos a panfotocoagulação retiniana com injeções intravítreas de ranibizumabe versus panfotocoagulação isolada.
Métodos: Sessenta olhos de 30 pacientes foram randomizados em dois grupos: um submetido a panfotocoagulação com injeções de ranibizumabe (grupo estudo), e o outro submetimedo a panfotocoagulação isolada (grupo controle). Todos olhos foram tratados em 3 sessões de laser, seguindo recomendação do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS). Avaliação da sensibilidade ao contraste foi realizada sob condições fotópicas (85 cd/m2) com tabela Visual Contrast Test Sensitivity 6500, permitindo avaliação de cinco frequências espaciais medidas com redes senoidais: 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 e 18.0 ciclos por grau de ângulo visual (cpd). Foram realizadas medidas dos limiares de sensibilidade ao contraste intra e entre grupos na visita inicial, no 1º, 3º, e 6º mês de seguimento.
Resultados: Cinquenta e oito olhos, 28 do grupo estudo e 30 do grupo controle, atingiram o término do estudo. Análise comparativa da SC entre os grupos mostrou diferença estatisticamente significante, nas baixas frequências espaciais, no 1º mês em 1.5 cpd (p=0,001) e 3.0 cpd (p=0,04), no 3º mês em 1.5 cpd (p=0,016) e no 6º mês em 3.0 cpd (p=0,026) a favor do grupo estudo.
Conclusão: O tratamento com panfotocoagulação associada a injeção de ranibizumabe parece causar menos danos a sensibilidade ao contraste quando comparada com panfotocoagulação isolada em olhos com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco. Dessa forma, os resultados apresentados podem justificar a associação do ranibizumabe à panfotocoagulação nestes pacientes.
Keywords: Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Ranibizumab; Bevacizumab; Sensibilidade de contraste; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Injeção intravítrea.
Abstract
Relatamos um caso de uma paciente de 54 anos com hipertensão intracraniana que apresentava achados atípicos de papiledema unilateral e vasculopatia polipoidal da coroide peripapilar. A investigação levou ao diagnóstico de hipertensão intracraniana idiopática e de um pequeno meningioma incidental. A paciente foi tratada com acetazolamida por via oral, seguida de três injeções intravítreas mensais de bevacizumabe, resultando em inatividade da vasculopatia polipoidal da coroide, redução da exsudação e completa absorção do líquido subretiniano. A apresentação deste caso serve para documentar pela primeira vez vasculopatia polipoidal da coroide associada a papiledema. Ele também demonstra que podem ocorrer anormalidades vasculares da coroide mesmo quando o edema do disco óptico é unilateral, uma manifestação incomum do aumento da pressão intracraniana. O reconhecimento imediato desses achados e seu manejo adequado são essenciais para o tratamento adequado e para prevenção da perda visual irreversível.
Keywords: Meningioma; Neovascularização de coroide; Papiledema; Pseudotumor cerebral; Transtorno da visão
Abstract
A fosseta do disco óptico é uma rara anomalia con gênita que pode causar descolamento de retina seroso na mácula. Não há um tratamento cirúrgico padrão universalmente aceito. Recentemente, cirurgiões têm realizado procedimentos novos que visam selar o buraco diretamente. Esse caso clínico mostra um método promissor para o tratamento cirúrgico da maculopatia causada pela fosseta do disco. Optamos por criar um flap invertido com a membrana limitante interna, dobrando-o sobre a fosseta para promover uma barreira, impedindo o acúmulo de fluido. A absorção gradual do líquido subretiniano foi observada ao longo de 12 meses de acompanhamento. Imagens de tomografia de coerência óptica podem demonstrar a membrana limitante interna dobrada sobre a fosseta e a resolução progressiva do fluido subretiniano. Esta técnica resultou em um resultado anatômico satisfatório com boa melhora funcional na acuidade visual.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Disco óptico; Descolamento retiniano; Vitrectomia; Relatos de casos
Abstract
Nosso objetivo é descrever uma paciente de 33 anos de idade, com perda visual bilateral grave por maculopatia hipertensiva exsudativa como o primeiro sinal da nefropatia por imunoglobulina A. A fundoscopia revelou a presença de manchas algodonosas, hemorragias em chama-de-vela, estreitamento arteriolar difuso, edema de disco óptico e maculopatia exsudativa bilateral. A pressão arterial sistólica foi de 240mmHg e a diastólica de 160 mmHg associado a proteinúria e hematúria, sugerindo a presença de doença renal. A biópsia renal confirmou a nefropatia por imunoglobulina A. A paciente foi tratada como corticoide sistêmico, drogas anti-hipertensivas e uma única dose intravítrea de Aflibercept em ambos os olhos. Houve rápida melhora do edema macular e da acuidade visual. Nosso caso chama a atenção para o fato de que a perda visual bilateral grave pode ser a primeira apresentação de uma doença hipertensiva sistêmica. Causas secundárias como a nefropatia por imunoglobulina A devem ser afastadas.
Keywords: Doença de Berger; Nefropatia por IgA; Retinopatia hipertensiva; Tomografia de coerência óptica; Edema macular; Hipertensão maligna; Hipertensão arterial sistêmica.
Abstract
Este relato de caso apresenta um paciente feminino de 33 anos encaminhado para um serviço especializado de retina devido à leve perda de visão em olho direito. A acuidade visual foi de 20/25 no olho direito e 20/50 no olho esquerdo, o equivalente esférico foi de -12,75 dioptrias e -14,75 dioptrias, respectivamente. Avaliações multimodais revelaram isquese peripapilar nas camadas internas e externas da retina, descolamento vítreo posterior grau II e fundo tesselado. Avaliação funcional com perimetria Humphrey e microperimetria MP-3 revelaram sensibilidade macular normais e diminuição da sensibilidade na região peripapilar, especialmente no olho direito. Potencial visual evocado de padrão reverso apresentou no olho direito latência e amplitude N75 e P100 dentro dos valores normais para verificação de 1º. Entretanto, a amplitude foi baixa para a de 15´. Pacientes alto míopes com esfiloma posterior envolvendo o nervo óptico são suscetíveis à tração da hialoide posterior. Portanto a tração vitreopapilar resultante pode causar comprometimento da visão.
Keywords: Miopia degenerativa; Retinosquise; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Optic neuritis is an important cause of unilateral and acute visual loss in young adults, but other differential diagnoses should be considered, especially when the disease has an atypical presentation. This report presents the case of a young woman with reduced visual acuity in her right eye, associated with optic disc edema and a relative afferent pupillary defect, that was initially misdiagnosed as optic neuritis and subsequently found to have paracentral acute middle maculopathy, possibly secondary to subtle impending central retinal vein occlusion. This case emphasizes the need to remember that retinal vascular diseases can occasionally mimic optic neuritis. Detailed anamnesis and ophthalmic examination can avoid unnecessary interventions.
Keywords: Optic disc; Papilledema; Optic neuritis; Retinal diseases; Diagnosis, differential; Visual acuity; Diagnostic errors
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