Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (2 )
:329-331
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000200025
Abstract
O intuito deste é apresentar um caso raro de síndrome de Horner na infância. Trata-se de uma criança do sexo masculino, com idade de 2 anos e 1 mês, que apresentava desde o nascimento ptose palpebral, miose e anidrose da hemiface esquerda. A instilação de fenilefrina 2,5% provocou midríase, com pupilas isocóricas, confirmando o diagnóstico. A história e o exame clínico auxiliam a localizar o nível da lesão e a estabelecer a etiologia do quadro.
Keywords: Síndrome de Horner; Blefaroptose; Miose; Hipoidrose; Sistema nervoso simpático
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (1 )
:85-88
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000100015
Abstract
OBJETIVO: Quantificar, usando o sistema de imagem digital, medidas palpebrais antes e após a cirurgia de blefaroplastia superior. MÉTODOS: Foram avaliadas 18 pálpebras de 9 pacientes atendidas no HC da FMB - UNESP, com idade entre 40 a 75 anos, do sexo feminino, portadoras de dermatocálase. Foram obtidas fotografias das pacientes antes e após 60 dias da blefaroplastia da pálpebra superior. As imagens foram transferidas para um computador e analisadas pelo programa Scion Image Frame Grabber. Os parâmetros avaliados foram: a altura da fenda palpebral em posição primária do olhar, altura do sulco palpebral superior e o ângulo palpebral lateral antes e depois de 60 dias da realização da cirurgia de blefaroplastia superior. RESULTADOS: Após a cirurgia, houve aumento da altura da fenda palpebral e do sulco palpebral superior. Contudo, o ângulo palpebral lateral não se alterou. CONCLUSÃO: A posição palpebral se altera após a blefaroplastia e o processamento de imagens digitais possibilita quantificar estas alterações, mensurando os resultados obtidos com a cirurgia.
Keywords: Blefaroplastia; Pálpebras; Medidas; Processamento de imagem assistida por computador; Feminino
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (4 )
:533-536
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000400018
Abstract
O objetivo deste relato é correlacionar achados à tomografia de coerência óptica e prognóstico visual de pacientes com commotio retina e de gravidades diferentes. Dois pacientes do sexo masculino, de 20 e 23 anos com baixa visual unilateral após trauma ocular contuso atribuível a edema de Berlin foram avaliados pela retinografia e tomografia de coerência óptica. A acuidade visual no olho afetado era de 20/25 no primeiro paciente e conta dedos a 2 metros no segundo. O exame oftalmológico revelou uveíte traumática e, na fundoscopia, evidenciaram-se opacificação retiniana moderada no primeiro caso e grave no segundo. A tomografia de coerência óptica confirmou discreta diminuição da depressão foveal no primeiro caso e desorganização das camadas retinianas no segundo. Houve resolução anatômica e funcional completa a tomografia de coerência óptica no primeiro paciente, enquanto o segundo evoluiu com baixa visual permanente e desorganização da arquitetura retiniana. A tomografia de coerência óptica é um exame complementar útil na avaliação do trauma retiniano, ajudando a entender sua fisiopatologia e predizer prognóstico a partir da análise anatômica da região acometida.
Keywords: Retina; Retinopatia; Tomografia de coerência óptica; Traumatismos oculares; Fundus oculi; Humano; Adulto; Masculino
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (3 )
:240-243
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000300006
Abstract
Objetivo: Avaliar se o tempo de intervalo entre o diagnóstico do diabetes mellitus (DM) tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho está relacionado com a gravidade da retinopatia diabética (RD). Métodos: Inquérito realizado em 105 pacientes portadores de DM tipo 2 que foram referenciados para avaliação oftalmológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados: Quanto à classificação da RD, dos 105 pacientes, 15 (14,28%) não apresentavam sinais de RD e 90 (85,72%) demonstraram presença de sinais de RD ao exame de fundo de olho. Somente 15,23% dos pacientes avaliados foram examinados no primeiro ano do diagnóstico de DM. Sessenta pacientes foram submetidos à laserterapia, 46,66% relataram mal controle do DM. Quando examinados em até 5 anos de diagnóstico de DM, 36 (34,30%), pacientes, 58,33% não apresentaram sinais ou demonstravam sinais de RD grau leve e 22,20% RD proliferativa. Trinta pacientes receberam exame oftalmológico superior a 11 anos do diagnóstico de DM, 21,62% não apresentavam sinais de RD e 59,46% classificados com RD proliferativa. Conclusão: Este estudo demonstrou significância estatística na relação entre o intervalo de tempo do diagnóstico do DM tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho com a gravidade de RD.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (1 )
:29-32
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000100006
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito de uma única injeção intravítrea de bevacizumabe na função visual, sensibilidade ao contraste, em olhos com edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano. MÉTODOS: Dezessete olhos de 17 pacientes com edema macular unilateral causado por oclusão de ramo venoso retiniano foram tratados com uma única injeção intravítrea de bevacizumabe. Pacientes previamente foram submetidos a exame ocular completo, sensibilidade ao contraste, variável de maior interesse, melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica e foram reavaliados no 1º e 3º mês de seguimento. RESULTADOS: O teste de sensibilidade ao contraste demonstrou melhora significante nas frequências espaciais 3, 6, 12 e 18 ciclos/grau (c/g) no primeiro mês de seguimento e na frequência espacial 12 c/g após o 3º mês de tratamento. A média da acuidade visual melhorou de 0,77 no pré-tratamento para 0,61 logMAR no 1º mês de seguimento (P=0,0001), com piora ao final do 3º mês, 0,75 logMAR. A média da espessura foveal central (552 ± 150 µm) reduziu significantemente no 1º (322 ± 127 µm, P=0,0001) e 3º (439 ± 179 µm, P=0,01) mês de seguimento. CONCLUSÃO: No edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe melhora a sensibilidade ao contraste, acuidade visual e reduz a espessura foveal central após 1 mês de tratamento. Após 3 meses de seguimento, ainda é possível observar benefício com o tratamento, como foi evidenciado pela sensibilidade ao contraste e a medida da espessura foveal central à tomografia de coerência óptica.
Keywords: Edema Macular; Oclusão da veia retiniana; Sensibilidade de contraste; Tomografia de coerência óptica; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Anticorpos monoclonais; Acuidade visual; Injeções