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Abstract
OBJETIVO: Verificar a associação entre dois diferentes tipos de estrangulamento com a variação da pressão intraocular em atletas de jiu-jitsu. MÉTODO: Estudo observacional em grupo de 9 atletas de jiu-jitsu, com mínimo 6 meses de treinamento, sexo masculino, idades entre 20 e 30 anos, sem presença de lesões físicas e do bulbo ocular. Buscou-se associação entre a variação da pressão intraocular e os estrangulamentos Frontal da Guarda (E1) e Frontal da Montada (E2). A pressão intraocular foi determinada com o tonômetro de Perkins, inicialmente sem que o atleta tivesse realizado atividade física nas 24 horas antecedentes e após cada golpe. Realizou-se medidas da pressão intraocular por 12 minutos, uma a cada 3 minutos de recuperação (R1; R2; R3; R4), com o indivíduo deitado. Como procedimento estatístico foi empregado o teste ANOVA e o pós-teste de Bonferroni. RESULTADOS: Ocorreu redução significativa da pressão intraocular em ambos os olhos durante a situação E2 comparada a E1 em todos os momentos da aferição de recuperação: R1 (OD: 8,22 ± 1,39 vs.11,33 ± 2,00 / OE: 8,55 ± 1,23 vs. 11,88 ± 1,90), R2 (OD: 8,44 ± 1,87 vs.10,22 ± 2,53 / OE: 9,00 ± 1,80 vs. 10,44 ± 2,35), R3 (OD: 8,44 ± 1,74 vs.9,78 ± 2,54 / OE: 8,55 + 1,42 vs. 10,33 ± 1,93) todos com p<0,01 e R4 (OD: 8,88 ± 2,08 vs.9,55 ± 2,87 / OE: 9,11 ± 1,53 vs. 10,44 ± 2,18) com p<0,05. A redução da PIO foi significativamente maior (p < 0,05) no E2 no momento R1 (OD: 10,77 ± 1,92 vs.8,22 ± 1,39 / OE: 11,44 ± 1,94 vs. 8,55 ± 1,23). CONCLUSÃO: Houve associação entre a pressão intraocular e o estrangulamento no jiu-jitsu, com redução desta.
Keywords: Pressão intraocular; Traumatismos em atletas; Exercício; Asfixia; Pescoço
Abstract
OBJETIVOS: Estudar a habilidade diagnóstica do tomógrafo retiniano de Heidelberg (HRT II), GDx analisador de fibras nervosas (GDx), perimetria azul-amarelo (SWAP), tecnologia de frequência duplicada (FDT) isoladamente e em conjunto no diagnóstico do glaucoma. MÉTODOS: Sessenta glaucomatosos e 60 pacientes normais foram submetidos a exames de HRT II, GDx, SWAP e FDT. HRT foi considerado alterado quando pelo menos uma região do anel neurorretiniano esteve fora dos limites da normalidade, conforme a análise de regressão de Moorfields. GDx alterado foi definido quando pelo menos um índice foi considerado pelo programa do equipamento como fora dos limites normais, excluindo-se o índice simetria, ou ainda quando no gráfico "the deviation from normal graph" apareceu um quadrante com significância abaixo de 5%. O FDT foi considerado anormal quando pelo menos uma região testada apresentou-se com defeito severo ou com a presença de dois defeitos moderados contíguos. Para o SWAP foram adotados os critérios de anormalidade propostos por Anderson. Análise de regressão logística foi realizada. RESULTADOS: Quando foram estudadas as tecnologias isoladamente, a análise de regressão logística apresentou melhores índices de razão das chances para glaucoma com exames positivos para o HRT (22,49), seguido pelo SWAP (21,71). FDT (3,97) e GDx (2,73). Quando se associaram exames positivos de diferentes tecnologias, as razões das chances aumentaram. Nos casos com exames de HRT, FDT e SWAP fora dos limites normais, a razão das chances foi de 252,6 e com HRT, SWAP e GDx alterados, 173,1. Quando associamos exames positivos de diferentes tecnologias, a razão das chances dos pacientes serem glaucomatosos aumentou consideravelmente, chegando a 689,7 com todos os exames fora dos limites normais, o que ocorreu em 26 pacientes deste estudo. CONCLUSÕES: A análise de regressão logística confirmou que a presença de exames alterados de HRT ou SWAP apresentam as maiores razões das chances de glaucoma. A associação de exames alterados aumentou a razão das chances, principalmente, quando o HRT e o SWAP estavam fora dos limites normais.
Keywords: Glaucoma; Polarimetria de varredura a laser; Perimetria; Oftalmoscopia
Abstract
Objetivos: Avaliar o perfil das consultas de emergência oftalmológicas durante os primeiros meses de quarentena por pandemia de covid-19 em um hospital oftalmológico de referência em São Paulo e compará-lo com o mesmo período do ano anterior.
Métodos: Os dados foram extraídos do serviço de emergência do Hospital Ophthal Especializado, São Paulo, Brasil. Todos os casos registrados entre 23 de março e 19 de maio de 2020 foram incluídos no estudo como Grupo 2020. Os casos registrados entre 23 de março e 19 de maio de 2019 foram incluídos no estudo como Grupo de 2019. Tabelas de frequência foram utilizadas para análises descritivas. Os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher foram aplicados para comparar variáveis categóricas entre os grupos.
Resultados: Observamos uma diminuição de 46,15% no número de casos durante a pandemia Covid-19 em 2020 quando comparado ao mesmo período sem pandemia em 2019. Foi observado um aumento significativo nos achados de pálpebra (+12,3%), córnea (+97,1%), retina (+173,1%), refração (+62,9%), glaucoma (+43,9%), esclera (+68,8%), trauma (+39,3%), herpes (+54,7%) e catarata (+549,9%) em 2020 quando comparado para 2019. Por outro lado, houve redução nos casos de conjuntivite (-33,4%), transtornos do aparelho lacrimal (-81,0%), iridociclite (-39,9%) e consultas pós-operatórias (-80,1%).
Conclusão: durante a fase inicial da pandemia Covid-19, foi observada uma redução drástica no número de pacientes que procuram o serviço de emergência ocular. Houve também uma mudança nos principais motivos para visitas com frequências mais altas de casos de alta gravidade como distúrbios da retina, distúrbios da córnea, glaucoma e trauma, e frequências mais baixas de condições transmissíveis como conjuntivite.
Keywords: COVID-19; Emergências; Isolamento Social; Oftalmologia; Quarentena.
Abstract
Relato de caso de paciente 56 anos, sexo masculino, com histórico de vitrectomia via pars plana por descolamento de retina em olho direito e posterior implante de dispositivo de drenagem por glaucoma secundário. Dois anos após o procedimento foi encaminhado ao serviço por baixa de acuidade visual (AV) de 20/200 (1.00 LogMAR). À fundoscopia, observou-se uma elevação amelanótica temporal no equador com hipótese diagnóstica de melanoma de coroide amelanótico. O exame de ultrassom mostrou implante de dispositivo de drenagem justabulbar temporal superior com comunicação transescleral para espaço subcoroidal (fístula), sugerindo bolsão focal de descolamento de coroide em equador temporal superior simulando melanoma de coroide amelanótico. O paciente foi abordado cirurgicamente devido membrana epirretiniana com nova vitrectomia via pars plana para peeling de membrana limitante interna, sem repercussões no local da fístula, evoluindo bem com acuidade visual de 20/70 (0.55 LogMAR). Ao nosso conhecimento, este é o primeiro caso relatado nessa condição.
Keywords: Descolamento retiniano; Desprendimento da retina; Glaucoma; Implantes para drenagem de glaucoma; Neoplasias da coroide; Melanoma; Angiofluoresceínografia; Dexametasona; Humanos; Relatos de casos.
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