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Abstract
OBJETIVO: Mostrar a evolução do tratamento do retinoblastoma ao longo de uma década e suas implicações na sobrevida global e na preservação da visão. MÉTODOS: Trezentos e dezenove pacientes foram avaliados no estudo. Analisamos 257 pacientes portadores de retinoblastoma admitidos no Hospital do Câncer, entre janeiro de 1986 a dezembro de 1996, divididos em dois grupos de acordo com tratamento a que foram submetidos (1986 a 1990 e 1991 a 1996). Analisamos ainda 62 pacientes portadores de retinoblastoma intra-ocular entre janeiro de 1996 e maio de 2000 que foram submetidos a quimiorredução, aliada a medidas oftalmológicas, sem enucleação ou radioterapia externa. RESULTADOS: Em pacientes com doença intra-ocular, nos dois períodos, não houve significância estatística com relação à sobrevida. Analisamos 59 pacientes com retinoblastoma extra-ocular, de acordo com a classificação do CCG (Children´s Cancer Group), e a sobrevida global em 5 anos foi maior no 2º período, (63,7% vs. 41%; p= 0,059). Entre 1996 e 2000 analisamos 62 pacientes com retinoblastoma intra-ocular com visão preservada, sendo 47 (75,8%) com doença bilateral e 15 (24,2%) com tumor unilateral. Os portadores de tumor bilateral tiveram uma taxa de preservação de visão de 49,8%, versus 26,7% para os pacientes com tumor unilateral. CONCLUSÕES: Tumores intra-oculares mantêm altas taxas de cura e preservação da visão. Novas combinações de drogas poderão melhorar a sobrevida dos extra-oculares. Quanto às perspectivas futuras, há pesquisas envolvendo terapia gênica/molecular e terapêutica anti-angiogênese. Apesar de toda a evolução, o diagnóstico precoce é a arma mais poderosa, na cura dos portadores deste tumor.
Keywords: Retinoblastoma; Sobrevivência; Visão
Abstract
OBJETIVO: Relatar os índices de conservação do globo ocular após tratamento com carboplatina e laser associados ou não a outras formas de tratamento local e radioterapia quando necessário. MÉTODO: Os olhos, virgens de qualquer tratamento, foram inicialmente estadiados, por oftalmoscopia indireta sob narcose ambulatorial, segundo Reese & Ellsworth e os pacientes submetidos à avaliação clínica por pediatra oncologista. Iniciou-se a administração do primeiro ciclo de quimioterapia com carboplatina 200 mg/m², vincristina 1,5 mg/m² e etoposida 150 mg/m² por via endovenosa em 3 dias. Seguiram-se outros ciclos sendo o intervalo entre eles de 21 a 28 dias. De 7 a 15 dias do término do ciclo de quimioterapia, nova oftalmoscopia indireta sob narcose ambulatorial era realizada com descrição dos achados e aplicação de hipertermia por laser Diodo 810 nm, pulso contínuo, e "large spot". O procedimento (quimioterapia e laser) foi repetido até completa cicatrização total das lesões ou até que se observasse necessidade de outra modalidade terapêutica como a radioterapia ou a enucleação. Controles periódicos bimensais no primeiro ano e trimestrais nos seguintes foram realizados para reavaliação e tratamento de novas lesões ou recidivas. Acompanhamento clínico por oncologista pediatra foi realizado durante todo o tratamento e seguimento. RESULTADOS: Foram tratados 62 pacientes portadores de RB (32M/30F), 15 unilaterais e 47 bilaterais (total de 107 olhos). A média de idade foi 16,9 meses (2,6 a 71,4). Em 5 pacientes administrou-se 4 ciclos de quimioterapia, nos demais foram necessários mais que 4 e até 8 ciclos. Em 34 olhos não se pode evitar o uso de radioterapia. O tempo médio de seguimento foi de 26,8 meses (5 a 60). Entre os bilaterais os índices de conservação, segundo os estádios de Reese & Ellsworth foram: I 10/11 (90,9%); II 8/9 (88,8%); III 10/10 (100,0%); IV 3/8 (37,5%); V 14/54 (25,9%). Considerando-se o total de bilaterais foram conservados 48,9% dos olhos tratados. Entre os unilaterais, para os mesmos estádios obteve-se: I 0/0; II 2/2 (100,0%); III 1/3 (33,3%); IV 1/3 (33,3%); V 0/7 (0%). Considerando-se o total de unilaterais foram conservados 26,6% dos olhos. Não se observou nefro ou ototoxicidade às drogas neste grupo.
Keywords: Retinoblastoma; Neoplasias da retina; Carboplatina; Protocolos de quimioterapia combinada antineoplásica; Enucleação ocular; Estudos prospectivos; Criança; Masculino; Feminino
Abstract
OBJETIVOS: Para avaliar o resultado de tratamento pacientes portadores de melanoma de coróide tratados com braquiterapia (placas episclerais de Co-60) no Hospital do Câncer, São Paulo, Brasil. MÉTODOS: Foram avaliados 108 pacientes tratados consecutivamente de janeiro de 1995 a junho de 1999, com idade mediana de 55,5 anos, diâmetro da base do tumor e altura máximos 9,75 mm e 5 mm, respectivamente. As doses na base do tumor, incluindo 1 mm de esclera variaram de 157 a 487 Gy (mediana 284,5 Gy) e para o ápice de 37 até 220 Gy (mediana 106 Gy). RESULTADOS: A taxa de preservação ocular foi 78,5%, com sobrevida atuarial global em cinco anos, e a taxa de conservação ocular atuarial foram 92,2% e 78%, respectivamente. Os principais efeitos colaterais relacionados ao tratamento foram retinopatia em 39/102 (38,2%) pacientes e degeneração macular, levando a déficit visual central em 31/102 (30,3%) pacientes. CONCLUSÃO: Nossa experiência com placas episclerais de Co-60 alcançou taxa satisfatória de controle de tumor local, apesar dos grandes diâmetros das bases dos tumores.
Keywords: Neoplasias da coróide; Melanoma; Radioisótopos de cobalto; Enucleação ocular; Braquiteraia; Dosagem radioterapêutica
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