Showing of 1 until 4 from 4 result(s)
Search for: Pablo Zoroquiain
Abstract
OBJETIVO: O estudo realizado teve como objetivo fornecer a relativa frequência de cada lesão epitelial de conjuntiva no Canadá. MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo de todos os casos recebidos durante 16 anos (1993-2009) no Henry C. Witelson Ocular Pathology Laboratory, em Montreal. Dados epidemiológicos foram obtidos por meio de requerimento e laudos histopatológicos, sendo classificados e analisados pelo porcentual na amostra. A relativa frequência de lesões epiteliais da conjuntiva foram obtidas em um único centro de análises no Canadá. RESULTADOS: Entre 12.102 espécimes revisadas, 273 foram lesões conjuntivais (2,25%), sendo 86 tumores epiteliais (0,71%) entre a amostra estudada. A idade média das lesões neoplásicas da conjuntiva foi de 59,9 ± 17,6 anos, e a distribuição por sexo foi de 66 (69%) homens e 30 (31%) mulheres. Quinze lesões (17,4%) foram classificadas como papilomas de células escamosas (idade média 57,3 ± 16,7 anos). No grupo das neoplasias escamosas da superfície ocular (NESO) foram encontrados 10 (11,6%) casos de queratose actínica, (63,8 ± 17,6 anos), 27 (31,3%) casos de neoplasia intraepitelial (NIC), com moderada atipia (63,9 ± 15,3 anos), 15 (17,4%) carcinomas in situ (66,7 ± 18,0 anos), e 17 (19,7%) carcinomas de células escamosas (CCE) (56,2 ± 19,4 anos). Dois outros casos menos frequentes de tumores malignos foram incluídos; um carcinoma de célula basal e outro carcinoma mucoepidermoide. CONCLUSÃO: A distribuição de nossa amostra é semelhante a encontrada no Armed Forces Institute of Pathology (AFIP) em 1994, porém quando comparamos nossa amostra com estudos realizados em países com altos níveis de exposição solar observamos menor incidência de neoplasias escamosas da superfície ocular, incluindo-se carcinomas de células escamosas.
Keywords: Conjuntiva; Neoplasias da túnica conjuntiva; Neoplasias oculares; Doenças da córnea; Carcinoma in situ; Carcinoma de células escamosas; Canadá
Abstract
Objetivo: Acredita-se que a nicotinamida (NIC) seja capaz de diminuir a angiogênese induzida pelo fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Investigar os efeitos da nicotinamida sobre a secreção de citocinas pró-angiogênicas e pró-inflamatórias em linhagens de células de melanoma uveal humano (UM). Métodos: Duas linhagens de células humanas de UM (92,1 e OCM-1) foram tratadas com NIC (10 mmol/L) ou apenas com meio de cultura por 48 horas. O sobrenadante das culturas obtido após a administração de nicotinamida foi comparado com o sobrenadante das culturas controle quanto à expressão de 20 fatores pró-angiogênicos e pró-inflamatórios, pela técnica de enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA). Resultados: Sete citocinas pró-angiogênicas foram detectadas nas condições de controle em ambas as linhagens de células de UM. O tratamento com nicotinamida promoveu uma redução significativa da secreção das seguintes citocinas angiogênicas: Angiogenina, ANG2, EGF e VEGF-A em células 92.1; bFGF em células OCM-1; PIGF em ambas as linhagens celulares. Quanto às proteínas pró-inflamatórias, a expressão de MCP-1 e IL-8 foi significativamente reduzida com a administração de nicotinamida em relação às culturas de células que não receberam o tratamento. Conclusões: Nicotinamida apresenta propriedades anti-inflamatórias e anti-angiogênicas em modelo experimental in vitro. Tais efeitos sugerem a possibilidade de utilizar esta substância na quimioprevenção do UM. Entretanto, estudos com modelos experimentais in vivo são necessários para melhor avaliar o benefício do tratamento do UM com nicotinamida.
Keywords: Niacinamida; Citocinas; Neoplasias uveais; Melanoma; Fator A de cres cimento do endotelio vascular; Linhagem celular
Abstract
Objetivo: Avaliar os efeitos do ranibizumabe em associação com o amfenac nas células de melanoma uveal humano e explorar a capacidade desses compostos em sensibilizar as células de melanoma uveal à radioterapia.
Métodos: Células de melanoma uveal humano do tipo 92.1 foram cultivadas e submetidas ao tratamento proposto (ranibizumabe, amfenac e a combinação de ambos). Ensaios de proliferação, migração e invasão com as células de melanoma uveal do tipo 92.1 foram avaliados após tratamento com ranibizumabe (125 µg/ml), amfenac (150 nM) e a combinação de ambos. Além disso, as taxas de proliferação foram avaliadas após tratamento com ranibizumabe e amfenac com subsequente exposição das células a diferentes doses de radiação (0 Gy, 4 Gy e 8 Gy).
Resultados: Ensaio de proliferação: células tratadas com ranibizumabe e amfenac combinados apresentaram taxas de proliferação inferiores em comparação ao grupo controle (p=0,016), do que as tratadas apenas com ranibizumabe (p=0,033). Ensaio de migração: foi observada uma taxa de migração significativamente mais baixa nas células tratadas com amfenac do que no grupo controle (p=0,014) e do que nas tratadas com ranibizumabe (p=0,044). Ensaio de invasão: não houve diferenças significativas entre os grupos estudados. Exposição à irradiação: no grupo da dose de 4 Gy, não houve diferença significante entre os grupos. No grupo da dose de 8 Gy, o tratamento com ranibizumabe, afenac e sua combinação antes da aplicação da radiação de 8 Gy levou a uma redução acentuada nas taxas de proliferação (p=0,009, p=0,01 e p=0,034, respectivamente) em comparação aos grupos controle.
Conclusão: A combinação de ranibizumabe e amfenac reduziu a taxa de proliferação das células de melanoma uveal; no entanto, apenas o amfenac diminuiu significativamente a migração celular. A radiossensibilidade das células de melanoma uveal do tipo 92.1 aumentou após a administração de ranibizumabe, amfenac e sua combinação. Mais investigações são necessárias para determinar se esta é uma estratégia de pré-tratamento viável para tornar grandes tumores passíveis de radioterapia.
Keywords: Melanoma uveal; Ranibizumabe; Inibidor da ciclooxigenase- 2; Radiação; Linhagem celular
Abstract
A distrofia corneana de Lisch é uma doença rara, caracterizada principalmente pela presença de células altamente vacuoladas. Embora esta característica seja importante, a natureza desses vacúolos dentro das células da córnea permanece des conhecida. Aqui, procuramos analisar as células da córnea de um paciente diagnosticado com distrofia de Lisch para caracte rizar os vacúolos dentro dessas células. Análises utilizando exame histopatológico, microscopia confocal e microscopia eletrônica de transmissão foram todas consistentes com descrições previas de células de Lisch. Importante, os vacúolos dentro dessas células pareciam ser autofagossomos e autolisossomos, e po deriam ser corados com um anticorpo proteico 1A/1B-cadeia leve 3 (LC3) da proteína anti-microtúbulo associado a microtúbulos. Em conjunto, esses achados indicam que os vacúolos observados nas células superficiais da córnea de um paciente com distrofia corneana de Lisch constituíram autofagossomos e autolisossomos. Esse achado não foi relatado anteriormente e sugere a necessidade de mais análises para definir o papel da autofagia nessa doença ocular.
Keywords: Autofagia; Distrofias hereditárias da córnea; Opacidade da córnea; Vacúolos/patologia; Humanos
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000