Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (6 )
:563-567
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000600012
Abstract
Objetivo: Foi realizado estudo experimental para avaliar o comportamento do politetrafluoroetileno (Gore-Tex®) em relação à esclera humana, em perfurações esclerais produzidas em olhos de coelhos. Métodos: Vinte e dois olhos de coelhos foram submetidos à perfuração escleral seguida da colocação e sutura do enxerto de Gore-Tex® no olho esquerdo e esclera humana no olho direito. A evolução pós-operatória foi avaliada diariamente durante um mês e, analisada a intensidade da hiperemia ocular, presença de infecção, secreção ocular, rejeição e tonicidade do olho à digito-pressão. Resultados: Não foi observada presença de secreção, casos de infecção ou rejeição. As secções histopatológicas mostraram presença de processo inflamatório não granulomatoso tipo fibrose nos olhos com Gore-Tex®, com boa adesão e epitelização. Conclusão: O Gore-Tex® mostrou ser material plausível quando utilizado nos defeitos e perfurações esclerais com algumas vantagens como fácil obtenção, manuseio e durabilidade.
Keywords: Esclera; Politetrafluoroetileno; Esclera; Esclera; Coelhos
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (3 )
:463-467
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000300018
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso tópico da mitomicina C a 0,02%, no epitélio íntegro da córnea de coelhos, sob o ponto de vista clínico e imuno-histoquímico. MÉTODOS: A mitomicina C foi instilada, 4 vezes ao dia, por 14 dias, nos olhos de 28 coelhos, em superfície ocular íntegra. A superfície ocular foi avaliada por exames biomicroscópicos seriados, durante os dias de instilação da droga. Os animais foram sacrificados no 15º, 50º e 100º dia de experimento. O exame imuno-histoquímico do epitélio corneano foi realizado pelo emprego dos anticorpos monoclonais (AE1 e AE5) que reagem com as citoceratinas do epitélio da córnea. RESULTADOS: O uso de mitomicina C desencadeou discreta hiperemia conjuntival após o terceiro dia de instilação, desaparecendo 7 dias após a suspensão da droga. Não apresentou outro sinal clínico detectável na biomicroscopia. Não desencadeou alterações histopatológicas no epitélio corneano, observando-se a continuidade do epitélio, as células epiteliais se apresentaram dispostas de maneira ordenada, com número de camadas obedecendo à maturação normal e ausência de atipia celular. O uso da mitomicina C a 0,02%, não influenciou no padrão de diferenciação da célula epitelial da córnea. CONCLUSÃO: Os resultados desta investigação demonstraram baixo potencial tóxico do uso da mitomicina C, em superfície ocular íntegra de coelhos, na dosagem e concentração utilizadas.
Keywords: Mitomicina C; Mitomicina; Epitélio da córnea; Diferenciação celular; Soluções oftálmicas; Coelhos
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (5 )
:713-716
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000500004
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso tópico da mitomicina C a 0,02%, no epitélio íntegro da córnea de coelhos, sob o ponto de vista histopatológico. MÉTODOS: A mitomicina C a 0,02% (olhos esquerdo) e água destilada (olhos direito, controle) foram instiladas, 4 vezes ao dia, por 14 dias, nos olhos de 28 coelhos, na superfície ocular íntegra. Os animais foram sacrificados no 15º, 50º e 100º dia de experimento. O exame histopatológico do epitélio corneano foi complementado por análise morfométrica, que pelo método de contagens de pontos, estudou área do epitélio, número de núcleos, relação núcleo-citoplasma, área da célula epitelial, área do núcleo e área do citoplasma, na região do limbo e central da córnea. RESULTADO: O uso de mitomicina C não desencadeou alterações histopatológicas no epitélio corneano, observando-se a continuidade do epitélio, as células epiteliais se apresentaram dispostas de maneira ordenada, com número de camadas obedecendo a maturação normal e ausência de atipia celular. A análise morfométrica demonstrou alterações significativas nas diferentes estruturas do epitélio, na região do limbo e central da córnea, principalmente nas áreas estimadas do epitélio, do citoplasma e do número de núcleos, verificando-se hipertrofia da célula epitelial, redução da relação núcleo-citoplasma e diminuição do número de núcleos. Estes valores voltaram próximos ao nível controle no 100º dia de avaliação. CONCLUSÃO: Os resultados desta investigação demonstraram baixo potencial tóxico do uso da mitomicina C na superfície ocular íntegra de coelhos, nessa dosagem e concentração.
Keywords: Mitomicina; Mitomicina; Administração tópica; Soluções oftálmicas; Epitélio corneano; Coelhos