Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (5 )
:443-446
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000500011
Abstract
OBJETIVO: Toxoplasmose é a causa mais comum de uveíte posterior no mundo. Em grande parte dos casos, não é possível determinar se a doença ocular é devida a um quadro congênito ou adquirido. Interleucina-2 (IL-2) no sangue periférico foi descrita como um possível marcador de toxoplasmose adquirida. O objetivo deste estudo foi avaliar as características de casos de toxoplasmose usando CD25 como um marcador da expressão de interleucina-2. MÉTODOS: Dez olhos enucleados fixados com formalina e embebidos em parafina de dez pacientes imunocompetentes com diagnóstico clínico de toxoplasmose ocular foram examinados. Quatro pacientes tinham a forma adquirida (IgM positivo) enquanto 6 eram IgM negativo e IgG positivo para toxoplasmose. Cortes histopatológicos foram avaliados quanto a extensão de necrose retiniana, número de cistos de T. gondii, reação granulomatosa e presença de células B e T na coróide, bem como a expressão de interleucina-2. Estudo imuno-histoquímico utilizando anticorpos monoclonais foi realizado para determinar a expressão de CD4, CD8, CD20, CD25 e CD68. RESULTADOS: A avaliação histopatológica não mostrou diferenças entre os casos de toxoplasmose ocular com relação às características avaliadas mencionadas anteriormente. Entretanto, CD25 revelou maior expressão de interleucina-2 nos 4 casos adquiridos comparado com os demais. CONCLUSÕES: Expressão elevada de CD25 foi encontrada em todos os casos de toxoplasmose ocular adquirida. Assim, o uso de CD25 como marcador da interleucina-2 pode ser uma ferramenta útil para diferenciar toxoplasmose ocular congênita de adquirida.
Keywords: Toxoplasmose ocular; Imuno-histoquímica; Toxoplasmose ocular; Toxoplasmose ocular; Interleucina-2; Antígenos CD5; Diagnóstico diferencial; Antígenos de diferenciação
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (4 )
:286-288
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000400012
Abstract
Amiloidose familiar do tipo finlandes (FAF) é uma forma de amiloidose sistêmica autossômica dominante com grande concentração geográfica na Finlândia. É causada por uma mutação, 654G-A, no gene gelsolin. O subtipo dinamarquês da FAF foi previamente descrito em três famílias, com achados clínicos similares mas com a mutação 654G-T no gene gelsolin. Três membros de duas gerações da mesma família, com diagnóstico de amiloidose familiar, foram submetidos a screening de mutações no gene gelsolin. O DNA genômico foi extraído de linfócitos do sangue periférico, sendo realizada reação em cadeia de polimerase (PCR) em condições padronizadas. A análise do sequenciamento revelou uma transição de G para T no nucleotidio 654 do gene gelsolin. Este é o primeiro relato de uma amiloidose familiar relacionada ao gene gelsolin em uma família brasileira, que apresenta uma forma rara de mutação, descrita previamente em três famílias, sem ancestrais finlandeses (tipo dinamarquês).
Keywords: Amiloidose; Gelsolina; Distrofia hereditária da córnea; Córnea; Humano; Feminino; Masculino; Adulto; Relato de casos