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Abstract
OBJETIVO: Avaliar as características morfológicas da membrana amniótica desepitelizada por diferentes técnicas. MÉTODOS: A membrana amniótica humana foi coletada no momento do parto, fixada em concentrações crescentes de glicerol (0-50% em DMEM) e preservada a 80°C até a hora de ser usada. O estudo consistiu de 4 grupos: epitélio intacto (controle) e membranas desepitelizadas pela tripsina (2 mg/mL a 1:250), dispase (1,2 U/mL em solução salina balanceada de Hank livre de Mg2+ e Ca2+) e ácido etilenodiaminotetra-acético (EDTA), 0,02%). As amostras foram submetidas à análise por microscopia eletrônica (de varredura e de transmissão). RESULTADOS: A microscopia eletrônica de varredura mostrou epitélio intacto no grupo controle e sua ausência nas membranas amnióticas desepitelizadas pela tripsina e pela dispase. Naquelas tratadas com o ácido etilenodiaminotetra-acético, havia áreas com e sem epitélio. Quando avaliadas pela microscopia eletrônica de transmissão, o epitélio estava intacto e firmemente aderido à membrana basal através de hemidesmossomos nos grupos controle e em parte do ácido etilenodiaminotetra-acético. Havia apenas fibras colágenas nas membranas tratadas com dispase e tripsina. CONCLUSÕES: O tratamento da membrana amniótica com tripsina e dispase pode causar completa retirada do epitélio e da membrana basal, ao passo que o ácido etileno- diaminotetra-acético pode preservar áreas com epitélio intacto e parcialmente destruir a membrana basal em outras.
Keywords: Âmnio; Ácido edético; Doenças da córnea; Tripsina; Endopeptidases; Microscopia eletrônica
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a incidência de fungos na conjuntiva ocular de trabalhadores no corte de cana-de-açúcar bem como no ambiente canavieiro. MÉTODOS: Neste estudo, foram feitos "swabs" da conjuntiva ocular de 100 trabalhadores de ambos os sexos, sendo 86 do sexo masculino e 14 do feminino, e coleta do material das folhas e colmo do canavial, bem como do ar ambiente que foram em seguida semeados em meios específicos para fungos. Após incubação a 25°C por um período de até 15 dias, as placas foram analisadas sendo as Unidades Formadoras de Colônias (UFC) identificadas com técnicas micológicas convencionais. RESULTADO: Dos 100 trabalhadores envolvidos na pesquisa, 64 apresentaram um ou mais gêneros de fungos, sendo 54 (84,38%) identificados em indivíduos do sexo masculino e 10 (15,62%) identificados em indivíduos do sexo feminino. A divisão dos trabalhadores por faixa etária, demonstrou que a freqüência dos fungos observados não foi uniforme. As maiores incidências foram encontradas nas faixas etárias mais avançadas, sendo que o aumento de positividade encontrado foi considerado estatisticamente significativo (p£0,05). A freqüência mais baixa (50%) ocorreu no intervalo de 11 a 20 anos, que apresentou o menor número de pessoas examinadas. A maior positividade foi verificada no intervalo de 31-40 e 51-60 anos. Em 60 trabalhadores (93,75%) foi isolado somente um gênero; em 3 (4,69%) dois gêneros e em apenas 1 trabalhador (1,56%) foram isolados três gêneros de fungos. Os fungos mais freqüentemente isolados foram Fusarium sp (43,76%) e Geotrichum sp (23,44%), seguidos de Cladosporum sp (9,38%), Penicillium sp (7,81%), Mucor sp (9,38%) e Oidium sp (7,81%). Os gêneros mais encontrados nas folhas, colmo e ar foram Aspergillus, Penicillium, Fusarium, Cladosporium e Rhizopus. CONCLUSÃO: Apesar de não terem sido analisados os dados que contribuíram para a alta incidência de isolamento de fungos da conjuntiva 67%), é possível que as condições ambientais, o padrão socioeconômico e as más condições higiênicas gerais e pessoais, aliadas à falta de informação sobre normas de profilaxia, influenciaram nos resultados. A incidência foi muito superior no sexo masculino (84,38%) em contraposição ao feminino (15,62%). Os fungos anemófilos e os isolados do colmo e folhas foram semelhantes aos já descritos na literatura. Os isolados de fungos filamentosos foram superiores aos de leveduras, havendo uma certa correlação entre estes e os isolados da conjuntiva.
Keywords: Fungos; Conjuntiva; Oftalmopatias; Saccharum; Doenças dos trabalhadores agrícolas
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a importância da presença de células 3T3 para estabelecer cultura de suspensão de células epiteliais do limbo obtido de rimas córneo-esclerais. MÉTODOS: Rimas de diferentes doadores tiveram seus estroma posterior e endotélio removidos (n=6). Cada rima foi dividida em três segmentos iguais, que foram colocados em cultura em três diferentes condições: um segmento foi colocado na placa de cultura com o lado epitelial para cima (Grupo A). Os dois segmentos restantes foram tripsinizados e a suspensão de células obtida foi cultivada com (Grupo B) ou sem (Grupo C) células 3T3 irradiadas. As células foram mantidas em meio de cultura "supplemental hormonal epithelial médium" (SHEM), a migração epitelial e a formação de clones nos grupos A, B e C foram avaliadas pela microscopia de contraste de fase e por coloração pela rodamina B. Os resultados foram comparados estatisticamente. RESULTADOS: O crescimento de células epiteliais foi observado em 4/6 rimas (Grupo A). Todas as suspensões de células epiteliais que foram cultivadas com células 3T3 (Grupo B) formaram clones. Nenhuma adesão ou formação de clones verdadeiros (holo ou meroclones) foi observada na cultura de células que foi cultivada sem 3T3 (Grupo C) (p=0,009). CONCLUSÕES: Suspensão de células epiteliais límbicas obtidas de rimas córneo-esclerais no modelo utilizado precisa ser cultivada com células 3T3 para formar clones e estabelecer colônias epiteliais com perspectivas para uso terapêutico na reconstrução da superfície ocular.
Keywords: Células epiteliais; Técnicas de cultura de células; Diferenciação celular; Células-tronco; Limbo da córnea
Abstract
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