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Search for: Maria Antonieta da A. Ginguerra
Abstract
Objetivo: Avaliar as possíveis alterações na camada de fibras nervosas da retina (CFNR) em pacientes com enxaqueca com aura, detectada por meio da polarimetria de varredura a laser. Métodos: Vinte pacientes com enxaqueca com aura e vinte indivíduos normais foram estudados. Os critérios de inclusão para os dois grupos compreenderam: idade de pelo menos 18 anos; ausência de história de doenças oculares, exceto erro refracional ou estrabismo; e ausência de história familiar de hipertensão ocular ou glaucoma. Foram excluídos pacientes com erro refracional maior que 5 DE e/ou 2 DC; acuidade visual corrigida menor que 20/40; pressão intra-ocular maior que 21 mmHg; discos ópticos anômalos ou com escavação maior que 0,5 ou assimetria de escavação maior que 0,2; ou com presença de doenças retinianas concomitantes. Os pacientes foram submetidos a exame de campo visual (Humphrey 30-2) e análise da CFNR com a polarimetria a laser (GDx - Nerve Fiber Analyzer). Um olho de cada paciente foi randomizado para análise estatística. Resultados: Nenhum dos pacientes do grupo controle apresentou defeitos de campo visual. Nove olhos (45%) dos pacientes com enxaqueca tiveram anormalidades de campo visual além de 95% do intervalo de confiança do normal, como indicado pelos índices MD, CPSD ou GHT. Os valores de retardo no setor superior da CFNR dos pacientes com enxaqueca foram significativamente menor que no grupo controle (p=0,005). Não houve diferença significativa entre os valores de retardo dos dois grupos nas medidas globais e nos setores inferior, nasal e temporal. Conclusão: As medidas de retardo obtidas com a polarimetria a laser foram significativamente menores na porção superior da CFNR dos pacientes com enxaqueca com aura, sugerindo possível dano isquêmico às fibras nervosas, relacionadas à enxaqueca.
Keywords: Fibras nervosas; Retina; Enxaqueca clássica; Lasers
Abstract
Objetivos: Estabelecer a importância das disfunções dos músculos oblíquos na etiopatogenia das variações alfabéticas ("A" e "V") nos pacientes portadores de estrabismo do Hospital das Clínicas da Faculdadede Medicina da Universidadede São Paulo (HCFMUSP); estabelecer qual a disfunção de oblíquo mais comumente associada a cada variação alfabética. Métodos: Estudo retrospectivo realizado por meio de levantamento dos prontuários dos pacientes atendidos pelo Serviço de Motilidade Extrínseca Ocular do HCFMUSP de 1983 a 1988. Foram incluídos no trabalho 178 pacientes portadores de eso/exodesvios mais variações alfabéticas ("A" e "V"), com ou sem disfunções de oblíquos. Foram excluídos os pacientes portadores de formas especiais de estrabismo (síndromes e paresias) e os com cirurgia de estrabismo prévia à primeira consulta em nosso serviço. Resultados: Foram estudados os prontuários de 78 pacientes portadores de variação alfabética em "A": 44 mulheres e 34 homens; 61 pacientes com menos de 20 anos e 17 com mais; 59 esodesvios e 19 exodesvios. 58 pacientes com variação em "A" de até 30 dioptrias prismáticas, 12 pacientes com "A" diagnosticado apenas pelas versões e 8 com variação maior que 30; disfunções de oblíquos encontradas em 70 dos 78 pacientes estudados (89,74%), sendo as mais freqüentes a hiperfunção de oblíquo superior bilateral associada à hipofunção bilateral de oblíquo inferior (31 casos) e hiperfunção de oblíquo superior bilateral isolada (12 casos). Foram estudados 100 prontuários de pacientes portadores de variação alfabética em "V": 58 mulheres e 42 homens; 77 pacientes com menos de 10 anos de idade; 65 esodesvios, 34 exodesvios e 1 ortoforia; grande maioria dos pacientes com "V" entre 10 e 30 dioptrias prismáticas (71 casos); disfunções de oblíquos encontradas em 93 pacientes, sendo as mais freqüentes a hiperfunção de oblíquo inferior bilateral isolada (33 casos) e a hiperfunção de oblíquo inferior bilateral associada à hipofunção de oblíquo superior bilateral (30 casos). Conclusões: Os resultados desse trabalho confirmam a importância das disfunções de oblíquos na etiopatogenia das anisotropias em "A" e "V". Nas anisotropias em "A" a disfunção de motilidade extrínseca ocular mais freqüente foi a hiperfunção de oblíquo superior; nas anisotropias em "V", foi a hiperfunção de oblíquo inferior.
Keywords: Músculos oculomotores; Anisotropia; Estrabismo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da adesão ao tratamento, da gravidade da ambliopia e da idade de início do tratamento em pacientes com ambliopia por estrabismo submetidos à terapia oclusiva. MÉTODOS: Analisaram-se 569 prontuários de pacientes com ambliopia por estrabismo atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP no período de 1983 a 2000. Os critérios de exclusão foram: perda de seguimento, idade maior que 12 anos, presença de nistagmo e outras doenças oculares. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo com avaliação da motilidade ocular, divididos por faixas etárias e classificados quanto ao tipo de estrabismo, gravidade da ambliopia e adesão ao tratamento. Os dados foram analisados estatisticamente pelo método de Fisher. RESULTADOS: Foram incluídos 198 pacientes (34,8%). Não houve diferença de adesão nos diversos grupos etários. A taxa de sucesso foi maior nos pacientes com boa adesão independente da gravidade da ambliopia. Porém a adesão ao tratamento foi menor no grupo com ambliopia grave, que foi o mais freqüente e obteve menor taxa de sucesso em nossa amostra. Não houve relação entre idade e sucesso terapêutico. CONCLUSÕES: O estudo demonstrou que a adesão ao tratamento oclusivo desempenha papel fundamental na eficácia terapêutica. Com isto, idade de início do tratamento isoladamente não teve influência no sucesso terapêutico, uma vez que foi possível obter boa adesão a despeito da idade. Além disto, os resultados foram piores nos casos de ambliopia grave, nos quais a adesão foi menor.
Keywords: Ambliopia; Cooperação do paciente; Curativos oclusivos; Eficácia; Estrabismo; Acuidade visual; Hospitais universitários; Estudos retrospectivos
Abstract
Keywords:
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