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Abstract
Objetivos: Apresentar 20 casos de ceratite fúngica do Hospital São Geraldo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil e analisá-los quanto aos fatores associados, fungos identificados e tratamento instituído. Métodos: Foi realizada uma análise retrospectiva dos prontuários de 20 pacientes (20 olhos) com ceratite fúngica, confirmada pela cultura, durante o período de janeiro de 1994 a dezembro de 1999 no Hospital São Geraldo. Resultados: Quinze pacientes (75%) eram do sexo masculino. A idade variou de 9 a 67 anos (média de 35,7 anos). Um dos fatores associados analisado foi o trauma ocular (60%). O fungo mais freqüentemente isolado foi o Fusarium sp (60%), seguido pelo Aspergillus sp (30%). Natamicina foi o antifúngico tópico mais freqüentemente utilizado. No que diz respeito ao tratamento sistêmico, a droga mais utilizada foi o cetoconazol. Quatorze pacientes (70%) necessitaram de ceratoplastia penetrante durante a fase aguda da infecção. Conclusões: Fusarium sp foi o fungo mais isolado em nosso Serviço e a história de trauma ocular foi freqüente (60%). Nossa experiência mostrou um número maior de indicações de ceratoplastia penetrante terapêutica.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares fúngicas; Córnea
Abstract
OBJETIVO: Apresentar os primeiros resultados do uso da Homeopatia entre os pacientes com conjuntivite primaveril, avaliados no Serviço de Córnea e Doenças Externas do Hospital São Geraldo. MÉTODOS: Foram incluídos no presente estudo 13 pacientes apresentando ceratoconjuntivite primaveril, examinados no período de janeiro de 1998 a dezembro de 1999. A idade média dos pacientes foi de 9,5 anos, sendo nove do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Todos os pacientes já haviam feito uso de corticóide tópico antes da sua inclusão no estudo. Antes de iniciar o tratamento homeopático, todos os pacientes foram examinados por um dos autores, sendo acompanhados pelo mesmo médico, mensalmente até os seis meses e depois trimestralmente até completar um ano do tratamento homeopático. O tratamento homeopático foi realizado por meio de uma dose única, via oral, baseando-se na totalidade sintomática do paciente. RESULTADOS: A porcentagem de melhora dos sinais e sintomas, entre os pacientes, foi de: lacrimejamento e dor ocular 100%; secreção ocular 92%; sensação de corpo estranho 86%; prurido e fotofobia 84%; relatavam diminuição ou ausência do desconforto que a ceratoconjuntivite primaveril provocava nas suas atividades diárias 84%; nódulos de Trantas 62,5%; hiperemia conjuntival 61%; erosões epiteliais 58% e hipertrofia da papila tarsal 8%. CONCLUSÃO: Este estudo sugere efeito benéfico da medicação homeopática no tratamento da ceratoconjuntivite primaveril, com melhora dos sinais e sintomas da doença. Sugere-se a realização de estudo duplo-cego, com maior número de casos, para a confirmação desses resultados.
Keywords: Ceratoconjuntivite primaveril; Homeopatia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as principais indicações de tarsorrafia em Serviço de Córnea, bem como as taxas de sucesso e possíveis complicações do procedimento. MÉTODOS: Foram avaliados, retrospectivamente, todos os pacientes submetidos a tarsorrafia no período de 1 de janeiro de 2002 a 30 de dezembro de 2002 no Hospital São Geraldo, Universidade Federal de Minas Gerais. Avaliou-se idade e sexo do paciente, indicação da tarsorrafia, duração dos sinais e sintomas antes da tarsorrafia, tempo para reepitelização corneana, tipo de tarsorrafia, complicações da tarsorrafia, número de tarsorrafias e duração do acompanhamento. RESULTADOS: Foram encontrados 18 pacientes submetidos a tarsorrafia. As indicações para tarsorrafia foram úlcera de exposição (27,8%), defeito epitelial persistente associado a transplante de córnea (38,8%), úlcera neurotrófica (11,1%), síndrome do olho seco (5,6%), síndrome de Stevens-Johnson (11,1%) e queimadura química (5,6%). Dos 18 pacientes que apresentavam defeito epitelial, 15 pacientes (83,3%) apresentaram epitelização completa com a tarsorrafia. A duração média de sinais e sintomas antes da tarsorrafia foi de 98,7 ± 48,6 dias, e o tempo para epitelização após a cirurgia foi de 53,2 ± 22,8 dias. Do total de 18 tarsorrafias, duas (11,1%) foram temporárias e 16 (88,9%) permanentes. As complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico foram abertura precoce da tarsorrafia, triquíase e granuloma piogênico. CONCLUSÃO: A tarsorrafia se mostrou procedimento de fácil realização, sendo bastante segura e eficaz no tratamento de defeitos epiteliais, com taxa de sucesso de 83,3% e com poucas complicações.
Keywords: Pálpebras; Procedimentos cirúrgicos oftálmicos; Úlcera da córnea; Ceratoplastia penetrante; Epitélio da córnea; Prestação de cuidados de saúde
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
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