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Abstract
Objetivo: Determinar a incidência e a etiologia dos casos de uveítes em Curitiba-PR. Métodos: Foram estudados 68 casos de uveítes em Curitiba, PR, atendidos no ambulatório de oftalmologia no período de janeiro a abril de 1998 procurando estabelecer o diagnóstico a partir de ampla investigação clínica e laboratorial. Resultados: Em nosso estudo, constatamos que a uveíte posterior foi a mais encontrada (49%), seguindo-se a panuveíte (29%) e, com menor freqüência, a uveíte anterior (22%). A etiologia mais freqüente para as uveítes posteriores foi a toxoplasmose, responsável por 88% dos casos. Entre as panuveítes, novamente a toxoplasmose prevaleceu, com 85% e, dentro das uveítes anteriores, a principal causa foi a espondilite anquilosante com 20%. Conclusão: Em Curitiba, há um predomínio de uveítes posteriores e panuveítes, sendo a causa mais comum a toxoplasmose. No entanto, enfatiza-se que existem outras causas importantes de uveítes que devem ser lembradas pelo oftalmologista na investigação clínica.
Keywords: Uveíte; Toxoplasmose; Etiologia
Abstract
Objetivo: Este estudo avaliou os níveis de calprotectina fecal em uma série de pacientes com uveíte anterior na tentativa de determinar se pacientes com uveíte associada com espondiloartrites apresentam níveis mais elevados desta proteína do que pacientes com uveíte anterior de outras etiologias. Um terceiro grupo com espondiloartrites sem uveíte também foi incluído na avaliação para entendimento do papel da uveíte anterior no aumento da calprotectina fecal.
Métodos: Estudo transversal de 28 pacientes divididos em três grupos: (a) com espondiloartrites e uveíte (n=9); (b) com espondiloartrites sem uveíte (n=10) e (c) com uveíte sem espondiloartrites (n=9). A dosagem de calprotectina fecal foi avaliada.
Resultados: Pacientes com uveíte anterior associada a espondiloartrites apresentaram valores medianos maiores de calprotectina fecal (101 µg/g) que os valores dos pacientes com uveíte sem espondiloartrites (9 µg/g), pacientes com espondiloartrites sem uveíte que também demonstraram valores maiores (93.0 µg/g) que os dos pacientes com uveíte sem espondiloartrites (p=0,02).
Conclusão: Pacientes com espondiloartrites com e sem uveíte anterior aguda demonstraram níveis significativamente elevados de calprotectina fecal. Este teste pode ser útil na diferenciação entre uveítes associadas com espondiloartrites de uveítes de outras etiologias. Entretanto, não foi possível demonstrar associação entre o aumento dos níveis de calprotectina fecal e a presença da uveíte em espondiloartrites.
Keywords: Calprotectin; Uveitis; Spondyloarthritis; Inflammatory bowel diseases; Biomarkers
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Keywords:
Abstract
OBJETIVO: O presente estudo teve por finalidade estudar a freqüência de catarata em pacientes reumáticos e usuários crônicos de corticóide, procurando-se correlacionar o seu aparecimento com tempo de uso, dose cumulativa total e doença de fundo. MÉTODOS: Foram estudados 27 pacientes reumáticos usuários crônicos de corticóide, com exame de lâmpada de fenda e calculado o tempo de uso e doses cumulativas de prednisona ou equivalente. RESULTADO: Encontrou-se freqüência de 18,52% de cataratas e não foi possível demonstrar correlação com dose cumulativa do medicamento (p=0,231) ou com o tipo de doença de fundo. Apesar do tempo médio de uso de corticóide ter sido maior entre os pacientes que apresentaram catarata, esta correlação não demostrou significância estatística (p=0,694). CONCLUSÃO: Os autores concluem que esta complicação é relativamente comum e que mais estudos são necessários para melhor entender o processo fisiopatológico implicado na sua formação.
Keywords: Catarata; Catarata; Doenças reumáticas; Artrite reumatóide; Corticosteróides; Corticoisteróides; Tolerância a drogas
Abstract
OBJETIVO: Constatar a presença do azul de Evans na córnea normal estipulando o período de tempo de concentração máxima do corante após inoculação endovenosa e estudar a permeabilidade vascular em modelo animal da inflamação corneal induzida por queimadura química por meio de injeção de azul de Evans. MÉTODOS: Cinquenta coelhos foram divididos em 3 grupos: Grupo I (25 animais): injetou-se 20 mg/kg de azul de Evans e os animais foram sacrificados após 8, 10, 12, 14 e 16 horas. Retirou-se a córnea e quantificou-se o corante por meio de micrométodo espectrofotométrico. Grupo II: em 15 animais injetou-se o corante e, após 10 horas, fragmentou-se centralmente o tecido com trépanos de 6, 8 e 10 mm. Procedeu-se à extração do azul de Evans da mesma forma que no grupo I. Grupo III: induziu-se queimadura na córnea do olho direito de 10 animais com NaOH a 1 N. Cinco dias após o procedimento, os animais foram sacrificados, sendo que, 10 horas antes do sacrifício, foi inoculado o azul de Evans para que posteriormente se pudesse quantificá-lo. A córnea esquerda serviu como controle. RESULTADOS: No grupo I, a média da concentração do azul de Evans às 10 h. foi de 15,28 ± 0,09 mg/mg. No grupo II, as médias das concentrações do corante foram: 6 mm: 0,93 ± 0,01mg/mg; 8 mm: 1,20 ± 0,06 mg/mg; 10 mm: 1,32 ± 0,05 mg/mg. No grupo III, as médias das concentrações do azul de Evans foram: olho direito (queimadura): 23,74 ± 2,64 mg/mg e olho esquerdo (controle): 16,71 ± 2,04 mg/mg. CONCLUSÕES: Quantificou-se o azul de Evans pela primeira vez na córnea de coelhos e constatou-se que, após 10 horas de inoculação endovenosa, o corante atingiu seu pico de concentração no tecido. Concluiu-se que o azul de Evans serve como bom método de quantificação da permeabilidade vascular alterada na córnea de coelhos.
Keywords: Azul de Evans; espectrofotometria; Permeabilidade; Córnea; Coelhos
Abstract
Esclerites são doenças que podem ter como causa uma doença reumatológica, infecciosa ou tumoral ou, ainda, ser uma entidade restrita apenas ao olho. Objetivo: Relatar a experiência de dois anos de um ambulatório conjunto de Reumato-Oftalmologia no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com esclerite por três anos. Métodos: Esta é uma análise de 29 casos de esclerite. Todos os casos foram avaliados pelo serviço de Oftalmologia e pelo de Reumatologia. Resultados: Dos 29 casos identificados, foi possível identificar uma doença subjacente em 55,17% dos casos. Observamos doenças reumáticas em 34,4% e infecciosas 20,6% dos casos. As esclerites idiopáticas não se distinguiram das reumáticas quanto às características clínicas embora um maior número de casos com a forma necrosante tenha sido visto nas reumáticas (sem significância estatística). Esclerites com doença reumática subjacente foram tratadas mais vezes com corticóides orais e imunossupressores. Conclusões: A cooperação entre reumatologistas e oftalmologistas se mostrou útil na identificação etiológica de pacientes com esclerite.
Keywords: Esclerite; Esclerite; Artrite reumatóide; Granulomatose de Wegener; Imunossupressores
Abstract
A artrite reumatóide é a colagenose mais comum, afetando cerca de 0,6% da população brasileira e é uma grande causadora de deformidades articulares em mais variadas formas. A principal manifestação ocular da artrite reumatóide é a ceratoconjuntivite sicca (Sjögren secundária), seguida pela esclerite, úlcera periférica da córnea e uveíte. O objetivo deste trabalho é apresentar um caso de uveíte anterior em paciente com artrite reumatóide, uma apresentação rara em pacientes com esta patologia. Paciente feminina, 55 anos, portadora de artrite reumatóide, apresentando quadro de dor e piora súbita da acuidade visual no olho direito. O exame mostrava reação de câmara anterior com hipópio, úlcera corneana periférica e pressão intraocular de 32 mmHg. Foi realizado o diagnóstico de uveíte anterior hipertensiva e úlcera corneana periférica e realizado tratamento com corticóide oral e tópico, antibiótico tópico, colírio cicloplégico e hipotensores oculares tópicos e sistêmicos. Os casos de uveíte anterior são comuns em doenças reumatológicas, principalmente em artropatias soronegativas relacionadas ao HLA-B27, conferindo grande causa de morbidade a esses pacientes. Neste trabalho relatamos um caso de uveíte anterior em paciente com artrite reumatóide, uma apresentação rara encontrada na literatura médica atual.
Keywords: Artrite reumatóide; Ceratoconjuntivite seca; Esclerite; Úlcera da córnea; Uveíte anterior; Corticosteróides; Antígeno HLA-DR4; Antígeno HLA-B27; Humanos; Meia-idade; Feminino; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Desenvolver uma versão transcultural do "ocular surface disease index" (OSDI) para a população brasileira e analisar sua validade e eficácia. MÉTODOS: Baseados nas orientações de Guillemin et al. Foram convidados 4 professores de inglês, 1 médico oftalmologista, 1 médica reumatologista, 2 residentes de oftalmologia e 1 nativo-americano que não fala o português. O procedimento seguiu as etapas: tradução para o português por dois professores de inglês, avaliação das duas traduções para uma versão única, aplicação do questionário a 27 pessoas do ambulatório de oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, questionando as dúvidas e realizando as alterações para melhor compreensão dos pacientes. Após isso foi feita uma retradução para o inglês por dois professores de inglês que moraram nos EUA e transformação para uma versão única, e leitura de um cidadão nativo dos EUA que não fala português para avaliar a compreensão do questionário. O questionário validado foi aplicado a 22 pessoas do ambulatório de oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba para avaliar a eficácia inter e intraentrevistador. RESULTADOS: O estudo da concordância intraobservador mostrou que as questões 1, 2, 3, 4, 7 e 11 têm concordância substancial, a questão 8 tem concordância quase perfeita e as questões 5, 6, 9, 10 e 12 têm concordância moderada. Estudando-se a concordância interobservador nota-se que existem duas questões com concordância quase perfeita (questões 2 e 7), sete questões com concordância substancial (questões 1, 2, 4, 5, 6, 8 e 9) e três questões com concordância moderada (10, 11 e 12). CONCLUSÃO: A versão apresentada OSDI tem boa concordância intra e interobservador e pode ser usada em português para avaliação da qualidade de vida em pacientes com olho seco.
Keywords: Validação; Índice da doença da superfície ocular; Português; Questionários
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