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Search for: Marcela Colussi Cypel
Abstract
Objetivo: Estabelecer os agentes mais comumente isolados nas ceratites, conjuntivites e endoftalmites no Laboratório de Microbiologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, assim como determinar o perfil de sensibilidade destes agentes aos antibióticos. Métodos: Realizamos estudo retrospectivo analisando todos os prontuários oftalmológicos do banco de dados do Laboratório de Microbiologia da Santa Casa de São Paulo. Foram coletados os dados de todos os pacientes submetidos à colheita de material ocular nos últimos 5 anos (1994-1999). Selecionamos para o estudo apenas os pacientes com diagnóstico clínico de conjuntivite, ceratite e endoftalmite. Os respectivos antibiogramas foram realizados e somente dados de antibiótico com aplicação em oftalmologia foram analisados. Resultados: Dos 568 casos pesquisados, foram encontrados 282 casos de ceratite bacteriana (49,6%), 214 de conjuntivites (37,7%), 72 de endoftalmites (12,7%). Obtivemos cultura negativa em 333 casos (58,9%). O agente mais freqüentemente isolado foi S. aureus (73 casos; 31,0%). Nas conjuntivites, o segundo agente mais freqüente foi Candida sp (6,6%) e 38,3% das culturas foram negativas. Nas ceratites, Pseudomonas aeruginosa apresentou 3,9% de positividade. Nas endoftalmites, nas quais houve apenas 32% de positividade, o segundo agente mais freqüente foi o S. pneumoniae (4,2%). Conclusão: Culturas negativas foram achado mais freqüente. Quando nos deparamos com uma infecção ocular, as chances de o causador ser S. aureus são muito grandes, portanto antes mesmo de se obter o resultado da cultura, tratamento que inclua S. aureus pode ser indicado.
Keywords: Infecções oculares; Testes de sensibilidade microbiana; Conjuntivite bacteriana; Ceratite; Endoftalmite; Resistência microbiana a drogas
Abstract
OBJETIVO: Traçar o perfil do paciente portador de alergia ocular baseado nos seus dados epidemiológicos, na sua resposta ao tratamento e nas complicações de sua doença. MÉTODOS: Foram analisados 172 prontuários dos pacientes com diagnóstico de ceratoconjuntivite alérgica primaveril (CCP), atópica (CCA), sazonal (CAS) e perene (CAP) e que tiveram seguimento mínimo de 6 meses no Ambulatório de Alergia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. A análise estatística foi feita pelo método da variância e qui-quadrado. RESULTADOS: A alergia ocular mais freqüente foi a CCP (n=95; 55,2%); com predominância do sexo masculino (n=117; 68,1%). A idade média foi 11,7 anos (± 8,7 anos). Também foi a doença que mais acometeu a visão, sendo que 52,7% tiveram AV = 1,0; dos pacientes com ceratoconjuntivite atópica, 54,4% tinham AV=1,0, daqueles com conjuntivite alérgica sazonal, 75% e daqueles com conjuntivite alér-gica perene, 100% tinham AV=1,0. 96,8% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril apresentaram maior freqüência das crises no calor, e 91,4% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica atópica no frio. As alterações corneais foram mais freqüentes nos pacientes com ceratoconjuntivite alérgica primaveril, com ceratite presente em 57 pacientes (60,0%). Entre as medicações usadas, 21,6% (n=45) precisaram de corticosteróides, sendo que 36,8% destes pacientes portavam conjuntivite alérgica perene (n=35). O cromoglicato dissódico foi, dentre as demais medicações, a que em mais pacientes pareceu controlar os sintomas, com algum sucesso, em todas as formas de alergia ocular. A ressecção de papilas gigantes com transplante autólogo de conjuntiva foi feita em oito pacientes, sendo sete deles portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril e um de ceratoconjuntivite alérgica atópica. CONCLUSÕES: Ceratoconjuntivite alérgica primaveril é o tipo de conjuntivite alérgica mais freqüente em nosso serviço. A droga mais eficaz na nossa experiência parece ser o cromoglicato dissódico, sendo que os corticosteróides são potentes agentes antiinflamatórios que, nestes pacientes, muitas vezes são as únicas drogas capazes de fazer cessar as crises.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Ceratoconjuntivite; Cromoglicato dissódico; Cromoglicato dissódico
Abstract
OBJETIVO: Verificar a existência de diferença estatisticamente significativa entre exames de campimetria computadorizada, realizados com a utilização da correção total e do equivalente esférico, em pacientes com ametropia cilíndrica de valores iguais ou maiores que 1,50 dioptrias. MÉTODOS: Vinte pacientes (35 olhos) foram submetidos a exame de campo visual, perimetria computadorizada Humphrey - estratégia SITA 24-2, usando em um exame a correção total e em outro o equivalente esférico. Foram utilizados como parâmetros de comparação os valores de Mean Deviation, Pattern Standard Deviation, perdas de fixação, falso-positivos, falso-negativos e duração dos exames. RESULTADOS: Os parâmetros Mean Deviation, Standard Pattern Deviation, falso-positivos, falso-negativos e duração do exame não apresentaram diferença estatisticamente significativa. A perda de fixação foi maior no grupo usando correção cilíndrica total, dado estatisticamente significante. CONCLUSÃO: Exames de campo visual realizados com equivalente esférico não mostram diferença na sensibilidade retínica quando comparados com o uso de correção cilíndrica total, dentro dos padrões adotados neste estudo.
Keywords: Perimetria; Campos visuais; Glaucoma; Limiar sensorial; Erros de refração; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Estudar a ação da injeção subconjuntival de soro autógeno na evolução das complicações, após queimadura ocular grave por álcali induzida experimentalmente em coelhos. MÉTODOS: Foram utilizados trinta olhos de coelhos da raça Nova Zelândia, divididos em dois grupos, de 15 coelhos cada, ambos submetidos à queimadura grave por álcali. Em 15 olhos (grupo tratado), efetuamos, imediatamente após a queimadura, injeção de soro autógeno subconjuntival. Os resultados foram avaliados e comparados logo após a queimadura e nos dias 1, 3, 7, 15 e 30 por meio de ectoscopia biomicroscopia ocular. RESULTADOS: O grupo tratado apresentou melhor resposta de reepitelização da córnea, na fase inicial do processo do que o grupo controle (grupo sem soro autógeno), diferença esta estaticamente significante, assim como resultado final com um menor número de complicações. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos neste estudo experimental sugerem que soro autógeno pode ter efeito no processo de cicatrização dos olhos após queimadura alcalina, diminuindo complicações tardias e melhorando o prognóstico quanto à estabilidade do processo inflamatório cicatricial.
Keywords: Córnea; Álcalis; Queimaduras oculares; Injeções; Soluções oftálmicas; Cicatrização de feridas; Microscopia eletrônica; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Determinar as condições visuais e oculares em indivíduos com mais de 99 anos. MÉTODO: Estudo prospectivo e descritivo de série casos. Trinta idosos com mais de 99 anos se inscreveram no Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo, de forma voluntária, respondendo à busca ativa. O exame oftalmológico constou de anamnese, ectoscopia, acuidade visual, exame refracional, citologia e cultura de cílios e conjuntiva com antibiograma, teste de Schirmer basal, tempo de ruptura do filme lacrimal, coloração com Rosa Bengala da conjuntiva e córnea, exame de biomicroscopia, tonometria de aplanação e fundoscopia direta e indireta. Foram realizados exames complementares, como retinografia e tomografia de coerência óptica, quando indicados. RESULTADOS: Trinta pacientes acima de 99 anos (média de 101,5±1,8 anos), dos quais, 25 mulheres e 5 homens, foram examinados; destes, 10 não tinham condições de exame completo, em razão de limitações de saúde e mobilidade. A doença sistêmica mais encontrada foi hipertensão arterial (8 pacientes = 40%). Cinco pacientes (25%) negaram qualquer doença ou uso de medicação. A melhor acuidade visual corrigida para longe foi de 20/100 ou melhor em 11 pacientes (55%) e para perto variou de J4 ou melhor também em 11 pacientes (55%), sendo que sete destes idosos (63%) não haviam sido submetidos à cirurgia de catarata. A principal queixa foi dificuldade para leitura em 55% e 40% demonstrou estar satisfeito com a sua visão. A melhora da acuidade com prescrição de óculos novos ocorreu em 4 casos (20%). Catarata foi identificada como comprometendo a visão de forma significativa em 5 casos (25%); porém, apenas 2 concordaram com a cirurgia. A principal causa de baixa visão foi a degeneração macular relacionada à idade, presente em todos os casos; na maioria da vezes (95%), na forma seca. CONCLUSÃO: As necessidades da população nessa faixa etária devem ser entendidas para o desenvolvimento de política específica de saúde ocular. Esse estudo demonstrou idosos com maioria do sexo feminino (83,3%), boa saúde geral (35%), hipertensos (40%), com dificuldade para leitura (55%) e com baixa visual em decorrência de degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Envelhecimento da população; Envelhecimento; Transtornos da visão; Idoso de 80 anos ou mais; Acuidade visual; Serviços de saúde para idosos; Qualidade de vida
Abstract
Objetivos: Determinar a visão, achados oftalmológicos e qualidade de vida em longevos. Métodos: Estudo observacional transversal em indivíduos com idade entre 80 anos ou mais. Realizado exame oftalmológico com medida da acuidade visual apresentada e da acuidade visual melhor corrigida. Foram administrados os questionários: Qualidade de Vida Forma Curta - 36 (SF-36) e Qualidade de Função Visual (VFQ-25). Resultados: Total de 150 indivíduos não-institucionalizados foram estudados, divididos em três faixas etárias: 80 a 89 anos (n=70); 90 a 99 anos (n=50) e 100 anos ou mais (n=30). Acuidade visual apresentada normal (≥20/30) foi encontrada em 20 (13,3%) participantes; deficiência visual leve (<20/30 a ≥20/60), em 53 (35,4%); deficiência visual moderada (< 20/60 a ≥20/200) em 50 (33,3%); deficiência visual grave (<20/200 para ≥20/400) em 8 (5,3%) e cegueira (<20/400) em 19 (12,7%). A acuidade visual com a melhor correção aumentou para 37 (24,7%) indivíduos normais; deficiência leve aumentou para 55 (36,7%); deficiência visual moderada diminuiu para 38 (25,3%); deficiência visual grave foi reduzida para 5 (3,3%) e cegueira foi reduzida para 15 (10%). As principais causas de deficiência visual/cegueira foram: catarata (43,8%) erro refrativo (21,5%), degeneração macular relacionada à idade (17,7%), e degeneração miópica (3,8%). A pontuação no Questionário de Qualidade de Vida foi pior naqueles com baixa visão para perto. No questionário VFQ -25 os domínios com menor pontuação ocorreram nos indivíduos com baixa visão/cegueira. Conclusão: Deficiência visual/cegueira mostrou-se presente em três quartos desta amostra de longevos. A prescrição de óculos adequados proporcionou melhora da acuidade visual, reforçando a necessidade de atendimento oftalmológico regular desses pacientes para assegurar a qualidade de vida e de visão.
Keywords: Envelhecimento; Transtornos da visão/diagnóstico; Avaliação geriátrica; Cegueira; Baixa visão; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários. Idoso; Idoso de 80 anos ou mais
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