Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (1 )
:49-52
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000100009
Abstract
Objetivo: Estudar em olhos de coelhos as alterações retinianas após injeção intravítrea de lidocaína nas concentrações 0,5, 1,0 e 2,0% por meio de análise histopatológica com microscopias de luz e eletrônica de transmissão. Métodos: Foram utilizados 40 olhos de 20 coelhos albinos da raça Nova Zelândia, submetidos à injeção intravítrea de lidocaína a 0,5% (grupo II), 1,0% (grupo III) e 2,0% (grupo IV) nos olhos direitos e solução salina nos olhos esquerdos (grupo I-controle) após anestesia geral. Foi realizada oftalmoscopia binocular indireta, antes, durante, imediatamente e uma hora após a injeção intravítrea e nos dias 1º, 3º, 7º e 15º de evolução. Nos mesmos períodos um olho do grupo II, dois olhos do grupo III, um olho do grupo IV e todos olhos contralaterais (grupo I), foram enucleados e examinados sob microscopia de luz e eletrônica de transmissão. Resultados: A observação por oftalmoscopia binocular indireta antes e durante a injeção intravítrea não apresentou alteração em todos os olhos examinados. Após a injeção intravítrea observou-se a retina com aspecto esbranquiçado difuso, elevação da interface vítreo-retiniana, focal e próximo ao local de injeção, edema de retina e anel de condensação vítrea tanto no grupo controle quanto nos olhos com injeção de lidocaína. A análise histológica por microscopia de luz e eletrônica de transmissão não evidenciou alterações em nenhum dos olhos examinados. Conclusões: A injeção intravítrea de lidocaína nas concentrações de 0,5, 1,0 e 2,0% demonstrou ser atóxica para a retina, considerando os estudos de microscopia de luz e eletrônica de transmissão.
Keywords: Coelhos; Lidocaína; Injeções; Anestésicos locais; Corpo vítreo; Retina; Microscopia eletrônica; Microscopia eletrônica de transmissão e varredura; Animais
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (1 )
:89-93
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000100017
Abstract
Objetivo: Mostrar os resultados de avaliação, conduta e evolução com a população de pacientes portadores de melanoma de coróide atendidos no período de 01/01/1994 a 01/01/2000 no Ambulatório de Retina e Vítreo da Universidade Federal de Uberlândia - MG. Métodos: Análise retrospectiva de 7 prontuários de pacientes com diagnóstico de melanoma de coróide, analisando: idade, sexo, cor, sintomas e duração, métodos de diagnóstico, tratamento realizado, tamanho e tipo do tumor e evolução. Resultados: Não existiu diferença em relação ao sexo e a idade média dos pacientes foi de 58,5 anos. O tumor predominou em brancos (66,5%) e baixa de acuidade visual foi o sintoma mais freqüente (66,5%). O diagnóstico deveu-se principalmente à oftalmoscopia indireta (66,5%) e todos realizaram ultra-sonografia (USG). Todos pacientes foram submetidos a tratamento cirúrgico, pois apresentavam tumores grandes (maior diâmetro basal superior a 12 mm à USG). O tipo mais freqüente foi o de celularidade mista (50%) e o tamanho médio dos tumores foi de 20,50 mm de maior diâmetro basal e 15,16 mm de espessura. O seguimento variou entre 8 meses e 5 anos. Dois pacientes apresentaram metástase à distância e evoluíram a óbito. Conclusões: Todos pacientes foram diagnosticados com o tumor em um estádio avançado, necessitando tratamento cirúrgico, com 2 pacientes desenvolvendo metástase à distância e evoluindo a óbito. Ressaltamos a importância da oftalmoscopia indireta em função da malignidade do tumor e da possibilidade do diagnóstico precoce, ampliando as opções de tratamento e melhorando seus resultados.
Keywords: Melanoma; Neoplasias da coróide
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (2 )
:337-339
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000200026
Abstract
A avulsão do nervo óptico representa uma entidade rara, levando a resultados devastadores na maioria dos casos e com prognóstico reservado. A presença de meios translúcidos possibilita, na maioria das vezes, diagnósticos acurados, mostrando a fundoscopia tipicamente uma cavidade localizada no local da retração do disco óptico para sua bainha dural. Embora exames complementares raramente sejam necessários para o diagnóstico desta afecção, quadros clínicos associados a graus variados de turvação de meios dióptricos e algum grau residual da visão, como nas roturas parciais, podem levar à dificuldade do diagnóstico e mesmo retardar o processo terapêutico. Neste artigo, relatamos a fase aguda de um caso típico de avulsão completa do nervo óptico, examinado no Serviço de Retina e Vítreo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - MG.
Keywords: Traumatismo do nervo óptico; Hemorragia retiniana; Traumatismos oculares; Hemorragia vítrea; Tomografia computadorizada por raios x; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (3 )
:387-389
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000300021
Abstract
A oftalmia simpática é uma panuveíte granulomatosa que se inicia após trauma ocular. O prognóstico é reservado e depende do diagnóstico e tratamento precoces. Os autores descrevem um caso de paciente portador de oftalmia simpática no qual foi realizada tomografia de coerência óptica e instituído tratamento precoce, e sugerem que a tomografia de coerência óptica possa corroborar como exame subsidiário no estudo das características da retina de pacientes portadores dessa doença, especialmente em casos de apresentação rara, com descolamento seroso da retina, como manifestação oftalmológica isolada.
Keywords: Descolamento retiniano; Oftalmia simpática; Tomografia de coerência óptica; Traumatismos oculares