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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficiência da triancinolona (TRI) como agente modulador da resposta inflamatória e cicatricial em coelhos submetidos à cirurgia de estrabismo. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo, mascarado, em dois estágios. No primeiro estágio 10 coelhos foram submetidos a retrocesso do músculo reto superior em ambos os olhos, aplicando-se triancinolona (40 mg/ml) em um dos olhos e como controle, solução salina nos olhos contralaterais. Quinze dias e trinta dias após, os animais foram exenterados e o material do sítio de reinserção muscular foi submetido à análise qualitativa e quantitativa. No segundo estágio, com incrementação da agressão cirúrgica, 16 coelhos foram submetidos aos mesmos procedimentos com exenteração e análise dos tecidos após 15 dias. RESULTADO: Houve efeito inibitório da TRI na resposta inflamatória dos olhos tratados quando comparados aos olhos-controle. CONCLUSÕES: Nas condições de realização do presente estudo o uso per-operatório da TRI foi efetivo no controle da resposta inflamatória em olhos de coelhos submetidos à cirurgia de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Cicatriz; Aderências; Triancinolona; Coelhos
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
Objetivo: Descrever novo método de medida da posição anômala da cabeça (PAC) usando celular.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo fotos do iPhone®. Com paciente em uma cadeira, foram fixadas duas faixas, uma horizontal, na parede ao fundo e outra sagital sobre o assento. Fotografias: frontal (1 A e 1 B), com a cabeça inclinada sobre um ombro, e superior (1 C e 1 D), visualizando testa e nariz. Também fotografada uma folha sulfite com duas retas desenhadas formando um ângulo de 32º. Trinta examinadores foram orientados a mensurar a rotação necessária para alinhar os pontos de referência com os eixos ortogonais. Para estabelecer medidas de referência a serem comparadas com aquelas obtidas pelos examinadores, foram acrescentadas digitalmente linhas azuis nas fotos frontal e superior.
Resultados: Na foto da folha de papel (p=0,380 e a=5%), os valores observados não diferem estatisticamente do valor conhecido de 32º. Média das medidas: foto frontal 1A, 22,8 ± 2,77, frontal 1B, 21,4 ± 1,61, superior 1C, 19,6 ± 2,36 e superior 1D, 20,1±2,33. A média das diferenças das medidas na foto frontal 1A foi de -1,88 (IC 95% -2,88 a -0,88), frontal 1B de -0,37 (IC 95% -0,97 a 0,17), superior 1C de 1,43 (IC 95% 0,55 a 2,24) e superior 1D foi 1,87 (IC 95% 1,02 a 2,77).
Conclusões: O método utilizado neste estudo para medida da posição anômala da cabeça é reprodutível e apresenta variação máxima de 2,88º nas posições anômalas da cabeça ao redor do eixo X e 2,77º do Y.
Keywords: Smartphone; Estrabismo; Nistagmo fisiológico; Cabeça; Torcicolo
Abstract
Objetivo: Descrição de um método simples, acessível e confiável para a medida das disfunções dos músculos oblíquos, utilizando-se smartphone.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo FOTOS do iPhone®; 75 examinadores avaliaram 22 fotos de 9 pacientes, obtidas em infra e supra dextroversão, infra e supra levoversão (nem todos os pacientes foram fotografados nas 4 posições citadas). Conferiu-se aos pacientes uma pontuação para a função do músculo oblíquo superior e músculo oblíquo inferior, que variou de -4 (negativo para hipofunção) a +4 (positivo para hiperfunção), ou 0 (normofuncionantes), antes e depois da edição das fotografias. Esses valores foram comparados à avaliação prévia atribuída pelos assistentes do estrabismo. Computou-se a diferença da pontuação entre eles em números naturais (inteiros e não negativos); foram calculadas média e desvio padrão dessas medidas.
Resultado: A medida da maioria das fotos editadas apresentou média inferior as não editadas, à exceção de um paciente com hiperfunção de oblíquo superior esquerdo. Pacientes sem disfunção de oblíquos demonstraram, após edição das fotos, maior similaridade com o valor inicialmente determinado (p<0,05), assim como os pacientes com oblíquo superior direito hiperfuncionantes (p<0,01). Os mesmos resultados são encontrados nos pacientes com hipofunção dos oblíquos e hiperfunção de oblíquo inferior direito (p<0,01).
Conclusão: O método utilizado para medida das funções musculares nos estrabismos verticais é reprodutível, acessível, simples, confiável, e confere maior uniformidade à aferição.
Keywords: Estrabismo; Músculo oculomotor; Anisotropia; Smartphone; Telefone celular
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