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Abstract
Objetivo: Estudar os custos de correção dos vícios de refração em grupos de pessoas de distinto poder aquisitivo. Métodos: Os autores estudaram cinqüenta pacientes portadores de vícios de refração. Estes foram separados em dois grupos: grupo I com pacientes escolhidos de forma aleatória na primeira consulta ao ambulatório de Oftalmologia do Hospital Evangélico de Curitiba (HUEC), e grupo II com voluntários médicos do HUEC e acadêmicos de medicina da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (FEMPAR). Foram analisados dados referentes a sexo, faixa etária, profissão, renda, grau de instrução, uso de correção (óculos ou lentes) e seu custo, consultas oftalmológicas. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico de rotina. Resultados: Encontramos no grupo I predominância de pacientes de meia idade (48,5 anos), com renda entre 1 a 5 salários mínimos (SM) e hipermétropes; e no grupo II, pacientes jovens (24,4 anos), com renda acima de 20 SM e míopes foram mais freqüentes. Conclusão: O gasto médio anual com óculos fica no mínimo em R$ 46,50 (0,3 SM); com lentes de contato, no mínimo R$ 196,66 (1,4 SM); e com cirurgia refrativa em R$ 800,00 (5,9 SM). O estudo sugere a cirurgia refrativa como boa indicação para ambos os grupos.
Keywords: Vícios de refração; Aspectos socioeconômicos
Abstract
Objetivos: Identificar as causas e os resultados da vitrectomia via pars plana (VPP) em pacientes submetidos à cirurgia de facoemulsificação com complicação intraoperatória, analisando se o tempo cirúrgico entre a facoemulsificação e a VPP interfere na melhor acuidade visual corrigida final. Métodos: Estudo analítico descritivo e retrospectivo realizado no Hospital de Olhos do Paraná em 2013. Os dados foram coletados de prontuários de 38 pacientes que foram submetidos à cirurgia de facoemulsificação complicada e que também precisaram de VPP. Resultados: A complicação intraoperatória mais frequente na cirurgia de facoemulsificação, nos pacientes estudados, foi à ruptura de cápsula posterior, que ocorreu em 35 pacientes (92,10%), seguido de desinserção zonular em 3 pacientes (7,89%). Em 28 pacientes (73,68%) foram encontrados restos corticais, que foram removidos durante a VPP. Em 12 pacientes (31,57%) foi realizado o reposicionamento da lente intraocular. A cirurgia de VPP foi realizada no mesmo dia da facoemulsificação em 1 paciente (2,63%), dentro de 7 dias em 15 pacientes (39,47%), entre 1 semana e 1 mês em 13 pacientes (34,21%) e após 1 mês da facoemulsificação em 9 pacientes (23,68%). Conclusão: O presente estudo encontrou dados semelhantes aos descritos na literatura mundial, que afirmam que as principais complicações da facoemulsificação são a ruptura de cápsula posterior e desinserção zonular; e que a acuidade visual final melhora, em aproximadamente metade dos casos, mesmo após ocorrer complicações na cirurgia de catarata moderna, quando instituído tratamento complementar adequado.
Keywords: Facoemulsificação/complicações; Vitrectomia/métodos; Extração de catarata
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Objetivo: Comparar os resultados visuais, astigmatismo corneano e ceratometria em pacientes com ceratocone submetidos a implante de anel corneano intraestromal (ICRSI) e quando em combinação com radiação ultravioleta associado ao crosslinking do colágeno corneano mediada pela riboflavina (CXL). Métodos: Comparou-se retrospectivamente pacientes com ceratocone submetidos somente a implante de anel corneano intraestromal (grupo 1) versus o mesmo procedimento associado ao crosslinking em um período de 2 anos. Avaliou-se acuidade visual com correção, equivalente esférico, ápice do cone na topografia e adaptação com lentes de contato pré e pós operatórios. Resultados: O estudo avaliou 32 olhos de 31 pacientes. Em 10 casos (31%) foi realizado crosslinking corneano, não havendo complicações ou necessidade de reposicionamento do anel. Acuidade visual corrigida pré e pós-operatória, componentes esférico e cilíndrico da refração e valores de ceratometria media diminuíram significativamente em ambos os grupos. Após o implante, nenhum paciente apresentou acuidade visual pior que 20/60 e 78% apresentaram acuidade corrigida melhor ou igual a 20/40 (72% do grupo 1 e 90% do grupo 2). Observou-se diminuição no valor do equivalente esférico no grupo 1 (de -5,89 ± 3,37 pré-operatório para -2,65 ± 2,65 pós-operatório; p<0,05) e no grupo 2 (de -6,91 ± 1,93 pré-operatório para -2,11 ± 3,01 pós-operatório; p<0,05). Conclusão: Ambas as técnicas podem ser consideradas seguras e eficazes na melhora da acuidade visual e equivalente esférico, diminuição do ápice de curvatura do cone na análise topográfica e na redução de dioptrias a serem corrigidas no pós-operatório de pacientes com ceratocone.
Keywords: Córnea; Substância própria; Ceratocone; Implante de prótese; Reagentes para licações cruzadas; Riboflavina/uso terapêutico; Raios ultravioleta; Acuidade visual
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RESUMOObjetivos:Avaliar e comparar as alterações topográficas da córnea após a vitrectomia via pars plana com o sistema transconjuntival sem suturas de 23 gauge (g) e 25 g e com o sistema tradicional de vitrectomia via pars plana 20 g.Método:Neste estudo prospectivo, as alterações topográficas da córnea foram avaliadas em 45 olhos de 45 pacientes, divididos em 3 grupos de acordo com o sistema de vitrectomia utilizado (20, 23 e 25 g). Todos os pacientes foram submetidos a topografia corneana computadorizada utilizando-se o topógrafo EyeSys System 3000 antes da cirurgia, e com 1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia.Resultados:No período pós-operatório, no grupo de vitrectomia 20 g, foram encontradas alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana estudados, com um aumento médio da curvatura de 0,98 ± 0,18 D (p<0,001) e 0,93 ± 0,21D (p<0,001) após uma semana, e um mês, respectivamente. Não se observou diferença estatisticamente significativa na visita realizada 3 meses após a cirurgia. Nos grupos 23 g e 25 g, não se observaram alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana em nenhum dos momentos analisados no pós-operatório.Conclusão:A vitrectomia transconjuntival sem suturas 23 g e 25 g não induziu alterações topográficas da córnea após a cirurgia, enquanto que a vitrectomia 20 g induziu alterações topográficas da córnea transitórias que retornaram aos níveis pré-operatórios três meses após a cirurgia.
Keywords: Retina; Vitrectomia; Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo
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Objetivos: Relatar e analisar os resultados topográficos e refracionais após crosslinking de colágeno corneano (CXL) em pacientes com ceratocone (KC) progressivo. Métodos: Estudo retrospectivo analítico e observacional incluindo 100 olhos de 74 pacientes com KC progressivo submetidos a CXL no Hospital de Olhos do Paraná. Valores ceratométricos foram analisados no pré-operatório, 3 e 12 meses de pós-operatório. Resultados: Em um total de 100 olhos, 68 eram do sexo masculino. A idade média foi de 19,9 ± 5,61. As médias de parâmetros topográficos e acuidade visual em geral, tiveram estabilidade após 1 ano de follow-up (p<0,05). Após 3 meses, a ceratometria mais curva (K2) e a ceratometria máxima (Kmax) tiveram reduções estatisticamente significativas (p<0,05). Em relação ao astigmatismo topográfico (dK), não houve diferença estatisticamente significativa aos 3 e 12 meses de seguimento. Comparando ambos os sexos após o procedimento, não houve diferenças estatisticamente significativas relacionadas às mudanças em Kmax, K2 e acuidade visual corrigida. Conclusões: CXL promoveu a estabilidade ou melhora dos valores ceratométricos e da acuidade visual. Encontramos que a estabilidade do ápice do KC pode ser obtida nos três primeiros meses de follow-up. Não houve diferença estatisticamente significativa nos valores topográficos e refracionais medidos entre pacientes do sexo masculino e feminino.
Keywords: Topografia da córnea; Ceratocone/quimioterapia; Riboflavina/uso te rapêutico; Colágeno/efeitos de radiação; Terapia ultravioleta
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Keywords:
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OBJETIVO: Comparar resultados subjetivos (satisfação dos pacientes) aos dados objetivos (melhora da acuidade visual - AV) após o tratamento de degeneração macular relacionada à idade e/ou membrana neovascular sub-retiniana por terapia térmica transpupilar. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 23 prontuários de pacientes com diagnóstico angiofluresceinográfico de degeneração macular relacionada à idade submetidos a uma única aplicação de terapia térmica transpupilar. Observou-se a acuidade visual antes e um mês após a aplicação, e a satisfação dos pacientes obtida com o tratamento. RESULTADOS: Avaliamos 23 pacientes, com idades variando entre 53 e 88 anos (média 74,08), dos quais 15 eram do sexo feminino, e 8 do sexo masculino. Foram encontrados 12 olhos com melhora da acuidade visual, 6 olhos sem alteração da acuidade visual, 6 olhos com acuidade visual piorada. Em relação à satisfação, os resultados obtidos foram: muito satisfeitos (4 olhos), satisfeitos (13 olhos), insatisfeitos (7 olhos) e ainda cruzando-se os dados obteve-se muito satisfeitos com melhora da AV (3 olhos) e muito satisfeitos sem melhora da AV (1 olho); satisfeitos com melhora da AV (7 olhos), satisfeitos sem melhora da AV (3 olhos), e satisfeitos com piora da AV (3 olhos); insatisfeitos com melhora da AV (2 olhos), insatisfeito sem melhora da AV (2 olhos), e insatisfeitos com piora da AV (3 olhos). CONCLUSÃO: Em relação à acuidade visual, esta foi melhorada em 12 olhos, dos 24 estudados; a quantidade de pacientes muito satisfeitos ou satisfeitos atingiu a quantidade de 17 olhos, no intervalo de um mês. Observando-se os resultados acima, pode-se considerar a terapia térmica transpupilar como terapia alternativa ou adjuvante para o tratamento de degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Degeneração macular; Neovascularização retiniana; Acuidade visual; Hipertermia induzida; Satisfação do paciente
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OBJETIVOS: Avaliar o efeito do transplante de membrana amniótica no alívio da dor e melhora dos defeitos epiteliais recorrentes em portadores de ceratopatia bolhosa assintomática e pobre potencial visual. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo com 9 pacientes, no período compreendido entre abril/2000 e dezembro/2001 no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - HUEC. Pré-operatoriamente, a história médica de cada paciente foi avaliada e exame oftalmológico completo foi realizado. Os pacientes foram avaliados com freqüência maior ou igual a uma vez por semana, incluindo o 1º pós-operatório (PO), 7º PO, 14º PO e 30º PO dia. Avaliação mensal foi realizada até o 6º mês pós-operatório. RESULTADOS: A amostra foi composta por 3 (33,3%) pacientes do sexo masculino e 6 (66,6%) pacientes do sexo feminino, com idade entre 29 e 74 anos. Todos os pacientes apresentavam dor ocular, 7 (77,7%) apresentavam lacrimejamento, 8 (88,8%) pacientes queixavam-se de fotofobia e 4 (44,4%) apresentavam olho vermelho. A acuidade visual no pré-operatório era conta dedos em 6 (66,6%) pacientes, movimento de mãos em 2 (22,2%) pacientes e amaurose em 1 (11,1%) paciente. Após o procedimento, observou-se reepitelização de todos os pacientes entre o 12º e 21º dia pós-operatório. Os pacientes apresentaram melhora da dor e fotofobia após a 1ª semana do transplante de membrana amniótica e permaneceram assintomáticos até o final do seguimento. CONCLUSÃO: A membrana amniótica tem potencial para restaurar a superfície corneana em pacientes com ceratopatia bolhosa sintomática, reduzindo a dor desses pacientes em pouco tempo. Contudo, o número de pacientes avaliados é pequeno e o seguimento curto, mas essa terapêutica é uma alternativa que tem nos encorajado, assim como a outros pesquisadores, devido ao excelente resultado obtido.
Keywords: Amnio; Epitélio da córnea; Doenças da córnea; Curativos biológicos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Dor; Acuidade visual
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OBJETIVO: Avaliar os efeitos do implante de anel corneano intra-estromal sobre a curvatura da córnea em coelhos. MÉTODOS: Trinta olhos de 15 coelhos foram divididos em 2 grupos: o primeiro com 7 e o segundo com 8 animais. O olho esquerdo foi operado e o direito serviu de controle nos 2 grupos. Paquimetria ultra-sônica e ceratoscopia computadorizada foram realizadas no pré-operatório; biomicroscopia de segmento anterior e ceratoscopia computadorizada, no pós-operatório. No grupo 1, foi realizado implante de dois segmentos de anel. No grupo 2, os segmentos foram implantados separadamente. Compararam-se os achados topográficos do pré e do pós-operatório por meio de alterações quantitativas e qualitativas em 4 quadrantes. RESULTADOS: A análise quantitativa no pré-operatório não demonstrou diferença significativa entre os grupos. No grupo experimento 1, houve abaulamento corneano nos setores nasal (p=0,02) e temporal (p=0,04), na comparação com o grupo controle 1. No grupo experimento 2, observou-se o mesmo fato (p=0,02 nasal e temporal) quando comparado ao grupo controle 2. Após implante do segundo segmento, observou-se aplanamento significativo nos setores superior e inferior e abaulamento nos setores nasal e temporal (p=0,02 para todos os quadrantes). Pela análise qualitativa, observou-se astigmatismo uniforme nos grupos controle 1 e 2. No grupo experimento 1, observou-se astigmatismo simétrico contra a regra. No grupo experimento 2, observou-se astigmatismo contra a regra assimétrico, após implante do primeiro segmento, e simétrico, após o segundo implante. CONCLUSÃO: Observou-se aplanamento corneano significativo no eixo onde se localizam as extremidades do segmento de anel e abaulamento nos setores onde se localiza seu corpo. O implante de apenas um segmento induz astigmatismo assimétrico.
Keywords: Topografia da córnea; Implante de prótese; Estroma corneal; Astigmatismo; Coelhos
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INTRODUÇÃO: O ceratocone é ectasia corneal progressiva e não inflamatória, geralmente bilateral, que resulta em baixa visão devido ao astigmatismo irregular. O impacto da doença sobre a qualidade de vida depende não somente dos seus fatores limitantes, mas também da personalidade do indivíduo. OBJETIVO: Verificar a qualidade de vida e os estilos de personalidade dos pacientes com ceratocone. MÉTODOS: Um grupo de 68 pacientes com ceratocone e um grupo de referência para controle com 52 pessoas emétropes foram avaliadas. Foram analisados dados pessoais, dados referentes ao ceratocone, exame oftalmológico, aspectos da qualidade de vida por meio do questionário genérico SF-36 e inventário Millon de estilos de personalidade (MIPS). Ambos os questionários foram de autopreenchimento. RESULTADOS: Os dois grupos eram homogêneos na avaliação dos dados pessoais. Analisando o questionário SF-36, foram observadas pontuações mais baixas para o grupo de pessoas com ceratocone, tanto no componente físico (353,0 ± 58,2 x 379,1 ± 52,9) (p=0,005) como no mental (326,3 ± 89,9 x 364,2 ± 66,4) (p=0,004), principalmente para a capacidade funcional (86,3 ± 9,7 x 92,6 ± 9,7) (p <0,0001) e para o estado geral de saúde (76,8 ± 16,9 x 83,5 ± 16,5) (p=0,014). Quanto ao MIPS, verificou-se diferença significante entre os grupos visto que as pessoas com ceratocone se apresentam mais pessimistas (p=0,007), intuitivas (p=0,004), retraídas (p=0,014) e inseguras (p=0,010). CONCLUSÃO: Os resultados demonstram alterações quanto aos aspectos psicossociais nos pacientes com ceratocone. Houve influência na qualidade de vida, piorando tanto o componente físico quanto o mental revelado pelo SF-36. Os pacientes com ceratocone demonstraram ser mais pessimistas, intuitivos, retraídos e inseguros que o grupo controle pelo inventário MIPS.
Keywords: Ceratocone; Qualidade de vida; Personalidade; Questionários
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OBJETIVOS: Avaliar a adaptação de lentes de contato após implante de anel intracorneano para ceratocone perante a acuidade visual e o conforto. Local: Hospital de Olhos do Paraná, Curitiba, Paraná. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes submetidos à adaptação de lentes de contato após implante de anel intracorneano em pacientes com ceratocone. A impossibilidade do uso de lentes de contato foi usada como critério para indicação de implante de anel intracorneano, sendo a adaptação de lentes de contato reservada aos pacientes com acuidade visual menor que o desejado após o implante. A acuidade visual foi considerada segundo a correlação entre a tabela de Snellen e a tabela de logMAR. O conforto foi avaliado segundo o questionamento subjetivo entre lentes confortáveis, conforto moderado e lentes desconfortáveis. RESULTADOS: Foram incluídos 19 pacientes no estudo. Apenas 2 pacientes (10,5%) não alcançaram um conforto adequado com as lentes de contato, sendo encaminhados para transplante de córnea. Nos outros 17 pacientes foram adaptadas: 4 lentes de contato rígidas gás-permeáveis, 1 sistema à cavaleiro, 3 lentes de contato gelatinosas tóricas, 2 lentes para ceratocone e 7 lentes gelatinosas descartáveis. A acuidade visual média melhorou de 0,7 ± 0,3 para 0,2 ± 0,1 unidades logMAR após a adaptação das lentes de contato. CONCLUSÃO: Adaptação de lentes de contato após anel intracorneano é possível, resulta em bom conforto e melhora da acuidade visual. Todas lentes de contato gelatinosas adaptadas demonstraram-se confortáveis. Esta adaptação pode ser útil aos pacientes que desejem adiar o transplante de córnea.
Keywords: Lentes de contato; Substância própria; Próteses e implantes; Ceratocone; Acuidade visual; Adaptação ocular
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OBJETIVO: Avaliar o tempo de reepitelização corneana pós abrasão usando colírios comercialmente disponíveis, um contendo hialuronato de sódio a 0,4%, outro contendo carboximetilcelulose a 1%, e comparar com a reepitelização sem instilação de colírio. MÉTODOS: Foram utilizados 24 coelhos, nos quais foi feita a abrasão mecânica da córnea nos 8 mm centrais. Esses animais foram divididos em três grupos. O primeiro grupo recebeu um colírio disponível comercialmente contendo hialuronato de sódio 0,4%, o segundo recebeu um colírio contendo carboximetilcelulose 1% e o terceiro não recebeu nenhuma droga. A avaliação foi feita a cada 24 horas por meio da análise de fotografias digitais sob luz azul de cobalto e coramento das córneas com fluoresceína a 2%. O estudo das imagens foi feito pelo sistema de análise de imagens do Autocad 2009®. A análise dos dados foi feita comparando o tempo total de reepitelização da córnea e a cada 24 horas entre os três grupos. RESULTADOS: A velocidade de reepitelização do grupo que usou colírio contendo hialuronato de sódio foi em média 90 horas; o grupo que usou carboximetilcelulose apresentou média de 105 horas; e o grupo que não usou nenhum tipo de lubrificante apresentou média de 108 horas para total reepitelização. Houve uma melhor performance na reepitelização após 96 horas nas córneas dos coelhos que usaram os colírios lubrificantes, sendo essa diferença estatisticamente comprovada. CONCLUSÃO: O colírio contendo hialuronato de sódio 0,4% mostrou índice de eficácia maior que aquele contendo carboximetilcelulose 1%, e este maior eficácia que o controle. Os resultados encontrados neste estudo mostram que o uso de lubrificantes no processo de reepitelização são de extrema valia e devem ser usados de rotina na clínica oftalmológica.
Keywords: Epitélio anterior; Ácido hialurônico; Soluções oftálmicas; Carboximetilcelulose sódica; Animais; Coelhos
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