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Abstract
Objetivo: Identificar melhora no desempenho visual de escolares portadores de visão subnormal após avaliação e conduta realizadas no Serviço de Visão Subnormal da Disciplina de Oftalmologia/FCM/UNICAMP. Métodos: Foram avaliados 14 escolares portadores de visão subnormal (VSN), de seis a 30 anos de idade, que freqüentaram salas de recursos para deficientes visuais, nos municípios de Americana e Santa Bárbara d'Oeste -- São Paulo, durante o ano de 1998. Os escolares foram submetidos à avaliação oftalmológica especializada completa e intervenção pedagógica. Resultados: A doença mais prevalente foi a catarata congênita operada, com quatro casos (28,6%) seguida da coriorretinite macular bilateral e malformações oculares, com dois casos (14,3%) cada uma. Oito escolares (57,2%), apresentaram VSN grave, quatro (28,6%) VSN profunda, um (7,1%) VSN moderada e um (7,1%) visão quase normal. Desses escolares, 85,7% tiveram auxílios ópticos prescritos mas apenas 58,3% adquiriram-nos melhorando o seu desempenho visual. Dos escolares estudados, 12 (85,7%) encontravam-se em atraso em relação à escolaridade esperada. Conclusão: Todos os escolares apresentaram melhora do desempenho visual na escola ainda que 85,7% apresentassem VSN grave e profunda. O desempenho do grupo poderia ter sido ainda melhor se todos pudessem ter adquirido o auxílio óptico prescrito. Faz-se, portanto, necessária uma ação social para que os escolares carentes possam adquirir os auxílios e dessa forma concretizar as prescrições. Para o bom desempenho do escolar portador de VSN, se faz necessária a parceria entre a área da saúde, escola, família e ensino especializado. É altamente recomendável a divulgação dos benefícios das salas de recurso.
Keywords: Baixa visão; Condutas terapêuticas; Estudo de avaliação; Criança
Abstract
O macrovaso retiniano congênito é rara anomalia vascular em que um vaso grande e suas tributárias cruzam a mácula. Descrevemos um caso de macrovaso retiniano em paciente com queixa de baixa acuidade visual.
Keywords: Malformações arteriovenosas; Doenças retinianas; Retina; Vasos retinianos; Fluxo sanguíneo regional; Acuidade visual; Relato de caso
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a aplicabilidade (especificidade, sensibilidade) do teste da reação da cadeia de polimerase (PCR) na detecção de citomegalovírus (CMV), herpes vírus e varicela zoster (HSV, VZV), Epstein-Barr vírus (EBV), Mycobacterium sp e Toxoplasma gondii no diagnóstico de pacientes com ou sem AIDS, com uveíte infecciosa presumível, utilizando amostras de humor aquoso, humor vítreo e soro. MÉTODOS: Vinte pacientes com uveíte infecciosa presumível foram estudados. Dezesseis destes apresentavam AIDS e quatro eram imunocompetentes. Foram utilizados quatro pacientes como grupo controle que se submeteram a vitrectomia. A avaliação clínica foi feita conjuntamente com três oftalmologistas. O exame do PCR do soro, aquoso e vítreo foi feito sem o conhecimento da hipótese diagnóstica pela equipe do laboratório. RESULTADOS: Doze pacientes tinham o diagnóstico clínico de retinite por CMV. Deste subgrupo 6 (50%) eram PCR positivo para CMV no vítreo, 3 (25%) eram PCR positivos para CMV no soro e nenhum destes foi positivo no aquoso. Cinco pacientes tinham o diagnóstico clínico de necrose aguda de retina (ARN). Três (60%) destes eram PCR positivos para HSV/VZV no vítreo. Um destes pacientes era PCR positivo tanto para EBV e HSV/VZV na amostra do vítreo. Um destes pacientes com herpes zoster cutâneo era PCR positivo para HSV/VZV no soro. Quatro pacientes tinham o diagnóstico de toxoplasmose ocular presumida, um paciente (25%) era PCR positivo para Toxoplasma gondii no soro, 3 (75%) eram positivos no aquoso e 2 (50%) eram positivo no vítreo. Um paciente com tuberculose ocular presumível era PCR positivo tanto no soro quanto no vítreo. Nenhum dos pacientes do grupo controle era PCR positivo em qualquer amostra. CONCLUSÃO: O exame do PCR é procedimento diagnóstico auxiliar que deve ser utilizado conjuntamente com os aspectos clínicos.
Keywords: Reação em cadeia da polimerase; Uveíte; Inflamação; Oftalmopatias
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OBJETIVO: Investigar a expressão imuno-histoquímica de IGF-1, EGFr, EGF, c-erbB-2/HER-2/neu, PDGF-A, PDGF-B, FGF e VEGF na oftalmopatia de Graves. MÉTODOS: Vinte e dois pacientes (oftalmopatia de Graves) foram submetidos à biópsia do músculo reto lateral e tecido fibroso e adiposo adjacente. O grupo controle foi de pacientes de cirurgia de estrabismo. Foi feita correlação entre achados clínico-oftalmológicos, endocrinológicos, ultra-sonográficos e da expressão imuno-histoquímica dos fatores de crescimento. RESULTADOS: IGF-1: Houve 7 casos positivos (29,2%). Houve correlação direta com o CAS (clinical activity score) elevado em todos os casos e em que consideramos CAS apenas acima de 5, em 54,5%. FGF: Houve expressão em 5 casos (20,8%) com relação direta com CAS elevado em todos os casos e em que consideramos CAS maior que 5 (45,4%). VEGF: Houve dois casos positivos (8,3%) para VEGF nas células endoteliais e estes casos também apresentavam CAS maior que 5. A imunorreatividade foi negativa em todo grupo controle. CONCLUSÃO: Todos os pacientes, com exceção de um, com expressão positiva para FGF, IGF-1 e VEGF mostraram CAS maior que 5, sugerindo importante papel destes fatores de crescimento na patogênese e gravidade da oftalmopatia de Graves. Entretanto, a análise estatística demonstrou associação significativa entre IGF-1 e o sexo masculino (P=0,034). Baixa refletividade ao ultra-som e condição endócrina não estiveram correlacionadas.
Keywords: Imuno-histoquímica; Receptor erbB-2; Fator de crescimento insulin-like I; Receptor do fator de crescimento epidérmico; Fator de crescimento epidérmico; Receptor tipo alfa para fator de crescimento derivado de plaqueta; Proteínas proto-oncogênicas c-sis; F
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OBJETIVO: Avaliar a transferência de genes heterólogos expressando a proteína "Green Fluorescent Protein" (GFP) para células corneanas epiteliais primárias ex vivo utilizando vetor lentivírus. MÉTODOS: Tecido corneoescleral de coelhos foi usado para obtenção de suspensão de células corneanas epitelias. As células foram semeadas na densidade de 5×10³ células/cm² e expandidas por 5 dias até uma confluência de 70-80% antes de serem transduzidas. A transferência genética foi monitorada por microscopia fluorescente e por um separador de células ativadas por fluorescência. Foram avaliadas a eficiência de transdução ao longo do tempo e o efeito dose-resposta de diferentes quantidades de partículas virais. Um grupo de células foi analisado pelo separador de células ativadas por fluorescência para avaliar a transdução de células com fenótipo de células tronco do epitélio corneano (baseado na exclusão do corante "Hoechst dye"). RESULTADOS: Os vetores lentivírus foram efetivos na transdução de células corneanas epiteliais primárias de coelhos ex vivo. Fotodocumentação das células vivas demonstrou células epiteliais de morfologia normal e expressando o gene fluorescente (GFP). A eficiência de transdução ao longo do tempo foi maior no quinto dia após a transdução (14,1%) e demonstrou uma tendência à estabilidade a partir do oitavo dia após a transdução. O número de células transduzidas foi dose-dependente e atingiu 7% com as maiores concentrações de partículas virais. Quando analisadas pelo separador de células ativadas por fluorescência para detecção de células transduzidas e também de células que excluíram o corante "Hoechst dye", foi detectado que células com fenótipo de células tronco do epitélio corneano ("side-population") também foram transduzidas. CONCLUSÕES: Os vetores lentivirais podem transferir genes heterolólogos para células corneanas epiteliais primárias expandidas ex vivo de forma eficiente. Os genes foram expressos de forma estável ao longo do tempo e puderam ser transferidos tanto para células epiteliais maduras como para presumíveis células tronco epiteliais. A eficiência de transdução foi obtida de forma dose-dependente.
Keywords: Terapia de genes; Doenças da córnea; Lentivírus; Trangenes; Células tronco; Epitélio anterior; Expressão gênica
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Relatamos caso de um paciente de 14 anos, sexo masculino, que foi admitido com queixa de embaçamento visual bilateral há dois anos. Ao exame oftalmológico observou-se leve hiperemia e edema de disco óptico bilateral, exsudação retiniana, poucas hemorragias retinianas, múltiplos aneurismas, assim como sinais de vasculite. A angiofluoresceinografia demonstrou isquemia periférica extensa, dilatações e hiperfluorescência das paredes dos vasos, e vazamento tardio do disco óptico nas fases finais do exame em ambos os olhos. Este caso representa uma rara entidade caracterizada por oclusão retiniana vascular periférica, vasculite retiniana, múltiplos aneurismas retinianos e neurorretinite (IRVAN). Avaliação sistêmica e laboratorial não revelaram nenhuma anormalidade. O paciente foi submetido à panfotocoagulação de retina com laser de argônio em ambos os olhos, e iniciado tratamento com prednisona via oral, com manutenção da acuidade visual de 20/25 depois de um ano de acompanhamento. O tratamento com laser deve ser considerado quando houver qualquer evidência angiográfica de má perfusão retiniana, e antes do desenvolvimento de qualquer sinal de neovascularização de retina.
Keywords: Uveíte; Retinite; Aneurisma; Vasculite retiniana; Angiofluoresceinografia; Glucocorticoides; Síndrome; Humanos; Masculino; Adolescente; Relato de casos
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Estabelecer padrão evolutivo de um caso de esclerite nodular à ultrassonografia de alta frequência durante o tratamento. Mulher, 27 anos, com manifestação inicial de uveíte intermediária, edema macular bilateral após tratamento clínico com corticosteroide tópico e via oral. Após quatro meses, observou-se a formação de um nódulo escleral no olho direito quando foi submetido à ultrassonografia de alta frequência (Paradigm, transdutor de 50 MHz, técnica de imersão). A lesão do olho direito foi caracterizada à ultrassonografia de alta frequência como uma lesão nodular da parede anterior temporal inferior associada à redução localizada da espessura da escleral. Após a injeção intravítrea de triancinolona para tratamento do edema macular, observou-se a regressão clínica do nódulo escleral no olho direito, mantendo reduzida a espessura escleral. A ultrassonografia de alta frequência auxiliou no diagnóstico da esclerite nodular durante as fases de tratamento e na identificação da sua sequela característica, o afinamento escleral.
Keywords: Esclerite; Esclerite; Ultrassonografia/; Microscopia; Relato de caso
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Relatamos um paciente com história de cirurgia de catarata sem intercorrências usando uma pequena incisão na córnea clara (CCI), que apresentou aniridia total isolada, sem danos a outras estruturas intraoculares, após trauma contuso no olho. Um homem de 71 anos de idade apresentou-se em nossa clínica referindo brilho no olho esquerdo. Ele relatou que, 15 dias antes, havia caído enquanto estava bêbado e atingiu seu olho esquerdo contra uma pedra na estrada. Ele havia passado por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, nove meses antes do acidente em outro serviço. Exame de lâmpada de fenda mostrou aniridia total de olho esquerdo, sem hifema ou células na câmara anterior. A lente intraocular no olho esquerdo ficou estável, com o saco capsular restante intacto, sem descentralização, luxação ou deiscência zonular. O exame dos registros médicos do serviço em que ele havia se submetido a uma cirurgia de catarata não mostraram relatos específicos a qualquer estrutura intraocular, incluindo a íris. O olho esquerdo fora submetido à facoemulsificação sem complicações, através de um CCI de 2,2 mm, seguido pela implantação de uma lente intraocular acrílica peça única dentro do saco capsular intacto. Este relatório mostra que, mesmo pequenas CCIs podem ser abertas no pós-operatório por trauma e que isso pode resultar em aniridia total isolada, sem danos a outras estruturas intraoculares.
Keywords: Aniridia; Facoemulsificação; Traumatismos oculares; Córnea; Ferimentos e lesões; Relatos de casos
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Relatamos um caso glaucoma bilateral agudo de ângulo fechado em um paciente sem diagnóstico prévio de granulomatose com poliangeíte (Wegener). Um homem de 59 anos apresentou-se com uma forte dor de cabeça, dor nos olhos, visão turva, dificuldade em respirar e febre baixa. Observamos quemose conjuntival, edema da córnea e câmara anterior rasa. A gonioscopia demonstrou ângulos fechados bilateralmente. Ele foi tratado com manitol intravenoso, acetazolamida oral, olho e colírios antiglaucomatosos. Durante os dois dias seguintes a sua visão melhorou e as pressões intra-oculares diminuíram. A seguir, foram realizadas iridotomias a laser bilateralmente e ele foi referido para os departamentos de doenças pulmonares, nefrologia e reumatologia. Ele foi diagnosticado com poliangeíte granulomatosa. Glaucoma bilateral agudo de ângulo fechado é uma entidade clínica muito rara e sua associação com a granulomatose de Wegener é desconhecida e deve acrescentar-se à lista de manifestações oculares de granulomatose com poliangeíte.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado/diagnóstico; Doença aguda/diagnóstico; Granulomatose com poliangiíte/diagnóstico; Vasculite
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Objetivos: A comparação dos resultados da terapia a laser (LT) em pacientes com retinopatia da prematuridade (ROP) acompanhados em nossa clínica e encaminhados por outras clínicas. Método: Os arquivos de 1.856 pacientes com ROP foram analisados retrospectivamente e um total de 128 pacientes submetidos à LT foram incluídos no estudo. A população do estudo foi dividida em dois grupos; os pacientes que foram acompanhados e tratados em nossa clínica (grupo 1, n=45) e os pacientes que foram encaminhados à nossa clínica por outros centros (grupo 2, n=83). Os dados referentes a peso de nascimento, sexo, idade gestacional, tempo de tratamento pós-natal, localização e fase da doença foram analisados e comparados entre os grupos. O sucesso do tratamento foi definido pelo sucesso anatômico no sexto mês após o tratamento. Resultados: Pacientes no grupo de pacientes encaminhados apresentaram doença mais avançada (p<0,01), taxa de sucesso inferior (p=0,01) e maior intervalo de tempo entre o diagnóstico e tratamento a laser (p=0,04). Conclusões: A taxa de sucesso do tratamento da ROP é significativamente menor em pacientes encaminhados por causa de possível atraso da LT e do estágio mais avançado da doença observado.
Keywords: Diagnóstico precoce; Fotocoagulação a laser; Retinopatia da prematuridade/diagnóstico; Resultado do tratamento
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Objetivo: Investigar os efeitos da manobra de Valsalva (VM) sobre a morfologia do disco óptico, a espessura da coroide e parâmetros câmara anterior. Métodos: Estudo observacional, prospectivo incluiu 60 olhos de 60 indivíduos saudáveis. Os parâmetros da câmara anterior, incluindo da espessura central da córnea (CCT), profundidade da câmara anterior (ACD), ângulo da câmara anterior (ACA), volume de câmara anterior (ACV), diâmetro da pupila (PD), comprimento axial (AL), espessura da coroide subfoveal e peripapilar, parâmetros de disco óptico e pressão intraocular (IOP) foram medidos em repouso e durante VM. Resultados: A VM não apresentou influência significativa em AL, espessura da coroide subfoveal e peripapilar, área de disco óptico, área da rima neural, área da escavação, relação da área escavação-disco, a relação vertical escavação-disco, volume da rima neural, volume da escavação, medidas de volume cabeça do nervo (para todos; p >0,05). IOP e PD aumentaram significativamente durante VM (para ambos; p <0,001). A VM diminuiu os valores CCT, ACD, ACA e ACV significativamente (para todos; p <0,001). Além disso, o volume da escavação do nervo óptico diminuiu e a razão horizontal escavação-disco aumentou significativamente durante VM (para ambos; p <0,05). Conclusões: A VM pode causar alterações transitórias na pressão intraocular, na morfologia do disco óptico e em parâmetros câmara anterior.
Keywords: Manobra de Valsava; Disco óptico/anatomia & histologia; Coroide/anatomia & histologia; Pressão intraocular; Câmara anterior
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Objetivo: Comparar a sensação de dor de pacientes durante a remoção do óleo de silicone sob anestesia tópica e retrobulbar, usando uma técnica via pars plana combinada.
Métodos: Os pacientes foram selecionados, de acordo com suas atitudes durante cirurgia vitreorretiniana prévia e exames oftalmológicos, e divididos em dois grupos: anestesia tópica e retrobulbar. Para a remoção passiva do óleo de silicone, utilizouse uma técnica combinada em ambos os grupos. A sensação de dor dos pacientes e o conforto do cirurgião foram classificados através de uma escala de dor durante cada etapa da cirurgia.
Resultados: Os grupos anestesia tópica e retrobulbar incluíram 36 e 33 pacientes, respectivamente. A sensação de dor durante a aplicação da anestesia foi significativamente maior no grupo retrobulbar (p<0,001). O grupo anestesia tópica sentiu mais dor durante a inserção do trocarte (p<0,001). Não houve diferença significativa entre os grupos em relação à sensação geral de dor e a complicações.
Conclusões: A sensação de dor é comparável entre a anestesia tópica e a retrobulbar durante a remoção de óleo de silicone. A combinação de anestesia tópica e uma técnica via pars plana é uma opção alternativa eficaz e segura para a cirurgia de remoção de óleo de silicone.
Keywords: Dor; Óleos de silicone; Anestésicos locais; Administração tópica; Cirurgia vitreorretiniana; Satisfação do paciente
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Objetivo: A cirurgia de fixação escleral é um procedimento fundamental que depende da disponibilidade de métodos robustos e inovadores de fixação cirúrgica. No entanto, existe uma necessidade de inovação nas técnicas de fixação de sutura, particularmente para a implantação de lentes intraoculares.
Métodos: Concebemos e desenhamos uma técnica de fixação escleral utilizando um “nó esférico” para o encerramento da sutura em uma amostra retrospectiva de 108 pacientes com lente intraocular de fixação escleral (SF-IOL) primária (n=40) e secundária (n=68). Importante considerar que nossa técnica não exigiu procedimentos adicionais de aleta escleral ou de túnel. Observamos a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) pré e pós-operatória e as complicações pós-operatórias. Todos os dados foram analisados entre os grupos.
Resultados: A melhor acuidade visual corrigida média pré-operatória (logMAR) melhorou significativamente em ambos os grupos com a utilização da técnica de fixação do nó esférico (p<0,01). A extensão da melhora melhor acuidade visual corrigida e as complicações tardias, um mês após a cirurgia, não foram significativamente diferentes entre os grupos (p>0,05). Esses resultados clínicos foram, em geral, comparáveis aos publicados na literatura de oftalmologia.
Conclusão: Até onde sabemos, a técnica de fixação escleral de “nó esférico” é relatada pela primeira vez na literatura e representa um procedimento cirúrgico promissor, menos invasivo e simplificado para a fixação transescleral de SF-IOLs. Além disso, a técnica parece exibir eficácia e segurança comparáveis às técnicas de fixação escleral existentes. Sugerimos que a técnica do nó esférico receba mais atenção e avaliações clínicas no futuro.
Keywords: Esclera/cirurgia; Implante de lente intraocular; Afacia; Técnicas de sutura
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