Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (3 )
:545-547
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000300029
Abstract
O melanoma maligno de úvea é uma doença muito rara antes dos 30 anos de idade. Este é um relato de um caso de melanoma epitelióide de coróide em adolescente de 12 anos cujo diagnóstico presuntivo foi realizado por exame clínico, ressonância e ultra-sonografia sendo confirmado por meio de exame anatomopatológico.
Keywords: Melanoma; Neoplasias da coróide; Neoplasias da úvea; Imagem por ressonância magnética; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:675-678
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500010
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações de campo visual em usuários crônicos de tabaco e álcool por meio da perimetria azul-amarelo estratégia 10-2. MÉTODOS: Quarenta e dois olhos de vinte e um voluntários usuários de tabaco e álcool, todos do gênero masculino, foram selecionados após exame oftalmológico completo e normal, sendo submetidos a perimetria azul-amarelo estratégia 10-2. Quinze voluntários participaram do grupo controle. A análise dos dados foi realizada mediante gráfico da profundidade do defeito e número de pontos alterados. RESULTADOS: Observou-se que 40 olhos (95,3%) dos usuários crônicos de tabaco e álcool, apresentaram maior freqüência de alterações no gráfico de profundidade do defeito (>10dB) e 27 olhos (64,3%) apresentaram número de pontos alterados (>10 pontos), (p<0,0001). Todos os voluntários que apresentaram alterações no gráfico de profundidade do defeito e número de pontos alterados apresentavam menos que 10dB e 10 pontos alterados, respectivamente. CONCLUSÃO: Foram observados maiores números de pontos alterados e profundidade do defeito refletindo alterações nas células do sistema parvocelular, responsáveis pela função de cores nos pacientes usuários crônicos de tabaco-álcool, por meio da perimetria azul-amarelo 10-2.
Keywords: Alcoolismo; Tabagismo; Perimetria; Campos visuais
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (1 )
:33-38
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000100007
Abstract
OBJETIVO: Descrever os aspectos clínicos e tomográficos do microburaco macular. MÉTODOS: Estudaram-se pacientes portadores de microburaco macular de forma retrospectiva e observacional. Apurou-se história clínica, medida de acuidade visual, biomicroscopia de polo posterior, retinografia, angiofluoresceinografia retiniana e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: Examinaram-se oito olhos de sete pacientes portadores de microburaco macular. A idade variou entre 26 e 63 anos (média de 48,8 anos). Seis pacientes eram do sexo feminino (85,7%). Cinco pacientes apresentaram o microburaco macular no olho direito (62,5%). Quanto à sintomatologia, cinco indivíduos referiram diminuição da acuidade visual (71,4%), um referiu escotoma central (14,3%) e um não apresentou queixas visuais (14,3%). A angiofluoresceinografia retiniana não mostrou alterações maculares em cinco dos olhos (71,4%). À tomografia de coerência óptica, os oito olhos apresentaram uma lesão foveal hiporrefletiva e menor do que 100 micra, que acometia as camadas mais profundas da retina neurossensorial. CONCLUSÃO: Microburaco macular é um pequeno defeito lamelar presente na camada externa profunda da retina, que é evidente à biomicroscopia macular como uma lesão arredondada avermelhada de tamanho diminuto, levando a pouca repercussão na função visual, sem caráter progressivo. A história clínica, a acuidade visual, a biomicroscopia de fundo e a tomografia de coerência óptica são os principais elementos para a detecção e o estudo dos mecanismos fisiopatológicos responsáveis pela sua origem e evolução.
Keywords: Perfurações retinianas; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia