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Search for: José Álvaro Pereira Gomes
Abstract
Objetivo: Descrever as características quantitativas e qualitativas da biomicroscopia ultrassônica (UBM) em olhos com ceratopatia bolhosa avançada, antes e após os procedimentos de punção estromal anterior (ASP) ou transplante de membrana amniótica (AMT) para alívio de dor crônica. Métodos: Estudo comparativo descritivo incluindo 40 olhos de 40 pacientes com dor crônica intermitente devido a ceratopatia bolhosa, randomizados em duas modalidades de tratamento (AMT e ASP). Biomicroscopia ultrassônica (Humphrey, UBM 840, transdutor de 50 MHz, técnica de imersão) foi utilizada, e um questionário de avaliação da intensidade da dor foi aplicado no pré-operatório, e após 90 e 180 dias de pós-operatório. Critérios de exclusão foram: idade abaixo de 18 anos, presença de infecção, hipertensão ocular, e ausência de dor. Resultados: No seguimento de 180 dias, o grupo Transplante de membrana amniótica apresentou: média da espessura corneana central (CCT): 899,4 µm (pré), 1.122,5 µm (pós-operatório) (p<0,001); média da espessura epitelial (ET): 156,4 µm (pré), 247,8 µm (pós-operatório) (p<0,001); média da espessura estromal (ST): 742,9 µm (pré), 826,3 µm (pós-operatório) (p=0,005), e, grupo ASP apresentou: CCT média: 756.7 µm (pré), 914,8µm (pós-operatório) (p<0,001); ET média: 102,1 µm (pré), 245,2 µm (pós-operatório) (p<0,001); ST média: 654,6 µm (pré), 681.5 µm (pós-operatório) (p<0,999). A correlação entre intensidade da dor e espessura corneana central no grupo AMT (p=0,209 pré e pós-operatórios) e no grupo ASP (p=0,157 pré-operatório e p=0,426 aos 180 dias de seguimento) não foi significativa. Edema epitelial e estromal, dobras na membrana de Descemet, bolhas epiteliais, e presença de fluido na interface foram características qualitativas frequentemente observadas. Conclusão: A espessura corneana central aumentou ao longo do tempo em ambos os grupos. A magnitude da espessura corneana central não interfere na intensidade da dor na amostra estudada. Presença de fluido na interface foi uma característica qualitativa especificamente encontrada em alguns pacientes submetidos a transplante de membraa amniótica.
Keywords: Edema da córnea; Perda de células endoteliais da córnea; Paquimetria corneana; Córnea/ultrassonografia; Amnio/transplante; Curativos biológicos; Cuidados paliativos
Abstract
Objetivo: Demonstrar a eficácia do colírio de tacrolimus 0,03% como único agente antialérgico versus o colírio de cromoglicato de sódio 4% no tratamento de ceratoconjuntivite primaveril (CCP). Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo-mascarado comparando a eficácia do colírio de tacrolimus 0,03% 3 vezes ao dia, versus o colírio de cromoglicato 4% 3 vezes ao dia, no controle dos sintomas e sinais de pacientes com o diagnóstico de ceratoconjuntivite primaveril, durante o período de 3 meses, com avaliações nos dias 0, 15, 30, 45 e 90. Acuidade visual, pressão intraocular e outras possíveis complicações foram avaliadas para determinar segurança e efeitos adversos. Resultados: Dezesseis pacientes foram incluídos no estudo, sendo que oito fizeram uso de colírio de tacrolimus 0,03% (Grupo 1) e oito fizeram uso de colírio de cromoglicato de sódio 4% (Grupo 2). Dois pacientes do Grupo 2 foram excluídos da análise dos dias 45 e 90, devido à necessidade de utilização de corticosteroide tópico. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (81,8%) e 56,3% apresentavam a doença em sua forma limbar. Houve diferença estatisticamente significativa entre os Grupos 1 e 2 em relação à graduação de severidade para os sintomas de prurido no dia 90 (p=0,001), sensação de corpo estranho no dia 15 (p=0,042), fotofobia no dia 30 (p=0,041) e para os sinais de atividade inflamatória limbar nos dias 15 (p=0,011), 30 (p=0,007) e 45 (p=0,015), e ceratite no dia 30 (p=0,048). Nenhum efeito adverso relevante foi notado, exceto queixa de queimação ocular quando da instilação de tacrolimus, o que não comprometeu à adesão ao tratamento. Conclusão: O colírio de tacrolimus 0,03% foi superior ao colírio de cromoglicato de sódio 4% comparando a graduação de severidade para os sintomas de prurido, sensação de corpo estranho e fotofobia, assim como para os sinais de atividade inflamatória limbar e ceratite, em determinados períodos de tempo durante o seguimento.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Antialérgicos; Tacrolimo; Soluções oftálmicas; Cromolina sódica
Abstract
Objetivo: Avaliar o uso da injeção supratarsal de triancinolona na ceratocon junti vite primaveril grave (VKC) em crianças. Métodos: Pacientes com VKC grave associada à ceratite, limbo gelatinoso e/ou papilas gigantes, com história de recidivas e resistência a agentes antialérgicos tópicos convencionais foram incluídos neste ensaio clínico. Os pacientes foram tratados com injeção de 20 mg de acetato de triancinolona supratarsal. Resultados: A análise incluiu 23 olhos de 17 pacientes com ceratoconjuntivite alérgica grave. A idade média foi de 12,3 com intervalo de 7-19 anos. O tempo médio de acompanhamento foi de 39,3 meses (DP 19,21). Dos 17 pacientes, a doença foi controlada com sucesso por uma média de 3,6 meses (intervalo 1-16) em que os sinais e sintomas foram significativamente melhorados com resolução completa do edema palpebral e quemose conjuntival, redução significativa de pannus, ceratite e redução do tamanho das papilas gigantes. Conclusão: O tratamento da VKC grave em crianças com injeção supratarsal de 20 mg de acetato de triancinolona mostrou resultados satisfatórios, sendo bem tolerada pelas crianças às quais foram submetidas, podendo constituir uma opção segura para casos graves e difíceis de VKC. Uma melhora significativa foi encontrada nos sinais e sintomas alérgicos oculares, com diminuição da frequência de recidivas agudas, no entanto sem se mostrar efetiva para a completa remissão da doença.
Keywords: Pálpebras/efeitos de drogas; Ceratoconjuntivite/quimioterapia; Conjuntivite alérgica/quimioterapia; Injeções; Triancinolona acetonida/administração & dosagem
Abstract
Objetivos: O tratamento da ceratoconjuntivite alérgica baseado em colírios que contenham anti-histamínicos ou cromoglicato de sódio e seus derivados geralmente são insuficientes. A adição de corticosteróides geralmente é mandatória. No entanto, o risco de complicações como glaucoma e catarata limita o uso dos corticosteróides em curtos períodos de tratamento resultando em respostas inadequadas a longo prazo. Drogas imunossupressoras vem sendo consideradas como uma opção terapêutica alternativa válida para as ceratoconjuntivite atópica (AKC) e ceratoconjuntivite vernal (VKC). Este trabalho tem como objetivo avaliar a melhora nos sinais clínicos durante o uso de tacrolimus (TCL) tópico em crianças com ceratoconjuntivites alérgicas. Métodos: Pacientes com ceratoconjuntivite alérgica severa associada a ceratites, infiltrados limbares gelatinosos e/ou papilas gigantes, com história de recorrências e resistência ao tratamento anti-alérgico tópico convencional foram incluídos neste estudo. Os pacientes foram tratados com TCL 0,03% pomada tópica para uso ocular. Um escore variando de 0 a 9 foi atribuído para os sinais observados na biomicroscopia antes e depois do tratamento. Quanto maiores os escores, mais severos eram os sinais. Resultados: Foram estudados 66 olhos de 33 pacientes. Antes do tratamento a média do escore para o olho direito foi 5,56 ± 1,18 e para o olho esquerdo 5,94 ± 1,16. Após o tratamento com TCL a média do escore para o olho direito foi 2,76 ± 1,5 e para o olho esquerdo 2,86 ± 1,64 (p<0.001 para os dois olhos). O tempo de seguimento médio foi de 13 meses (12-29 meses). Conclusão: O presente estudo sugere que o TCL tópico foi efetivo e demonstrou resultado satisfatório, com melhora nos sinais clínicos na ceratoconjuntivite alérgica em crianças, constituindo uma nova opção para o tratamento de casos severos de alergia ocular.
Keywords: Córnea; Tacrolimo/uso terapêutico; Conjuntivite alérgica/quimioterapia
Abstract
A citologia de impressão (CI) tem sido amplamente utilizada como um método de avaliação da superfície ocular e das camadas de células superficiais no diagnóstico e no seguimento após tratamento de vários tumores da superfície ocular de origem epitelial ou melanocítica. As informações podem sem encontradas na literatura em língua inglesa desde 1992. Utilizando-se de membranas de acetato de celulose ou Biopore na coleta dos espécimes, uma alta correlação tem sido encontrada entre a CI e a histologia do tecido. Comparando-se com a citologia esfoliativa, a citologia de impressão é menos traumática para o olho do paciente, fornece uma localização precisa da área estudada e permite ver as células da forma como elas organizam-se in vivo. A vantagem adicional da citologia de impressão é a preservação das células- tronco germinativas responsáveis pela renovação contínua do epitélio da córnea. Elas podem ser afetadas após biópsia cirúrgica na região do limbo que é o sítio mais frequentemente acometido pelos tumores do epitélio estratificado. O tratamento para a neoplasia escamosa da superfície ocular tem sido historicamente a cirurgia, mas intervenções não cirúrgicas também foram adotadas. Por esta razão, em certos casos, oftalmologistas podem recorrer a formas menos invasivas que a biópsia cirúrgica (como a citologia de impressão) tanto para o diagnóstico inicial quanto para o monitoramento terapêutico das lesões da superfície ocular. No entanto, deve-se ter em mente que a citologia de impressão deixa de ser útil quando seu resultado não coincide com o quadro clínico ou quando o diagnóstico clínico é incerto e o resultado da citologia de impressão negativo. Nesses casos, a biópsia cirúrgica deve ser realizada para o diagnóstico. O objetivo desta revisão é examinar a literatura sobre a utilização da citologia de impressão no diagnóstico e tratamento dos tumores da superfície ocular bem como discutir a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre o assunto.
Keywords: Túnica conjuntiva; Córnea; Limbo da córnea; Neoplasias da túnica conjuntiva/diagnóstico; Neoplasias oculares; Citodiagnóstico; Técnicas citológicas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Revisão
Abstract
Este trabalho tem como objetivo avaliar a eficácia de uma nova técnica cirúrgica denominada SLET (simple limbal epithelial transplantation), um procedimento promissor que reduz os riscos de indução de deficiência límbica iatrogênica no olho doador. Quatro pacientes com deficiência límbica total unilateral, secundária a queimadura química, receberam um enxerto de células límbicas, medindo 4 mm x 2 mm, do olho contralateral sadio, em apenas um tempo cirúrgico. Este foi divido em 10 a 20 fragmentos e distribuído sobre a superfície da córnea. Após 6 meses de cirurgia, superfície corneana totalmente epitelizada e avascular foi obtida em dois pacientes. Houve melhora da acuidade visual em um paciente. Não houve aderência dos enxertos de limbo na córnea em um paciente. Nenhum paciente apresentou efeitos colaterais graves decorrentes do procedimento cirúrgico.
Keywords: Queimaduras; Limbo da córnea; Transplante; Transplante autólogo; Células epiteliais/transplante
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