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Abstract
OBJETIVO: Descrever a relação entre os resultados visuais e a morfologia macular através da tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes submetidos à remoção da membrana epirretiniana idiopática. MÉTODOS: Dez olhos de 10 pacientes com diagnóstico de membrana epirretiniana idiopática foram incluídos neste estudo. Todos os olhos foram submetidos à vitrectomia posterior via pars plana pelo mesmo cirurgião, durante o período de fevereiro de 2002 a março de 2004. A acuidade visual corrigida usando a tabela de Snellen, bem como a retinografia, a angiofluoresceinografia, a biomicroscopia de fundo e a tomografia de coerência óptica pré e pós-operatórios foram obtidos de todos os pacientes em todas as visitas. No estudo da tomografia de coerência óptica foram avaliadas três características em cada imagem: presença de depressão foveal, presença de edema macular cistóide e média da espessura central macular. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 63,3 anos (57 a 78). Cinco pacientes eram do sexo masculino e 5, do sexo feminino. A acuidade visual pré-operatória variou de 20/80 a conta dedos a 1 metro. A acuidade visual melhorou pelo menos duas linhas de visão em 8 olhos (80%) e a metamorfopsia melhorou também na mesma proporção (80%). Quatro pacientes não apresentavam metamorfopsia com a tabela de Amsler, e os demais apresentavam melhora parcial. À tomografia de coerência óptica todos os olhos mantiveram o aumento da espessura central, variando de 232 a 605 µ (média= 351,9 µ). Três olhos mantiveram o edema macular cistóide. Quatro olhos apresentaram acuidade visual final melhor ou igual a 20/30. Neste grupo a média de espessura central foi de 277 µ (265 a 285 µ). A recuperação do contorno foveal foi observada em dois destes olhos. Nos quatro pacientes não havia edema macular cistóide residual. CONCLUSÃO: A tomografia de coerência óptica é uma ferramenta capaz de avaliar as alterações estruturais antes e depois da cirurgia para remoção de membrana epirretiniana idiopática. Os resultados funcionais da vitrectomia posterior via pars plana são satisfatórios embora outros fatores prognósticos possam estar envolvidos nos resultados visuais finais desta patologia.
Keywords: Membrana epirretiniana; Membrana basal; Acuidade visual; Edema macular cistóide; Tomografia de coerência óptica; Projetos piloto
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a presença de neovascularização de coróide (NVC) e suas seqüelas em pacientes portadores de estrias angióides (EA). MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de pacientes atendidos no Instituto Suel Abujamra, São Paulo (SP), Brasil, de 1976 a 2006. Considerou-se a idade, cor da pele, queixas na primeira consulta, acuidade visual e aspecto fundoscópico com especial atenção a lesões disciformes por NVC sub-retinianas ativas ou cicatrizadas. RESULTADOS: Dos 317 pacientes estudados, 163 (51,5%) eram homens. A média de idade era de 57 anos com desvio-padrão de 12,4 anos, mínimo de 11 e máximo de 91 anos. Quanto a cor da pele, 209 (66,2%) eram brancos, 91 (29,0%) amarelos,11 (3,7%) negros, e 3 (1,1%) pardos. As EA eram bilaterais em todos os pacientes, e de 631 olhos pesquisados, 348 (55,1%) tinham EA de coloração marrom, 153 (24,2%) cinza e 124 (19,6%) marrom-avermelhada. No momento do diagnóstico, as acuidades visuais medidas na tabela de Snellen foram piores que 20/200 em 40,4% dos olhos. Comprovou-se a ausência de NVC em 103 (32,5%) pacientes. As lesões NVC unilaterais estavam presentes em 112 (35,3%) e bilaterais em 99 (31,2%). Quanto à localização, 242 (74,3%) eram maculares, 45 (13,8%) extra-maculares e 38 (11,7%) mistas. CONCLUSÃO: As EA são importante causa de cegueira legal e podem passar despercebidas no exame oftalmológico de rotina quando não apresentam lesões maculares disciformes ativas ou cicatrizadas. A importância deste estudo é o expressivo número de casos e alertar os oftalmologistas quanto à necessidade de um exame fundoscópico minucioso, a fim de monitorá-las, diagnosticar e tratar precocemente a NVC.
Keywords: Estrias angióides; Doenças retinianas; Retina
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características e evolução clínica de pacientes com retinite por citomegalovírus relacionada à AIDS após o advento da terapia antirretroviral potente. MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos prontuários de 30 pacientes consecutivos (44 olhos) com AIDS e retinite por citomegalovírus ativa recém-diagnosticada, atendidos entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 34,8 anos, 18 pacientes (60,0%) eram do sexo masculino e a mediana do tempo de diagnóstico de AIDS era 90 meses. Dezenove pacientes (63,3%) apresentavam evidência de falência da terapia antirretroviral potente e a mediana da contagem de linfócitos T CD4+ era 12,5 células/µl. A acuidade visual inicial era melhor ou igual a 20/40 em 27 olhos (61,4%). A retinite acometia a Zona 1 em 13 olhos (39,5%). Apesar da terapia antirretinite por citomegalovírus específica, 16 olhos (36,4%) apresentaram recidiva da retinite e 10 olhos (22,7%) perderam pelo menos três linhas de visão. Quando comparado aos de pacientes com boa resposta à terapia antirretroviral potente, olhos de pacientes com falência à terapia antirretroviral potente apresentaram mais recidiva da retinite (p=0,03) e perda de pelo menos três linhas de visão (p=0,03). CONCLUSÃO: Os pacientes nesta série são essencialmente homens jovens com longo tempo de diagnóstico de AIDS, má resposta à terapia antirretroviral potente e com um perfil imunológico semelhante ao encontrado antes do advento da terapia antirretroviral potente. Estes achados têm implicações no manejo da doença e confirmam a importância da triagem periódica e racional após o diagnóstico de AIDS.
Keywords: Citomegalovírus; Retinite; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Terapia antirretroviral de alta atividade; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS; Uveíte posterior; Infecções oculares; Infecções por HIV
Abstract
RESUMOObjetivo:Reportar os resultados clínicos do tratamento local da retinocoroidite toxoplásmica com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona.Métodos:População do estudo: 16 olhos (16 pacientes) com retinocoroidite toxoplásmica ativa sem comprometimento da mácula e da área juxtapapilar, tratados com injeções intravítreas de clindamicina (1 mg) e dexametasona (1 mg) sem terapia sistêmica anti-toxoplásmica ou anti-inflamatória concomitante. Procedimento de observação: A melhor acuidade visual corrigida (BCVA) foi medida através da tabela ETDRS. A BCVA e as características clínicas da retinocoroidite foram avaliadas na qualificação, primeiro, terceiro, sexto e 12º mês. Medidas do resultado principal: resolução da retinocoroidite e mudanças na BCVA.Resultados:O controle da retinocoroidite toxoplásmica foi atingido em todos os casos com um intervalo médio de 2,48 ± 1,03 semanas (intervalo de 2 a 6 semanas). Uma única injeção intravítrea de clindamicina e dexametasona foi aplicada em 12 pacientes, e quatro pacientes precisaram de duas injeções durante o seguimento. Quatorze olhos (87,5%) melhoraram ≥ 2 linhas ETDRS de BCVA, a BCVA ficou estável em 2 olhos (12,5%) e nenhum paciente apresentou diminuição da acuidade visual no final do seguimento. Não foram observados eventos adversos sistêmicos ou oculares.Conclusão:O tratamento local com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona sem terapia sistêmica concomitante esteve associado com a resolução da retinocoroidite toxoplásmica em pacientes sem comprometimento macular ou juxtapapilar. A clindamicina e dexametasona intravítrea representam um tratamento promissor em pacientes com intolerância, contraindicação ou resposta inadequada a medicação oral.
Keywords: Coriorretinite/quimioterapia; Toxoplasmose ocular; Injeções intravítreas; Clindamicina/administração & dosagem; Dexametasona /administração & dosagem
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