Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (4 )
:573-576
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000400002
Abstract
OBJETIVO: Descrever uma técnica cirúrgica alternativa para o tratamento de descolamento da retina sem ou com mínima vitreorretinopatia proliferativa (grau B) usando uma retinopexia transconjuntival com drenagem externa do fluido sub-retiniano. MÉTODOS: Prospectivo estudo intervencional, com oito pacientes consecutivos com descolamento da retina com nenhum ou mínima vitreorretinopatia proliferativa (grau B) que foram submetidos a retinopexia transconjuntival com drenagem externa ativa do fluido sub-retiniano. A drenagem externa transconjuntival do fluido sub-retiniano foi realizada com agulha calibre 29 colocada no espaço sub-retiniano e moni torada pela oftalmoscopia binocular indireta. A sucção ativa foi realizada (vácuo de 500 mmHg) usando a linha de extração do vitreófago conectado a agulha. Após a colagem da retina, crioterapia foi aplicada na região escleral correspondente a área da(s) ruptura(s). RESULTADOS: Em todos os casos a retina aplicou no final da cirurgia. O redescolamento da retina ocorreu em 4 pacientes pseudofácicos, que foram submetidos a seguir a vitrectomia pars plana. Os 4 pacientes fácicos mantiveram a retina aplicada durante o seguimento (13 a 20 meses). CONCLUSÃO: A retinopexia transconjuntival com drenagem externa ativa do fluido sub-retiniano representa alternativa útil, rápida e barata a cirurgia do descolamento da retina com implante escleral em pacientes com nenhuma ou mínima vitreorretinopatia proliferativa, fácicos e diferente do implante escleral não está associada a indução da miopia.
Keywords: Retina; Descolamento retiniano; Drenagem; Líquidos corporais
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (1 )
:18-20
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000100006
Abstract
OBJETIVO: Comparar a dor relacionada à injeção intravítrea e panfotocoagulação no tratamento de pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco e nenhum tratamento a laser prévio aleatoriamente designados para receber panfotocoagulação retiniana (grupo PRP) ou panfotocoagulação e ranibizumabe intravítreo (grupo PRPplus). Em todos os pacientes, a panfotocoagulação foi administrada em duas sessões (semanas 0 e 2), e ranibizumabe intravítreo foi administrado no final da primeira sessão de laser no grupo PRPplus. Retratamento foi realizado nas semanas 16 e 32 se neovasos ativos fossem detectados na angiofluoresceinografia, utilizando ranibizumabe intravítreo no grupo PRPplus e laser adicional grupo PRP. Após o fim do retratamento, uma Escala Analógica Visual de 100-unidades foi utilizada para a estimativa da pontuação da dor. O paciente foi questionado sobre a intensidade da dor durante todo o procedimento (sessão de fotocoagulação de retina ou injeção intravítrea de ranibizumabe). A comparação dos índices de dor foi realizada utilizando um teste não-paramétrico (Wilcoxon rank sums). RESULTADOS: Dezessete pacientes do grupo PRPplus e 14 do grupo PRP foram avaliados para os índices de dor. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos quanto ao sexo, hemoglobina glicosilada e duração da doença. A média de dor da injeção intravítrea (±SEM) foi 4,7 ± 2,1, significativamente menor (p<0,0001) do que a dor média da panfotocoagulação (60,8 ± 7,8). Doze dos 17 pacientes do grupo PRPplus referiram pontuação de intensidade da dor zero, enquanto que o índice mínimo no grupo PRP foi encontrado em um paciente com 10,5. CONCLUSÃO: Em pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco que necessitaram de retratamento por neovasos persistentes, houve mais conforto para o paciente quando o retratamento foi realizado com uma injeção intravítrea em comparação com fotocoagulação da retina. Estudos posteriores são necessários para confirmar nossos achados preliminares.
Keywords: Dor; Injeções intravítreas; Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Fator A de crescimento endotélio vascular