Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (1 )
:13-18
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000100003
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a técnica de sutura ajustável per-operatória simplificada para a correção de desvio horizontal. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente os prontuários médicos de todos os pacientes que foram submetidos à cirurgia para correção de desvio horizontal utilizando a técnica de sutura ajustável per-operatória simplificada no setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no período entre janeiro de 2001 e novembro de 2005. Por essa técnica, o ajuste foi calculado com base no reflexo luminoso na córnea, considerando a diferença entre a medida pré-operatória e sob plano anestésico profundo. RESULTADOS: Foram realizadas 153 cirurgias, sendo 73 (47,8%) casos de esotropia (ET) e 80 (52,2%) de exotropia (XT). Após a anestesia, houve alteração do desvio em 123 (80,4%) pacientes, sendo que destes, 69 (56,1%) eram esotropia que diminuíram, 51 (41,5%) eram exotropia que aumentaram e 3 (2,4%) eram exotropia que diminuíram. Foi realizado o ajuste per-operatório em 60 (39,2%) casos, sendo 30 (41,1%) casos de esotropia e 30 (37,5%) de exotropia. Os resultados pós-operatórios foram avaliados após seguimento mínimo de 180 dias, com taxa de sucesso (considerando ortotropia, sub ou supercorreção de até 10 dioptrias prismáticas) de 71,6%. CONCLUSÕES: A técnica de sutura ajustável per-operatória simplificada, que foi apresentada em 2003 em um estudo com 49 pacientes operados pelo mesmo cirurgião, mostrou-se eficiente nessa série maior de casos e realizada por diferentes cirurgiões. É proposta para pacientes que não colaboram para outras técnicas de ajuste, visando aumentar o sucesso cirúrgico.
Keywords: Estrabismo; Anestesia geral; Técnicas de sutura; Esotropia; Exotropia
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:370-374
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300012
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas pré-operatórias dos pacientes com estrabismo secundário à orbitopatia de Graves e os resultados da cirurgia com anestesia tópica e sutura ajustável. MÉTODOS: Estudo retrospectivo realizado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Foram pesquisados os prontuários de todos os pacientes atendidos no ambulatório de estrabismo no período de março de 1994 a maio de 2004. Destes, foram separados aqueles com estrabismo associado à orbitopatia de Graves submetidos à cirurgia ajustável com anestesia tópica. As características clínicas pré-operatórias e os resultados cirúrgicos foram levantados a partir desta análise. RESULTADOS: Foram incluídos 13 pacientes. O tipo de desvio mais freqüentemente encontrado foi esotropia com hipotropia. Em 9 pacientes modificou-se o retrocesso programado no pré-operatório. Três casos necessitaram de uma segunda cirurgia. Após 6 meses de seguimento, 8 dos 13 pacientes estavam ortotrópicos ou com foria pequena e com algum grau de estereopsia. CONCLUSÃO: Neste estudo observou-se que 62% (8/13) dos pacientes apresentavam hipotropia com esotropia, provavelmente por causa do comprometimento associado do reto inferior e reto medial. Nove dos 13 pacientes necessitaram de ajuste no peroperatório e apenas 3 foram reoperados, indicando a importância da técnica ajustável para melhor alinhamento ocular no pós-operatório, possibilitando obter resultados mais satisfatórios.
Keywords: Anestesia local; Diplopia; Doença de Graves; Estrabismo; Visão binocular
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (1 )
:38-42
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000100008
Abstract
OBJETIVO: Investigar a contribuição individual da profundidade da câmara anterior, da espessura do cristalino e da profundidade da câmara vítrea para o comprimento axial total em pacientes com ambliopia por esotropia. MÉTODOS: Foram incluídas 74 crianças com idade entre 5 e 8 anos, sendo 37 pacientes com ambliopia por esotropia e 37 voluntários sadios (grupo controle). Foi realizado exame oftalmológico completo, incluindo refração sob cicloplegia e ultrassonografia modo A. Foram registrados profundidade da câmara anterior, espessura do cristalino, profundidade da câmara vítrea e comprimento axial total. A contribuição individual de cada componente para o comprimento axial total foi relatada como valor porcentual e teste t de Student pareado foi utilizado para a comparação entre olho amblíope e olho contralateral e entre olho direito e esquerdo no grupo controle. RESULTADOS: Olhos amblíopes, quando comparados aos olhos contralaterais, apresentaram maior contribuição da espessura do cristalino (P=0,001), menor contribuição da profundidade da câmara vítrea (P=0,001) e contribuição semelhante da profundidade da câmara anterior (P=0,434) para o comprimento axial total. A comparação entre olho direito e olho esquerdo no grupo controle mostrou contribuições semelhantes da profundidade da câmara anterior (p=0,620), da espessura do cristalino (P=0,721) e da profundidade da câmara vítrea (P=0,483) para o comprimento axial total. CONCLUSÕES: Este estudo mostrou diferenças entre olhos amblíopes e não amblíopes quando o comprimento axial total é dividido nas contribuições individuais dos seus componentes.
Keywords: Ambliopia; Comprimento axial do olho; Cristalino; Esotropia; Ultrassonografia
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (4 )
:237-239
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000400010
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de erros refrativos em crianças portadoras da sequência de Möbius. MÉTODOS: Trabalho realizado durante o encontro anual da Associação Möbius do Brasil (AMoB) em novembro de 2008. Quarenta e quatro pacientes com diagnóstico de sequência de Möbius foram submetidos a avaliação multidisciplinar: oftalmológica, neurológica, genética, psiquiátrica, psicológica e odontológica. Quarenta e três pacientes colaboraram com exame oftalmológico. Vinte e dois (51,2 %) eram do sexo masculino e 21 (48,8 %) do sexo feminino. A idade média foi de 8,3 anos (2 a 17 anos). A medida da acuidade visual foi realizada com tabela logMAR retro-iluminada, nos pacientes que colaboravam. Todas as crianças foram submetidas a exame da motilidade ocular, refração sob cicloplegia e fundo de olho. RESULTADOS: Do total de 85 olhos estudados, usando o equivalente esférico, a maioria dos olhos (57,6%) são emétropes (>-0,50 D e <+2,00 D). A prevalência de astigmatismo maior que 0,75D foi 40%. CONCLUSÃO: A prevalência de erros refrativos, pelo equivalente esférico, no grupo estudado foi de 42,4%.
Keywords: Síndrome de Möbius; Erros de refração; Estrabismo; Anisometropia; Astigmatismo