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Abstract
Objetivo: Avaliar o quadro clínico, as anormalidades gestacionais e de parto e os resultados na cirurgia de estrabismo em pacientes com síndrome de Möbius. Métodos: Foram estudados, retrospectivamente, 7 pacientes com diagnóstico de síndrome de Möbius, dos quais 6 foram submetidos à cirurgia de estrabismo. Resultados: Além dos achados clássicos que caracterizam a síndrome, em todos os casos estudados observaram-se alterações gestacionais ou de parto. Em 2 pacientes encontrou-se no per-operatório, inserção posteriorizada do reto medial. Graças à fixação cruzada, esses pacientes geralmente não desenvolvem ambliopia. Conclusão: A cirurgia, quando indicada, deve constar apenas dos retrocessos musculares e acredita-se que o planejamento cirúrgico deva ser menor do que o feito em casos de paralisia isolada do nervo abducente de mesmo valor.
Keywords: Síndrome de Möbius; Estrabismo
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia de 3 formas de tratamento para estrabismos de pequeno e médio ângulos: cirurgia, aplicações unilaterais e bilaterais de toxina botulínica. Métodos: Foram estudados 97 pacientes, divididos em três grupos. No grupo I foi feito um estudo prospectivo no qual 44 pacientes receberam injeção unilateral da toxina botulínica tipo A; no grupo II, 24 pacientes receberam injeção bilateral da toxina, e no grupo III foi feito estudo retrospectivo de 29 pacientes previamente operados de estrabismo. A eficácia dos tratamentos foi estudada segundo o percentual de correção do desvio ocular e segundo o índice de sucesso terapêutico, definido como um desvio residual de até 10 DP (dioptrias prismáticas). Resultados: Os percentuais de correção dos desvios horizontais, para longe, no 3º mês, foram: grupo I = 50,9%; grupo II = 55,8% e grupo III = 77,0%. Para perto, foram: 48,6%, 49,2% e 72,8%, respectivamente. Os índices de sucesso terapêutico foram: grupo I = 57,1%; grupo II = 68,4% e grupo III = 72,4%. Conclusão: Concluiu-se não ter havido diferença estatisticamente significativa entre os percentuais de correção do desvio ocular e o índice de sucesso terapêutico entre os três grupos estudados.
Keywords: Estrabismo; Toxina botulinica tipo A; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a evolução da hipermetropia na infância. MÉTODOS: Estudo retrospectivo, pela análise de prontuários de 67 pacientes que tiveram seu primeiro exame refrativo até os 3 anos de idade e tendo um período mínimo de seguimento de 5 anos. A idade média ao primeiro exame foi 18,5 ± 6,9 meses e a idade média final de acompanhamento foi de 8,4 ± 1,7 anos, o que proporcionou um tempo médio de seguimento dos pacientes de 6,8 ± 1,3 anos. RESULTADOS: Houve aumento da hipermetropia quando comparado o 1º com o 3º ano de vida (p<0,05), mantendo após esse período uma curva sem diferenças estatísticas até o 10º ano de vida. Não houve diferença na variação da hipermetropia quando se dividiram as crianças em grupos com baixas e altas ametropias. CONCLUSÃO: O presente estudo demonstra que a hipermetropia apresenta pequena variação nos primeiros anos de vida, porém tende a manter-se estatisticamente inalterada dos 3 aos 10 anos de idade.
Keywords: Hiperopia; Criança; Estudos retrospectivos; Evolução
Abstract
OBJETIVO: Analisar os principais achados oftalmológicos encontrados em uma série de casos de seqüência de Möebius. MÉTODOS: Foram estudados 28 pacientes com o diagnóstico de seqüência de Möebius, atendidos em três centros oftalmológicos de referência do Estado de Pernambuco, Brasil. RESULTADOS: Foi observado: presença de epicanto em 25 pacientes (89,3%), blefaroptose em 14 (50,0%), ceratopatia de exposição em cinco (17,8%) e alteração do reflexo de Bell em três (11,1%). A acuidade visual monocular variou de 0,03 a 1. Deficiência da acuidade visual esteve presente em 13 pacientes (46,4%). A ametropia mais encontrada foi o astigmatismo, diagnosticado em 33 olhos (58,9%) do total de 56 examinados. Na posição primária do olhar, 16 pacientes (57,2%) apresentaram esotropia, 2 (7,1%) apresentaram exotropia e 7 (25,0%) ortotropia. O exame de fundo de olho foi normal em 26 pacientes (92,8%). CONCLUSÃO: Foi observado que os pacientes portadores da seqüência de Möebius apresentavam alterações oftalmológicas importantes no que diz respeito à presença de deficiência da acuidade visual, desvio ocular, ceratopatia de exposição e ametropias. Sugere-se que esses pacientes sejam avaliados precocemente por um oftalmologista, visando o diagnóstico e tratamento adequado.
Keywords: Síndrome de Möebius; Oftalmopatias; Olho; Acuidade visual; Criança
Abstract
Os autores relatam a utilização da técnica cirúrgica proposta por Scott, em 1994, de recuo e ressecção do mesmo músculo extra-ocular no tratamento de estrabismo incomitante horizontal. A paciente, do sexo feminino, 22 anos, apresentava estrabismo horizontal incomitante, com uma esotropia de 9delta para longe e 30delta para perto. Submetida a recuo e ressecção do músculo reto medial direito, apresentou resultados satisfatórios a longo prazo, mostrando que esta técnica pode fazer parte do arsenal terapêutico para correção de estrabismos incomitantes.
Keywords: Esotropia; Movimentos oculares; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Relatos de casos [tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVOS: Analisar os resultados cirúrgicos, a longo prazo, em uma série consecutiva de pacientes com a seqüência de Möbius, submetidos à correção cirúrgica do estrabismo. MÉTODOS: Dez portadores da seqüência de Möbius atenderam aos critérios de inclusão. Todos apresentaram esotropia no exame pré-operatório maior ou igual a 15 dioptrias prismáticas (DP), variando de 15 a 85. Todos os pacientes demonstraram hipofunção dos músculos retos laterais, seis, apresentaram hipertropia associada maior ou igual que 10 DP e, cinco, anisotropia em A ou em V. Os pacientes foram submetidos de forma consecutiva à cirurgia para a correção do estrabismo em julho de 2002, de acordo com protocolo previamente elaborado. Todos os casos foram reavaliados periodicamente, analisando-se o resultado visual final no segundo ano pós-operatório, quanto a: acuidade visual, desvio ocular, rotações oculares, estética e socialização. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram resultado cirúrgico satisfatório final em oito casos, considerando-se um eso ou exo desvio de até 15 DP e uma hipertropia menor que 10 DP. Quatro (40%) pacientes apresentaram correção da anisotropia pré-operatória. Observou-se variação do desvio ocular em posição primária do olhar (entre o 90º dia e o 2º ano pós-operatório) em 9 pacientes (90%), demonstrando que a estabilização da correção cirúrgica do estrabismo requer tempo. CONCLUSÕES: O resultado cirúrgico final mostrou-se bastante satisfatório, elevando a auto-estima dos pacientes e a de seus genitores, facilitando a sua inclusão social.
Keywords: Estrabismo; Síndrome de Möbius; Paralisia facial; Músculos oculomotores; Fixação ocular
Abstract
Os autores relatam um caso raro e grave de estrabismo restritivo, adquirido nos primeiros meses de vida, em criança previamente normal, com intenso acometimento da musculatura extraocular e tecidos adjacentes. Discutem a possibilidade de doença inflamatória ou infecciosa como causa etiológica. A dificuldade da abordagem cirúrgica do caso, descrita nos três procedimentos anteriores, foi resolvida na última cirurgia, pela cooperação de cirurgiões de estrabismo e órbita, utilizando-se incisão ampla para cirurgia orbitária.
Keywords: Estrabismo; Músculos oculomotores; Cicatriz; Órbita; Criança; Relatos de caso
Abstract
OBJETIVO: A crotoxina é a principal toxina do veneno da cobra cascavel sul-americana Crotalus durissus terrificus e causa bloqueio da neurotransmissão na junção neuromuscular. O objetivo deste estudo foi avaliar a ação e aplicabilidade da crotoxina na indução de paralisia da musculatura extrínseca ocular, e comparar seus efeitos com os da toxina botulínica do tipo A (TB-A). MÉTODOS: A crotoxina, com DL50 de 1,5 µg, foi aplicada no músculo reto superior direito de dez coelhos da raça neozelandesa, em concentrações que variaram de 0,015 µg a 150 µg. Em dois coelhos, utilizou-se 2 unidades de toxina botulínica do tipo A para análise comparativa. A avaliação da paralisia foi realizada através de eletromiografia seriada. Após a recuperação, que ocorreu em dois meses, seis coelhos foram sacrificados para estudo anátomopatológico. RESULTADOS: Os animais não apresentaram sinais de intoxicação sistêmica. Ptose palpebral transitória foi observada em quase todos os animais e permaneceu por até 14 dias. As toxinas causaram um bloqueio imediato da captação dos potenciais elétricos. A recuperação foi gradativa no período aproximado de um mês, observando-se sinais evidentes de regeneração no registro eletromiográfico. Os efeitos da crotoxina na paralização do músculo injetado foram proporcionais à concentração. A crotoxina, na concentração de 1,5 µg, induziu alterações semelhantes às da toxina botulínica do tipo A. Os achados anátomo-patológicos foram localizados somente na região em que se aplicou as toxinas, não havendo necrose de fibras musculares em nenhuma amostra analisada. As alterações causadas pela crotoxina também foram proporcionais à concentração utilizada e similares a toxina botulínica do tipo A na concentração de 1,5 µg. CONCLUSÃO: A crotoxina foi capaz de induzir paralisia transitória do músculo reto superior. Este efeito foi caracterizado pela redução na amplitude dos potenciais de ação e sinais inespecíficos de fibrilação. Observou-se que a ação da crotoxina, em concentração de 1,5 µg, proporcionou efeito semelhante ao da toxina botulínica do tipo A.
Keywords: Crotoxina; Venenos de crotalídeos; Serpentes; Toxinas botulínicas tipo A; Proteínas neurotóxicas de elapídeos; Oftalmolplegia; Junção neuromuscular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: A crotoxina é a principal neurotoxina da cascavel sul-americana Crotalus durissus terrificus e sua ação neurotóxica caracteriza-se por um bloqueio pré-sináptico. O objetivo da pesquisa é avaliar a capacidade da crotoxina em induzir paralisia transitória de músculos extraoculares e faciais em seres humanos. MÉTODOS: As doses utilizadas de crotoxina foram de 2 a 5 unidades (U), sendo que cada unidade correspondia a uma DL-50. Na primeira etapa, aplicou-se 2U de crotoxina em músculos extraoculares de 3 indivíduos amauróticos, candidatos à evisceração. Na segunda etapa, realizaram-se 12 aplicações de crotoxina em músculos extraoculares de 9 indivíduos estrábicos e amblíopes. Na terceira e última etapa, utilizou-se a crotoxina para o tratamento do blefaroespasmo essencial em 3 indivíduos. RESULTADOS: Nenhum paciente demonstrou qualquer efeito sistêmico ou alteração da visão ou de qualquer estrutura ocular. O único efeito local adverso foi hiperemia conjuntival, que melhorou espontaneamente. Em 2 pacientes não houve alteração do desvio ocular após a aplicação de 2U de crotoxina. Observou-se em 8 das 12 aplicações, limitação do movimento ocular no campo de ação do músculo aplicado. A diminuição do desvio ocular com 2U crotoxina (9 aplicações) foi em média de 15,7 dioptrias prismáticas (DP); na dosagem de 4U (2 aplicações) foi em média de 37,5 DP e na única aplicação de 5U, obteve-se redução de 16 DP no desvio ocular. A alteração do alinhamento ocular manteve-se por 1 a 3 meses. Dois dos 3 pacientes portadores de blefaroespasmo apresentaram melhora dos espasmos hemifacias, os quais voltaram após 2 meses. CONCLUSÕES: Através dos resultados observados neste estudo, acreditamos que a crotoxina possa ser útil no tratamento do estrabismo e do blefaroespasmo. Novos estudos precisam ser realizados para confirmar a eficácia e a segurança da crotoxina como opção terapêutica para diversas áreas da medicina que atualmente utilizam a toxina botulínica.
Keywords: Crotoxina; Crotoxina; Estrabismo; Músculos oculomotores; Blefarospasmo
Abstract
Objetivo: Avaliar a interferência do estrabismo na qualidade de vida em indivíduos estrábicos. Métodos: Estudo transversal envolvendo 101 indivíduos estrábicos entre 7 e 67 anos. Eles foram entrevistados e responderam um questionário com 20 perguntas aplicadas pelos pesquisadores. As perguntas tinham como objetivo avaliar a interação do indivíduo com o seu meio social, de trabalho, percepção sensorial e limitações na sua vida diária, com cinco tipos de respostas para cada pergunta: nunca, raramente ou muito pouco, algumas vezes, frequentemente e sempre. O questionário foi baseado no AS-20 e contendo 11 questões avaliando aspectos psicossociais e 9 questões avaliando aspectos funcionais. Entre os indivíduos entrevistados, 24,8% haviam sido submetidos a correção cirúrgica do estrabismo. Resultados: Observou-se impacto significativo do estrabismo sobre a qualidade de vida dos indivíduos avaliados. Sentir-se incomodado ou inferiorizado em decorrência do estrabismo foram relatados por 74,2% e 58,4% dos entrevistados respectivamente. No quesito de funcionalidade, 12,1% relataram dificuldade para ler, 14% disseram ter dificuldade na percepção de profundidade (estereopsia) e 17,8% associaram dor ou ardor nos olhos ao estrabismo frequentemente ou sempre. Diferença significativa foi detectada com respeito ao escore de qualidade de vida no aspecto psicossocial entre indivíduos que realizaram e não realizaram cirurgia (teste de Wilcoxon = 158, p-valor <0,001). Indivíduos que realizaram cirurgia possuíam melhor qualidade de vida no aspecto psicossocial. Conclusões: Nessa avaliação, percebe-se uma interferência negativa muito significativa do estrabismo na qualidade de vida, tanto funcional como psicossocial nos indivíduos pesquisados. Isso demonstra a importância do tratamento do estrabismo, independente da idade, pois ele pode interferir muito na qualidade de vida e bem estar psicossocial e funcional do indivíduo.
Keywords: Estrabismo/fisiopatologia; comportamento social; Qualidade de vida; Questionários
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Objetivo: Comparar os resultados cirúrgicos das técnicas com sutura ajustável e não-justável na cirurgia do estrabismo comitante horizontal. Métodos: Os prontuários de 231 pacientes, submetidos à cirurgia do estrabismo horizontal ao longo de 25 anos e selecionados por amostragem aleatorizada foram revisados retrospectivamente. Os pacientes do estudo foram divididos em dois subgrupos de acordo com a técnica cirúrgica empregada e o tipo de estrabismo. Foram selecionados 107 pacientes submetidos à técnica ajustável (Grupo 1) e 124 patientes submetidos a técnica não ajustável ou convencional (Grupo 2). Foram incluídos esotropias (ET) ou exotropias (XT) com menos de 55 dioptrias prismáticas (DP), medidos para longe. Críterios de exclusão rigorosos foram adotados: todos os desvios intermitentes, desvios verticais, anisotropias maiores que 5 DP, síndromes, estrabismos paréticos ou restritivos, reoperações, injeção de toxina botulínica e pacientes seguidos no pós-operatório inferior a 3 meses. O sucesso cirúrgico foi definido como faixa situada entre ortotropia e esodesvio de até 10 DP, tanto para as esotropias quanto para as exotropias. Resultados: Um índice de ambliopia maior que 50% foi encontrado em todos os subgrupos. O teste do chi- quadrado revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de estrabismo submetidos às técnicas com sutura ajustável e não ajustável, no primeiro dia pós-operatório (p=0,00 for ET and p=0,01 for XT) e à última visita para o grupo dos XT, seguidos por pelo menos um ano (p=0,05). Conclusão: A técnica com sutura ajustável produziu maiores índices de sucesso do que a cirurgia de estrabismo não ajustável, para ambos os grupos ET e XT no primeiro dia pós-operatório. Para pacientes com XT, a técnica com sutura ajustável parece produzir melhores resultados cirúrgicos, quando objetiva a manutenção de uma pequena hipercorreção no pós-operatório tardio.
Keywords: Estrabismo/cirurgia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos; Avaliação de resultados; Técnicas de sutura; Músculos oculomotores/cirurgia
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