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Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a qualidade e o ponto de corte (AV <0,7) da acuidade visual verificada pelos professores, nos escolares da rede municipal de Marília participantes do programa "Olho no olho". MÉTODOS: Estudo transversal em 604 escolares (1.208 olhos), pertencentes às escolas municipais de Marília, SP, realizado através do exame feito pelos professores treinados para o programa comparando-o com o exame realizado pelos oftalmologistas, assumindo estes como o padrão-ouro para comparação. A análise foi feita por olhos examinados. Calculamos a sensibilidade (S), especificidade (E), valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e razão de verossimilhança (RV). Comparamos as médias das AV encontradas pelos professores com as dos oftalmologistas e uma curva ROC (Receiver Operating Characteristic Curve) foi gerada para avaliar se AV <0,7 foi o melhor valor para encaminhamento. RESULTADOS: A média da AV verificada pelos professores foi de 0,70 +/- 0,16 e a dos oftalmologistas foi de 0,88 +/- 0,2 com uma diferença entre as médias de 0,18 (p<0,0001). A S, E, VPP, VPN e RVP foram de: 82%, 40%, 27%, 89% e 1,37, respectivamente. As taxas de falso positivo e negativo foram de 59,5% e 18%, respectivamente. Na curva ROC AV <0,7 foi o melhor ponto para encaminhamento. CONCLUSÕES: Evidenciamos a importância da participação dos professores na melhoria da saúde ocular escolar. O teste realizado pelos professores teve satisfatória S, com baixa E, VPN e valores elevados de falsos positivos. Nossos dados confirmam que o melhor valor de corte para encaminhamento foi o valor de AV < 0,7.
Keywords: Acuidade visual; Qualidade; Saúde escolar; Sensibilidade e especificidade; Criança
Abstract
Olho seco é uma doença multifatorial das lágrimas e da superfície ocular que resulta em desconforto, distúrbios visuais e instabilidade do filme lacrimal. É uma desordem comum que afeta principalmente adultos e mulheres e que pode causar impacto na qualidade de vida comparável a enxaqueca, dispnéia e insuficiência renal crônica, dependendo dos sintomas ou complicações que a acompanham. Novos conceitos com relação à fisiopatologia, classificação e tratamento têm sido apresentados e devem ser conhecidos pelos oftalmologistas pela sua larga aplicação no dia-a-dia. Estima-se que haja 100 medicações diferentes em uso para olho seco atualmente, além de outros métodos de tratamento, sendo necessário se estabelecer o que é realmente seguro e eficaz. Este texto faz uma revisão sobre etiopatogênese e tratamento da síndrome do Olho Seco.
Keywords: Síndrome do olho seco; Ceratoconjuntivite sicca; Doenças da córnea
Abstract
OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática com meta-análise sobre a eficácia da trabeculectomia (TREC), seguida ou não por irradiação beta (BRT/TREC) para o tratamento do glaucoma, em termos de controle da pressão intraocular (PIO) e de efeitos adversos, em diferentes grupos étnicos. MÉTODOS: Uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados (RCT) foi realizada, comparando os resultados de 12 meses da TREC com o uso adjuvante de BRT, com aqueles da TREC padrão. Foram fontes de pesquisa as bases de dados MEDLINE, EMBASE, LILACS, Cochrane, além de sítios de registro de ensaios clínicos, estudos recentes em revistas da área e outras bases de dados bibliográficos. Dois revisores avaliaram independentemente publicações relevantes e as referências desses trabalhos foram pesquisadas para procura de ensaios adicionais, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos critérios do QUOROM. RESULTADOS: De um total de 1.350 citações, oito estudos (cinco coortes e três aleatorizados) foram identificados e apenas 3 RCT foram incluídos nesta meta-análise. Maiores reduções na PIO foram verificadas no braço de estudo da BRT, comparado com o braço controle (diferença média=1,68 mmHg, 95% CI= 0,61-2,68, P=0,002). A frequência de PIO pós-operatória não controlada (>21 mmHg) foi menor quando utilizada a BRT (BRT/TREC) em relação ao grupo controle (38/218 =17,4% versus 9/239 =3,8%; OR= 6,7 IC 95% 3,2 14,3, P<0,0001). Apesar do melhor controle da PIO ter sido observada em todos os pacientes do braço BRT, apenas os pacientes negros apresentaram uma diferença significativa (P=0,005). Não houve diferenças significativas entre os braços BRT e controle, em termos de perda da acuidade visual, complicações pós-operatórias e necessidade de cirurgia de catarata. CONCLUSÃO: O uso de BRT adjuvante aumenta a taxa de sucesso da TREC, com melhores resultados em pacientes não-caucasianos, não influenciando a ocorrência de complicações pós-operatórias.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Trabeculectomia; Olho; Partículas beta; Metanálise
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da radioterapia (RT) com dose total de 20 Gy (RT 20 Gy) no tratamento da oftalmopatia de Graves. MÉTODOS: Uma revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados foram realizadas comparando RT 20 Gy, com ou sem glicocorticoides a tratamentos clinicos para a oftalmopatia de Graves. O MEDLINE, EMBASE, bases de dados da Biblioteca Cochrane e recentes de revistas relevantes foram pesquisados. Relatórios relevantes foram revisados por dois revisores. A resposta à radioterapia foi definida através do sucesso clinico de acordo a cada ensaio clínico. Nós também avaliamos a qualidade de vida e se a radioterapia produzia menos efeitos colaterais comparados a outras intervenções. RESULTADOS: Um total de 8 ensaios clínicos randomizados (439 pacientes) foram identificados. Na análise de subgrupo, a resposta global para as taxas de tratamento foi melhor para: RT 20 Gy além de glicocorticoides vs glicocorticoides sozinhos, OR=17,5 (IC95% 1,85-250, p=0,04), RT 20 Gy vs sham RT, OR=3,15 (IC95% 1,59-6,23, p=0,003) e RT 20 Gy além de glicocorticoides por via intravenosa RT 20 Gy além de glicocorticoides orais, OR=4,15 (IC95% 1,34-12,87, p=0,01). Não houve diferenças entre RT 20 Gy contra outros fracionamentos e 20 Gy RT contra glicocorticoides sozinhos. RT 20 Gy, com ou sem glicocorticoides mostraram uma melhoria no grau de diplopia, acuidade visual, neuropatia óptica, abertura palpebral, proptose e da motilidade ocular. Não foi observada diferença para os custos, a pressão intraocular e a qualidade de vida. CONCLUSÃO: Nossos dados mostraram que 20 Gy RT deve ser oferecida como uma opção terapêutica válida para pacientes com moderada a severa oftalmopatia de Graves. A eficácia da radioterapia orbital pode ser aumentada pela interação sinérgica com os glicocorticoides. Além disso, RT 20 Gy é útil para melhorar vários sintomas oculares, excluindo a pressão intraocular, sem qualquer diferença de qualidade de vida.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Exoftalmia; Radioterapia; Meta-análise, Revisão
Abstract
Revisão sistemática envolvendo estudos sobre o tratamento adjuvante e tratamento tópico primário para a neoplasia escamosa da superfície ocular. Os resultados foram: (i) 5-fluorouracil adjuvante reduziu o risco de recidiva após a excisão cirúrgica com efeitos colaterais leves (nível Ib, Grau de recomendação (GR) A). (ii) Mitomicina tópica primária produziu uma alta taxa de resposta completa, baixa taxa de recorrência e efeitos colaterais leves (nível Ib, GR A). (iii) Quimioterapia primária versus adjuvante produz taxas semelhantes de recorrência (nível IIb, GR B). (iv) 5- 5-FU versus mitomicina adjuvante não mostrou diferenças significativas nas taxas de recorrencia, com efeitos coalterais leves em ambos os grupos e melhor perfil de toxicidade para mitomicina (nível III, GR C). (v) 5- 5-FU tópico primário versus mitomicina ou interferon (INF) apresentam taxa similar de recorrência, com efeito colateral leve, mas com maior incidencia no braço 5- 5-FU, seguido pela Mitomicina e IFN (nível III, GR C).
Keywords: Carcinoma de células escamosas; Neoplasias oculares; Flouoruracila; Interferons; Mitomicina; Revisão
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