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Abstract
OBJETIVO: Descrever os achados tomográficos em celulites orbitárias secundárias à sinusite. MÉTODOS: Os prontuários e filmes tomográficos de 45 pacientes consecutivos com celulite orbitária secundária à sinusite tratados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto foram analisados por um radiologista e dois cirurgiões de órbita. RESULTADOS: Três principais tipos de alterações tomográficas foram observadas: infiltração difusa da gordura, abscesso subperiósteo e abscesso orbitário. Infiltração difusa da gordura (caracterizada por aumento da densidade da gordura extra ou intraconal) foi vista em 11 pacientes (24,44%). Abscesso subperiósteo foi diagnosticado em 28 pacientes (62,23%). Abscesso orbitário comprovado cirurgicamente foi detectado em 6 pacientes (13,33%). CONCLUSÕES: Em todos os casos de celulite orbitária secundária à sinusite foram detectadas mudanças intra-orbitárias na tomografia computadorizada: infiltração difusa da gordura orbitária, descolamento da periórbita (abscesso subperiósteo) ou abscesso orbitário verdadeiro. A categoria I da classificação de celulite orbitária de Chandler (edema inflamatório) deve ser entendida como estágio de um processo que já está ocorrendo dentro da órbita. Nesse sentido, a expressão "celulite pré-septal" que designa infecção palpebral não deve ser usada para nomear a categoria I da classificação de Chandler.
Keywords: Celulite; Sinusite; Órbita; Abscesso; Tomografia computadorizada por raio-x
Abstract
Relato de três casos de ectrópio congênito devido a sua raridade e confusa classificação. Caso 1: JPT, 2 dias, masculino, negro. Apresentava eversão de pálpebra superior esquerda com quemose, passível de redução mecânica. Resolução após 48 horas de oclusão compressiva. Caso 2: AJL, 6 anos, feminino, branco, com síndrome de Down. Apresentava hiperemia, lagoftalmo e leucoma inferior em olho esquerdo, sendo realizada cirurgia de encurtamento horizontal ("tarsal strip" superior e inferior) complementada com enxerto de pele, sendo perdido o acompanhamento dois meses após a cirurgia. Caso 3: GSD, 4 anos, masculino, branco, com síndrome de Down. Apresentava mesmo quadro e tratado com mesma cirurgia bilateral. O primeiro caso, conforme classificação de Picó, é grau II que ocorre devido a eversão das pálpebras durante passagem pelo canal do nascimento, mais freqüentemente encontrados em negros, e tratado quase exclusivamente clinicamente. E os segundo e terceiro casos representam grau III, decorrente da alteração da pele palpebral, cuja associação à síndrome de Down é bem estabelecida, tratado exclusivamente com cirurgias como as realizadas aqui. Discordamos da classificação de Picó, a única existente na literatura, pois o grupo I (ausência de tarso) não possui nenhum artigo científico comprovando sua existência, o grupo II deveria ser denominado como eversão palpebral congênita, o grupo IV (microftalmia e cisto orbitário) trata de doença primariamente orbitária. O grupo III refere-se ao ectrópio verdadeiro, diagnosticado pelo alongamento horizontal das pálpebras superiores e inferiores (megalobléfaro).
Keywords: Ectrópio; Síndrome de Down; Pestanas; Pálpebras
Abstract
O xantelasma pode ser tratado por uso de ácidos, laser ou cirurgia com fechamento primário, todos apresentando recidivas freqüentes, além de ineficazes em casos extensos. Os autores apresentam a reabilitação funcional e estética em uma paciente com recidiva de xantelasmas extensos nas porções mediais das quatro pálpebras em que foi realizada exérese das lesões associadas à blefaroplastia superior e inferior, com utilização da pele retirada para enxerto em transferência mútua, ou seja, o excesso de pele de pálpebras superiores utilizado para enxertia em pálpebras inferiores e vice-versa.
Keywords: Blefaroplastia; Xantomatose; Doenças palpebrais; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Recidiva; Transplante de pele; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar uma técnica inovadora de implante de peso de ouro via posterior e avaliar sua efetividade e possíveis complicações. Os resultados serão comparados com a literatura existente sobre a técnica via anterior, há muito tempo pouco modificada. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo (seqüência de casos) com pacientes que apresentavam, há mais de 6 meses, lagoftalmo paralítico, independentemente da etiologia, atendidos no Departamento de Oculoplástica do Serviço de Oftalmologia do Hospital Governador Celso Ramos - SC, entre o período de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2007, com indicação do implante de peso de ouro na pálpebra superior. A nova técnica via posterior foi realizada por apenas dois cirurgiões. RESULTADOS: Treze pacientes com lagoftalmo paralítico, 9 homens e 4 mulheres com idade média de 53,07 anos (variando de 17 a 73), foram submetidos ao implante de peso de ouro pela técnica via posterior. O período de acompanhamento desses pacientes foi de 2 meses a 1 ano, com média de 6,30 meses. Em 3 pacientes, o peso implantado causou assimetria na distância margem-reflexo (DMR) na posição primária do olhar - ptose de 2 mm em 2 pacientes e 4 mm em 1 paciente. CONCLUSÕES: Embora tal técnica venha exibindo um resultado sistematicamente satisfatório, os autores acreditam que seja essencial o acompanhamento dos pacientes por um tempo maior a fim de comprovar a sustentabilidade de sua eficácia.
Keywords: Paralisia facial; complicações; Doenças palpebrais; etiologia; Doenças palpebrais; cirurgia; Ouro
Abstract
Descrevemos um caso de linfangioma orbitário em uma paciente de nove anos de idade que apresentava proptose à direita (Hertel= 29 mm), acompanhada de restrição da motilidade ocular, dor e perda visual decorrente de neuropatia óptica compressiva. A ressonância magnética demonstrou a lesão expansiva, localizada na órbita direita, de aspecto cístico, não infiltrativa, extraconal e com sinais sugestivos de hemorragia intralesional. Não houve melhora com corticoterapia oral. Foi, então, realizada punção via transconjuntival, com aspiração de 35 ml delíquido "cor-de-chocolate" (confirmado como hemorrágico pela citologia). Ocorreram exacerbações do quadro clínico, manifestadas por dor e piora da proptose, devido à hemorragia intralesional, optando-sepela exérese dos cistos orbitários, usando o acesso orbitário lateral (cantólise e retirada de parede orbitária lateral, a qual não foi recolocada para efeito de descompressão) e inferior (transconjuntival inferior), com resolução do quadro. CONCLUSÃO: Foi relatado um caso de linfangioma, uma doença desafiadora, de difícil tratamento, com potenciais complicações visuais e estéticas, além da possibilidade de recidivas frequentes.
Keywords: Linfangioma; Neoplasias orbitárias; Tumores de vasos linfáticos; Relatos de casos
Abstract
O presente estudo apresenta o único caso de luxação de globo ocular devido fístula liquórica traumática em vítima de trauma órbito-cerebral por projétil de arma de fogo com a preservação do globo ocular. E.N., feminino, branca, 7 meses, admitida com ferimento por projétil de arma de fogo em região órbito-craniana esquerda. Apresentava luxação de globo ocular esquerdo com restrição completa da motilidade ocular e reflexo fotomotor ausente à esquerda. À tomografia: fraturas da parede medial da órbita; fragmentos ósseos próximos ao ápice da órbita. Realizou-se exploração cirúrgica, evidenciando-se fístula liquórica através de fratura etmoido-esfenoidal a qual foi tamponada com esponja (Gelfoam®) e cola orgânica na parte posterior da parede medial da órbita esquerda, com regressão imediata da luxação do globo ocular, sendo o mesmo mantido íntegro. Embora controversa na literatura, optou-se pela preservação do globo ocular à enucleação, visto que o mesmo estava íntegro. Apesar da cegueira, consideramos um excelente resultado ao tratamento proposto, tendo em vista que a preservação do globo ocular provém uma boa aparência, favorecendo também o desenvolvimento ósseo da face.
Keywords: Fístula; Líquido cefalorraquidiano; Traumatismos oculares; Ferimentos por arma de fogo; Orbita; Traumatismos do nervo óptico; Tomografia por raios x; Humanos; Feminino; Lactente; Relatos de casos
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