Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (3 )
:393-395
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000300003
Abstract
OBJETIVO: Compreender, por meio de figuras e funções matemáticas do cone, as lentes progressivas e mostrar que elas não são lentes multifocais porque, nelas, a refração da luz não obedece as leis da geometria euclidiana. MÉTODOS: Foi feito um estudo da geometria analítica do cone, com o programa de computador Auto-CAD 14, dando enfoque óptico às figuras geométricas obtidas com a sua secção. RESULTADOS: Pela análise das figuras obtidas da secção do cone, pudemos observar as superfícies que compõem as lentes progressivas. Estas superfícies são compostas de elipse, círculo, parábola e hipérbole. Diferente do que é dito na literatura, encontramos as elipses com diâmetro maior nas ordenadas e de mesmo sentido seguida por duas superfícies inferiores que são parábola e hipérbole e não o contrário. CONCLUSÕES: As lentes progressivas diferentemente das lentes multifocais apresentam prismas nos centros ópticos como decorrência da sua estrutura. No final, fizemos análise das suas formas mostrando o limite teórico da sua evolução.
Keywords: Lentes oculares; Erros de refração; Refração ocular; Modelos teóricos; Córtex visual; Matemática
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (2 )
:167-170
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000200003
Abstract
OBJETIVO: Determinar a prevalência dos achados oculares das estruturas externas e segmento anterior do olho detectados ao exame biomicroscópico em uma população de estudantes de Natal (RN) - Brasil. MÉTODOS: 1024 escolares do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas da cidade de Natal foram avaliados de março a junho de 2001 após seleção randomizada prévia. Todos foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido consistindo em identificação, dados demográficos e exame oftalmológico biomicroscópico com lâmpada de fenda, realizados por oftalmologistas do Hospital Universitário Onofre Lopes. RESULTADOS: As alterações da conjuntiva e das pálpebras foram as mais prevalentes, (10,4% e 6,2% respectivamente). Dentre estas, folículos e papilas conjuntivais representaram os achados mais evidenciados ao exame da conjuntiva (4,2% e 3,0% respectivamente), ao passo que blefarite anterior (3,5%) e meibomite (1,1%) foram as anormalidades mais encontradas nas pálpebras. Ao exame da córnea, íris, cristalino e vítreo anterior, os achados mais freqüentes foram: nubécula (0,5%), restos da membrana pupilar (0,5%), opacidade de cápsula posterior (0,8%) e resquício da artéria hialóide (2,0%). CONCLUSÃO: Os achados mais prevalentes acometeram com maior freqüência as estruturas externas do olho (pálpebras e conjuntivas), tendo como seus principais representantes a blefarite anterior e reação folicular da conjuntiva, respectivamente. Já as anormalidades mais evidenciadas na córnea, íris, cristalino e vítreo anterior foram: nubécula, resquício da membrana pupilar, opacidade da cápsula posterior e resquício da artéria hialóide, nesta ordem.
Keywords: Segmento anterior do olho; Oftalmopatias; Saúde escolar; Testes visuais; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudos transversais