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Abstract
Introdução: Convergência acomodativa (CA) é a convergência induzida por determinado grau de acomodação (A). Apesar de haver inúmeras técnicas cirúrgicas descritas para correção de esotropias, a presença de grandes incomitâncias longe/perto associadas acrescenta o desafio de se evitar o surgimento de exodesvio para longe, ou esodesvio residual para perto. Objetivo: Comparar as correções cirúrgicas obtidas com o duplo retrocesso dos retos mediais em pacientes esotrópicos quanto aos desvios de longe e de perto, comparando-se baixas e altas hipermetropias. Material: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 33 pacientes esotrópicos com incomitância longe/perto, operados com duplo retrocesso dos retos mediais na Santa Casa de São Paulo entre 1980 e 1990. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: com mais de 3,50 dioptrias esféricas (DE) de hipermetropia e com menos de 3,50 DE. Resultados: A magnitude da correção obtida no grupo I foi de 18,18 dioptrias prismáticas (DP) (72,72% de correção) para longe e 27,64 DP (62,36%) para perto. A correção no grupo II foi de 20,20 DP para longe (87,83%) e 34,60 DP (82,78%) para perto. Conclusão: Não há diferença (estatisticamente significante) na redução da incomitância longe/perto entre os pacientes com hipermetropia até 3,50 DE e pacientes com hipermetropia maior que 3,50 DE. O valor absoluto da redução em dioptrias do desvio para perto foi maior do que o encontrado para longe, no entanto, em porcentagem, a correção do desvio foi semelhante entre as medidas para perto e para longe.
Keywords: Esotropia; Músculos oculomotores
Abstract
Objetivo: Desenvolvimento de metodologia para avaliar a torção ocular reflexa. Métodos: Modificações no ceratômetro de Hemholtz. que permitem a avaliação da ceratometria de ambos os olhos na posição primária do olhar e durante as inclinações laterais da cabeça, para a direita e para a esquerda a 30 graus. Foram examinados um total de 16 pacientes e 32 olhos com astigmatismo refracional de 0,50 a 3,50 dioptrias (média de 1,18 ± 0,61). Resultados: Registrou-se intorção reflexa semelhante no olho direito e esquerdo (5,22 ± 3,91 para olho esquerdo e 5,31 ± 4,23 para olho direito). O mesmo ocorreu com os valores de extorção reflexa (7,84 ± 4,79 para olho esquerdo e 7,78 ± 4,09 para olho direito). Conclusão: As modificações no ceratômetro de Helmholtz permitiram a observação e quantificação da torção ocular reflexa em pacientes com astigmatismo, através de metodologia inédita e de fácil reprodutibilidade.
Keywords: Astigmatismo; Reflexo vestibulo-ocular; Movimentos oculares; Torção ocular; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Relato de caso
Abstract
A síndrome de Brown é caracterizada por grande limitação de elevação em adução, elevação ligeiramente diminuída ou normal na abdução, anisotropia em "Y" ou "V", intorção do olho em supraversão e ducção forçada positiva. Sua causa se deve à inelastibilidade do músculo oblíquo superior ou por sua contenção em sua própria bainha. A hipermobilidade articular benigna é doença hereditária do tecido conectivo caracterizada por aumento da mobilidade em diversas articulações. Sua prevalência é muito variável em relação à idade, sexo e etnia, variando de 2 a 35% em homens e de 5 a 57% e mulheres. Neste relato os autores descrevem um caso de síndrome de Brown associada com hipermobilidade articular benigna e atentam para a associação pouco referida na literatura. J.C.S, masculino, 6 anos de idade, pardo, estudante, foi encaminhado à Universidade de Santo Amaro com queixa de exotropia há dois anos que aumentava na supraversão. Paciente com o diagnóstico de síndrome de Brown bilateral teve o diagnóstico de hipermobilidade articular benigna pelo Reumatologista. O paciente com hipermobilidade articular benigna pode desenvolver sintomas articulares como artralgia devido a uma inflamação articular. Acreditamos na possibilidade de que síndrome de Brown possa ter ocorrido devido a processo inflamatório na tróclea que teve início devido a hipermobilidade articular benigna.
Keywords: Transtornos da motilidade ocular; Instabilidade articular; Estrabismo; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Identificar os tipos de desvios oculares e suas freqüências nos pacientes encaminhados ao ambulatório de motilidade ocular extrínseca do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. MÉTODOS: Foram revisados 935 prontuários do ambulatório de motilidade ocular extrínseca do ano de 2005. Os pacientes foram avaliados quanto à idade, sexo e tipo de desvio apresentado na posição primária do olhar, sendo submetidos esses dados à avaliação estatística. RESULTADOS: A esotropia foi o desvio com maior prevalência na população estudada (44,52%). Neste grupo houve predomínio de indivíduos do sexo masculino (p=0,001). Este desvio foi mais freqüente na faixa etária de 0-2 anos (p=0,009). Já a exotropia (12,25%) mostrou-se mais freqüente entre as mulheres (p=0,046), sendo predominante na faixa etária superior aos 47 anos de idade (p=0,001) CONCLUSÃO: Observou-se maior número de esodesvios em relação aos exodesvios. As esotropias foram mais freqüentes no sexo masculino em faixas etárias mais jovens. Já as exotropias se apresentaram em maior número no sexo feminino em faixas etárias mais elevadas. O maior número de exoforias foi encontrado em pacientes com idades entre 16 e 20 anos.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Estrabismo; Prevalência; Coleta de dados
Abstract
INTRODUÇÃO: Esclerose múltipla é uma doença desmielinizante idiopática, podendo acometer o nervo óptico com perda visual unilateral aguda que pode ser observada através do potencial visual evocado (PVE), definindo tal exame como de grande validade para o estudo pré-quiasmático das vias visuais na esclerose múltipla. OBJETIVO: Analisar os achados dos potenciais visuais evocados por reversão de padrões em pacientes com diagnóstico prévio de esclerose múltipla e sua comparação com a acuidade visual. MÉTODOS: Vinte e quatro pacientes com diagnóstico definido de esclerose múltipla foram submetidos ao PVE por reversão de padrões no período de outubro de 2001 a março de 2007. RESULTADOS: Na resposta do componente P100, nos estímulos de 15' e 1º, se observou que 19 olhos apresentaram resposta de latência até 115 ms em ambas as estimulações, coincidindo também em 6 olhos que apresentaram resposta de latência entre 116 a 135 ms, em 11 olhos que apresentaram resposta de latências superiores a 135 ms, e em 4 olhos que não apresentaram respostas às estimulações. Correlacionando a acuidade visual com a latência de P100 para 15', obtemos na correlação de Pearson r= 0,85 com p= 0,000000123, e para 1º, r= 0,87 com p= 0,0000000338. CONCLUSÃO: Aproximadamente 60,4% dos pacientes apresentaram anormalidades no PVE por padrões reversos. Contudo, a correlação entre a latência de P100 (15' e 1º) e a acuidade visual foi estatisticamente significativa, assim sendo, quanto melhor a acuidade visual, melhor será sua resposta aos estímulos do PVE por reversão de padrões.
Keywords: Doenças desmielinizantes; Esclerose múltipla; Neurite óptica; Acuidade visual; Eletrofisiologia
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do acetato de triancinolona intravítreo em pacientes com edema macular diabético difuso na acuidade visual e pressão intraocular. Relatar os possíveis efeitos adversos e analisar a possível relação da idade dos pacientes com as variações da acuidade visual e pressão intraocular. MÉTODOS: O ensaio clínico controlado incluiu 14 pacientes (28 olhos), sendo que 14 olhos receberam injeção de 4 mg de acetato de triancinolona intravítreo para o tratamento de edema macular diabético difuso. O grupo tratado foi comparado a um grupo controle de 14 olhos sem edema macular diabético difuso. O tempo de seguimento foi de três meses. RESULTADOS: Os picos de pressão intraocular >21 mmHg ocorreram em 28,57%, com diferença significante entre a pressão intraocular do grupo tratado com o grupo controle na primeira semana após o tratamento. A acuidade visual mostrou uma significativa melhora quando comparada com o grupo controle desde o segundo dia após o tratamento. Não houve associação entre a idade com as variações da acuidade visual e a pressão intraocular. CONCLUSÃO: O acetato de triancinolona intravítreo mostrou-se ser eficiente para melhorar a acuidade visual em pacientes com edema macular diabético difuso, nos primeiros três meses de tratamento. A incidência de hipertensão intraocular foi de 28,57%, podendo ser caracterizada como de fácil controle.
Keywords: Acetato de triancinolona; Retinopatia diabética; Edema macular; Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar a acuidade visual e os potenciais visuais evocados transientes por reversão de padrões no olho contralateral de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. Métodos: Foram avaliados os potenciais visuais evocados de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. As acuidades visuais monoculares de grades e de optotipos foram mensuradas utilizando o PVE de varredura e a tabela EDTRS, respectivamente. Na mesma visita, foram registrados os PVERP transients de cada olho usando estímulos de ângulo visual de 60'; 15' e 7,5'. Parâmetros de amplitude (em microvolts) e latência (em milissegundos) foram determinados para os registros dos potenciais visuais evocados. Resultados: Um grupo de 40 crianças amblíopes estrábicas e/ou anisometrópicas (22 meninas - 55%, media idade= 8,7 ± 2,2, mediana= 8) foi examinado. Um grupo de 19 crianças saudáveis (13 meninas 68,4%, media idade= 8,2 ± 2,6, mediana= 8) de controle também foi incluído. A acuidade visual por optotipos foi significativamente pior (p=0,021) nos olhos contralaterais de todos os amblíopes, quando comparado com o grupo controle, independentemente se estrábico (p=0,040) ou anisometrópico (p=0,048). No geral, a acuidade visual por grades foi significativamente pior nos olhos contralaterais dos amblíopes (p=0,016), quando comparados com o grupo controle. Foi encontrada latência estatisticamente prolongada para ângulos visuais de 15' (p=0,018) e 7,5' (p=0,002) no grupo estrábico, quando comparado com o grupo controle. Para o menor estímulo visual (7,5') foi encontrada latência estatisticamente prolongada nos olhos contralaterais de todas crianças amblíopes (p<0,001). Conclusões: Os olhos contralaterais de crianças amblíopes mostraram pior acuidade visual de optotipo e de resolução de grades, com alterações sutis nos PVERP, detectadas pelas latências prolongadas para estímulos de menor tamanho, quando comparados com os olhos de crianças saudáveis. Estes resultados mostram os efeitos deletérios da ambliopia em várias funções visuais distintas, principalmente relacionadas à visão espacial.
Keywords: Acuidade visual; Potenciais visuais evocados; Eletrofisiologia; Ambliopia; Erros de refração; Criança
Abstract
OBJETIVO: Determinar o grau de deficiência visual em crianças com tumores da via óptica incapazes de informar a acuidade visual de reconhecimento.
MÉTODO: A acuidade visual de grades, em logMAR, foi estimada por potenciais visuais evocados de varredura em crianças com tumores das vias ópticas. O déficit da acuidade visual de grades binocular foi calculado em relação ao valor mediano normativo esperado para a idade e a deficiência visual, classificada como leve (0,10 a 0,39 logMAR), moderada (0,40 a 0,79 logMAR) ou grave (≥0,80 logMAR). Diferenças inter-oculares foram calculadas por subtração e consideradas aumentadas se >0,10 logMAR.
RESULTADOS: Foram avaliadas 25 crianças (13 meninos; média de idade ± DP=35,1± 25,9 meses; mediana=32,0 meses) com tumores da via óptica (24 gliomas e 1 tumor embrionário) localizados particularmente na transição hipotalâmico-quiasmática (n=21; 84,0%) e com anormalidades visuais detectadas pelos pais (n=17; 68,0%). A média do déficit da acuidade de grades foi 0,60 ± 0,36 logMAR (mediana=0,56 logMAR). Observou-se deficiência visual leve em 10 (40,0%), moderada em 8 (32,0%) e grave em 7 (28,0%), além de aumento da diferença interocular da acuidade visual (n=16; 64,0%). As principais alterações oftalmológicas encontradas foram: nistagmo (n=17; 68,0%), aumento da escavação do disco óptico e/ou palidez (n=13; 52,0%), estrabismo (n=12; 48,0%) e comportamento visual pobre (n=9; 36,0%).
CONCLUSÃO: Em crianças com tumor da via óptica e incapazes de responder aos testes de acuidade visual de reconhecimento, foi possível quantificar deficiência visual por meio dos potenciais visuais evocados de varredura e avaliar a diferença interocular da acuidade visual de grades. A gravidade do déficit da acuidade visual de grades relacionado à idade e a diferença interocular da acuidade visual de grades foram congruentes com alterações oftalmológicas e neuroimagem. O déficit da acuidade visual de grades foi útil à caracterização do estado visual em crianças com tumores da via óptica e ao embasamento da assistência neuro-oncológica.
Keywords: Transtornos da visão; Potenciais evocados visuais; Acuidade visual; Vias visuais; Glioma do nervo óptico; Criança
Abstract
Keywords:
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