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Search for: Eduardo Büchele Rodrigues
Abstract
O sucesso recente no desenvolvimento de uma prótese eletrônica coclear para surdos estimulou vários grupos de cientistas ao desenvolvimento de próteses visuais. A maioria dos protótipos de próteses visuais está baseada em estimulação elétrica neuronal em diferentes localizações do sistema visual até o sistema nervoso central. Atualmente os esforços estão concentrados em três localizações de implantes visuais: retina, nervo óptico e córtex. Implantes de retina e do nervo óptico têm o potencial de restabelecer a visão em pacientes com degenerações retinianas progressivas por meio de estimulação elétrica de neurônios do sistema visual. Próteses corticais podem beneficiar um número maior de pacientes cegos devido à sua localização mais posterior no sistema visual. Apesar dos grandes avanços, torna-se ainda necessária a elucidação de questões importantes na avaliação do funcionamento, em longo prazo, dos vários implantes eletrônicos para cegos, em estudo. Neste artigo analisamos os motivos que justificam o início dos experimentos nas três posições mencionadas e os desafios advindos de tal decisão.
Keywords: Degeneração macular; Envelhecimento; Eletrodos implantados; Implante de prótese; Retina; Retinite pigmentosa; Córtex visual; Estimulação elétrica; Nervo óptico; Glaucoma
Abstract
Degeneração macular relacionada à idade (DRMI) é a principal causa de cegueira no mundo ocidental. Várias formas clínicas foram reconhecidas, e membrana neovascular coroideana (MNSR) representa manifestação importante passível de tratamento. O tratamento de MNSR tem sido um foco importante de pesquisa nas últimas décadas e a primeira terapia estabelecida baseada em evidência foi a fotocoagulação a laser, que reduziu o risco de perda visual em lesões extrafoveais. No fim da década de 90 a terapia fotodinâmica foi estabelecida como método eficiente de tratamento de MNSR predominantemente clássicas e ocultas. Terapias adicionais como a translocação macular, cirurgia submacular, e protrombose mediada por indocianina verde estão atualmente em investigação em ensaios clínicos em larga escala. A biologia molecular permitiu recentemente uma melhor compreensão da patogênese da DMRI e o fator de crescimento vascular endotelial foi reconhecido como um mediador-chave na angiogênese da formação de MNSR. Portanto, a abordagem farmacológica surge como opção terapêutica no tratamento da MNSR. O primeiro agente terapêutico aprovado pelo FDA é o aptâmero pegaptanib sódio (Macugen®), que inativa a isoforma fundamental para a angiogênese intra-ocular: VEGF165. Outros inativadores de VEGF como ranibizumab RhuFab V2 (Lucentis®) e bevacizumab (Avastin®) estão em avaliação em estudos clínicos. Resultados impressionantes de bevacizumab intravítreo foram liberados recentemente. Adicionalmente, o derivado de esteróides acetato de anecortave, assim como o corticosteróide acetato de triancinolona têm sido propostos como métodos no tratamento de DMRI-neovascular. Este artigo apresenta os princípios e resultados iniciais na terapia antiangiogênica farmacológica da MNSR na DMRI.
Keywords: Degeneração macular; Neovascularização retiniana; Fator de crescimento do endotélio vascular; Inibidores de angiogênese
Abstract
A cisticercose é uma parasitose causada por ovos de Taenia solium, que pode acometer diversos tecidos como coração, músculo esquelético, cérebro e olhos. Neste estudo será descrito o caso de um paciente de 62 anos do sexo masculino encaminhado com queixa de baixa acuidade visual progressiva no olho direito há dois meses. O exame biomicroscópico e ultra-sonográfico permitiu o diagnóstico ocular de cisticercose intravítrea. Foi realizada cirurgia de vitrectomia via pars plana para remoção do parasita e no intra-operatório ocorreu ruptura do cisto com extravasamento intravítreo. Durante o procedimento foram injetadas 400 microgramas de dexametasona intravítreo e prescrito 60 mg/dia de prednisona via oral por 14 dias. O paciente evoluiu com recuperação visual e acuidade visual final de 20/25, retina aplicada e vítreo claro. Em conclusão, farmacoterapia com corticóide intravítreo associada à terapia com corticóide sistêmico pode ser considerada como alternativa a ser associada para o controle inflamatório após cirurgia vitreorretiniana de cisticercose ocular.
Keywords: Cisticercose; Cisticercose; Infecções oculares parasitárias; Dexametasona; Glucocorticóides; Relatos de casos
Abstract
A injeção intravítrea é atualmente a técnica mais utilizada no tratamento de várias doenças vítreorretinianas. Neste artigo serão discutidas a técnica e complicações da injeção intravítrea de drogas no tratamento de doenças vítreorretinianas. Em resumo, a técnica envolve várias etapas. Inicialmente dias antes da injeção pode-se realizar aplicação de antibióticos e acetazolamida para prevenção de infecção e redução da pressão intra-ocular. Antes do procedimento deve-se dilatar a pupila e executar anestesia tópica com colírios ou gel anestésico. A antissepsia pré-operatória envolve aplicação de colírios de iodo-povidona 5% no fundo de saco conjuntival ao menos 10 minutos antes do procedimento. A injeção deve ser realizada no centro cirúrgico com uso de luvas estéreis e máscara pelo cirurgião. O olho deve ser exposto com blefarostato estéril, e proteção com "sterile-drape" para evitar contato entre a agulha e pálpebras/cílios. A agulha deve ser posicionada no momento da injeção a 3,5 - 4 mm do limbo, e leve mobilização da conjuntiva com um cotonete estéril ou uma pinça facilitam a penetração da agulha através da conjuntiva e esclera. A agulha deve ser inserida gentilmente para dentro da cavidade vítrea até 6 mm de profundidade. Imediatamente após a injeção o paciente deve ser examinado por técnica de oftalmoscopia binocular indireta. Caso a acuidade visual seja ausência de percepção luminosa ou oclusão vascular arterial retiniana seja observada, terapias para diminuição da pressão como paracentese na camada anterior ou massagem por oculopressão diretamente sobre o globo ocular devem ser imediatamente tomadas. A alta ambulatorial deve ser realizada quando o cirurgião estiver ciente da ausência de complicações intra-operatórias; o paciente deverá sair do centro cirúrgico com curativo oclusivo. O paciente deve ser submetido a exame oftalmológico completo no primeiro dia pós-operatório quando associação de antibióticos com corticosteróides deve ser prescrita por ao menos sete dias. As possíveis complicações da injeção intravítrea incluem descolamento de retina, hemorragia vítrea, catarata, uveíte, hipertensão ocular, ou endoftalmite infecciosa.
Keywords: Degeneração macular; Efeito idade; Retina; Fator de crescimento endotelial vascular; Cegueira; Injeção intravítrea
Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de retinopatia diabética dos pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 do município de Luzerna (SC). Métodos: Estudo transversal onde foram incluídos os indivíduos portadores de diabetes mellitus tipo 2, de todas as idades e ambos os sexos, residentes no município de Luzerna. O trabalho analisou o banco de dados de 5.350 pessoas dos dois Programas de Saúde da Família onde está cadastrada toda a população residente no município. Um total de 136 pessoas portadoras de diabetes mellitus tipo 2 foi encontrado e, destas, 120 (89%) completaram todas as etapas do trabalho. Os pacientes realizaram exame oftalmológico para diagnóstico de retinopatia e exame de acuidade visual. Os pacientes foram submetidos a um questionário domiciliar para avaliar perfil demográfico, tempo de evolução da doença e tipo de tratamento realizado. Também foi avaliada a presença de fatores de risco para retinopatia diabética: hipercolesterolemia, glicemia de jejum, hemoglobina glicada e hipertensão arterial sistêmica. Resultados: A prevalência de retinopatia diabética encontrada foi de 38,4%. Além disso, houve associação direta de retinopatia diabética com: tempo de evolução (p<0,0001), lesão renal (p<0,0001) (microalbuminúria ou macroalbuminúria), insulinoterapia (p<0,0001) e hemoglobina glicada alterada (p=0,003). Não houve relação entre retinopatia diabética e: hipertensão arterial (p=0,184), hipercolesterolemia (LDL p=0,745, TGC=0,163, CT=0,528), sexo (p=0,299) e etnia (p=0,889). Conclusão: A prevalência da retinopatia diabética encontrada entre os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 foi de 38,4%. Este resultado confirma a necessidade de maior atenção por parte dos serviços públicos na prevenção, orientação e tratamento dos pacientes portadores de diabetes tipo 2, fazendo o diagnóstico precoce e prevenindo a doença.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes mellitus tipo 2; Hemoglobina A glicosilada; Fatores de risco
Abstract
OBJETIVO: Comparar a classificação clínica de catarata nuclear, utilizando o Lens Opacities Classification System (LOCS) III, e o valores médios de densidade nuclear fornecido pelo sistema Pentacam Sheimpflug. MÉTODOS: Cento e um pacientes (101 olhos) com diagnóstico de catarata nuclear senil foram submetidos a exame clínico para graduação da opalescência nuclear de acordo com o LOCS III e divididos em seis grupos de acordo com a mesma. Os pacientes foram posteriormente avaliados pelo sistema Pentacam Scheimpflug para obtenção do valor médio de densidade fornecido pelo programa de densitometria cristaliniana do aparelho (PLDP), valor médio de densidade calculado pelo Pentacam Nucleus Staging software (PNS) e o escore de graduação de catarata nuclear fornecido pelo PNS. RESULTADOS: Observou-se uma correlação positiva entre os valores médios de densidade cristaliniana fornecidos pelo PLDP e PNS e a classificação clínica LOCS III, considerando os grupos 1 ao 5. Os valores médios de densidade nuclear de cada grupo foram similares utilizando dados do PLDP e PNS. Entretanto, quando foi analisado o escore de graduação da catarata fornecido pelo PNS foi observada uma baixa correspondência com a classificação LOCS III. CONCLUSÃO: O Pentacam Scheimpflug oferece uma medida objetiva da densidade nuclear cristaliniana em cataratas nucleares. Os valores médios de densidade nuclear fornecidos pelo PLDP e PNS foram úteis na avaliação de catarata nuclear senil até o grupo 5 da classificação LOCS III.
Keywords: Catarata; Densitometria; Núcleo do cristalino; Estudos transversais
Abstract
Objetivo: Avaliar e descrever os cuidados envolvidos durante o procedimento de injeção intravítrea de drogas antiangiogênicas realizado pelos oftalmologistas membros da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Métodos: Foi enviado um questionário aos 920 membros da SBRV, por meio de correio eletrônico, entre o período de 15/11/2013 a 31/04/2014, contendo 22 questões, relacionado aos cuidados pré, intra e pós-operatório da injeção intravítrea. Resultados: Foram obtidas 352 respostas (38% dos sócios). Houve um predomínio do sexo masculino (76%), procedentes da região Sudeste (51%). O tempo de experiência profissional se concentrou entre 6 a 15 anos após o término da especialização (50%). A maioria dos participantes tem média semanal de 1 a 10 (76%), sendo 88% das vezes realizado dentro do centro cirúrgico, utilizando iodopovidona (99%), luvas e blefarostato estéreis (94%). A anestesia tópica com colírio anestésico foi a técnica mais utilizada (65%). Entre os participantes, ranibizumabe (Lucentis®) é a droga mais utilizada (55%) e a degeneração macular relacionada a idade (DMRI) é a doença mais tratada (57%). Das complicações citadas pelos oftalmologistas, 6% já vivenciaram pelo menos um caso de descolamento de retina, 20% endoftalmite, 9% hemorragia vítrea e 12% toque cristaliniano. Conclusão: A injeção intravítrea é um procedimento realizado rotineiramente por retinólogos, com baixo índice de complicações. A realização do procedimento no centro cirúrgico com técnica asséptica é preferida pelos pesquisados. A droga mais utilizada foi o ranibizumabe e a doença mais tratada foi a DMRI.
Keywords: Injeções intravítreas; Doenças retinianas; Inibidores da angiogênese; Anestesia tópica
Abstract
OBJETIVO: Estudar a eficácia e segurança dos tratamentos com ranibizumabe e bevacizumabe para a degeneração macular relacionada à idade exsudativa.
MÉTODOS: Ensaio clínico paralelo randomizado foi conduzido para comparar a eficácia e segurança de três regimes (bevacizumabe a cada mês, bevacizumabe a cada 2 semanas e ranibizumabe todos os meses), seguidos por retratamentos conforme necessidade, durante 1 ano, em indivíduos previamente não tratados com degeneração macular relacionada à idade. O desfecho primário foi alteração na acuidade visual e na espessura macular central após um ano de seguimento. Os indivíduos foram designados aleatoriamente para um dos 3 grupos em uma proporção de 1:1:1, e os investigadores e examinadores foram mascarados para os resultados da randomização.
RESULTADOS: Foram incluídos 15 pacientes em cada grupo. Após um ano de seguimento, encontramos melhorias estatisticamente significativas na acuidade visual e na redução da espessura macular central em todos os grupos. No entanto, não encontramos diferenças estatisticamente significativas entre os 3 grupos.
CONCLUSÕES: O seguimento quinzenal foi eficaz e não encontramos diferenças significativas na eficácia ou segurança entre os tratamentos com bevacizumabe e ranibizumabe.
Keywords: Degeneração macular; Retina; Bevacizumabe; Ranibizumabe; Ensaio clínico
Abstract
Objetivo: Avaliar e interpretar como os cirurgiões vitreorretinianos utilizam os vídeos cirúrgicos disponíveis nas mídias sociais como ferramentas complementares de aprendizagem para melhorar, revisar ou atualizar suas habilidades, considerando seus diferentes níveis de especialização.
Métodos: Nesta pesquisa transversal, um survey online foi enviado à especialistas e aprendizes na área vítreo-retiniana.
Resultados: Esta pesquisa incluiu 258 participantes, dos quais 53,88% atuavam há mais de 10 anos (cirurgiões seniores), 29,07% entre 4 e 10 anos (cirurgiões jovens) e 17,05% há menos de 3 anos (cirurgiões em treinamento). Vídeos cirúrgicos de retina nas mídias sociais foram usados por 98,84% dos participantes (intervalo de confiança de 95%, 97,52%-100%). A fonte mais comum de acesso aos vídeos foi o YouTube (91%), e o grupo de cirurgiões com menos de 3 anos de experiência assistiu mais vídeos no YouTube em comparação aos cirurgiões seniores. Assistir a vídeos cirúrgicos nas redes sociais foi o método preferido na preparação para um procedimento para 49,80% dos participantes versus 26,27% que preferiram “consultar colegas” e 18,82% que preferiram buscar informações em artigos científicos. A “qualidade de imagem” (88%) e a presença de “dicas e truques cirúrgicos” (85%) foram as características dos vídeos mais valorizadas pelos participantes.
Conclusão: O uso de vídeos cirúrgicos pode trazer benefícios na aquisição de habilidades estratégicas, como tomada de decisão, planejamento cirúrgico e consciência situacional. Sua aplicação como auxiliar de ensino foi utilizada por cirurgiões de retina independentemente de seu nível de especialização, apesar de ser relativamente mais valioso para cirurgiões em formação ou com menos de 10 anos de experiência.
Keywords: Aprendizagem; Educação a distância; Mídias sociais; Cirurgia vítreo-retiniana; Cirurgiões; Inquéritos e questionários
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