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Abstract
OBJETIVO: Relatar os resultados do uso de mitomicina C (MMC) na cirurgia do glaucoma congênito refratário. MÉTODOS: 44 olhos de 30 pacientes com glaucoma congênito primário refratário, submetidos a trabeculectomia com MMC entre 1993 e 2002 no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo, foram estudados retrospectivamente, por meio de análise dos prontuários com seguimento mínimo de seis meses. RESULTADOS: A média de Po reduziu-se de 21,7± 7,2 mmHg no pré-operatório para 12,2±6,8 mmHg no tempo médio de acompanhamento pós-operatório de 42,8 meses (p<0,001). A complicação registrada foi a hipotonia crônica (Po<6 mmHg) em quatro olhos (9,1%), um deles com vazamento de humor aquoso pela bolsa fistulante (teste de Seidel positivo). Não se detectou relação estatisticamente significativa entre a incidência de complicações e o sexo (p=0,14), idade à época da cirurgia (p=0,65), Po pré-operatória (p=0,29), número de colírios no pré-operatório (p=0,39) e número de cirurgias prévias (p=0,94). CONCLUSÃO: O uso de MMC na cirurgia fistulante do glaucoma congênito primário mostrou-se eficaz na redução da Po, porém, a incidência de hipotonia ocular pós-operatória foi alta.
Keywords: Trabeculectomia; Mitomicina; Glaucoma; Glaucoma; Pressão intra-ocular
Abstract
Relatar os resultados obtidos com a ressecção de bolsa hiperfuncionante pós-trabeculectomia (TREC) com mitomicina C (MMC) para o tratamento da hipotonia ocular crônica. Cinco pacientes portadores de hipotonia ocular crônica causada por hiperfunção de bolsa fistulante pós- trabeculectomia com mitomicina foram tratados pela ressecção da bolsa. O diagnóstico de hiperfunção da bolsa foi feito com base em critérios estabelecidos pelos autores. A hipotonia ocular foi revertida nos cinco pacientes, sem medicação num seguimento mínimo de cinco e máximo de 26 meses (média de 14,0 ± 7,9 meses). A ressecção da bolsa foi procedimento eficaz para reverter a hipotonia ocular crônica causada pela hiperfunção da mesma pós-trabeculectomia com mitomicina.
Keywords: Hipotensão ocular; Trabeculectomia; Glaucoma; Mitomicina; Injeções; Pressão intra-ocular; Complicações pós-operatórias; Resultado de tratamento; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da espessura corneana central e periférica na medida da pressão intra-ocular (Po) obtida com o Tonopen XL. MÉTODOS: Avaliou-se a Po de 58 olhos de pacientes suspeitos ou portadores de glaucoma crônico simples com o tonômetro de aplanação de Goldmann e com o Tonopen XL na região central (Tonopen Central) e na periferia corneana (Tonopen Periférico), além da espessura corneana (paquímetro DGH 5100e), também na região central (Paquimetria Central) e na periferia da córnea (Paquimetria Periférica). Compararam-se estatisticamente os grupos Goldmann com Tonopen Central, Goldmann com Tonopen Periférico, Tonopen Central com Tonopen Periférico e Paquimetria Central com Paquimetria Periférica. RESULTADOS: A Po média (± desvio-padrão) em mmHg com o Goldmann foi de 14,6 (±3,3), com o Tonopen Central de 18,9 (±2,9) e com o Tonopen na periferia da córnea de 20,7 (±3,7), tendo sido encontrada diferença altamente significativa (p<0,0001). A média (± desvio-padrão) da Paquimetria Central em micra foi de 526 (±42,3) e da Paquimetria Periférica foi de 639 (±52,9), sendo esta diferença altamente significativa (p<0,001). Houve correlação positiva entre as medidas da Po pelo Goldmann e Tonopen Central (r=0,71, p<0,001) e entre as medidas pelo Goldmann e Tonopen Periférico (r=0,65, p<0,0001) e Tonopen Central e Tonopen Periférico (r=0,64, p<0,0001). CONCLUSÕES: Houve correlação positiva entre as medidas com o Tonopen XL e o Goldmann, mas a Po média pelo Tonopen foi maior que aquela obtida pelo Goldmann. A Po média pelo Tonopen Periférico foi maior que a pelo Tonopen Central. O Tonopen, além de fornecer valores de Po maiores que o Goldmann, é influenciado pela espessura corneana apresentando valores de Po mais elevados na periferia da córnea que na região central.
Keywords: Córnea; Medidas; Pressão intra-ocular; Tonometria ocular
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OBJETIVO: Investigar o mecanismo do bloqueio pupilar em olhos com fechamento angular primário agudo ou intermitente por meio da biomicroscopia ultrassônica. MÉTODOS: Inicialmente, fez-se estudo piloto de 13 olhos com fechamento angular primário agudo sem medicação. Medimos pela biomicroscopia ultrassônica, no claro e no escuro, a amplitude do seio camerular, a profundidade da câmara posterior e a espessura da íris no quadrante temporal. Posteriormente, avaliamos pela biomicroscopia ultrassônica 32 olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente sem medicação, no claro e no escuro e antes e após iridectomia periférica. Medimos a distância de contato irido-cristaliniano e o ângulo irido-cristaliniano no quadrante temporal e a profundidade central da câmara anterior. RESULTADOS: No estudo piloto, demonstrou-se com significância estatística redução da amplitude do seio camerular e aumento da espessura iriana quando se passou do claro para o escuro. Antes e após a iridectomia periférica, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001) e no ângulo irido-cristaliniano (p<0,001) ambos no claro e no escuro. Foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, no claro e no escuro, antes da iridectomia periférica no ângulo irido-cristaliniano (p=0,005) e, após a iridectomia periférica na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001). Nenhuma diferença significativa ocorreu na profundidade central da câmara anterior. CONCLUSÕES: A diminuição da amplitude do seio camerular correspondeu somente ao aumento da espessura da íris. Após a iridectomia periférica, os olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente apresentaram, com significância estatística, aumento da distância de contato irido-cristaliniano e diminuição do ângulo irido-cristaliniano. A profundidade central da câmara anterior não se alterou. Esses achados contradizem a teoria de que o fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente ocorre por bloqueio pupilar.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Microscopia; Câmara anterior; Cristalino; Íris
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OBJETIVO: Avaliar a importância da medida da pressão intraocular (Po) às 6 h no leito e no escuro para o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e o controle do tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). MÉTODOS: Análise retrospectiva da curva diária de pressão intraocular (CDPo) de suspeitos e glaucomatosos com perda de campo visual em tratamento. Suspeitos: Po de 19 a 24 mmHg e/ou relação escavação/disco (E/D) > 0,7 num olho ou nos dois olhos e/ou assimetria de E/D > 0,3 e campo visual normal. Cada curva diária de pressão intraocular: cinco a sete medidas (tonômetro de Goldmann) feitas às 9:00, 12:00, 15:00 e/ou 18:00 e 22:00 e/ou 24:00 h e na manhã seguinte às 6:00 h (tonômetro de Perkins) com o paciente em decúbito dorsal e no escuro, antes de levantar-se. Analisadas apenas as curvas diária de pressão intraocular que apresentavam pico de Po (diferença entre o maior e o menor valor de Po) >6 mmHg. Nessas curvas diária de pressão intraocular, calculamos a pressão média (Pm) e a variabilidade (V) e as comparamos com os limites superiores da normalidade: média + dois desvios-padrões da Pm e da V obtidos no Serviço de pacientes normais do mesmo grupo etário. As curvas diária de pressão intraocular com Pm e/ou V acima dos limites superiores da normalidade foram consideradas anormais. Excluídas: CDPos de glaucomas secundário e congênito. RESULTADOS: Analisadas curvas diária de pressão intraocular de 565 olhos: 361 olhos de suspeitos e 204 de glaucomatosos. Picos de Po às 6:00 h foram encontrados em 64,3% dos suspeitos e em 68,6% dos glaucomatosos. Em 5,3% dos suspeitos e em 5,9% dos glaucomatosos, o perfil da CDPo foi invertido (menor valor da Po às 6:00 h). CONCLUSÃO: Picos de Po às 6:00 h foram responsáveis pelo diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico em 64,3% dos suspeitos e revelaram inadequado controle da Po em 68,6% dos olhos glaucomatosos. Em casos duvidosos, a medida da Po às 6:00 h no leito e no escuro com um tonômetro de aplanação é indispensável para confirmar o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e para a adequada avaliação do tratamento antiglaucomatoso.
Keywords: Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Glaucoma de ângulo aberto; Ritmo circadiano; Tonometria ocular; Monitorização fisiológica
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