Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (3 )
:365-370
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000300015
Abstract
OBJETIVO: A prevalência do astigmatismo refracional e sua relação com a acuidade visual de resolução foram avaliados em amostra de crianças pré-verbais. MÉTODOS: Foram submetidas a exame oftalmológico 482 crianças normais com idades variando entre 2 e 36 meses. Após exclusão da amostra de 14 crianças com evidências de doenças oculares que pudessem alterar a acuidade visual, permaneceram 468 crianças (936 olhos), sendo 230 (49%) do sexo masculino e 238 (51%) do feminino. Todas foram submetidas a exame de acuidade visual binocular e monocular pelo procedimento do olhar preferencial através do método dos cartões de acuidade de Teller. Foi realizado em todas as crianças exame de refração sob cicloplegia e fundoscopia com oftalmoscópio indireto. RESULTADOS: O astigmatismo foi encontrado em 222 (47,43%), crianças da amostra, com predomínio do tipo hipermetrópico composto e da forma a favor da regra em todas as faixas etárias. Em relação à magnitude, esta ametropia foi maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 2,00 dioptrias cilíndricas em 5,55%, menor que 1,00 dioptria cilíndrica em 26,92% e maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica e menor que 2,00 dioptrias cilíndricas em 18,73%. A acuidade visual esteve dentro da faixa de normalidade em 219 crianças da amostra, independentemente da magnitude, tipo e orientação do astigmatismo. CONCLUSÃO: A acuidade visual de resolução medida pelo método dos cartões de acuidade de Teller não foi influenciada pelo astigmatismo.
Keywords: Astigmatismo; Prevalência; Acuidade visual; Criança
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (5 )
:270-273
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000500003
Abstract
OBJETIVO: A proposta do presente estudo é comparar funções de sensibilidade ao contraste obtidas após wavefront-LASIK e wavefront-PRK no olho contralateral. MÉTODOS: Os participantes foram 11 sujeitos saudáveis (idade média=32,4 ± 6,2 anos) com astigmatismo miópico. As funções de sensibilidade ao contraste espacial foram obtidas antes e três vezes após a cirurgia. O programa Psycho e uma placa gráfica da Cambridge Research Systems (VSG 2/4) permitiram gerar os estímulos com contraste espacial de luminância e cromático (verde-vermelho e azul-amarelo) de 0,85 até 13,1 ciclos/grau. Análises longitudinais e comparações entre as cirurgias foram realizadas. RESULTADOS: Não houve mudança significativa da sensibilidade ao contraste durante o primeiro ano após a cirurgia para o olho que recebeu o LASIK ou para o olho que recebeu o PRK. A comparação entre as cirurgias também foi semelhante no pós-operatório de um ano. CONCLUSÕES: Os resultados apresentados mostraram sensibilidade ao contraste semelhante durante o primeiro ano após a cirurgia refrativa com o wavefront. Além disso, no pós-operatório de um ano não houve diferença nas funções de sensibilidade ao contraste de luminância e cromático entre os olhos que receberam LASIK e os que receberam PRK.
Keywords: Sensibilidade ao contraste de luminância; Sensibilidade ao contraste cromático; Cirurgia refrativa; WFG-LASIK; WFG-PR