Showing of 1 until 3 from 3 result(s)
Search for: Davi Araf
Abstract
OBJETIVO: Caracterizar as alterações de vias lacrimais em portadores de síndrome de Down. MÉTODOS: Estudo retrospectivo descritivo envolvendo 11 olhos de 8 pacientes com diagnóstico de síndrome de Down, acompanhados no período de 1995 a 2001. RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram quadro de dacriocistite crônica com obstrução no ducto nasolacrimal. Um paciente cursou também com canaliculite por Strepto- coccus sp e outro paciente apresentava ausência do ponto lacrimal inferior. Cinco pacientes foram submetidos à dacriocistorrinostomia, três à sondagem e intubação das vias lacrimais. A epífora foi resolvida em 4 olhos. CONCLUSÕES: Existem poucos relatos acerca do comprometimento das vias lacrimais em pacientes com síndrome de Down. A caracterização e a resolução cirúrgica do mecanismo obstrutivo lacrimal são importantes, uma vez que há interferência na qualidade de vida desses pacientes. No presente estudo, verificou-se que a obstrução da via lacrimal ocorreu no ducto nasolacrimal. O prognóstico cirúrgico foi ruim em 83,4% das intubações e em 57,2% das dacriocistorrinostomias. Causas do insucesso cirúrgico podem estar relacionadas à maior fibrose pós-operatória nesses pacientes e à dificuldade de colaboração dos mesmos no controle pós-cirúrgico. Estudos posteriores são necessários para verificação das presentes observações.
Keywords: Síndrome de Down; Doenças do aparelho lacrimal; Dacriocistite; Dacriocistorrinostomia; Intubação
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a reação tecidual à implantação de enxertos homólogos de esclera e dura-máter. MÉTODOS: Foram realizadas cirurgias experimentais em 41 coelhos albinos da raça Nova Zelândia, sendo que dois coelhos foram selecionados, ao acaso, para serem doadores dos enxertos a serem utilizados no experimento. Trinta coelhos foram divididos em dois grupos: grupo D e grupo E, sendo submetidos à implantação dos tecidos homólogos e nove animais constituíram o grupo controle (grupo DE), submetidos à cirurgia sem enxertia. Os olhos foram enucleados e amostras foram colhidas em duas, seis e 12 semanas após o experimento, constituindo os subgrupos I, II e III. RESULTADOS: Foi realizada análise histopatológica qualitativa, além de estudo semiquantitativo comparativo da vascularização e infiltrado inflamatório na esclera e dura-máter transplantadas. Procedeu-se, também, a histomorfometria das medidas do lado dos enxertos com sistema analisador de imagens. Não houve diferença estatisticamente significante comparando-se a vascularização, infiltrado inflamatório e medidas do lado, entre os subgrupos I de esclera em relação à dura-máter, assim como nos subgrupos II. Não foram comparados os subgrupos III, pois foram observados somente fragmentos dos enxertos de dura-máter. CONCLUSÕES: O enxerto de dura-máter mostrou intensa reabsorção e progressiva substituição por tecido conjuntivo frouxo. O enxerto de esclera mostrou discreta reabsorção na periferia com formação de membrana fibrosa mais evidente, integrando este à esclera do hospedeiro.
Keywords: Transplante homólogo; Esclera; Dura-máter; Esclera; Dura-máter; Tecido conjuntivo; Coelhos
Abstract
Apresentamos um novo modelo de implante orbital unindo o baixo custo da esfera de luxite (PMMA) com as vantagens da utilização do polietileno poroso (Porex®). O novo modelo consiste de uma esfera de luxite na qual em sua face anterior foi colocado um recorte de dura-máter do mesmo diâmetro da esfera, e na face posterior um recorte de polietileno poroso foi anexado à esfera de luxite por meio de cola (Cianoacrilato estéril). A dura-máter foi fixada ao polietileno poroso por meio de suturas com fio nylon monofilamentar 6.0. Foi realizada cirurgia em um paciente que já havia tido extrusão anterior do implante em um dos olhos, sendo este avaliado em seu pós-operatório imediato, 7º, 15º, 30º dia, além de 3 e 6 meses de pós-operatório quando foi avaliado por meio de tomografia computadorizada. Observou-se bom resultado cosmético, de mobilidade e de volume após adaptação da prótese escleral, não havendo nenhum sinal de infecção, migração ou extrusão do implante até o momento. O caso nos mostrou ser possível a utilização de um implante orbital mais acessível economicamente com resultados semelhantes aos dos implantes biointegráveis.
Keywords: Enucleação ocular; Anoftalmia; Implantes orbitários; Porosidade; Polietilenos; Géis; Coelhos; Animais
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000