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Abstract
Os autores relatam caso de paciente de 56 anos com alta miopia e estrabismo restritivo (eso e hipotropia) muito grande, desenvolvido progressivamente. O acesso operatório para a secção completa do reto medial foi facilmente conseguido por uma orbitotomia transcaruncular, não apenas pela impossibilidade de uso de técnicas convencionais, como pelo alto risco de rutura escleral em casos assim. O reto lateral foi ressecado e reinserido acima de seu trajeto original, após ter sido achado no quadrante ínfero-temporal do olho. O resultado cirúrgico imediato (uma exotropia de cerca de 12delta) foi considerado muito bom, já que tais desvios tendem à recidiva.
Keywords: Miopia; Estrabismo; Estrabismo; Orbitotomia
Abstract
Os autores relatam um caso de neurofibroma orbitário, isolado, associado à endotropia do olho esquerdo, incomitante, de aparecimento lento e progressivo há 5 anos, sem referência à diplopia. O exame da sensorialidade mostrava acuidade visual normal em ambos os olhos e ausência de diplopia devido à supressão alternante. Exames de imagem da órbita (tomografia computadorizada e ressonância magnética) revelaram lesão alongada intracônica junto ao músculo reto lateral esquerdo. A paciente foi submetida à orbitotomia para exérese de massa intra-orbitária, sem procedimento específico para a correção do estrabismo, deixada para uma segunda oportunidade. Após a cirurgia, houve diminuição do ângulo do desvio, com manutenção do quadro supressivo.
Keywords: Neurofibroma; Neoplasias orbitárias; Esotropia; Relato de caso; Literatura de revisão; Adulto; Feminino
Abstract
A posição viciosa de cabeça é uma condição compensatória que visa proporcionar aos pacientes melhor rendimento visual. Pode ser causada por problemas oftalmológicos, como distúrbios oculomotores (nistagmos, estrabismos) e altos astigmatismos. No entanto, compromete a estética e, a longo prazo, pode causar transtornos ortopédicos (coluna cervical) e assimetrias faciais. Relatamos o caso de uma garota, JL, 8 anos, com cabeça inclinada para esquerda havia vários anos. Fazia uso de óculos prescritos em outro serviço para correção de astigmatismo misto: OD= +2,00 DE Ç -5,50 DC a 180º e OE= +2,25 DE Ç -5,75 DC a 180º. No exame oftálmico, a paciente apresentava cabeça inclinada para a esquerda e acuidade visual com correção de 0,5 no OD e 0,7 OE. Os testes de cobertura simples e alternado não evidenciaram desvio ocular. Rotações oculares, biomicroscopia e fundoscopia também não mostraram alterações. Na refratometria sob cicloplegia e teste de lentes foram encontrados: OD= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 10º e OE= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 170º, com acuidade visual igual a 1,0 nos olhos direito e esquerdo. Foram prescritas as lentes encontradas no exame e a paciente retornou com a correção nova sem a inclinação de cabeça. Erros refracionais mal corrigidos também podem gerar torcicolo e, muitas vezes, passam despercebidos. Refratometria sob cicloplegia e teste de lentes são fundamentais para um diagnóstico preciso.
Keywords: Cabeça; Postura; Astigmatismo; Estrabismo; Reflexo vestibulo-ocular; Nistagmo patológico; Músculos oculomotores; Refratometria; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Determinar as variações no ângulo de posicionamento ocular pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgias para correção de estrabismo e identificar possíveis fatores de risco associados a tal ocorrência. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 819 pacientes portadores de estrabismo submetidos à cirurgia para correção do desvio ocular entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em quatro grupos quanto ao tipo de desvio pré-operatório (esotropia alternante, esotropia monocular, exotropia alternante e exotropia monocular) e as variações no posicionamento ocular foram quantificadas em cada grupo. RESULTADOS: A prevalência de variações no posicionamento ocular (pós-operatório) maiores que 10∆ entre o total de pacientes estudado foi de 33,5% (274 pacientes). Entre estes, foi verificada maior frequência de desvios no sentido exotrópico (178 pacientes ou 65,0%) do que no sentido esotrópico (96 pacientes ou 35,0%), diferença esta que foi estatisticamente significativa (teste do qui-quadrado; p<0,001). CONCLUSÕES: Instabilidade no posicionamento ocular pode ocorrer ao longo do tempo em pacientes submetidos a cirurgias de estrabismo. Tal ocorrência reforça a necessidade do desenvolvimento de alternativas terapêuticas a fim de proporcionar maior estabilidade ao sistema oculomotor no pós-operatório de cirurgias de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Exotropia; Músculos oculomotores; Estrabismo; Transtornos da motilidade ocular; Período pós-operatório
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