Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (6 )
:777-783
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000600013
Abstract
OBJETIVOS: Construir e validar a tabela "Minnesota Low Vision Reading Test" - MNREAD na versão do idioma Português. MÉTODOS: A tabela de acuidade e leitura do "Minnesota Low Vision Reading Test" contém 19 sentenças (logMAR 0,5 a 1,3) com 60 caracteres impressos em três linhas. Todas as sentenças devem possuir o mesmo comprimento e vocabulário simples. Foi construído um total de 110 sentenças. As sentenças foram testadas em 36 sujeitos (20 adultos e 16 crianças); o tempo de leitura e os erros cometidos foram apurados e a média de velocidade de leitura e os erros foram analisados. Trinta e oito sentenças foram selecionadas para a construção do protótipo (MNREAD-P). Foram excluídas sentenças com alta e baixa média de velocidade de leitura, alto desvio padrão e sentenças com erros repetidos cometidos pelos sujeitos. Validação: Vinte sujeitos com visão normal (logMAR 0 ou mais, com a melhor correção) foram testados na tabela MNREAD-P e leram um texto de leitura do dia-a-dia. A velocidade de leitura em palavras/minuto foi medida na tabela e no texto. RESULTADOS: As sentenças da tabela MNREAD-P são suficientemente consistentes para medidas confiáveis da habilidade de leitura. A velocidade de leitura do texto (logMAR = 0,6) foi 197,8 palavras/minuto e a velocidade máxima na tabela MNREAD -P foi 200,1 palavras/minuto. A correlação entre as duas medidas foi r = 0,82. CONCLUSÕES: A tabela MNREAD-P foi testada em sujeitos com visão normal e os resultados foram os mesmos da "Minnesota Low Vision Reading Test" original e a velocidade de leitura foi estatisticamente equivalente à da velocidade de leitura do texto.
Keywords: Acuidade visual; Visão; Leitura; Baixa visão; Psicofísica; Testes de visão; Valor preditivo dos testes; Validação de programas de computador
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:687-690
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500013
Abstract
OBJETIVOS: Determinar quais auxílios de visão subnormal podem ser úteis na reabilitação de pacientes com retinose pigmentária e os benefícios adquiridos com o programa de reabilitação visual baseado em medidas de acuidade visual nas tarefas da vida diária. MÉTODOS: Participaram deste estudo 30 pacientes com retinose pigmentária com idade variando de 7 a 73 anos. Foram realizados testes de acuidade visual e de função visual (perimetria manual, eletrorretinograma de campo total) e testes de adaptação de auxílios de visão subnormal. Um histórico visual foi pesquisado e perguntas específicas da utilização da visão foram feitas. Foi efetuado programa de treinamento do auxílio óptico a ser adaptado e de manuseio do mesmo antes de sua prescrição final. RESULTADOS: A acuidade visual no melhor olho variou de MM (movimentos de mão) a 20/40 para longe e visão melhor que 16M a 0,5M para perto. Do total de pacientes, 90% receberam prescrição de auxílio óptico ou eletrônico: treze para perto, nove para longe, dois auxílios eletrônicos e três lentes filtrantes. Três pacientes com grave constrição de campo visual e profunda baixa de acuidade visual foram encaminhados para orientação e mobilidade. CONCLUSÕES: Os auxílios ópticos: os telescópios, as lupas manuais e de apoio, as lentes esferoprismáticas, os auxílios não ópticos, os auxílios eletrônicos e iluminação adequada foram úteis na reabilitação visual de pacientes com retinose pigmentária, podendo trazer benefícios como a melhora da acuidade visual e da eficiência visual. A prescrição dos auxílios ópticos possibilitou a realização de atividades da vida diária, antes prejudicada pela deficiência visual, sendo relatado alto nível de satisfação por parte dos pacientes, com o programa de reabilitação visual implementado.
Keywords: Retinite pigmentosa; Baixa visão; Acuidade visual; Lentes
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (3 )
:282-284
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000300014
Abstract
O aprendizado do correto manuseio do auxílio óptico foi treinado: localização, focalização e seguimento com o telescópio de 8x de magnificação. Após essa etapa iniciou-se o aprendizado de cópia da lousa com o auxílio adaptado. Totalizaram-se 17 sessões para a criança receber a prescrição final devido às grandes dificuldades apresentadas pela baixa acentuada das funções visuais.
Keywords: Baixa visão; Recursos audiovisuais; Intervenção precoce (educação); Capacitação; Criança; Pré-escolar; Relatos de casos