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Abstract
Objetivo: Análise dos resultados cirúrgicos da correção dos estrabismos horizontais em portadores de alta miopia, em pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Métodos: Foram estudados os prontuários de 24 pacientes esotrópicos e 17 exotrópicos, portadores de miopia maior que 6,00 DE operados para correção do estrabismo. Consideramos como bons resultados cirúrgicos desvios residuais entre esotropia e exotropia de 10delta. Resultados: Observou-se grande incidência de maus resultados entre os pacientes esotrópicos altos míopes. Conclusão: Concluímos que existe uma tendência a piores resultados cirúrgicos nos pacientes esotrópicos com miopia maior que -6,00 DE, em comparação com esotrópicos com erro refrativo entre -0,75 DE e +3,50 DE.
Keywords: Estrabismo; Miopia; Exotropia; Esotropia; Cirurgia
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Introdução: Convergência acomodativa (CA) é a convergência induzida por determinado grau de acomodação (A). Apesar de haver inúmeras técnicas cirúrgicas descritas para correção de esotropias, a presença de grandes incomitâncias longe/perto associadas acrescenta o desafio de se evitar o surgimento de exodesvio para longe, ou esodesvio residual para perto. Objetivo: Comparar as correções cirúrgicas obtidas com o duplo retrocesso dos retos mediais em pacientes esotrópicos quanto aos desvios de longe e de perto, comparando-se baixas e altas hipermetropias. Material: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 33 pacientes esotrópicos com incomitância longe/perto, operados com duplo retrocesso dos retos mediais na Santa Casa de São Paulo entre 1980 e 1990. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: com mais de 3,50 dioptrias esféricas (DE) de hipermetropia e com menos de 3,50 DE. Resultados: A magnitude da correção obtida no grupo I foi de 18,18 dioptrias prismáticas (DP) (72,72% de correção) para longe e 27,64 DP (62,36%) para perto. A correção no grupo II foi de 20,20 DP para longe (87,83%) e 34,60 DP (82,78%) para perto. Conclusão: Não há diferença (estatisticamente significante) na redução da incomitância longe/perto entre os pacientes com hipermetropia até 3,50 DE e pacientes com hipermetropia maior que 3,50 DE. O valor absoluto da redução em dioptrias do desvio para perto foi maior do que o encontrado para longe, no entanto, em porcentagem, a correção do desvio foi semelhante entre as medidas para perto e para longe.
Keywords: Esotropia; Músculos oculomotores
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OBJETIVO: Estudar a eficácia da transposição vertical monocular dos mús-culos retos horizontais, proposta por Goldstein, em pacientes esotrópicos portadores de anisotropia em A, sem hiperfunção de músculos oblíquos. MÉTODOS: Foram analisados, retrospectivamente, 23 prontuários de pacientes esotrópicos portadores de anisotropia em A > 10delta, submetidos a transposição vertical monocular dos músculos retos horizontais. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, de acordo com a magnitude da incomitância pré-operatória; grupo 1 era composto de pacientes com desvio entre 11delta e 20delta e grupo 2 entre 21delta e 30delta. Foram considerados co-mo resultados satisfatórios as correções com A < 10delta ou V < 15delta. RESULTADOS: A média de correção absoluta obtida foi, no grupo 1, de 16,5delta e no grupo 2, de 16,6delta. No grupo 1, 91,6% dos pacientes apresentaram resultados cirúrgicos considerados satisfatórios e no grupo 2, 81,8% (p=0,468). CONCLUSÃO: O procedimento cirúrgico proposto por Goldstein é efetivo, não havendo diferença estatisticamente significante entre a magnitude da anisotropia pré-operatória e a correção obtida.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Músculos oculomotores; Movimentos oculares
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OBJETIVO: Avaliar a acurácia do retinômetro de Heine e do orifício estenopéico múltiplo no prognóstico da acuidade visual pós-facectomia. MÉTODOS: Foram examinados 65 olhos com o retinômetro de Heine e com o orifício estenopéico múltiplo. Após a facectomia os pacientes foram submetidos à refração e os resultados comparados com a previsão dos instrumentos. O grupo 1 é formado por pacientes com acuidade visual pior que 20/100 e o grupo 2 melhor ou igual a 20/100. RESULTADO: O retinômetro de Heine teve bons resultados em 21% e 44%, nos grupos 1 e 2 respectivamente. O orifício estenopéico múltiplo teve bons resultados em 26% e 52%, nos grupos 1 e 2 respectivamente. CONCLUSÃO: O retinômetro de Heine tem acurácia semelhante ao orifício estenopéico múltiplo no prognóstico da acuidade visual pós-facectomia. Os instrumentos não devem ser usados para contra-indicar a facectomia devido ao grande número de resultados falso-negativos.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Acuidade visual; Testes visuais; Percepção visual; Facoemulsificação; Interferometria
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A "esotropia fixa progressiva" se apresenta como um quadro de esotropia progressiva, em adultos altos míopes, que aumenta até que os olhos fiquem fixos numa esotropia de grande ângulo, geralmente associada a hipotropia, e que tem fracos resultados cirúrgicos. O objetivo deste trabalho é descrever a abordagem cirúrgica de 2 pacientes com "esotropia fixa adquirida progressiva" que foram operados segundo a técnica de Yamada (hemitransposição dos retos lateral e superior), e obtiveram bom resultado pós-operatório.
Keywords: Miopia; Esotropia; Esotropia; Relato de caso
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OBJETIVO: Avaliar o resultado da correção cirúrgica da esotropia em pacientes com fixação excêntrica e compará-lo com o de pacientes esotrópicos operados que não possuíam essa alteração sensorial. MÉTODOS: Estudo retrospectivo do resultado da correção cirúrgica da esotropia essencial de 19 pacientes com fixação excêntrica do Serviço de Motilidade Ocular Extrínsica da Santa Casa de São Paulo. Como grupo-controle, foram estudados 17 pacientes esotrópicos com ambliopia estrábica e fixação central e 16 pacientes esotrópicos sem ambliopia. O teste estatístico utilizado foi aplicação de variância para proporções (ANOVA). RESULTADOS: Nos 3 grupos estudados prevaleceu a subcorreção, 12 (63,2%) casos no grupo I, 13 (76,5%) casos no grupo II e 13 (81,3%) pacientes no grupo III. O sucesso cirúrgico (desvios <10delta) ocorreu em 7 (36,8%) pacientes do grupo com fixação excêntrica, dos quais 4 casos eram de supercorreção e 3 de ortotropia. No grupo II, dos 7 casos de sucesso cirúrgico, 3 (17,6%) estavam com ortotropia e 1 (5,9%) caso estava supercorrigido. No grupo III, tivemos 5 (31,3%) casos de sucesso cirúrgico, sendo 1 (6,3%) de ortotropia. Entre os 36 pacientes amblíopes, 5 (13,9%) apresentaram supercorreção. O erro padrão da média da correção cirúrgica foi de 4,6 no grupo de pacientes com fixação excêntrica. O teste ANOVA para a média da correção cirúrgica foi de p=0,349. Considerando o bom resultado (desvio de até 10delta a partir da posição primária do olhar), obtivemos um p=0,847. CONCLUSÃO: A fixação excêntrica não representou fator determinante no resultado cirúrgico (bom vs mau) do desvio horizontal dos pacientes com esotropia entre 20delta e 50delta.
Keywords: Esotropia; Fixação ocular; Ambliopia; Estrabismo; Adaptação ocular; Análise de variância
Abstract
OBJETIVO: Comparar os resultados entre o retrocesso dos retos laterais e retrocesso-ressecção monocular, para correção de exotropia intermitente do tipo básico. MÉTODOS: Foram selecionados 115 prontuários de pacientes portadores de exotropia intermitente do tipo básico submetidos a cirurgia no período entre janeiro de 1991 e dezembro de 2001. Os planejamentos cirúrgicos seguiram orientação do setor de Motilidade Extrínseca Ocular da Clínica Oftalmológica da Santa Casa de São Paulo e basearam-se na magnitude do desvio na posição primária do olhar. Os pacientes foram divididos em 4 grupos, de acordo com a magnitude de desvio pré-operatório (desvios entre 12D e 25D ou entre 26D e 35D) e o procedimento cirúrgico realizado. Considerou-se como sucesso cirúrgico a ortoforia ou exo ou esoforia bem compensada, no mínimo 1 ano após a operação. RESULTADOS: Dos 115 pacientes estudados, 34 (69%) dos 49 pacientes submetidos ao retrocesso dos retos laterais e 51 (77%), dos 66 pacientes submetidos ao retrocesso-ressecção monocular, obtiveram sucesso cirúrgico. Em relação aos grupos com desvios entre 12D e 25D, observou-se sucesso em 17 (74%) dos 23 pacientes submetidos ao retrocesso dos retos laterais (1A) e em 36 (78%) dos 46 submetidos ao retrocesso-ressecção monocular (1B) (p=0,564). No segundo grupo (desvios entre 26D e 35D), observou-se sucesso de 17 (65%) dos 26 pacientes submetidos ao retrocesso dos retos laterais (2A) e em 15 (75%) dos 20 submetidos ao retrocesso-ressecção monocular (2B) (p=0,266). CONCLUSÃO: Concluiu-se que, nos pacientes com exotropia intermitente do tipo básico, tanto para desvios entre 12D e 25D quanto para desvios entre 26D e 35D, submetidos ao retrocesso dos retos laterais ou retrocesso-ressecção monocular, ambos os procedimentos podem ser considerados igualmente efetivos, não havendo diferença significante entre a magnitude da exotropia pré-operatória e a correção obtida.
Keywords: Exotropia; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Estudo comparativo
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OBJETIVO: Não há uniformidade na literatura sobre as anomalias necessárias para caracterizar a seqüência de Möbius. Originalmente, os requisitos mínimos eram a paralisia do VI e do VII nervos cranianos. A paralisia facial bilateral, às vezes assimétrica, é comum a todos os pacientes, mas alguns fatos mostram que a paralisia isolada do VI nervo não é a regra.1) Quando há esotropia na seqüência de Möbius, é muitas vezes muito pequena para ser causada por paralisia bilateral do VI nervo. Há muitos casos que não apresentam esotropia ou mesmo, embora raramente, têm exotropia. 2) Em muitos casos a esotropia pode ser eliminada com apenas o retrocesso dos retos mediais. 3) Em muitos desses pacientes há, além da limitação de abdução, também limitação de adução, o que define a paralisia conjugada dos movimentos horizontais. Os autores apresentam argumentos para mostrar que a paralisia isolada dos retos laterais não pode ser considerada condição sine qua non para o diagnóstico da seqüência de Möbius. MÉTODOS: O alinhamento binocular em posição primária e a incidência de limitação de abdução e adução entre 28 dos casos consecutivos de seqüência de Möbius dos autores e entre os casos de 5 outros autores eleitos aleatoriamente são apresentados para comentários. RESULTADOS: As posições binoculares em posição primária de 135 pacientes desses 6 autores (28 pertencentes aos autores deste trabalho e 107 dos outros 5) foram anotadas; 55 pacientes (40,74%) tinham ortotropia e 9 (6,66%) tinham exotropia. Entre 80 pacientes de 4 autores (22 pertencentes aos autores e 107 dos outros 3), nos quais as versões horizontais foram estudadas, 79 (98,75%) apresentavam limitação de abdução e 53 (66,25%) tinham limitação de adução. COMENTÁRIOS: Os autores enfatizam o fato de que estudos recentes têm demonstrado que no interior do núcleo do VI nervo existem dois tipos de células: as que formam o nervo abducente ipsolateral e as que, cruzando através do fascículo longitudinal medial, atingem o subnúcleo do III nervo contralateral destinado à inervação do reto medial contralateral.
Keywords: Sindrome de Möbius; Paralisia facial; Oftalmopatias
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OBJETIVO: Avaliar a incidência, etiologia e evolução dos estrabismos paralíticos ou paréticos. MÉTODOS: Foram selecionados retrospectivamente 519 prontuários de pacientes com paresia ou paralisia isolada dos músculos inervados pelos III, IV ou VI nervos cranianos, a partir de 11.000 prontuários da Seção de Motilidade Extrínseca Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo de janeiro de 1980 a outubro de 2004. Foram estudados: o nervo craniano acometido, o olho acometido, o sexo, os fatores etiológicos e a evolução desses pacientes. RESULTADOS: Dos 519 pacientes, 17,1% foram casos congênitos e 82,9% foram adquiridos. O nervo craniano mais afetado foi o VI (49,7%). Os pacientes do sexo masculino foram mais acometidos, com 58,1% dos casos. A etiologia traumática foi a mais freqüente nos casos de paresia ou paralisia de III (43,0%), IV (52,4%) e VI (48,8%) nervos cranianos. Os pacientes evoluíram mais freqüentemente para cirurgia nos três grupos: III nervo (42,9%), IV nervo (73,2%) e VI nervo (43,2%). CONCLUSÃO: O VI nervo craniano foi o mais freqüentemente acometido e o fator etiológico mais importante foi o traumatismo, dados esses que coincidem com os encontrados na literatura.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Nervos cranianos
Abstract
OBJETIVO: Estudar os resultados da técnica de Carlson-Jampolsky em 31 pacientes com paralisia de VI nervo. MÉTODOS: Foram avaliados 23 casos unilaterais e 8 bilaterais. A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos unilaterais foi de 56.8 DP ± 24 DP (30 DP a 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14 ± 17.9 meses (3 a 72). A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos bilaterais foi de 74.5 DP ± 20.7 DP (45 DP to 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14.7 ± 15.7 meses (4 a 47). RESULTADOS: Entre os pacientes do grupo unilateral, 18 casos tiveram bons resultados, sem necessitar de reoperação. Entre 5 pacientes que foram reoperados (2 subcorreções e 3 supercorreções), 2 tiveram que usar óculos com adição de prismas. Entre os casos bilaterais, 2 casos foram reoperados (1 subcorreção e 1 supercorreção), o paciente que estava subcorrigido manteve após a segunda cirurgia esotropia de 13 DP, e também teve que usar correção óptica com a adição de prisma. CONCLUSÕES: A técnica de Carlson-Jampolsky foi eficaz para tratar pacientes com paralisia de VI nervo. O número de reoperações foi baixo, e entre os reoperados, apenas 3 não apresentaram bons resultados.
Keywords: Oftalmoplegia; Estrabismo; Esotropia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Nervo abducente; Músculos oculomotores; Complicações pós-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Desenvolver um sistema de apoio à pesquisa no campo da informática, baseado na busca automática de informações sobre a porcentagem de pacientes com determinadas características e o cruzamento dessas informações entre si. MÉTODOS: Utilizou-se um computador com processador Pentium III 650 MHz, 128 MB de RAM, placa de vídeo de 32 MB, 20 MB livres em disco rígido e capacitado com Windows 98/2000/XP. O banco de dados utilizado para armazenar as informações é o Interbase versão 6.1 e o programa foi desenvolvido em linguagem Delphi 5.0. Foram cadastradas 304 fichas dos pacientes operados de esotropia no setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no período de 02/07/76 a 09/03/92. Para cadastrar os pacientes no programa, foi elaborado um questionário, com as possíveis variações clínicas relevantes para esse tipo de desvio. Foram apresentados exemplos de totalizações e cruzamentos de informações. RESULTADOS: Esse novo programa poderá contribuir para a pesquisa científica, agilizando o levantamento de dados. Após o cadastro dos pacientes, qualquer tipo de levantamento, seleção de um grupo específico de pacientes ou cruzamento de dados poderá ser obtido em segundos. CONCLUSÃO: Pode ser feito em todas as especialidades oftalmológicas, variando o questionário de acordo com cada especialidade. Assim um relatório atual poderá ser acessado instantaneamente quando se deseja fazer uma pesquisa ou consulta.
Keywords: Projeto de sistemas; Sistemas computadorizados de registros médicos; Sistemas de informação; Transtornos da motilidade ocular; Oftalmologia
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O autor procura demonstrar a razão da perda de elasticidade e do encurtamento do músculo oculomotor que permanece relaxado durante certo tempo (contratura), mediante raciocínio baseado na lei de Hooke e nos trabalhos que demonstram que o músculo oculomotor que permanece frouxo por algum tempo sofre encurtamento devido à perda de sarcômeros no sentido longitudinal e ao aumento da área da secção transversa, devida ao aumento do tecido colágeno do perimísio e do endomísio.
Keywords: Contração muscular; Músculos; Contratura; Processos fisiológicos oculares; Músculos oculomotores; Movimentos oculares; Sarcômeros; Adaptação fisiológica
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OBJETIVO: Analisar os resultados das reoperações nas esotropias congênita e essencial adquirida não acomodativa. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 393 prontuários de pacientes com diagnóstico de esotropia (91 esotropias congênitas e 302 adquiridas) no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, operados entre os anos de 2000 e 2004. RESULTADOS: No grupo dos portadores de esotropia congênita, 9 pacientes foram reoperados (9,9%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (3,3%), supercorreções (2,2%), anisotropia (V) (1,1%), hipotropia (1,1%) e divergências visuais dissociadas (2,2%). No grupo dos portadores de esotropia essencial adquirida não acomodativa 31 pacientes foram reoperados (10,3%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (n=6,6%), supercorreções (n=2%) e hipertropias (n=1,7%). CONCLUSÕES: A porcentagem de reoperação nos casos de esotropia congênita e essencial adquirida não acomodativa foram 9,9% e 10,2% respectivamente, com predominância de subcorreções nas indicações para a realização de nova cirurgia. A presença de ambliopia e desvios maiores que 50∆ na esotropia essencial adquirida não acomodativa (EEANA) foram os mais importantes fatores para maus resultados.
Keywords: Esotropia; Esotropia; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Visão binocular; Reoperação
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OBJETIVOS: Avaliar a influência do debilitamento cirúrgico dos músculos oblíquos sobre o alinhamento horizontal na posição primária do olhar (PPO) e na correção das anisotropias em "A" e "V". MÉTODOS: Para estudar a influência do debilitamento bilateral dos músculos oblíquos superiores (OS) no alinhamento horizontal na posição primária do olhar, analisamos prontuários de 12 pacientes com debilitamento isolado desses músculos. Aproveitamos para verificar o seu efeito na correção da anisotropia em "A". Para avaliar eficácia do debilitamento dos oblíquos inferiores (OI) na correção da incomitância em "V", analisamos retrospectivamente os prontuários de 67 pacientes com debilitamento bilateral desses músculos. Em 10 pacientes, a única operação foi o debilitamento dos OI e em 57 operaram-se também os retos horizontais, para o desvio na PPO. Destes, 50 tinham esotropia e 17 exotropia. Nenhum tinha anisotropia mista. RESULTADOS: O valor médio da incomitância em "V" pré-operatória dos pacientes esotrópicos era 24.25∆ ± 10,15∆ e a correção média pós-operatória foi 15.56∆ ± 8,74∆ (68,0 %). O componente superior era de 10,98∆ e a correção foi de 7,52∆ ± 7,47∆ (68,5 %) e, entre a PPO e a infraversão, o valor era de 13,28∆ e a correção foi de de 8,56∆ ± 9,21∆ (64,5 %). Esses valores nos 17 exotrópicos foram: pré-operatório 31.88∆ ± 9.4∆ e correção de 20,93∆; no componente superior a incomitância era de 13.11∆ ± 4.9 ∆ e a correção foi de 6,82∆ (52,0 %); da PPO à infraversão, o incomitância era de 18,76∆ e a correção foi de 14.11∆ ± 12.48∆ (75,2 %). A incomitância em "A" dos 12 pacientes com debilitamento isolado dos OS era 32,17∆ ± 19,25∆ e a pós-operatória era de 9,92∆, correção, portanto, de 22,25∆ ± 17,54∆. Entre estes, em 5 não houve alteração do desvio na PPO, em 4 houve exo-efeito e em 3 houve eso-efeito nessa posição; a alteração média foi um exo-efeito de 2,25∆. CONCLUSÕES: 1) Não houve diferença na correção relativa da incomitância em "V" entre esotrópicos e exotrópicos; embora os números absolutos tenham sido maiores entre estes. 2) A correção da forma em "V" foi entre 65 e 75% dos valores iniciais. 3) O debilitamento dos OIs corrigiu similarmente a anisotropia entre os componentes superior (da PPO à supraversão) e inferior (da PPO à infraversão) entre esotrópicos, mas entre exotrópicos, a correção foi maior no componente inferior. 4) O debilitamento dos OS não provocou eso-efeito do desvio na PPO.
Keywords: Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Estrabismo
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Os autores relatam o caso de um menino de 5 anos que, até os 2 anos, possuía olhos normais, quando seu olho direito começou a desviar para cima e lateralmente, até chegar a esconder-se sob a pálpebra superior. À cirurgia, notou-se forte limitação passiva de abaixamento desse olho. Ele já havia sido operado em outra clínica, mas o colega não conseguiu enganchar o reto superior. Numa segunda operação, o único que conseguimos foi uma tenotomia livre do reto superior; como o olho ficou equilibrado em abdução, fizemos um retrocesso de 8 mm do reto lateral. Como restou moderada exotropia e pequena hipertropia, numa terceira operação fizemos uma ressecção de 8 mm do reto medial, um retrocesso com transposição anterior do oblíquo inferior e um avançamento do reto inferior segundo a técnica de Romero-Apis, para evitar transtornos circulatórios ao segmento anterior do olho. Como restou pequena blefaroptose, realizamos, numa quarta operação uma tarsectomia segundo Fasanella-Servat. O paciente terminou com o olho direito bem posicionado, sem limitações aos movimentos horizontais e limitação de -3 dos verticais. A imagem de ressonância magnética demonstrou alterações do reto superior, sugerindo fibrose após miosite.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Blefaroptose; Fibrose; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Relato de caso; Humanos; Masculino; Criança
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A exotropia permanente (XT) acomete cerca de 1 a 2% da população. Seu tratamento é clínico: antiambliogênico e correção dos erros refrativos, e cirúrgico. O objetivo do tratamento cirúrgico é alinhar os olhos na posição primária do olhar, proporcionando melhor resultado estético. Há muito tempo diversos autores estudam os fatores pré, per e pós-operatórios relacionados ao resultado cirúrgico, uma vez que a taxa de sucesso varia de 60 a 80%. Ainda são poucos os estudos que comparam a presença de ambliopia como fator de influência no resultado final. OBJETIVO: Comparar o resultado cirúrgico dos pacientes amblíopes e não-amblíopes submetidos à cirurgia de correção de XT. MÉTODOS: Análise retrospectiva de 37 prontuários de pacientes amblíopes (Grupo A) e não-amblíopes (Grupo B) submetidos à correção cirúrgica de XT por retrocessoressecção monocular, sendo avaliados os registros pós-operatórios imediatos e tardios. Idade: grupo A 24,7 ± 14,2 anos, grupo B 22,6 ±18,6 anos; Desvio pré-operatório: grupo A 29,1± 7,2Δ, grupo B 28,4 ± 6,8Δ. RESULTADOS: A taxa de sucesso foi de 60% e 100% (p<0,05), no pós-operatório imediato e 50% e 82,3% (p=0,082), no pós-operatório final, nos grupos A e B, respectivamente. Não houve diferença significante quanto aos desvios pós-operatórios imediatos, tardios e variação do desvio. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que o grupo B mostrou melhor resultado no pós-operatório imediato; porém não houve diferença no resultado cirúrgico de correção de exotropia permanente entre pacientes amblíopes e não-amblíopes no período pós-operatório de seis meses.
Keywords: Exotropia; Ambliopia
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Objetivo: Os estrabismos horizontais essenciais estão freqüentemente associados a desvios verticais. A patogênese desse desvio vertical pode resultar da disfunção de músculos retos verticais, de músculos oblíquos ou da combinação de ambos. Na presença de hiperfunção do músculo oblíquo superior (OS), nota-se hipotropia (HoT) na posição primária do olhar (PPO). O presente estudo objetivou avaliar a magnitude da correção da HoT, na PPO, mediante a tenectomia unilateral do OS.Pacientes e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo, 1977 a 1996, de 15 pacientes portadores de hiperfunção unilateral do OS e hipotropia na posição primária do olhar maior que 4D , submetidos a tenectomia unilateral do OS, realizada na Santa Casa de São Paulo (12 pacientes), Universidade de Santo Amaro (2 pacientes) e na clínica particular de um dos autores (CSD, 1 paciente). A média de desvio pré-operatória era de 9D . A hiperfunção média pré-operatória do músculo obliquo superior era 1,7 cruzes. Resultados: A correção média da HoT obtida foi de 4,67D ± 5,09D (-5D a 15D), (H = 6,032; p = 0,014). A modificação média da hiperfunção do OS foi de 0,87 ± 0,88 cruzes (0 a 2 cruzes). De acordo com o desvio horizontal, ET e XT, não houve diferença estatisticamente significante na comparação entre os resultados obtidos na correção da HoT. Comentários: Os resultados revelaram que para HoT até 15D na PPO, houve em média correção de 51,82% do seu valor pré-operatório. Para a amostra estudada, a técnica de tenectomia unilateral do OS mostrou-se eficaz na correção do desvio vertical na posição primária do olhar.
Keywords: Estrabismo; Oblíquo superior; Tenectomia
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Objetivo: Transposição vertical dos músculos retos horizontais é a técnica de eleição para as anisotropias verticais em que não há disfunção de músculos oblíquos que as justifique. O objetivo foi avaliar o resultado das transposições efetuadas e identificar quais os fatores determinantes do resultado, para estabelecer-se relação que informe a magnitude da transposição que deva ser realizada para determinada magnitude de anisotropia. Métodos: Avaliaram-se retrospectivamente 43 pacientes portadores de anisotropias em A ou V, associado a estrabismos horizontais essenciais, sem disfunção de músculos oblíquos, submetidos à transposição vertical bilateral e simétrica dos músculos retos horizontais Resultados: 81,4% dos pacientes apresentavam esotropia com forma em A. A média das anisotropias situou-se em torno das 19 DP e a maior parte das transposições foi de 4mm, obtendo-se 66,7 a 79,5% de sucesso, isto é, casos com anisotropias residuais em A até 5 DP ou V até 10 DP. A correção da anisotropia correlaciona-se intensamente com a magnitude da anisotropia pré-operatória e com a magnitude da transposição efetuada, sobretudo com aquela, sugerindo assim ser o procedimento auto-ajustável. A equação linear com as 3 variáveis mostrou-se clinicamente incoerente e foi, portanto, abandonada. Conclusões: A transposição vertical e simétrica dos músculos retos horizontais é eficaz para o tratamento das anisotropias verticais sem disfunção de oblíquos, sendo este resultado estável em seguimento prolongado.
Keywords: Transposição; Anisotropia
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