Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (1 )
:13-16
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000100003
Abstract
OBJETIVO: Analisar a eficácia do tratamento com Botox® e estudar o comportamento destes pacientes após aplicações sucessivas, dando ênfase ao possível efeito de tolerância após o uso prolongado deste medicamento. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo em 16 pacientes com distonias faciais no ambulatório de Oftalmologia, no Setor de Plástica Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre abril de 1998 a março de 1999. Todos os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, neurológico e tomografia computadorizada de crânio. Os pacientes com sintomas importantes de espasmo foram tratados com aplicação da toxina botulínica tipo A (Botox®). Dez pacientes eram do sexo feminino. A idade média foi 64,75 anos. RESULTADOS: Dentre as distonias faciais, o espasmo hemifacial foi o mais encontrado, num total de 8 pacientes.O índice de sucesso do Botox®foi de 87,5 %, com duração média do efeito de 30 a 90 dias, variando de acordo com o número de aplicações. CONCLUSÕES: O tratamento dos espasmos faciais com a toxina botulínica mostrou-se eficaz em 87,5 % de nossos pacientes.
Keywords: Toxina botulínica tipo A; Blefarospasmo; Distonia; Músculos faciais
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (5 )
:551-557
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000500002
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia de técnica simplificada de cirurgia ajustável per-operatória, sob anestesia geral, para a correção de desvios horizontais. MÉTODOS: Estudo prospectivo de 49 pacientes portadores de desvio horizontal, 22 com esotropia (ET) e 27 com exotropia (XT), da Secção de Motilidade Ocular Extrínseca da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Todos os pacientes foram submetidos à cirurgia utilizando-se a técnica de ajuste per-operatório. O ajuste foi realizado comparando-se a medida do desvio em milímetros (mm) do reflexo de luz na córnea no pré-operatório e a medida tomada no per-operatório, em plano anestésico profundo. Nas ET, o reflexo foi medido a partir do lado temporal do limbo e nas XT, do lado nasal. Todo o cálculo para o ajuste ou não, foi feito baseado nas medidas em milímetros, não se convertendo mm em dioptrias prismáticas, e nem se utilizando a pupila como ponto de referência. RESULTADOS: 28 pacientes (57,1%) apresentaram alteração do desvio em plano anestésico profundo. Em 25 pacientes (51,0%) foi necessária a realização do ajuste. Estabelecendo-se como critério de sucesso cirúrgico ortotropia, eso ou exotropia até 10 dioptrias prismáticas no pós-operatório após, no mínimo, 6 meses, a taxa de sucesso foi 75,6%. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram que a técnica é eficiente. A técnica de cirurgia simplificada com ajuste per-operatório descrita pelos autores, oferece mais uma opção de tratamento cirúrgico visando diminuir o número de reoperações e aumentar a taxa de sucesso nas correções dos desvios, principalmente nos casos de mais difícil planejamento e que não colaboram para ajuste com anestesia tópica e/ou pós-operatório. Por ser técnica simplificada, pode ser mais facilmente realizada por cirurgiões menos experientes, aumentando a sua utilização em maior número de casos.
Keywords: Técnicas de sutura; Anestesia geral; Estrabismo; Esotropia; Exotropia; Estudos prospectivos; Adulto