Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (6 )
:340-343
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150090
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia de ranibizumab e bevacizumab intravítreos no tratamento da retinopatia da prematuridade (ROP) tipo 1. Método: Foram avaliados retrospectivamente 36 olhos de 20 pacientes com retinopatia da prematuridade tipo 1 que receberam injeções intravítreas anti fator de crescimento endotelial vascular (anti VEGF) entre agosto de 2011 e fevereiro 2013. Quinze olhos de 8 pacientes receberam 0,25 mg ranibizumab (grupo 1) e 21 olhos de 12 pacientes receberam 0,625 mg bevacizumab (grupo 2). Os olhos foram examinados por oftalmoscopia indireta no primeiro dia, terceiro dia, primeira semana, e primeiro mês e conforme necessário após a injeção. Fotocoagulação com laser foi realizada quando foi detectada progressão da retinopatia da prematuridade. Resultados: Média do tempo de gestação para os pacientes do grupo 1 foi de 26,2 ± 2,7 semanas, enquanto para o grupo 2 foi de 27,1 ± 2,5 semanas. Não houve diferença estatística em relação ao tempo de gestação entre os grupos. A média de acompanhamento foi de 20 ± 4,5 meses. Fotocoagulação a laser foi realizada a 6 dos 15 olhos do grupo 1 e 2 dos 21 olhos do grupo 2. Nenhum dos olhos desenvolveu descolamento de retina no período de acompanhamento. Conclusão: O ranibizumab e bevacizumab são eficazes no tratamento da retinopatia da prematuridade tipo 1. Incidência de progressão foi maior nos olhos que receberam ranibizumab. Ensaios clínicos controlados futuros são necessários para comparar esses dois medicamentos.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Fator de crescimento do endotélio vascular; Anticorpos monoclonais; Inibidores da angiogênese; Injeções intravítreas
Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (2 )
:69-73
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170018
Abstract
Objetivo: Comparar a camada de fibras nervosas da retina, a camada de células ganglionares, a camada plexiforme interna e a espessura coróide entre os pacientes com doença de Behçet e indivíduos saudáveis usando tomografia de coerência óptica (OCT) de domínio espectral (SD). Métodos: Noventa olhos de 45 indivíduos saudáveis e 104 olhos de 52 pacientes com doença de Behcet foram incluídos no estudo. O fator reumatoide e os níveis de proteína C-reativa foram medidos por exames de sangue em pacientes com doença de Behcet. Resultados: As médias de espessura da camada de fibras nervosas da retina, da camada de células ganglionares e da camada plexiforme interna dos pacientes com Doença de Behcet foram significativamente menores do que o grupo controle. As medidas de espessura coróide média dos pacientes com doença de Behcet foram significativamente mais elevadas do que o grupo controle. Conclusões: Tomografia de coerência óptica é uma ferramenta útil e não invasiva para acompanhar a degeneração nervosa retiniana e as alterações coroidais em pacientes com doença de Behcet, mesmo sem envolvimento ocular.
Keywords: Degeneração retiniana; Tomografia de coerência óptica; Doença de Behçet/complicações