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Abstract
OBJETIVOS: Avaliar as alterações oculares observadas em indivíduos com mansonelose residentes na área rural do município de Coari, AM, na região do médio Amazonas. MÉTODOS: Foi conduzido um estudo de corte transversal envolvendo 543 moradores residentes na área rural do município de Coari, na margem direita do rio Solimões. Todos os indivíduos foram submetidos a exame de gota espessa para pesquisa de microfilária e os indivíduos positivos foram submetidos a exame oftalmológico. Lesões oculares suspeitas foram biopsiadas e enviadas para exame histopatológico. RESULTADOS: Mansonella ozzardi foi encontrada no sangue periférico em 103 (18,9%) indivíduos. Noventa e cinco pacientes com mansonelose foram examinados, observando ceratite puntata em 12 (11,7%) destes, ceratite numular em um indivíduo (1%) e esclerosante em outro (1%). Biópsia de pele foi negativa em todos os indivíduos. Biópsia de conjuntiva e limbo foi realizada em cinco pacientes com mansonelose e biópsia de córnea em outros três pacientes. Duas biópsias de conjuntiva e limbo e uma biópsia de córnea foram enviadas para exame histopatológico, não sendo observadas microfilárias ou alterações sugestivas da presença destas nas peças estudadas. O restante das biópsias foi enviado para pesquisa de DNA do parasita por PCR, não se encontrando microfilária. CONCLUSÕES: Associação entre infecção por Mansonella ozzardi e lesões corneanas sem etiologia aparente foi verificada neste estudo, mas a ausência de achados específicos no exame histopatológico e a não identificação de microfilárias por PCR em lesões suspeitas põem em dúvida a o acometimento corneano na mansonelose. Estudos mais amplos de populações com alta prevalência de M. ozzardi e a realização de outros testes para identificação de microfilárias em tecido ocular são necessários para investigar a patogenicidade da microfilária ao tecido ocular.
Keywords: Mansonelíase; Infecções oculares parasitárias; Ceratite; Microfilária
Abstract
A avulsão traumática do nervo óptico é evento raro. É relatado um caso de avulsão completa do nervo óptico unilateral após trauma contuso do bulbo ocular sem afetar a integridade de outras estruturas. Ultra-sonografia com sondas B de 10 e 20 MHz se mostrou útil no diagnóstico da lesão, ao passo que a tomografia de órbita não foi conclusiva. O prognóstico visual é reservado, dependente da acuidade visual inicial, que no presente caso foi ausência de percepção luminosa. Não existe tratamento eficaz para lesões completas do nervo óptico, sendo que nenhum tratamento específico foi utilizado neste caso.
Keywords: Ultra-sonografia; Traumatismos do nervo óptico; Acidentes de trabalho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Tomografia computadorizada de emissão; Órbita; Relatos de casos
Abstract
Quando os meios oculares são transparentes, oftalmoscopia binocular indireta permite a identificação de descolamento de retina e roturas, bem como seu tratamento sob visibilização direta. Porém, em olhos que apresentam opacidades de meios impedindo o exame oftalmoscópico, a ultrassonografia constitui o exame mais importante do segmento posterior do olho. Além disso, o tratamento de roturas retinianas também pode ser auxiliado pelo uso desse equipamento, orientando a crioterapia. Neste trabalho será apresentada técnica de tratamento de descolamento de retina regmatogênico, no qual a criopexia e o posicionamento dos "buckles" episclerais circunferencial e radial foram guiados pelo ultrassom em paciente com leucoma corneano. O tratamento resultou em aplicação retiniana durante o seguimento em seis meses.
Keywords: Ultrassonografia; Descolamento retiniano; Recurvamento da esclera; Perfurações retinianas; Crioterapia; Opacidade da córnea; Humano; Masculino; Meia-idade; Relatos de casos
Abstract
Retinopatia falciforme proliferativa é uma complicação incomum em indivíduos com traço falciforme, havendo, porém, risco aumentado de desenvolver retinopatia proliferativa em pacientes com hemoglobinopatia AS associada a condições sistêmicas ou trauma ocular. Neste artigo será apresentado um caso de paciente com diabetes gestacional, hipertensão arterial sistêmica associada à gravidez e traço falciforme. Eletroforese de hemoglobinas revelou a presença de A2 5,0%, S 35,0% e A 53,2%. Este caso ressalta a importância da avaliação de comorbidades sistêmicas em pacientes com traço falciforme no período gestacional, uma vez que pode ocorrer rápida progressão da retinopatia falciforme, devendo-se realizar também exames regulares do fundo de olho nestes pacientes.
Keywords: Traço falciforme; Neovascularização retiniana; Descolamento de retina; Diabetes gestacional; Hipertensão induzida pela gravidez
Abstract
OBJETIVO: Descrever técnica de injeção intravítrea utilizando agulha-seringa de 29 gauge (seringa 29GN) e agulha 21 gauge (G) comercialmente disponíveis, comparando perda de composto associada à aplicação desta técnica com a descrita nas instruções do kit do ranibizumabe (Lucentis®). MÉTODOS: Dez doses de 0,3 ml de água destilada foram aspiradas com a seringa 29GN e a agulha 21G (técnica PT) e outras dez doses iguais foram aspiradas utilizando-se o kit do Lucentis® (técnica LK). Para aspiração com a técnica PT, a agulha 21G é colocada sobre a seringa 29GN. Depois da aspiração, a agulha 21G é removida e a injeção intravítrea é realizada com a agulha 29G. A técnica LK utiliza seringa de tuberculina de 1 ml acoplada a agulha 18G para aspiração e agulha 30G para injeção intravítrea. Usando balança de precisão, as agulhas de aspiração (21G para PT; 18G para LK) foram pesadas antes e depois da aspiração da água e os complexos agulha-seringa para injeção (29GN para PT; 30G para LK) foram pesados antes da aspiração e após serem esvaziados. Os volumes restantes nas agulhas de aspiração e complexos agulha-seringa foram estimados pela diferença dos pesos em gramas com conversão para mililitros. RESULTADOS: O volume (ml) residual médio (±DP) das agulhas de aspiração (21G para PT; 18G para LK) foi significativamente menor com a técnica PT (0,0034 ± 0,0016) quando comparado à técnica LK (0,0579 ± 0,0011) (p<0,01). O volume (ml) residual médio (±DP) dos complexos agulha-seringa foi significativamente menor com a técnica PT (0,0056 ± 0,0011) do que LK (0,0906 ± 0,003 ml) (p<0,01). CONCLUSÃO: A técnica de injeção proposta é uma alternativa razoável para minimizar perda de medicação durante aplicação de injeções intravítreas.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Injeções; Doenças retinianas; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Degeneração macular; Vias de administração de medicamentos; Corpo vítreo
Abstract
Trata-se de série retrospectiva de 10 pacientes com rotura retiniana e retinocoroidite por toxoplasmose atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, de janeiro de 2007 a abril de 2008, com objetivo de avaliar a relação entre lesões de retinocoroidite e a ocorrência de rotura retiniana. Foram utilizados teste de Fisher e qui-quadrado com nível de significância p<0,05. Oito casos (80%) apresentaram descolamento de retina. Doze roturas foram identificadas, localizando-se principalmente na periferia temporal superior (6 casos, 50%). Não foi observada relação estatisticamente significativa entre localização da rotura e da cicatriz coriorretiniana considerando a distribuição em cinco quadrantes (p=0,0828) ou em três zonas (p=0,2507). A ocorrência de roturas retinianas em pacientes com uveíte posterior pode estar relacionada ao descolamento precoce do vítreo posterior causado pelo processo inflamatório intraocular. Não foi observado neste estudo correlação entre a localização das roturas retinianas e as cicatrizes de coriorretinite, o que sugere um mecanismo não relacionado diretamente à cicatriz.
Keywords: Perfurações retinianas; Descolamento retiniano; Toxoplasmose; Coriorretinite; Uveíte; Humanos; Relatos de casos
Abstract
As formas avançadas da retinopatia diabética com descolamento tracional de retina ou hemorragia vítrea persistente muitas vezes necessitam de tratamento cirúrgico com vitrectomia posterior. Apesar dos avanços em vitrectomia, a cirurgia em complicações da retinopatia diabética pode ser desafiadora e dificultada pela proliferação fibrovascular intensa. Os antiangiogênicos têm sido usados no tratamento da retinopatia diabética pela sua ação de inibição do fator de crescimento vascular endotelial. Nesta revisão, são discutidos os aspectos relacionados ao uso adjuvante de antiangiogênicos em vitrectomia para complicações da retinopatia diabética. O bevacizumabe mostra efeitos benéficos em facilitar a técnica cirúrgica, entretanto seu beneficio em longo prazo ainda precisa ser estudado.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Vitrectomia; Retinopatia diabética; Descolamento retiniano; Hemorragia vítrea
Abstract
OBJETIVO: Comparar a dor relacionada à injeção intravítrea e panfotocoagulação no tratamento de pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco e nenhum tratamento a laser prévio aleatoriamente designados para receber panfotocoagulação retiniana (grupo PRP) ou panfotocoagulação e ranibizumabe intravítreo (grupo PRPplus). Em todos os pacientes, a panfotocoagulação foi administrada em duas sessões (semanas 0 e 2), e ranibizumabe intravítreo foi administrado no final da primeira sessão de laser no grupo PRPplus. Retratamento foi realizado nas semanas 16 e 32 se neovasos ativos fossem detectados na angiofluoresceinografia, utilizando ranibizumabe intravítreo no grupo PRPplus e laser adicional grupo PRP. Após o fim do retratamento, uma Escala Analógica Visual de 100-unidades foi utilizada para a estimativa da pontuação da dor. O paciente foi questionado sobre a intensidade da dor durante todo o procedimento (sessão de fotocoagulação de retina ou injeção intravítrea de ranibizumabe). A comparação dos índices de dor foi realizada utilizando um teste não-paramétrico (Wilcoxon rank sums). RESULTADOS: Dezessete pacientes do grupo PRPplus e 14 do grupo PRP foram avaliados para os índices de dor. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos quanto ao sexo, hemoglobina glicosilada e duração da doença. A média de dor da injeção intravítrea (±SEM) foi 4,7 ± 2,1, significativamente menor (p<0,0001) do que a dor média da panfotocoagulação (60,8 ± 7,8). Doze dos 17 pacientes do grupo PRPplus referiram pontuação de intensidade da dor zero, enquanto que o índice mínimo no grupo PRP foi encontrado em um paciente com 10,5. CONCLUSÃO: Em pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco que necessitaram de retratamento por neovasos persistentes, houve mais conforto para o paciente quando o retratamento foi realizado com uma injeção intravítrea em comparação com fotocoagulação da retina. Estudos posteriores são necessários para confirmar nossos achados preliminares.
Keywords: Dor; Injeções intravítreas; Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Fator A de crescimento endotélio vascular
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