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Abstract
Introdução: A diabete mélito é doença metabólica complexa que envolve hiperglicemia, doença microvascular (retina e rim) e neuropatia. A retinopatia e a nefropatia são importantes causas de cegueira e falência renal respectivamente, e complicações relacionadas à diabete mélito. Objetivo: Determinar a relação entre a presença de proteinúria e nefropatia com a gravidade da retinopatia diabética num estudo transversal de pacientes diabéticos. Métodos: Estudo transversal de pacientes diabéticos, sem tratamento oftalmológico prévio, atendidos em serviço de oftalmologia terciário. Estes pacientes foram submetidos a exame fundoscópico, exames laboratoriais e interrogados quanto ao tempo de duração e o tipo de diabete. Comparados os fatores de risco abordados com os achados fundoscópicos. Na análise dos dados quantitativos foi usado o teste t de Student. Resultados: Estudados 81 pacientes, 28 do sexo masculino, 53 do sexo feminino, 28 com diabete insulino-dependente 53 com diabete não-insulino-dependente. Fatores correlacionados estatisticamente com o grupo com retinopatia diabética mais grave incluem: diabete mélito insulino dependente (alfa<0,01), nefropatia (alfa<0,05), proteinúria (alfa<0,05), maior tempo de doença (p<0,001) e valores mais elevados de glicemia de jejum (p=0,01). Conclusões: Concluiu-se que a gravidade de retinopatia diabética está relacionada à presença de proteinúria e nefropatia além de sofrer influência de fatores de risco tais como tempo de duração da doença, tipo de diabete e controle metabólico da doença.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Proteinúria; Fatores de risco; Nefropatias
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar o perfil e as preferências dos cirurgiões de catarata que atuam na região sul do Brasil. MÉTODOS: Um questionário sobre a rotina da cirurgia de catarata foi elaborado pelos autores e enviado a 1.000 oftalmologistas dos três estados que compõem essa região do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Ao questionário foi anexada uma carta explicando os propósitos do trabalho, e um envelope pré-selado. A avaliação dos dados colhidos foi realizada por meio do pacote estatístico SPSS 8.0 for Windows®. RESULTADOS: Apenas 210 questionários (21%) foram remetidos pelos entrevistados, devidamente preenchidos. Pela análise dos itens nele contidos, observou-se que fazem parte das preferências desses cirurgiões: o uso da anestesia peribulbar e a extração da catarata pela técnica extracapsular, com implantação de lentes de 5 e 6 milímetros de área óptica e sutura por meio de pontos separados. A facoemulsificação só é usada por 39% desses cirurgiões, em cerca de 60% das suas operações. CONCLUSÃO: Apesar dos constantes avanços tecnológicos observados nessa área da medicina, viu-se que técnicas modernas, como a facoemulsificação, não são ainda utilizadas rotineiramente pelos oftalmologistas da região sul do Brasil que participaram da presente pesquisa.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Extração de catarata; Área de atuação profissional; Médicos; Conduta na prática dos médicos
Abstract
OBJETIVO: Determinar a relação entre a gravidade ou estágio da retinopatia diabética e os fatores de risco associados em uma população do sul do Brasil. MÉTODOS: Estudo transversal de pacientes diabéticos, sem tratamento oftalmológico prévio, atendidos em serviço de oftalmologia terciário. Estes pacientes foram submetidos a retinografia colorida, exames laboratoriais, medida da pressão arterial sistêmica e interrogados quanto a fatores de risco previamente estipulados pelos autores. A presença, ou ausência, de fatores de risco foi correlacionada a gravidade da retinopatia diabética. RESULTADOS: Foram selecionados 81 pacientes, 28 homens, 53 mulheres, 55 brancos, 26 negros, 28 com diabete melito insulino-dependente, 53 com diabete melito não insulino-dependente. Fatores correlacionados estatisticamente com estágios mais avançados da retinopatia diabética incluem: dependência à insulina (a<0,01), nefropatia (a<0,05), proteinúria (a<0,05), maior tempo de doença (p<0,001), valores elevados de glicemia de jejum (p=0,11), hemoglobina glicosilada (p=0,001), colesterol total (p=0,019) e valores mais baixos de hematócrito (p=0,004) e hemoglobina (p=0,001). CONCLUSÕES: Concluiu-se que, neste grupo estudado, a gravidade de retinopatia diabética sofreu influência de fatores de risco como tempo de duração da doença, tipo de diabete, controle metabólico da doença, níveis de hematócrito e hemoglobina, colesterol total e proteinúria. Fatores que não pareceram influenciar a gravidade da retinopatia incluem idade, sexo, hipertensão arterial e magnésio plasmático. Tais dados são semelhantes à maioria dos estudos publicados na literatura.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Fatores de risco; Brasil; Adulto; Masculino; Feminino
Abstract
OBJETIVO: Avaliar de forma prospectiva a prevalência de metástases oculares, tumor primário mais freqüente e tecido ocular comprometido com mais freqüência pela metástase. MÉTODOS: Foram avaliados consecutivamente pacientes internados em Hospital de referência em Oncologia (HSR) durante o período de janeiro 2001 a julho de 2002, portadores de neoplasia maligna e metástases sistêmicas. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo incluindo oftalmoscopia binocular indireta sob midríase farmacológica usando lente de 28 dioptrias e, em casos suspeitos de neoplasia, realizados ultra-som e angiografia fluorescente. Nos casos de dúvida diagnóstica, os pacientes foram submetidos à biópsia aspirativa com agulha fina. O diagnóstico de tumor ocular metastático foi estabelecido com base nas características clínicas e no resultado dos exames complementares citados. RESULTADOS: Os 100 pacientes estudados apresentaram idades entre 17 a 87 anos, sendo 71 do sexo feminino e 29 do masculino. Houve predomínio de indivíduos brancos (n=88) nesse grupo. Vinte e um pacientes apresentaram lesões oculares sugestivas de metástase. O tumor primário que originou metástase ocular mais freqüentemente foi o câncer de mama (28,6%). Avaliando o tipo tumoral separadamente, o carcinoma de pulmão apresentou maior prevalência de metástase para o olho nesta amostra (71,5%). A coróide foi comprometida em 57% dos casos e a queixa ocular principal desses pacientes foi embaçamento ou diminuição da visão. Não houve diferença na freqüência de acometimento entre olho direito e esquerdo. CONCLUSÃO: A prevalência de metástases oculares em pacientes com neoplasia maligna e doença metastática na amostra estudada pareceu significativa. As neoplasias que provocaram metástase ocular com maior freqüência foram: carcinoma de mama e pulmão, sendo que a coróide foi comprometida com maior freqüência.
Keywords: Neoplasias oculares; Metástase neoplásica; Neoplasias oculares; Neoplasias oculares; Neoplasias mamárias; Neoplasias pulmonares
Abstract
O interferon é uma citocina imunomoduladora utilizada no tratamento de diversas doenças, incluindo infecções crônicas pelo vírus da hepatite C. O interferon peguilado é uma nova forma de interferon, desenvolvida para aumentar o tempo de meia-vida da droga. Uma série de efeitos adversos têm sido associados ao uso do interferon, dentre eles a toxicidade ocular com desenvolvimento de retinopatia. As lesões oculares típicas incluem exsudatos algodonosos e hemorragias retinianas no pólo posterior, particularmente em torno do disco óptico. Descrevemos o caso de paciente tratado com associação de interferon peguilado e ribavirina com diminuição da acuidade visual e quadro oftalmológico compatível com retinopatia associada ao interferon. Quatro semanas após a suspensão do interferon, houve melhora da acuidade visual e diminuição importante das alterações retinianas.
Keywords: Hepatite C; Interferon alfa-2a; Ribavirina; Quimioterapia combinada; Retina; Retinite pigmentosa; Acuidade visual; Relatos de casos
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência do comprimento axial ocular na espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e na espessura da camada de células ganglionares-plexiforme interna em olhos saudáveis após correção para efeito de magnificação ocular.
Métodos: Neste estudo transversal, avaliamos 120 olhos de 60 participantes voluntários (míopes, emétropes e hipermétropes). A espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e da camada de células ganglionares-plexiforme interna foram medidas usando a tomografia de coerência óptica espectral (OCT)-Cirrus HD-OCT e correlacionada com o comprimento axial ocular. O ajuste para a magnificação ocular foi realizado aplicando a fórmula de Littmann.
Resultados: Antes do ajuste para magnificação ocular, a análise de modelos mistos ajustada por idade demonstrou uma correlação negativa significante entre o comprimento axial e a espessura média da camada de fibras nervosas da retina peripapilar (r=-0,43; p<0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar inferior (r=-0,46; p <0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar superior (r=-0,31; p<0,05), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar nasal (r=-0,35; p<0,001) e espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=-0,35; p<0,05). No entanto, após a correção do efeito de magnificação, os resultados foram consideravelmente diferentes, revelando apenas uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura temporal da camada de fibras nervosas da retina(r=0,42; p<0,001). Além disso, demonstramos uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=0,48; p<0,001). Todas as outras correlações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Conclusão: Antes do ajuste para o efeito de magnificação ocular, o comprimento axial estava negativamente correlacionado com a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e das células ganglionares-plexiforme interna medido pelo Cirrus-OCT. Atribuimos esse efeito à magnificação ocular associada a comprimentos axiais maiores, o que foi corrigido com a fórmula de Littman. Mais estudos são necessários para investigar o impacto da correção da magnificação ocular na acurácia diagnóstica do Cirrus-OCT.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Células ganglionares da retina; Comprimento axial do olho
Abstract
Objetivos: Rever características epidemiológicas de crianças submetidas a cirurgia de catarata, em centro de referência no estado de São Paulo, Brasil, e fatos associados a atrasos no tratamento.
Métodos: Um total de 240 olhos submetidos a cirurgia de catarata, em 178 crianças, foram revisados neste estudo transversal observacional. Os seguintes aspectos foram analisados: características clínicas e epidemiológicas, sinais apontados pelos pais, teste do reflexo vermelho, olho operado e idade no diagnóstico e na cirurgia.
Resultados: A média de idades na primeira visita e cirurgia de catarata foi de 48.9 meses (DP=50,0 meses) e 64.5 meses (DP=55.4 meses), respectivamente. O sinal mais importante apontado pelos pais foi a leucocoria. O teste do reflexo vermelho foi realizado em dois terços das crianças com resultados anormais em 28%. Histórico familiar de catarata foi evidente em 30 (20,9%) crianças (n=144). Os achados mais prevalentes em termos de histórico de problemas oculares foram: cirurgias oculares prévias em 37 (16,6%) olhos (n= 223), alterações do segmento anterior em 20 (9,0%) olhos (n=221), estrabismo em 21 (9,5%) olhos (n=220) e nistagmo em 38 (24,4%) crianças (n=156).
Conclusões: Uma das causas para o atraso na admissão pode ter sido a falha em realizar o teste do reflexo vermelho, apesar de não ter sido possível verificar se todas as crianças foram submetidas ao exame. A hereditariedade foi o fator mais importante quanto à causa da catarata nessas crianças. A presença de estrabismo e nistagmo mais uma vez aponta para o diagnóstico tardio. Ausência de programas de referência e centros oftalmológicos especializados em crianças, além do número restrito de profissionais de apoio treinados na área e especialistas em oftalmologia pediátrica, foram as barreiras mais importantes para o tratamento adequado da catarata em crianças.
Keywords: Catarata/ congênito; Extração de catarata; Técnicas de diagnóstico oftalmológico ; Baixa visão; Atenção terciária à saúde; Criança
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