Arq. Bras. Oftalmol. 2014;77 (4 )
:219-221
| DOI: 10.5935/0004-2749.20140056
Abstract
Objetivo: Neste estudo, examinamos os achados da tomografia de coerência óptica (OCT) de domínio espectral na doença de Behçet ocular (OB) em pacientes com uveíte inativa. Especificamente, analisamos a integridade da junção dos segmentos interno e externo (linha IS/OS) e o efeito da alteração da integridade da linha IS/OS na acuidade visual. Métodos: Avaliamos retrospectivamente os prontuários e as imagens de OCT dos pacientes com OB examinados entre janeiro e junho de 2013 na Dicle University Eye Clinic. Sessenta e seis olhos de 39 pacientes foram incluídos no estudo. Resultados: Análise das imagens de OCT dos pacientes com OB inativa revelou que aproximadamente 25% dos pacientes tinham alterações da integridade da linha IS/OS e da membrana limitante externa (ELM), e apresentavam acuidade visual (VA) e espessura macular menor do que os outros. A análise de regressão linear revelou que a espessura macular não é uma variável independente para VA. Por outro lado, a integridade da linha IS/OS foi uma variável independente para VA em pacientes com OB inativa. Conclusão: Neste estudo, nós mostramos que a integridade da linha IS/OS foi uma variável independente para a VA em pacientes com OB inativa. Precisamos de mais estudos prospectivos para avaliar a integridade da linha IS/OS em pacientes com OB.
Keywords: Síndrome de Behçet; Tomografia de coerência óptica; Segmento interno das células fotorreceptoras da retina; Segmento externo das células fotorreceptoras da retina
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (1 )
:10-14
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150004
Abstract
Objetivo: Avaliar o conhecimento e comportamento dos oftalmologistas na Turquia sobre o suporte micronutricional em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Métodos: Este estudo continha 1.845 oftalmologistas, e uma pesquisa científica foi enviado a todos os participantes por e-mail. O levantamento abrangeu as seguintes informações: características demográficas, conhecimento na subespecialidade sobre a preferência micronutricional para a prescrição micronutrientes a pacientes com degeneração macular relacionada à idade, e a razão por trás dessa preferência. Se um participante respondeu que prescreveu micronutrientes, foi solicitado que indicasse a origem do tratamento, bem como tratamentos suplementares. Resultados: Duzentos e quarenta e nove de 1.845 oftalmologistas responderam à pesquisa. Destes oftalmologistas 9% (22) nunca haviam usado micronutrição, 43% (107), utilizava eventualmente, 37% (92) usavam com frequência, e 11% (27) sempre usou. O subgrupo de prescrição mais frequente era composto por oftalmologistas gerais (22%), seguido por subespecialistas em retina e/ou úvea (13,9%). A frequência de prescrição de micronutrientes foi de 54,8% dentre os subespecialistas em retina e/ou úvea quando resultados de resposta foram combinados em "frequente" e "sempre." Não houve diferença estatisticamente significativa entre os subgrupos com relação à prescrição de micronutrientes. Entre os oftalmologistas que prescreviam micronutrição, 57,1% deles não usavam os critérios The Age-Related Eye Disease Study-1 (AREDS) e 31,3% deles prescreviam de acordo com critérios AREDS. A utilização dos critérios teve distribuição semelhante entre os oftalmologistas gerais e os especialistas, 56,3% vs 20,2%, e 54,1% vs 36,1%, respectivamente. A micronutrição não era recomendada pelas seguintes razões: preço (55,4%), baixa expectativa de paciente (40%), nenhum efeito (30%), e baixa aderência do paciente à droga (25,4%). Além disso, 55,2% dos clínicos recomendam a atividade física, mudanças na dieta, e cessação do tabagismo; 7,3% deles não recomendam estas mudanças comportamentais. Conclusão: Este estudo demonstrou que a preferência por micronutrientes em degeneração macular relacionada à idade foi baixa dentre os oftalmologistas da Turquia. Além disso, os subespecialistas da retina têm uma menor taxa de prescrição. Apoio micronutricional e outras recomendações (cessação do tabagismo, mudanças na dieta, etc.) devem ser lembrados mais em pacientes com degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Degeneração macular/prevenção & controle; Suplementos dietéticos; Vitaminas/administração & dosagem; Luteína/administração & dosagem; Guias como assunto; Turquia
Arq. Bras. Oftalmol. 2016;79 (1 )
:12-14
| DOI: 10.5935/0004-2749.20160005
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar o volume plaquetário médio (MPV) de pacientes com oclusão da artéria da retina (RAO). Métodos: Trinta e sete pacientes com diagnóstico de RAO e 32 indivíduos do grupo controle foram incluídos neste estudo retrospectivo. A oclusão da artéria da retina foi diagnosticada com base em exame clínico e angiofluoresceinografia. Todos os participantes foram submetidos ao exame ocular completo. MPV, hematócrito, hemoglobina e contagem de plaquetas dos participantes foram registrados. Os dados dos pacientes com RAO foi comparado com os de sujeitos do grupo controle. Resultados: Pacientes com RAO apresentaram valores significativamente mais elevados MPV (7,96 ± 1,2 fL) em comparação aos indivíduos do grupo controle (7,33 ± 0,7 fL) (p<0,001). Nenhuma diferença significativa foi encontrada no número de plaquetas entre os grupos RAO e controle (262 ± 70,1 109/L and 251 ± 56,6 109/L, respectivamente, p=0,50). MPV foi um preditor independente de RAO (odds ratio (OR)=0,50; intervalo de confiança de 95% (IC)=0,28-0,89; p=0,019). Conclusões: Os resultados demonstraram que os valores de MPV foram significativamente maiores nos pacientes com RAO, sugerindo que plaquetas maiores podem contribuir na patogênese da RAO.
Keywords: Volume plaquetário médio; Plaquetas; Oclusão da artéria retiniana; Doenças retinianas; Vasos retinianos