Showing of 1 until 6 from 6 result(s)
Search for: Alexandre Henrique Gomes
Abstract
OBJETIVO: Estudar a incidência e fatores de risco (tempo de doença e presença de hipertensão arterial sistêmica) para retinopatia diabética em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário Onofre Lopes no período de 1992 - 1995. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário e submetido, sob a supervisão do autor, a exame oftalmológico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta sob midríase (tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada análise dos prontuários referente ao tempo de doenças e diagnostico clínico de hipertensão arterial sistêmica. RESULTADOS: Dos 1002 diabéticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi inviável), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabética (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabética proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes já fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etária, a acuidade visual, tempo de doença, presença de catarata e hipertensão arterial sistêmica e comparados entre si. Com relação ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos (3,7%) o tipo de diabetes não foi determinado. CONCLUSÕES: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doença tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabética, e que a hipertensão arterial sistêmica não constituiu fator de risco em relação à diminuição da acuidade visual nos pacientes hipertensos.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Cuidados primários de saúde; Cegueira; Avaliação de programas
Abstract
OBJETIVO: Determinar a prevalência dos achados oculares das estruturas externas e segmento anterior do olho detectados ao exame biomicroscópico em uma população de estudantes de Natal (RN) - Brasil. MÉTODOS: 1024 escolares do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas da cidade de Natal foram avaliados de março a junho de 2001 após seleção randomizada prévia. Todos foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido consistindo em identificação, dados demográficos e exame oftalmológico biomicroscópico com lâmpada de fenda, realizados por oftalmologistas do Hospital Universitário Onofre Lopes. RESULTADOS: As alterações da conjuntiva e das pálpebras foram as mais prevalentes, (10,4% e 6,2% respectivamente). Dentre estas, folículos e papilas conjuntivais representaram os achados mais evidenciados ao exame da conjuntiva (4,2% e 3,0% respectivamente), ao passo que blefarite anterior (3,5%) e meibomite (1,1%) foram as anormalidades mais encontradas nas pálpebras. Ao exame da córnea, íris, cristalino e vítreo anterior, os achados mais freqüentes foram: nubécula (0,5%), restos da membrana pupilar (0,5%), opacidade de cápsula posterior (0,8%) e resquício da artéria hialóide (2,0%). CONCLUSÃO: Os achados mais prevalentes acometeram com maior freqüência as estruturas externas do olho (pálpebras e conjuntivas), tendo como seus principais representantes a blefarite anterior e reação folicular da conjuntiva, respectivamente. Já as anormalidades mais evidenciadas na córnea, íris, cristalino e vítreo anterior foram: nubécula, resquício da membrana pupilar, opacidade da cápsula posterior e resquício da artéria hialóide, nesta ordem.
Keywords: Segmento anterior do olho; Oftalmopatias; Saúde escolar; Testes visuais; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudos transversais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito da redução da pressão intra-ocular (PIO) obtido com o uso de terapia medicamentosa na espessura da camada de fibras nervosas da retina medida pela polarimetria de varredura a laser (PVL) em pacientes glaucomatosos ou hipertensos oculares. MÉTODOS: Trinta e sete olhos de 37 pacientes foram prospectivamente incluídos no estudo e avaliados com a PVL sem uso de medicação ocular hipotensora e num período entre 15 e 30 dias após a instituição de medicação ocular hipotensora, que resultou em redução da PIO de pelo menos 25%. Os parâmetros medidos pela PVL antes e após a redução da PIO foram comparados com o teste t de Student pareado. RESULTADOS: A PIO média dos 37 pacientes diminuiu significativamente de 26,57±4,23 mmHg para 16,54±2,92 mmHg (p<0,05) após terapia medicamentosa. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os valores dos 10 parâmetros do PVL medidos antes e após a administração de medicação ocular hipotensora (p>0,05). CONCLUSÃO: A redução da PIO com o uso de medicação ocular hipotensora não altera a medida da espessura da camada de fibras nervosas da retina pela PVL em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular.
Keywords: Glaucoma; Pressão intra-ocular; Fibras nervosas; Retina; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Lasers
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso do OCT3 (Carl-Zeiss) para medir a espessura da camada de fibras nervosas em pacientes com neuroretinite unilateral subaguda difusa (DUSN) e correlacionar com a acuidade visual. MÉTODOS: Foi medido a espessura da camada de fibras nervosas, utilizando programa "RNFL thickness 3.4" e a melhor acuidade visual de pacientes com DUSN entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. RESULTADOS: Trinta e oito pacientes, com idade entre 9-42 anos foram selecionados para este estudo, sendo que 20 casos apresentavam larva viva localizada. A média da RNFL foi 71,55 ± 27,26 nos olhos com DUSN e 103,07 ± 20,66 nos olhos contralaterais (p<0,001). Correlação de Pearson entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas foi r= -0,522 (p<0,001) nos olhos com DUSN e r= -0,097 (p=0,509) nos olhos contralaterais. CONCLUSÃO: A espessura da camada de fibras nervosas de pacientes com DUSN apresenta uma correlação diretamente proporcional com a acuidade visual. Novos estudos são necessários para reforçar a correlação entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas nos pacientes com DUSN com a finalidade de acompanhar os pacientes após o tratamento.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Neurite óptica; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a incidência de retinopatia da prematuridade e avaliar os principais fatores de risco implicados no seu desenvolvimento. MÉTODOS: Estudo coorte retrospectivo de base hospitalar realizado no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, no Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal (RN) - Brasil. A amostra foi composta por 663 recém-nascidos, com idade gestacional < 36 semanas e/ou peso ao nascimento < 1.500 g e submetidas ao protocolo de retinopatia da prematuridade existente no ambulatório de oftalmologia do hospital. As variáveis estudadas foram: gênero, peso ao nascimento, idade gestacional, tempo de oxigenioterapia, ventilação mecânica, sepse e transfusão sanguínea. Os dados foram analisados por meio dos testes do qui-quadrado, exato de Fisher e da regressão logística múltipla. RESULTADOS: Entre os 663 prontuários, retinopatia da prematuridade ocorreu em 414 casos (62,4%). Do total da amostra, 338 (51,0%) eram do sexo masculino e 282 (42,5%) do feminino. As médias e os desvios-padrão do peso, da idade gestacional e do tempo de oxigenioterapia foram, respectivamente, 1.334,9 ± 345,6 g, 31,9 ± 2,3 semanas e 10,0 ± 14,0 dias. A incidência de retinopatia em prematuros no período foi de 62,4%, com 58,0% dos casos em 2004, 67,2% em 2005 e 63,0% em 2006. A análise de regressão logística múltipla demonstrou que o peso <1.000 g (p<0,001; ORaj=17,18; IC= 6,52-45,29) e entre 1.000 g a 1.500 g (p=0,002; ORaj=4,20; IC= 1,68-10,48), o tempo de oxigenioterapia >20 dias (p=0,022; ORaj=3,40; IC= 1,19-9,69) e a transfusão sanguínea (p=0,022; ORaj=2,06; IC= 1,11-3,83) são fatores independentes de risco para a doença. CONCLUSÕES: O estudo demonstra uma alta incidência da patologia no serviço. O baixo peso ao nascer, um tempo prolongado de oxigenoterapia, bem como a transfusão sanguínea são fatores associados ao desenvolvimento da retinopatia da prematuridade. Idade gestacional não é um dado confiável para a triagem dos neonatos realizada pelo setor.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Fatores de risco; Recém-nascido, prematuro; Recém-nascido, de baixo peso
Abstract
Uma mulher negra de 89 anos com um histórico de seis anos de glaucoma avançado de ângulo aberto avançado foi encaminhada ao Serviço de Glaucoma do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A acuidade visual melhor corrigida era 20/400 no olho direito e 20/60 no olho esquerdo. Material pseudo-exfoliativo foi observado na borda iriana, ângulo e superfície anterior do cristalino. A biomicroscopia de segmento anterior demonstrou material exfoliativo formando uma zona periférica evidente e um disco central separado por uma zona intermediária livre na cápsula anterior do cristalino. A gonioscopia mostrou uma linha de Sampaolesi de ângulo aberto e depósitos esbranquiçados. O exame de fundo de olho revelou disco óptico com escavação total em ambos os olhos com atrofia peripapilar. A análise genética para polimorfismos de nucleotídeo único do gene semelhante à lysyl oxidase-like 1 ligado à síndrome de esfoliação identificou dois desses polimorfismos de nucleotídeo único, rs1048661 e rs216524.
Keywords: Síndrome de exfoliação; Grupo com ancestrais do continente africano; Síndrome de exfoliação; Gene LOXL-1; Brasil
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000