Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (1 )
:37-40
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000100007
Abstract
OBJETIVO: Identificar e caracterizar os defeitos nos exames de perimetria automatizada encontrados nos pacientes com diagnóstico de glaucoma congênito primário. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente os campos visuais automatizados de 81 olhos (48 pacientes), sendo 15 olhos sem glaucoma (grupo N) e 66 olhos com glaucoma (grupo G). Os olhos com glaucoma foram divididos em olhos com alterações campimétricas incipientes, caracterizadas pelo MD> -6 dB (grupo G I= 41 olhos) e olhos com alterações campimétricas moderadas/avançadas, caracterizadas pelo MD < -6 dB (grupo G II= 25 olhos). RESULTADOS: No grupo G I observaram-se 68% de campos visuais normais, 22% de alterações localizadas e 10% com baixa difusa da sensibilidade. No grupo G II observaram-se 56% de baixa difusa da sensibilidade e 44% de defeitos localizados. O defeito campimétrico localizado mais comum foi o escotoma paracentral inferior. Os campos visuais normais do grupo G I revelaram limiar foveal e MD mais baixos que o grupo N. O "glaucoma hemifield test" foi normal em 68% dos olhos no grupo G I, e foi anormal em 100% dos olhos no grupo G II. CONCLUSÃO: O exame de perimetria automatizada mostrou-se eficaz em revelar as alterações campimétricas típicas do glaucoma, sendo importante para avaliação imediata e fornecendo parâmetros para seguimento dos pacientes com glaucoma congênito.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Perimetria; Campos visuais
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (2 )
:85-87
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000200002
Abstract
OBJETIVO: Estudar a distribuição da espessura corneana central e suas correlações com outros dados biométricos em pacientes com glaucoma congênito. MÉTODOS: Pacientes foram divididos em dois grupos, o A composto por portadores de glaucoma congênito, sendo este subdividido em subgrupos: com estrias de Haab (A1) e sem estrias de Haab (A2). O B representou o grupo controle. RESULTADOS: O grupo A apresentou diâmetro corneano entre 11 e 15,5 mm, com média de 14,13 mm e desvio padrão de 1,28, enquanto o grupo B apresentou valores entre 11,5 e 12,5 mm, com média de 12,01 mm com desvio padrão de 0,09 (t=-8,9723 e p=1,5083 em nível 0,05). Os glaucomatosos apresentaram maiores valores médios de diâmetro axial (t=-6,46315, p=9,2498 em nível de significância de 0,05), e menores valores médios ceratométricos em relação aos controles. O subgrupo A1 apresentou espessura corneana central de 539 ± 46 µm, o subgrupo A2 apresentou média de 571 ± 56 µm e o grupo B de 559 ± 28 µm (t=0,43746 e p=0,66291). As correlações entre diâmetro corneano e axial foram positivas nos dois grupos. Já entre diâmetro corneano e ceratometria média foram negativas nos dois grupos. CONCLUSÃO: Os glaucomatosos apresentaram maior média de diâmetro axial e menor média ceratométrica em relação aos controles. Não houve diferença estatisticamente significativa da espessura corneana central. O diâmetro corneano se correlacionou positivamente como diâmetro axial e negativamente com a ceratometria média. Não se pode estabelecer correlações entre espessura corneana central e os demais dados biométricos.
Keywords: Córnea; Topografia da córnea; Catarata; Biometria
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (6 )
:354-356
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000600007
Abstract
OBJETIVOS: Identificar correlações entre as diferenças de medições de pressão intraocular (IOP) obtidas usando o tonômetro de aplanação de Goldmann (GAT) e três outros tonômetros (Tonômetro portátil de aplanação - TPA, Tonômetro de contorno dinâmico - TCD e Tono-Pen®) com características biométricas (diâmetro corneano, paquimetria, ceratometria e comprimento axial) em pacientes com glaucoma congênito. MÉTODOS: Estudo transversal prospectivo foi realizado em 46 olhos de 46 pacientes com glaucoma congênito. As medidas de pressão intraocular foram obtidas em todos os pacientes utilizando TAG, TPA, TCD e Tono-Pen®. Ceratometria, paquimetria, biometria e diâmetro corneano foram realizadas após mensuração da pressão intraocular. A ordem da utilização tonômetros foi aleatória. Correlações entre as diferenças de valores de PIO entre cada um dos três tonômetros (PIOs Delta) e o tonômetro de Goldmann e as características biométricas foram analisadas. RESULTADOS: PIO Delta do Tono-Pen®revelou correlação positiva moderada com ceratometria (r=0,41, p=0,004). As outras PIOs Delta não se correlacionaram significativamente com nenhuma das características biométricas. CONCLUSÕES: As diferenças entre as PIOs obtidas pelo TAG (padrão ouro) e TPA, TCD e Tono-Pen®parece não se correlacionar com a maioria das características biométricas. A única exceção foi a ceratometria, a qual se correlacionou de forma positiva e moderada com a PIO Delta do Tono-Pen®. Estes resultados indicam que o aumento da diferença entre a PIO obtida com TAG e Tono-Pen®aumenta com o encurvamento da curvatura corneana.
Keywords: Tonometria ocular; Biometria; Glaucoma; Pressão intraocular