Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (4 )
:269-276
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200039
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência do comprimento axial ocular na espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e na espessura da camada de células ganglionares-plexiforme interna em olhos saudáveis após correção para efeito de magnificação ocular.
Métodos: Neste estudo transversal, avaliamos 120 olhos de 60 participantes voluntários (míopes, emétropes e hipermétropes). A espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e da camada de células ganglionares-plexiforme interna foram medidas usando a tomografia de coerência óptica espectral (OCT)-Cirrus HD-OCT e correlacionada com o comprimento axial ocular. O ajuste para a magnificação ocular foi realizado aplicando a fórmula de Littmann.
Resultados: Antes do ajuste para magnificação ocular, a análise de modelos mistos ajustada por idade demonstrou uma correlação negativa significante entre o comprimento axial e a espessura média da camada de fibras nervosas da retina peripapilar (r=-0,43; p<0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar inferior (r=-0,46; p <0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar superior (r=-0,31; p<0,05), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar nasal (r=-0,35; p<0,001) e espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=-0,35; p<0,05). No entanto, após a correção do efeito de magnificação, os resultados foram consideravelmente diferentes, revelando apenas uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura temporal da camada de fibras nervosas da retina(r=0,42; p<0,001). Além disso, demonstramos uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=0,48; p<0,001). Todas as outras correlações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Conclusão: Antes do ajuste para o efeito de magnificação ocular, o comprimento axial estava negativamente correlacionado com a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e das células ganglionares-plexiforme interna medido pelo Cirrus-OCT. Atribuimos esse efeito à magnificação ocular associada a comprimentos axiais maiores, o que foi corrigido com a fórmula de Littman. Mais estudos são necessários para investigar o impacto da correção da magnificação ocular na acurácia diagnóstica do Cirrus-OCT.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Células ganglionares da retina; Comprimento axial do olho
Arq. Bras. Oftalmol. 2022;85 (5 )
:498-505
| DOI: 10.5935/0004-2749.20220066
Abstract
Objetivo: Avaliar alterações da coroide através de imagens de tomografia de coerência óptica (OCT) com profundidade realçada na doença por coronavírus de 2019 (COVID-19).
Métodos: Foram incluídos no estudo 32 pacientes com COVID-19 moderada e 34 indivíduos saudáveis. A espessura da coroide foi medida em 3 pontos: subfoveal, a 1500 mm da fóvea na direção nasal e a 1500 mm da fóvea na direção temporal. A área total da coroide, a área luminal, a área estromal e o índice vascular da coroide foram medidos com o programa ImageJ. Todas as medições foram feitas durante a doença ativa e 4 meses após a remissão.
Resultados: No grupo de pacientes, as espessuras subfoveal, nasal e temporal da coroide mostraram-se reduzidas em comparação com os controles. A diferença não foi estatisticamente significativa (respectivamente, p=0,534, p=0,437 e p=0,077). As médias das áreas total da coroide, estromal e luminal, bem como o índice vascular da coroide, mostraram-se diminuídos com significância estatística no grupo de pacientes (respectivamente, p<0,001, p=0,001, p=0,001 e p=0,003). Aos 4 meses após a remissão, os parâmetros estruturais e o índice vascular da coroide revelaram um aumento estatisticamente significativo em pacientes com COVID-19, em comparação com as medidas iniciais (todos os valores de p<0,001 para os parâmetros estruturais e p=0,047 para o índice vascular da coroide).
Conclusão: Os parâmetros vasculares da coroide e do estroma mostraram uma diminuição transitória, mas significativa em pacientes com COVID-19 durante a doença.
Keywords: Coróide; COVID-19; Infecções por coronavirus; Tomografia de coerência óptica
Arq. Bras. Oftalmol. 2023;86 (2 )
:150-151
| DOI: 10.5935/0004-2749.20230021
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito da doença por coronavírus de 2019 (COVID19) na espessura da coroide usando tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada.
Métodos: Este estudo consistiu em 41 casos pós-COVID19 (Grupo 1) e 41 indivíduos saudáveis (Grupo 2). Apenas os olhos direitos dos participantes foram incluídos no estudo. A espessura da coroide foi medida usando tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada. Nos casos pós-COVID19, as medições foram realizadas dentro de 1 mês da doença. A espessura da coroide foi medida por dois oftalmologistas experientes nos quadrantes subfoveal, temporal e nasal, em sete pontos diferentes, a intervalos de 500 a 1500 μm da fóvea. Além disso, a espessura macular central e a espessura da camada de células ganglionares foram medidas com OCT e os dois Grupos foram comparados.
Resultados: As espessuras coroidais foram estatisticamente mais espessas no Grupo 1 que no Grupo 2, com 500 μm no quadrante subfoveal, 500 Symbol (OTF)m no temporal e 1000 μm no nasal (p=0,011, p=0,043, p=0,009 e p=0,019, respectivamente). Embora outras medidas tenham se mostrado mais espessas no Grupo 1, elas não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Também não houve diferenças significativas entre os Grupos quanto à espessura macular central e à espessura da camada de células ganglionares (p>0,05).
Conclusão: A espessura da coroide mostrou-se aumentada em pacientes pós-COVID19. Isso pode estar relacionado à inflamação que faz parte da patogênese do COVID19.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavirus; Tomografia de coerência óptica; Coróide/patologia; Manifestações oculares
Arq. Bras. Oftalmol. 2025;88 (3 )
:1-8
| DOI: 10.5935/0004-2749.2023-0115
Abstract
PURPOSE: To evaluate the presence of congenital hypertrophy of the retinal pigment epithelium in a large family affected by familial adenomatous polyposis and identify the causative mutation in the adenomatous polyposis coli gene. Thus, we aimed to determine the significance of congenital hypertrophy of the retinal pigment epithelium as a phenotypic marker of the disease.
METHODS: A family consisting of 95 individuals was evaluated. Among these, 45 individuals were randomly selected by convenience sampling method to undergo ophthalmological evaluation. A funduscopic exam, including slit lamp and indirect ophthalmoscopy, were performed in the selected patients. In those with retinal lesions, a retinography was obtained. The adenomatous polyposis coli gene was sequenced in one affected family member to identify the pathogenic mutation. Once the variant was identified, six undiagnosed family members were tested for the mutation via capillary electrophoresis sequencing.
RESULTS: Congenital hypertrophy of the retinal pigment epithelium was observed in 13 (28.9%) of the 45 individuals evaluated. Of these, nine patients were confirmed to have familial adenomatous polyposis (via colonoscopy or molecular testing). However, four patients had not been investigated. Of the 32 (71.1%) family members without the lesion, 14 did not have familial adenomatous polyposis and 18 were yet to be evaluated. The lesions were bilaterally present and exhibited a peculiar fish-tail shape in all the evaluated individuals. Adenomatous polyposis coli gene sequencing revealed a pathogenic variant c.4031del. (Ser1344*), in heterozygosity (49.27%), in exon 16.
CONCLUSIONS: The study findings confirmed the significance of congenital hypertrophy of the retinal pigment epithelium as a phenotypic marker for familial adenomatous polyposis. Furthermore, it is an effective first-line screening method for at risk family members of such patients. The novel mutation identified in our study participants, which is yet to be described in the literature, causes an aggressive form of the disease.
Keywords: Retinal diseases/congenital; Retinal pigment epithelium; Hypertrophy/congenital; Adenomatous polyposis coli / genetics; Phenotype; Optical coherence tomography
Arq. Bras. Oftalmol. 2025;88 (3 )
:1-8
| DOI: 10.5935/0004-2749.2024-0104
Abstract
PURPOSE: This study aimed to characterize retinitis pigmentosa associated with the eyes shut homolog gene, which causes hereditary retinal degeneration.
METHODS: The anatomical and functional findings of retinitis pigmentosa in patients with variants of the eyes shut homolog gene were characterized and compared using multimodal imaging and genetic analysis of the variants. Clinical data such as visual acuity, lens status, and refraction were obtained from medical records. Patients underwent an ophthalmic examination, including static visual field, microperimetry, optical coherence tomography, fundus autofluorescence, and fundus photography.
RESULTS: Twenty-two patients were included in the study. Several anatomical and functional characteristics of retinitis pigmentosa-eyes shut homolog were identified, including the presence of cataracts, cystoid macular edema, epiretinal membrane, and a tubular visual field. Genetic results revealed 26 distinct variants in the cohort, with 7 novel variants not previously documented or reported in the scientific literature or databases.
CONCLUSION: The findings demonstrate that eyes shut homolog-retinitis pigmentosa manifests in specific patterns, starting in adolescence with mild progression and advancing with age. The integration of multimodal imaging and genetic analysis has provided a detailed understanding of the anatomical and functional features of retinitis pigmentosa-eyes shut homolog. Seven novel variants of the eyes shut homolog gene have been identified. These findings enhance the understanding of eyes shut homolog-related retinitis pigmentosa characteristics of by detailing the spectrum of mutations in this gene within the Brazilian population.
Keywords: Retinal diseases/diagnostic imaging; Retinitis pigmentosa/genetics; Retinal degeneration; Eye proteins/genetics; Eye diseases, hereditary/genetics; Genes, recessive; Phenotype; Multimodal imaging; Tomography, optical coherence/methods; Fluorescein angiogr