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Search for: Oculopalpebral trauma; Ocular trauma; Epidemiology
Abstract
Introdução: Para se verificar a prevalência de anomalias oculares em indivíduos portadores de deficiência auditiva de causa genética definitiva ou suspeita, este trabalho apresenta a avaliação oftalmológica de 97 indivíduos portadores de deficiência auditiva. Pacientes e Métodos: 97 indivíduos com diagnóstico definitivo ou suspeito de causa genética para disacusia foram submetidos a exame clínico oftalmológico completo; destes, 10 foram excluídos. Resultados: 42 (48,28%) dos pacientes apresentaram uma ou mais anomalias oculares, 22 (25,29%) pacientes apresentaram várias anormalidades oculares e quadro clínico compatíveis com síndromes genéticas estabelecidas. Conclusões: O exame oftalmológico é importante no diagnóstico sindrômico e etiológico de alguns quadros de disacusia, pois as alterações oculares podem ser a única anomalia associada à mesma.
Keywords: Anomalias oculares; Deficiência auditiva genética
Abstract
Objetivos: A pandemia de COVID-19 foi iniciada em março de 2020 e mudou o sistema de saúde. Mudanças na alocação de recursos, sobrecarga de unidades de terapia intensiva, apreensão dos pacientes em procurar atendimento médico não relacionado ao COVID-19 e redução abrupta de todas as consultas e cirurgias não urgentes. Este estudo avalia o impacto em um pronto-socorro oftalmológico após 1 ano de pandemia, avaliando a correlação entre as fases de lockdown, a mortalidade do COVID-19 e as visitas ao pronto-socorro.
Métodos: Estudo observacional retrospectivo que incluiu todos os pacientes admitidos no serviço de emergência oftalmológica do Hospital São Paulo, vinculado a UNIFESP/EPM, entre 1º de janeiro de 2019 e 28 de março de 2021. As visitas foram classificadas e comparadas em um grupo pré-pandemia e pandemia.
Resultados: No período pré-pandemia, o hospital registrou um total de 71.485 atendimentos com média de 194,78 ± 49,74 atendimentos diários, e no grupo pandemia, um total de 41.791 com média de 114,18 ± 43,12 atendimentos diários, redução de 41,4%. Uma diminuição significativa de 16,4% (p<0,001) foi observada na prevalência de conjuntivite aguda e um aumento significativo de 6,4% (p<0,01) na prevalência de corpo estranho da córnea. Foi identificada uma correlação negativa entre a taxa de mortalidade do COVID-19 e as taxas de visita ao pronto-socorro.
Conclusão: Esta análise de um ano mostrou uma redução de 41,4% nas visitas ao pronto-socorro, e uma diminuição significativa nas conjuntivites agudas. A mudança nos hábitos de higiene e o distanciamento social poderiam explicar essa redução, e o aumento da prevalência de traumas corneanos. Achados destacam a necessidade de medidas preventivas e educativas durante os períodos restritivos.
Keywords: SARS-CoV-2; COVID-19; Infecções por coronavírus; Pandemias; Serviços médicos de emergência; Trauma ocular.
Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de transtornos de depressão e ansiedade em pacientes com glaucoma e identificar fatores de riscos associados.
Métodos: Estudo transversal em pacientes com glaucoma, avaliados durante Agosto de 2016 e Agosto de 2017 no Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas e no Hospital Oftalmológico de Brasília. Todos pacientes foram submetidos à exame oftalmológico completo para confirmar o diagnóstico de glaucoma. Todos pacientes preencheram o questionário “Hospital Anxiety and Depression Scale”.
Resultados: Foram incluídos 129 pacientes no estudo, sendo 74 homens (57.36%) e 55 (42.64%) mulheres, 90 pacientes eram brancos (69.77%) e 38 (29.46%) eram negros. A idade média foi de 70.14 ± 15.8 anos. O estudo demonstrou uma prevalência de 10.08% de transtornos depressivo e/ou ansiedade.
A regressão logística demonstrou que mulheres apresentam
maior risco de desenvolver transtornos depressivos e/ou ansiedade (Risco relativo: 5.25, p=0.015), assim como pacientes com maior número de co-morbidades clínicas (Risco relativo: 2.82, p=0.038).
Conclusão: Uma proporção significativa dos pacientes com glaucoma podem apresentar transtornos de depressão e/ou ansiedade. Pacientes com glaucoma do sexo feminino e que apresentem maiores co-morbidades clínicas apresentam maior risco de apresentar esses transtornos.
Keywords: Glaucoma; Depressão/epidemiologia; Ansiedade/epidemiologia; Estudos transversais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre alterações na hipermetropia e o alinhamento ocular em pacientes com esotropia acomodativa.
MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente prontuários médicos de pacientes consecutivos diagnosticados com esotropia acomodativa refrativa (com esotropia eliminada ou reduzida a menos de 10 D com correção completa da hipermetropia). As medidas de refração em cicloplegia obtidas dos prontuários foram convertidas em equivalentes esféricos. Avaliaram-se ainda a presença de ambliopia, alterações do erro refrativo e o alinhamento ocular à admissão e depois do período de acompanhamento.
RESULTADOS: Setenta pacientes (média de idade=6,01 ± 5,41 anos, 60,6% do sexo feminino, acompanhamento médio de 5,8 ± 3 anos) apresentaram esotropia de 40 ± 20 dioptrias prismáticas (DP) para perto à admissão. A diminuição média anual no desvio para perto e para longe com o uso de óculos foi de 1,71 ± 3,96 DP/ano e 1,09 ± 3,25 DP/ano, respectivamente. Os desvios miópicos totais dos olhos direito e esquerdo foram de 1,08 ± 1,35 D e 1,20 ± 1,40 D, respectivamente. Os desvios miópicos anuais foram de 0,22 D/ano e 0,26 D/ano para os olhos direito e esquerdo, respectivamente. A correlação entre a taxa de desvio miópico e a taxa de alteração do desvio para perto corrigido foi fraca. A correlação da taxa de desvio miópico não foi alta para os olhos direito e esquerdo (r=0,18, p=0,15).
CONCLUSÃO: A quantidade de desvio e a hipermetropia diminuem gradualmente na esotropia acomodativa durante o acompanhamento. Por outro lado, pode não ser apropriado garantir aos pacientes que o desvio diminuirá em paralelo ao erro refrativo.
Keywords: Ambliopia; Acomodação ocular; Esotropia; Refração ocular
Abstract
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das uveítes atendidas no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ. Identificando o padrão de apresentação da inflamação intraocular a partir de critérios clínicos, anatômicos, etiológicos e demográficos.
Métodos: Estudo retrospectivo, com base em prontuários de 408 pacientes com doença ativa, atendidos no serviço de oftalmologia no período de março a outubro de 2018. Foram descritos a idade, sexo, acuidade visual no momento do diagnóstico, diagnóstico anatômico e etiológico, aspecto clínico, além dos principais sintomas relatados durante a anamnese.
Resultados: Dos 408 pacientes do estudo, 52% eram do sexo masculino e 48% do feminino. A idade média dos pacientes foi de 42 anos, a maioria (84%) entre 19 e 64 anos. Uveíte anterior foi observada em 37,75% dos pacientes, uveíte posterior em 49,75%, panuveíte em 4,66% e uveíte intermediária em 3,43%; apenas 18 pacientes (4,41%) apresentaram diagnóstico de esclerite. Dos 390 pacientes com classificação anatômica, a etiologia foi determinada em 76% deles, com os diagnósticos mais prevalentes sendo Toxoplasmose (35,4%), artrite idiopática juvenil (6,4%), espondilite anquilosante (5,9%) e sífilis (4,9%). ) A uveíte infecciosa correspondeu a 49,7% desses pacientes, enquanto 26,6% eram de origem não infecciosa. A uveíte anterior teve o maior número de casos classificados como idiopáticos (49,4%), enquanto a uveíte posterior teve a etiologia estabelecida em 94% das vezes. Os sintomas mais frequentes foram dor ocular (71,8%) e visão embaçada (56,8%).
Conclusões: O presente estudo confirmou a importância histórica da uveíte infecciosa em nossa população, principalmente a toxoplasmose ocular. As uveítes parecem não ter predileção por sexo, mas afetam principalmente jovens em idade ativa, gerando consequências sociais e econômicas. Apesar da evolução nos métodos diagnósticos, a uveíte idiopática continua sendo uma das principais causas. Estudos epidemiológicos apontam para diferentes padrões de uveíte nas populações, estes podem refletir características particulares de cada instituição.
Keywords: Uveíte/epidemiologia; Uveíte/etiologia; Uveíte/ diagnóstico; Toxoplasmose ocular; Hospital universitário; Brasil/epidemiologia
Abstract
PURPOSE: This study aimed to examine the prevalence of myopic eyes over 11 years (2008-2018) in a private clinic and a public assistance service.
METHODS: We retrospectively evaluated 6332 individuals (12,664 eyes)
between 5 and 25 years old, seen at a private clinic-CEMO (2,663 individuals) and a public service-HOIP (3,669 individuals) from 2008 to 2018. We evaluated the prevalence of myopic eyes (EE ≤-0.50) and high myopic eyes (EE ≤-6.00).
RESULTS: Sex and services did not show statistical differences. The variation in the prevalence of myopic and high myopic eyes showed a random pattern during the study period (this prevalence could not be increased). Prevalences ranged from 20.7% (in 2017) to 32.4% (in 2015) for myopic eyes and from 1.6% (in 2009 and 2016) to 3.3% (in 2015) for eyes with high myopia. The prevalence of myopia showed a statistically significant increase based on the age group.
CONCLUSION: The prevalence of myopic eyes did not increase in our study. The mean prevalence of myopic eyes was similar in the private clinic and public service.
Keywords: Myopia; Refractive errors; Epidemiology; Prevalence
Abstract
Objetivo: Estimar a epidemiologia do pterígio; sua correlação com sintomas de olho seco e com potenciais preditores sistêmicos e oculares.
Métodos: Estudo transversal, de base populacional, no qual foram realizadas visitas domiciliares aleatórias a 600 participantes, com 40 anos ou mais de idade, em Ribeirão Preto-SP (n=420) e Cassia dos Coqueiros-SP (n=180), Brasil. Uma entrevista estruturada com um questionário detalhado foi usada para coletar informações sobre demografia e possíveis fatores de risco. Em um segundo momento, participantes aleatórios com pterígio (n=63) ou não (n=110) foram avaliados quanto a alterações na superfície ocular.
Resultados: A frequência de pterígio em Ribeirão Preto foi de 21%; 15.7% entre as mulheres e 32.1% entre os homens (p=0,0002). Em Cássia dos Coqueiros, essa taxa foi de 19.4%; onde 17.3% eram mulheres e 25.5% eram homens (p=0,28). A média de idade naqueles afetados pelo pterígio foi superior à dos participantes sem pterígio, 65,6 ± 10,5 e 61,2 ± 12,0 anos, respectivamente (p=0,02). Houve uma correlação positiva entre o pterígio e história prévia de radioterapia e quimioterapia (p<0,0001 para ambos). Houve maior coloração de fluoresceína na córnea e maior coloração de lissamina verde na conjuntiva em olhos com pterígio (p=0,0003 e 0,0001, respectivamente).
Conclusão: Encontramos uma alta frequência de pterígio em duas populações adultas brasileiras, principalmente em homens e idosos. Danos na superfície ocular e história prévia de radioterapia e/ou quimioterapia foram associados ao pterígio.
Keywords: Pterígio/epidemiologia; Síndrome do olho seco; Prevalência; Fatores de risco
Abstract
Objetivo: Comparar a acuidade visual prevista pelo Escore de Trauma Ocular com a acuidade visual final dos pacientes vítimas de trauma ocular aberto atendidos em hospital no sul do Brasil.
Métodos: Foram analisados 120 olhos de 119 vítimas de trauma ocular aberto. Foi realizado um estudo observacional e retrospectivo em hospital universitário. Foram extraídos dados de prontuários relacionados a idade, sexo, olho acometido e mecanismo de trauma, bem como dados para o cálculo do Escore de Trauma Ocular (acuidade visual inicial, presença de ruptura de globo, perfuração, endoftalmite, descolamento de retina, defeito pupilar aferente) e acuidade visual final.
Resultado: Houve concordância entre a acuidade visual prevista pelo Escore de Trauma Ocular e a acuidade visual final prevista no presente estudo. A análise isolada das variáveis demonstrou significância para acuidade visual inicial (p<0,001), para descolamento de retina (p=0,001) e para defeito pupilar aferente (p<0,004). Não houve diferença significativa entre a acuidade visual final do estudo original do Escore de Trauma Ocular. e na população abordada no presente estudo.
Conclusão: O Escore de Trauma Ocular pode ser aplicado à população estudada no presente estudo como ferramenta de determinação do prognóstico visual em vítimas de trauma ocular aberto. As variáveis mais significativas são acuidade visual inicial, descolamento de retina e defeito pupilar aferente. Estudos prospectivos com amostras maiores são necessários para comprovar tal hipótese.
Keywords: Índices de gravidade do trauma; Acuidade visual; Traumatismos oculares; Prognóstico
Abstract
Objetivo: Avaliar as características clínicas de pacientes pediátricos com blefaroptose adquirida unilateral, transitória e de início agudo.
Métodos: Neste estudo retrospectivo, foram revisados prontuários clínicos entre abril de 2015 e junho de 2020. Os pacientes foram avaliados em termos de características demográficas, manifestações neurológicas e oftalmológicas associadas, duração dos sintomas, etiologia e achados de imagem. Foram excluídos pacientes com blefaroptose congênita e com blefaroptose adquirida de etiologia crônica.
Resultados: Foram incluídos neste estudo 16 pacientes pediátricos (10 masculinos e 6 femininos) com blefaroptose adquirida transitória unilateral de início agudo. A média de idade dos pacientes foi de 6,93 ± 3,16 anos. As causas etiológicas mais comumente identificadas foram trauma em 7 pacientes (43,75%) e infecção (casos parainfecciosos) em 5 pacientes (31,25%). Além disso, a síndrome de Miller-Fisher, a síndrome de Horner secundária a neuroblastoma, a síndrome de Brown adquirida e pseudotumor cerebral foram determinados como causas etiológicas em um paciente cada uma. Achados oculares adicionais estavam associados à blefaroptose em 7 pacientes (58,33%). Foi observada a resolução espontânea da blefaroptose, sem tratamento, em todos os pacientes, exceto nos pacientes com síndrome de Miller-Fisher, neuroblastoma e pseudotumor cerebral. Nenhum paciente precisou de tratamento cirúrgico. Morbidades oculares, como ambliopia, não foram encontradas em nenhum paciente.
Conclusão: Este estudo demonstrou que a blefaroptose transitória unilateral de início agudo, rara na infância, pode regredir sem a necessidade de tratamento cirúrgico na população pediátrica. No entanto, também não deve ser esquecido que patologias graves que requerem tratamento podem se apresentar com blefaroptose.
Keywords: Blefaroptose; Trauma craniocerebral; Síndrome de Miller Fisher; Síndrome de Horner; Criança
Abstract
Objetivo: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos transplantes de córnea realizados em um centro de referência oftalmológica de Recife no estado de Pernambuco, localizado no nordeste do Brasil.
Métodos: Esse estudo transversal coletou através de prontuários médicos dados clínicos e epidemiológicos de pacientes submetidos a ceratoplastia na Fundação Altino Ventura, de janeiro a dezembro de 2017.
Resultados: Um total de 356 procedimentos foram realizados em 327 pacientes dos quais 165 (50.5%) eram mulheres. A média de idade na cirurgia foi de 50.9 ± 22.6 anos (variação, 10 - 89 anos). A maioria dos pacientes (n=152 [46.5%]) era da capital e região metropolitana. A média de tempo de espera na fila para o transplante de córnea foi de 52.4 ± 58.9 dias (variação, 0 - 460 dias). As principais indicações de transplante foram ceratite infecciosa (n=88 [24.7%]), ceratocone (n=80 [22.5%]) e falência de transplante prévio (n=75 [21.1%]). Transplante penetrante foi a técnica mais realizada (n=213 [59.9%]) e foi mais comum em homens (n=132 [76.7%]), enquanto os transplantes lamelares posteriores (n=143 [41.1%]) foram mais realizados nas mulheres (p<0.001).
Conclusão: Ceratites infecciosas foram a causa mais comum de transplante, com prevalência similar em adultos economicamente ativos de ambos os sexos. Transplante penetrantes foram os prevalentes em homens e os transplantes lamelares em mulheres.
Keywords: Doença da córnea/epidemiologia; Transplante de córnea; Ceratoplastia penetrante; Brasil/epidemiologia
Abstract
PURPOSE: To assess musculoskeletal symptoms, identify the most affected body areas, and investigate factors associated with the development of musculoskeletal disorders among ophthalmologists in Brazil.
METHODS: A survey was conducted using an online questionnaire and snowball sampling. Statistical analyses were performed using Jamovi version 2.3.28, and graphs were generated using RStudio version 2023.06.2 + 561.
RESULTS: A total of 233 participants (42 ophthalmology residents and 191 ophthalmologists) were included, with a mean age of 40.4 years (standard deviation 11.3; range 25–73 years). Musculoskeletal symptoms were reported by 83% of participants. The cervical region (57.1%), upper back (54.5%), and lumbar region (53.6%) were the most frequently reported sites of pain. A high body mass index was identified in 54.9% of the sample, and 50.2% of participants reported using painkillers in the previous year for musculoskeletal symptoms. The mean duration of professional activity in ophthalmology was 13.5 years, and the mean weekly workload was 39 hours. A significant association was observed between weekly workload and the presence of musculoskeletal disorders (p=0.045).
CONCLUSION: This study demonstrated a high prevalence of musculoskeletal disorders among ophthalmologists in Brazil, particularly involving the cervical, lumbar, and upper back regions, consistent with findings reported in international studies. Important contributing factors include long working hours, a high patient volume, and repetitive or awkward postures during examinations and procedures. Preventive strategies and improvements in working conditions are needed to protect the health and well-being of ophthalmologists.
Keywords: Musculoskeletal Diseases/epidemiology; Back pain; Lumbar Vertebrae; Occupational diseases/epidemiology; Ergonomics; Ophthalmic practice; Ophthalmologists/statistics & numerical data; Brazil/epidemiology
Abstract
PURPOSE: To evaluate the changes in the rates and indications of eye removal procedures during the recent COVID-19 pandemic.
METHODS: The medical records of all patients who underwent eye removal from 2007 to 2022 were retrospectively reviewed. The patient demographic data and indications for surgery were collected. Data from two groups of patients (prepandemic surgery and postpandemic surgery) were compared. Statistical significance was set at p<0.05.
RESULTS: Fifty-nine patients underwent enucleation (69%), evisceration (27%), or exenteration (3%). The mean (SD) age of the patients was 55.9 (19.4) years, and most (69%) of the patients were males. Most (47%) of the study population were Black. The common indications for eye removal were trauma (41%), painful blind eye (34%), and infection/inflammation (24%). The types of trauma were assault (55%), accidental (39%), and self-inflicted (6%). The mean (SD) monthly rates of eye removal increased from 0.25 (0.50) in the prepandemic period to 0.77 (0.91) during the pandemic (p<0.001). These increases were noted in both males (p=0.003) and females (p=0.001) and were the highest among Black patients [0.42 (0.76); p<0.001]. Among the indications of eye removal, painful blind eyes [0.35 (0.75); p<0.001] and ocular trauma [0.31 (0.47); p=0.051] exhibited the greatest increases following the pandemic.
CONCLUSION: The rate of eye removal procedures increased during the recent pandemic. Although delayed care of chronic eye conditions may have contributed to the increased rates of painful blind eyes, the increased trauma-related eye removals may be attributed to the simultaneous spike in violent assaults in New York City.
Keywords: Eye injuries; Eye enucleation; COVID-19; Pandemics; Ethinicity; Inflammation, Trauma centers
Abstract
PURPOSE: To describe the ophthalmological findings of dry eye disease and its relation to the quality of life of COVID-19 survivors.
METHODS: COVID-19 survivors who had previously been hospitalized at Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto complex underwent an ophthalmological evaluation, which included a dry eye disease questionnaire, break-up time, fluorescein staining, and Schirmer test. We collected the presenting and best-corrected visual acuity, sociodemographic data, personal medical history, and scores from a self-reported quality of life questionnaire (WHOQOL-bref). According to the severity of the acute phase of the disease, the patients were classified into mild-to-moderate, severe, and critical groups.
RESULTS: Ninety-five patients (190 eyes) were evaluated 100 ± 44 days after the onset of COVID-19 symptoms. Of these, 83 patients (87.3%) completed the WHOQOL-bref questionnaire. Ten patients (12.0%) had mild-to-moderate COVID-19, 41 (49.4%) had severe COVID-19, and 32 (38.6%) had critical COVID-19. The median best-corrected visual acuity was logMAR 0 (0-1). Approximately 26.3% patients had a history of dry eye disease or severe dry eye symptoms (frequent or constant ocular dryness and irritation). There was an association between the proportion of patients with dry eye disease and the quality of life (p=0.014) and health (p=0.001). Furthermore, there was a significant trend between the proportion of patients with dry eye disease and how they rated their health and quality of life (p=0.0004 and 0.0027, respectively.
CONCLUSIONS: There is a significant negative correlation between the proportion of patients with dry eye disease and their self-reported quality of life.
Keywords: COVID-19; Coronavirus infections; SARS-CoV-2; Eye diseases; Epidemiology; Ocular surface; Public health
Abstract
A retinopatia lúpica é uma manifestação clínica do lúpus eritematoso sistêmico no sistema visual. Geralmente assintomática, porém pode ser uma condição ameaçadora à visão. Está intimamente associada à atividade inflamatória do lúpus eritematoso sistêmico e ao aumento da mortalidade. A retinopatia lúpica tem diversas apresentações clínicas, como a microangiopatia lúpica, oclusão vascular, vasculite, retinopatia hipertensiva associada à nefrite lúpica e retinopatia autoimune. A prevalência e os fatores associados à retinopatia lúpica estão bem definidos em algumas partes do mundo. No entanto, esses dados são pouco conhecidos na América Latina, incluindo o Brasil. Como a retinopatia lúpica é geralmente assintomática, sem a fundoscopia de rotina, provavelmente esta é subestimada. O objetivo desta revisão é discutir a epidemiologia e fatores de risco para retinopatia lúpica.
Keywords: Lúpus eritematoso sistêmico/epidemiologia; Doenças retinianas; Fatores de risco
Abstract
O problema da deficiência visual e da cegueira corneal abrange o mundo todo e corresponde à quarta causa de cegueira e deficiência visual, com acometimento estimado e mais de 16 milhões de pessoas. A associação com várias doenças endêmicas, como cegueira infantil, trauma, ceratites infecciosas (incluindo herpes, hanseníase e fungos), hipovitaminose A, diabetes mellitus e outras causas de síndromes de olho seco, indicam que a verdadeira frequência é subestimada e que os diferentes mecanismos são pouco conhecidos. A baixa eficácia na prevenção e tratamento da cicatriz e deformidade da córnea permite antecipar que a prevalência da cegueira corneal irá crescer no futuro. As razões para o aumento da cegueira corneal envolvem fatores ambientais, limitações socioeconômicas para ampliar a assistência à saúde e a modesta eficiência das estratégias terapêuticas para resolver o problema em grande escala. O presente trabalho traz uma revisão crítica dos conceitos associados à cegueira corneal. Essa análise é uma etapa necessária para preparar o caminho com o objetivo de deixar a caverna que encarcera a cegueira corneal, em analogia ao mito de Platão, e melhorar as estratégias para prevenir e tratar a cegueira corneal em escala mundial.
Keywords: Cegueira/epidemiologia; Cegueira/prevenção & controle; Cegueira/terapia; Opacidade da córnea
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