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Search for: Bullous keratopathy; Corneal edema; Treatment
Abstract
Objetivo: Avaliar o custo do tratamento do glaucoma para o paciente, numa instituição de ensino médico. Casuística e Métodos: Foram aplicados, aleatoriamente, questionários, na forma de entrevista ativa, a 94 pacientes do ambulatório do Setor de Glaucoma do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo, analisando gastos pessoais e com medicamentos antiglaucomatosos. Os dados foram agrupados, tabulados e foi realizada separação da amostra em dois grupos: pacientes cirúrgicos e não-cirúrgicos. Resultados: A mediana do gasto total anual estimado com glaucoma foi de R$ 480,15, o equivalente a 13% da renda anual mediana dos pacientes. Separadamente, o grupo dos pacientes cirúrgicos obteve uma mediana dos gastos totais estimados de R$ 677,94, o que corresponde a 19% da renda mediana anual. Já o grupo dos pacientes não-cirúrgicos, apresentou mediana de R$ 393,54, representando 11% da renda mediana anual. Foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos cirúrgico e não-cirúrgico para o gasto total anual (p = 0,012). Conclusão: Observou-se que o custo do tratamento na renda familiar de pessoas portadoras de glaucoma é considerável, mesmo em uma instituição pública
Keywords: Glaucoma; custo; tratamento
Abstract
Objetivo: Investigar o impacto de diferentes tamanhos de incisões em córnea clara com meridiano íngreme para facoemulsificação com aberrações de mais alta ordem da córnea anterior.
Métodos: Foram retrospectivamente revisados os prontuários médicos de pacientes que se submeteram a cirurgias de catarata com microincisões coaxiais de 2,2 mm ou com incisões coaxiais pequenas de 2,75 mm. Foram apenas incluídos pacientes com astigmatismo preexistente da córnea anterior <2,00 dioptrias (D) e ≥0,50 D, e submetidos a incisões em córnea clara com meridiano íngreme. Os desfechos primários foram aberrações da córnea anterior da 3ª à 6ª ordem com uma pupila de 8 mm. O astigmatismo da córnea anterior e o tempo efetivo de facoemulsificação foram avaliados como desfechos secundários. Os desfechos pré-operatório e pós-operatório aos 3 meses também foram avaliados.
Resultados: O astigmatismo da córnea anterior diminuiu significativamente após ambos os procedimentos, mas não se encontrou nenhuma diferença significativa entre os dois procedimentos quanto ao astigmatismo da córnea anterior, induzido pela cirurgia (p=0,146). Embora as aberrações totais de mais alta ordem não se tenham alterado significativamente após ambos procedimentos, a comparação entre os grupos revelou uma diferença significativa nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia (uma diminuição de 0,337 ± 1,156 μm na cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm e um aumento de 0,106 ± 0,521 μm na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm; p=0,046). A aberração esférica diminuiu significativamente após cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm (p=0,001), mas não se alterou significativamente após cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (p=0,564). A aberração de coma não mudou significativamente após qualquer dos procedimentos. O trifólio não se alterou significativamente após cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm (p=0,361), mas aumentou significativamente após cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (p<0,001). Nenhuma diferença significativa se evidenciou quanto ao tempo efetivo de faco-emulsificação entre os dois procedimentos. Houve uma correlação positiva significativa entre o astigmatismo da córnea anterior, induzido pela cirurgia e a aberração de coma na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (r=0,387, p=0,006). Não foi encontrada correlação significativa entre as alterações nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia e o tempo efetivo de faco-emulsificação.
Conclusões: Nem a cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm, nem aquela por incisão coaxial pequena de 2,75 mm degradaram significativamente as aberrações totais de mais alta ordem da córnea anterior. Porém, as alterações nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia mostraram uma diferença significativa entre os dois procedimentos, com uma ligeira redução na cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm e um pequeno aumento na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm. O tempo de facoemulsificação e a potência utilizada durante a cirurgia não tiveram impacto nas aberrações corneanas.
Keywords: Facoemuslificação; Astigmatismo; Cornea/cirurgia; Ferida cirúrgica; Resultado de tratamento
Abstract
PURPOSE: To assess the one-year impact of prostaglandin analog (travoprost) on periorbital appearance and lower eyelid horizontal tension, compared with the contralateral eye treated with Pascal selective laser trabeculoplasty.
METHODS: This nested case-control study was derived from a non-inferiority randomized clinical trial comparing Pascal selective laser trabeculoplasty efficacy with travoprost in fellow eyes over 12 months. One eye received daily travoprost, while the contralateral eye underwent Pascal selective laser trabeculoplasty. Lower eyelid horizontal tension was measured using a validated digital imaging method, and prostaglandin-associated periorbitopathy signs were graded by masked observers. Statistical analyses included generalized estimating equations and the Mann–Whitney U test for nonparametric data, with p<0.05 considered significant.
RESULTS: Ten patients met the inclusion criteria for this subanalysis. Travoprost-treated eyes had significantly lower mean lower eyelid distension compared with Pascal selective laser trabeculoplasty-treated eyes (4.32 mm vs. 5.02 mm; mean difference: 0.70 mm; p<0.001). Prostaglandin-associated periorbitopathy scores were significantly higher in the travoprost group, reflecting more pronounced changes in ptosis, periorbital hyperpigmentation, and eyelid retraction.
CONCLUSIONS: Chronic use of prostaglandin analogs is associated with notable periorbital changes and increased lower eyelid tension, potentially affecting aesthetics and ocular function. Pascal selective laser trabeculoplasty may offer a safer profile for preserving periorbital anatomy while maintaining effective intraocular pressure control. Laser trabeculoplasty should be considered as an initial treatment when appropriate to minimize cosmetic and functional changes from chronic topical therapy.
Keywords: Prostaglandin analogs; Selective laser trabeculoplasty; Periorbitopathy; Eyelid tension; Glaucoma treatment
Abstract
Objetivo: Comparar os benefícios e efeitos colaterais da vitrectomia via pars plana com os da terapia imunomoduladora sistêmica em pacientes com uveíte intermediária complicada.
Métodos: Estudo clínico prospectivo incluiu pacientes com uveíte intermediária recorrente que apresentaram melhora minima da acuidade visual, apesar das injeções perioculares de esteroides. Vinte pacientes foram randomizados para o grupo de vitrectomia via pars plana ou esteróide oral e ciclosporina A (10 olhos de 10 pacientes por grupo). O acompanhamento foi de 24 meses para estudar alterações na acuidade visual, o escore da oftalmoscopia binocular indireta, a angiofluoresceinografia e achados na tomográfica de coerência óptica.
Resultados: A acuidade visual (logaritmo do ângulo mínimo de resolução) melhorou significativamente de 0,71 para 0,42 (p=0,001) no grupo cirúrgico, enquanto melhorou de 0,68 para 0,43 (p=0,001) no grupo da terapia imunomoduladora. Sete pacientes (70%) no grupo cirúrgico ganharam ≥2 linhas e seis pacientes (60%) no grupo da terapia imunomoduladora ganharam ≥2 linhas (p=0,970). Os estudos de angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica mostraram que seis dos sete pacientes da vitrectomia via pars plana que apresentaram edema macular cistóide melhoraram, enquanto dois pacientes com edema macular difuso não apresentaram melhora. No grupo da terapia imunomoduladora, três dos seis pacientes com edema macular cistoide não apresentaram melhora, enquanto dois pacientes com edema macular difuso melhoraram.
Conclusões: A vitrectomia via pars plana e a terapia imunomoduladora resultaram em melhora significative da função visual dos pacientes com inflamação persistente secundária a uveíte intermediária crônica. Apesar desse sucesso, continua sendo necessário determinar as melhores indicações para o uso de cada modalidade. A terapia imunomoduladora foi bem sucedida no tratamento do edema macular difuso associado à uveíte intermediária crônica, enquanto a vitrectomia via pars plana não foi.
Keywords: Uveíte intermediária; Vitrectomia; Imunomodulação; Edema macular
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito do descolamento macular seroso observado durante oclusões de veias retinianas nos resultados do tratamento.
Métodos: Um total de 117 olhos de 115 pacientes que foram tratados com injeções intravítreas para edema macular secundário à oclusão de veia retiniana foram revistos retrospectivamente. A acuidade visual, tomografia de coerência óptica e os resultados da angiofluoresceinografia foram avaliados de acordo com a presença ou ausência de descolamento macular seroso.
Resultados: No grupo com oclusão de um ramo da veia retiniana, foi detectado um aumento estatisticamente significativo na acuidade visual média em comparação com o valor inicial em cada consulta de acompanhamento do descolamento macular seroso, enquanto que o aumento na acuidade visual média só foi significativo nas consultas aos 3 e 6 meses na presença de descolamento macular seroso. No grupo com oclusão da veia central da retina, houve um aumento na acuidade visual média em comparação com a acuidade inicial em cada consulta na ausência de descolamento macular seroso, enquanto a acuidade visual média diminuiu em comparação com a acuidade inicial em todas as consultas, exceto na consulta aos 3 meses. O defeito da zona elipsoide era mais proeminente na presença de descolamento macular seroso nos olhos com oclusão de um ramo da veia retiniana, enquanto que não havia diferença significativa na zona elipsoide com a presença ou ausência de descolamento macular seroso em olhos com oclusão central da veia retiniana.
Conclusões: No grupo com edema macular devido à oclusão de veias retinianas, o aumento médio inicial da acuidade visual observado no primeiro ano foi mantido nos casos sem descolamento macular seroso, mas não naqueles com presença de descolamento macular seroso. O descolamento macular seroso pode ser um fator negativo em olhos com oclusão de veias retinianas.
Keywords: Oclusão da veia retiniana; Edema macular; Descolamento macular; Injeções intravítreas
Abstract
Objetivo: Reportar a curva de aprendizado dos 2 anos iniciais da trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia, usando a técnica de sutura termicamente atenuada e revisar os fatores que podem afetar o resultado.
Métodos: Este estudo retrospectivo incluiu 100 olhos de 89 participantes com glaucoma resistente ao tratamento clínico máximo, definido como tendo pressão intraocular superior a 21mmHg, além de três ou quatro drogas hipotensoras diferentes. Pressão intraocular inicial, 1 semana, primeiro, segundo, terceiro, sexto, 12 e 24 meses de acompanhamento; necessidade de medicação antiglaucoma; necessidade de mais cirurgias anti-glaucomatosas foram registradas. Olhos que necessitaram de intervenção cirúrgica adicional para o controle da pressão intraocular foram considerados como insucesso.
Resultados: Cinquenta e um olhos foram submetidos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolado e 49 olhos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia associado à extração de catarata no mesmo tempo cirúrgico. Houve diferença estatisticamente significativa entre a pressão intraocular média global no acompanhamento e a pressão intraocular média pré-operatória (p<0,001) em todas as visitas do acompanhamento. Ao avaliar a extensão do tratamento, os pacientes com extensão de 360 graus não apresentaram pressão intraocular média menor estatisticamente significativa em comparação com outras extensões. O hifema foi a única complicação presente em 50 olhos (50%), contudo todos tiveram resolução espontânea em quatro semanas. Um total de 26 olhos (26%) teve que ser submetido a trabeculectomia convencional adicional devido à pressão intraocular descontrolada, principalmente aqueles previamente submetidos à cirurgia vitreorretiniana.
Conclusões: A trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia, além de ser um procedimento aparentemente seguro, apresenta taxas de sucesso satisfatórias, mesmo durante a curva de aprendizado inicial do cirurgião. A técnica foi efetiva em reduzir a pressão intraocular e uso de medicamentos.
Keywords: Trabeculotomia/métdos; Glaucoma de ângulo aberto/cirurgia; Gonioscopia/métodos; Resultado de tratamento
Abstract
PURPOSE: To describe the technique and outcomes of intrastromal autologous blood injection in patients with severe corneal hydrops.
METHODS: Nineteen patients with corneal hydrops underwent intrastromal autologous blood injection. Postoperative assessments included best-corrected visual acuity and time to resolution of corneal edema
RESULTS: Corneal edema resolved within 1 week in 5 patients, within 1 month in 11, and within 3 months in 3. The mean duration of edema persistence was 37.94 ± 33.05 days (range, 6–124). Corneal thickness decreased from 2.06 ± 0.71-mm preoperatively to 1.34 ± 0.65-mm at day 7, 0.85 ± 0.56-mm at day 30, and 0.57 ± 0.13-mm at day 90 (p<0.001). Descemet’s membrane (DM) detachment decreased from 1.01 ± 0.75-mm to 0.44 ± 0.57-mm, 0.24 ± 0.36-mm, and 0.08 ± 0.11-mm on postoperative days 7, 30, and 90, respectively (p<0.001). DM break size decreased from 1.12 ± 1.19-mm to 0.62 ± 0.84-mm at 3 months (p<0.005). Three patients developed hematocornea; no other major complications were observed. At 3 months, mean best-corrected visual acuity improved from 2.37 ± 0.66 to 0.41 ± 0.17 logMAR with hard contact lenses (p<0.001).
CONCLUSIONS: Intrastromal autologous blood injection is an effective treatment for severe corneal hydrops, promoting faster edema resolution and visual improvement with minimal complications.
Keywords: Corneal edema; Corneal diseases; Edema; Visual acuity; keratoconus.
Abstract
PURPOSE: This prospective, randomized, unmasked, clinical trial aimed to report the visual outcomes of cataract surgery on both eyes versus cataract surgery on one eye in Brazilian patients.
METHODS: This study included patients with bilateral cataracts and binocular visual acuity worse than or equal to 0.3 logarithm of the minimum angle of resolution. The patients were randomly assigned to undergo surgery on one (Control Group) or both eyes (one eye at a time; Intervention Group). Postoperatively, self-reported visual function using Catquest-9SF (primary outcome measure), binocular visual acuity, stereopsis, and ocular dominance (secondary outcome measures) were compared.
RESULTS: A total of 151 patients (77 and 148 eyes in the Control and Intervention Groups, respectively) completed the follow-up. Patients who underwent surgery on both eyes exhibited significantly better self-reported visual function (p=0.036) and stereopsis (p=0.026) than those who underwent surgery on one eye. Binocular visual acuity and ocular dominance did not affect the group comparisons.
CONCLUSIONS: Surgery on both eyes resulted in significantly better self-reported visual function and stereopsis than surgery on one eye.
Keywords: Cataract; Cataract extraction; Quality of life; Treatment outcome; Visual acuity; Binocular vision; Stereopsis
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações precoces após a primeira injeção de anticorpos antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) em casos de edema macular secundário à retinopatia diabética e oclusão da veia da retina e a relação entre essas alterações e o resultado a longo prazo.
MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes que receberam uma injeção de antifator de crescimento endotelial vascular para edema macular, virgem de tratamento e devido à oclusão da veia retiniana ou a retinopatia diabética. A espessura macular central foi medida no início do tratamento e no 1º dia, 2ª semana e 1º mês após a injeção, bem como na última visita, através de tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Definiu-se uma “boa resposta” como uma redução ≥10% na espessura macular central no 1º dia após a injeção. Os pacientes foram reavaliados na última visita com relação à resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção, com base em um resultado anatômico favorável, definido como uma espessura macular central <350 µm.
RESULTADO: Foram registrados 26 (44,8%) pacientes com edema macular e oclusão da veia da retina e 32 (55,2%) com edema macular e retinopatia diabética. O tempo médio de acompanhamento foi de 24,0 meses (desvio-padrão de 8,5 meses). Foi observada uma diminuição estatisticamente significativa da espessura macular central após o tratamento antifator de crescimento endotelial vascular tanto em pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana quanto naqueles com edema macular e retinopatia diabética (p<0,001 para ambos). Todos os pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana responderam bem no 1º dia pós-injeção. Todos os que responderam mal no 1º dia pós-injeção pertenciam ao grupo com edema macular e retinopatia diabética (n=16,50%). A presença de manchas hiperrefletivas foi maior nos pacientes que responderam mal do que naqueles que tiveram boa resposta no grupo com edema macular e retinopatia diabética (p=0,03). Um dos 42 (2,4%) pacientes com boa resposta total teve espessura macular central >350 µm, enquanto 5 (31,2%) do total de 16 pacientes com resposta ruim apresentaram espessura macular central >350 µm na última visita (p=0,003).
CONCLUSÃO: O resultado anatômico de longo prazo do edema macular secundário à oclusão da veia retiniana e à retinopatia diabética pode ser previsto pela resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção de antifator de crescimento endotelial vascular.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Oclusão da veia retiniana; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Resultado do tratamento
Abstract
PURPOSE: Posterior capsule rupture is defined as an intraoperative posterior capsule tear resulting in vitreous loss. This study aimed to analyze the clinical characteristics, preoperative risk factors, intraoperative management strategies, and postoperative complications associated with posterior capsule rupture during phacoemulsification surgery.
METHODS: This was a retrospective observational cohort study of the medical records for 25,224 phacoemulsification surgeries performed at our tertiary eye care center between 2017 and 2022. We collected and collated the demographic characteristics and clinical findings of the patients in our cohort. Intraoperative management strategies and postoperative outcomes over a 1-year followup period were also recorded.
RESULTS: Posterior capsule rupture occurred in 351 eyes (351 patients), giving an overall posterior capsule rupture rate of 1.3%. The mean patient age was 68.6 ± 10.8 years. Pseudoexfoliation syndrome, mature cataracts, brown cataracts, and surgery performed by a resident were identified as risk factors for posterior capsule rupture (p<0.05 for each; the risk ratios were 2.70, 2.15, 2.44, 1.34, respectively). The most common intraoperative complications were dislocated lens fragments in the vitreous (8%) and iris damage (7.1%). The mean best-corrected visual acuity improved from 1.31 ± 0.84 (logMAR) postoperatively to 0.51 ± 0.56 at the end of the 1-year follow-up period (p<0.001). Corneal edema (55.6%) and elevated intraocular pressure (33.3%) were the most common early postoperative complications. Persistently elevated intraocular pressure (11.1%) and cystoid macular edema (5.1%) were the most common late postoperative complications.
CONCLUSION: Posterior capsule rupture is a common complication of phacoemulsification surgery that requires prolonged postoperative follow-up and a multidisciplinary approach. Despite the increased incidence of complications when rupture occurs, appropriate intraoperative and postoperative management can lead to satisfactory visual outcomes.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Posterior capsule rupture; Corneal edema; Risk factors; Postoperative complications; Intraoperative complications
Abstract
PURPOSE: Evaluation of lid contour and marginal peak point changes to compare outcomes of external levator advancement and Müller’s muscle conjunctival resection surgery in unilateral ptosis.
METHODS: We reviewed the charts of unilateral ptosis patients who underwent external levator advancement or Müller’s muscle conjunctival resection. Eyelid contour analysis was conducted on preoperative and 6-month postoperative digital images. This was performed with the multiple margin reflex distances technique, measuring the vertical distance from a line intersecting the center of the pupil to the eyelid margin at 10 positions at 2 mm intervals. The marginal peak point changes were analyzed digitally using the coordinates of the peak point according to the pupil center. Each position’s mean distance was compared preoperatively, postoperatively, and with the fellow eyelid.
RESULTS: Sixteen patients underwent external levator advancement and 16 patients had Müller’s muscle conjunctival resection. The mean margin reflex distance was improved by both techniques (1.46 vs. 2.43 mm and 1.12 vs. 2.25 mm, p=0.008 and p=0.0001 respectively) and approached that of the fellow eyelid (2.43 vs. 2.88 and 2.25 vs. 2.58 mm, p=0.23 and p=0.19, respectively). However, statistically significant lid margin elevation was limited to between the N6 and T6 points in the external levator advancement group. Whereas, significant elevation was achieved along the whole lid margin in the Müller’s muscle conjunctival resection group. The marginal peak point was shifted slightly laterally in the external levator advancement group (p=0.11).
CONCLUSIONS: Both techniques provide effective lid elevation, however, the external levator advancement’s effect lessens toward the canthi while Müller’s muscle conjunctival resection provides more uniform elevation across the lid margin. The margin reflex distance alone is not sufficient to reflect contour changes.
Keywords: Blepharoptosis; Eyelids; Conjunctiva; Oculomotor muscles; Image processing, computer-assisted; Treatment outcome
Abstract
PURPOSE: To assess the outcomes of deep anterior lamellar keratoplasty or penetrating keratoplasty at the scar and the edema stages.
METHODS: Forty-five patients (45 eyes) with keratoconus scar stage (scar group, n=26; penetrating keratoplasty a subgroup, n=7; deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup, n=19) and keratoconus edema stage (edema group, n=19; penetrating keratoplasty c subgroup, n=12; deep anterior lamellar keratoplasty d group, n=7) who received penetrating keratoplasty or deep anterior lamellar keratoplasty from 2000 to 2022 were retrospectively studied. At 1, 6, and 12 months after surgery, the best-corrected visual acuity, astigmatism, spherical equivalent, corneal endothelial cell density, and complications were analyzed.
RESULTS: The best-corrected visual acuity and average corneal endothelial cell loss rate were not significantly different between the scar and edema groups (p>0.05). At 6 and 12 months after surgery, the astigmatism and spherical equivalent in the scar group were significantly lower than those in the edema group (p<0.05). The spherical equivalent of the deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup was lower than that of the penetrating keratoplasty a subgroup in the scar group 6 months after surgery (p<0.05). In the edema group, there was no significant difference in spherical equivalent between subgroups (p>0.05). There were no significant differences in best-corrected visual acuity and astigmatism between subgroups within the two groups (p>0.05). In comparison to the scar group, the edema group experienced more complications. According to a survival analysis, there was no statistically significant difference between the scar group and the edema group regarding the progression of vision.
CONCLUSIONS: In terms of the outcomes and prognosis for vision after keratoplasty with edema stage and scar stage, deep anterior lamellar keratoplasty may be as effective as penetrating keratoplasty.
Keywords: keratoconus; Edema; Cicatrix; keratoplasty, penetrating; Corneal transplantation; Astigmatism; Corneal endothelial cell loss; Endothelial cells
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
Este é o relato do caso de um homem de 68 anos que procurou nosso ambulatório para exames de rotina. Quinze meses antes, ele havia se submetido a uma cirurgia conjunta de catarata e buraco macular idiopático de espessura total em seu olho direito, em outra instituição. Durante a consulta em nosso ambulatório, a melhor acuidade visual corrigida no olho direito era de contagem de dedos. O exame do fundo evidenciou um buraco macular idiopático de espessura total naquele olho, o que foi confirmado por uma tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Uma nova cirurgia foi oferecida, mas o paciente recusou. Vinte e um meses após sua primeira consulta (36 meses após a cirurgia), a tomografia de coerência óptica de domínio espectral revelou o fechamento espontâneo do buraco macular idiopático de espessura total, com uma lacuna na zona elipsoide foveal. Na última consulta, 22 meses após o fechamento do buraco macular idiopático de espessura total, a melhor acuidade visual corrigida foi de 20/25 e a lacuna na zona elipsoide havia diminuído.
Keywords: Perfurações retinianas/cirurgia; Cirurgia vitreorretiniana; Falha de tratamento; Fatores de tempo; Remissão espontânea; Humanos; Relato de caso
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