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Search for: Intravitreal injections; Axial length; Vitreous body; Drug dosage calculations; Pharmacokinetics; Anti-infective agents
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência do comprimento axial ocular na espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e na espessura da camada de células ganglionares-plexiforme interna em olhos saudáveis após correção para efeito de magnificação ocular.
Métodos: Neste estudo transversal, avaliamos 120 olhos de 60 participantes voluntários (míopes, emétropes e hipermétropes). A espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e da camada de células ganglionares-plexiforme interna foram medidas usando a tomografia de coerência óptica espectral (OCT)-Cirrus HD-OCT e correlacionada com o comprimento axial ocular. O ajuste para a magnificação ocular foi realizado aplicando a fórmula de Littmann.
Resultados: Antes do ajuste para magnificação ocular, a análise de modelos mistos ajustada por idade demonstrou uma correlação negativa significante entre o comprimento axial e a espessura média da camada de fibras nervosas da retina peripapilar (r=-0,43; p<0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar inferior (r=-0,46; p <0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar superior (r=-0,31; p<0,05), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar nasal (r=-0,35; p<0,001) e espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=-0,35; p<0,05). No entanto, após a correção do efeito de magnificação, os resultados foram consideravelmente diferentes, revelando apenas uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura temporal da camada de fibras nervosas da retina(r=0,42; p<0,001). Além disso, demonstramos uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=0,48; p<0,001). Todas as outras correlações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Conclusão: Antes do ajuste para o efeito de magnificação ocular, o comprimento axial estava negativamente correlacionado com a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e das células ganglionares-plexiforme interna medido pelo Cirrus-OCT. Atribuimos esse efeito à magnificação ocular associada a comprimentos axiais maiores, o que foi corrigido com a fórmula de Littman. Mais estudos são necessários para investigar o impacto da correção da magnificação ocular na acurácia diagnóstica do Cirrus-OCT.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Células ganglionares da retina; Comprimento axial do olho
Abstract
Objetivo: Avaliar os fatores que influenciam o ganho visual após vitrectomia via pars plana para hemorragia vítrea em pacientes com retinopatia diabética proliferativa.
Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo de 172 olhos de 143 pacientes consecutivos com diabetes mellitus entre janeiro de 2012 e janeiro de 2018. Dados demográficos, achados oftalmológicos, detalhes da cirurgia e resultados visuais foram coletados através de consulta aos prontuários dos pacientes. A principal medida de desfecho foi o aumento da melhor acuidade visual corrigida e as medidas de desfecho secundário foram a recidiva da hemorragia e a ocorrência de complicações.
Resultados: A melhor acuidade visual corrigida aumentou em 103 olhos (59,88%), diminuiu em 45 olhos (26,16%) e permaneceu inalterada em 24 olhos (13,95%). O diabetes mellitus tipo 2 foi significativamente associado a maiores valores finais da melhor acuidade visual corrigida (p=0,0244). O tratamento prévio por fotocoagulação panretiniana com laser ou bevacizumabe intravítreo determinou maiores valores da melhor acuidade visual final corrigida, mas não significativamente (p>0,05). A presença de rubeose iridiana pré-operatória ou de glaucoma neovascular não influenciou os desfechos. A ausência de proliferação fibrovascular com necessidade de dissecção foi um fator significativo para maiores valores da melhor acuidade visual final corrigida (p=0,0006). Ocorreu recidiva da hemorragia em 37,1% dos olhos e não foi influenciada por fármacos antiplaquetários (p>0,05). O glaucoma neovascular pós-operatório foi um fator prognóstico negativo (p=0,0037).
Conclusão: O resultado final da melhor acuidade visual corrigida foi influenciado positivamente pelo diabetes mellitus tipo 2 e pela ausência de proliferação fibrovascular extensa no pré-operatório, e negativamente pela ocorrência de glaucoma neovascular pós-operatório.
Keywords: Retinopatia diabética; Hemorragia vítrea; Vitrectommia; Injeção intravítrea; Acuidade visual.
Abstract
Objetivo: Investigar os efeitos da formação de uma membrana epirretiniana nos resultados clínicos da implantação intravítrea de dexametasona para edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana.
Métodos: Esta série retrospectiva de casos intervencionais inclui o tratamento de indivíduos com edema macular secundário à oclusão não isquêmica de um ramo da veia retiniana, sem tratamento prévio e que foram submetidos a implantação intravítrea de dexametasona. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (n=25), composto por indivíduos com edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana sem a presença de uma membrana epirretiniana, e Grupo 2 (n=16), composto por indivíduos com edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana com a presença de uma membrana epirretiniana. Os valores da acuidade visual corrigida, espessura macular central e volume macular central foram obtidos antes e após o tratamento. Os resultados clínicos dos grupos foram comparados.
Resultados: A média de idade e a proporção entre homens e mulheres foram semelhantes nos dois grupos (p>0,05 para ambos os valores). Os valores iniciais e finais da acuidade visual corrigida, espessura macular central e volume macular central foram semelhantes nos dois grupos (p>0,05 para todos os valores). Todos os parâmetros melhoraram significativamente após o tratamento com implante de dexametasona intravítrea (p<0,001 para todos os parâmetros) e as alterações na espessura macular central e no volume macular central também foram semelhantes (p>0,05 para ambos os valores). O número médio de implantações intravítreas de dexametasona foi 2,1 ± 1,0 (faixa de 1-4) no Grupo 1 e 3,0 ± 1,2 (faixa de 1-5) no Grupo 2 (p=0,043).
Conclusão: A formação de uma membrana epirretiniana não tem efeitos sobre os parâmetros clínicos iniciais e finais, incluindo a acuidade visual corrigida, a espessura macular central e o volume macular central. O único parâmetro afetado pela formação de uma membrana epirretiniana é o número de implantações intravítreas de dexametasona, sendo necessário um número maior de implantações em casos de edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana com a presença de uma membrana epirretiniana.
Keywords: Oclusão da veia retiniana/complicações; Edema macular/etiologia; Tomografia de coerência óptica; Membrana epirretiniana; Dexametasona; Implantes de medicamento; Injeções intravítreas
Abstract
Objetivo: Criar modelos, em catarata pediátrica, para estimar valores futuros de ceratometria e comprimento axial, com base na ceratometria e no comprimento axial medidos na cirurgia, para previsão do poder da lente intraocular para emetropia em idades futuras.
Métodos: Olhos com catarata bilateral, ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia e pelo menos um exame pós-operatório com medidas de ceratometria e comprimento axial foram considerados para este estudo. Os modelos para estimar futuras ceratometrias e comprimentos axiais foram criados considerando (1) ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia, (2) a inclinação média da regressão logarítmica da ceratometria e comprimento axial criada para cada olho e (3) a idade na cirurgia. A lente intraocular para emetropia em idades futuras pode ser estimada usando esses valores em fórmulas de terceira geração. Os erros de estimativa da ceratometria, comprimento axial e poder da lente intraocular, usando os modelos, também foram calculados.
Resultados: 57 olhos de 29 pacientes preencheram os critérios de inclusão. A idade média na cirurgia e acompanhamento foram de 36,96 ± 32,04 meses e 2,39 ± 1,46 anos, respectivamente. A inclinação média da regressão logarítmica criada para cada olho foi de -3.286 para ceratometria e + 3.189 para o comprimento axial. Os erros médios de estimativa absoluta para ceratometria e comprimento axial foram respectivamente: 0,61 ± 0,54 D e 0,49 ± 0,55 mm, e para o poder da lente intraocular usando as fórmulas SRK-T, Hoffer-Q e Holladay I foram: 2,04 ± 1,73 D, 2,49 ± 2,10 D e 2,26 ± 1,87 D, respectivamente.
Conclusões: Os modelos apresentados podem ser utilizados para estimar o poder da lente intraocular que levaria a emetropia em idades futuras e orientar a escolha do poder da lente intraocular a ser implantada na catarata pediátrica.
Keywords: Catarata; Biometria/métodos; Emetropia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Criança
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia de três injeções intravítreas mensais iniciais de aflibercept, seguidas de dosagem de pro re nata (3+PRN) versus cinco injeções mensais iniciais intravítreas de aflibercept, seguidas de doses de pro re nata (5+PRN) em pacientes com edema macular diabético.
Métodos: Foram analisados neste estudo retrospectivo e comparativo 60 pacientes que não receberam tratamento prévio com edema macular e foram submetidos a injeções intravítreas de aflibercept (2 mg/0,05 mL) com pelo menos um ano de acompanhamento. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o número de injeções intravítreas de aflibercept administradas na fase inicial. O grupo 3+PRN compreendeu 27 pacientes, enquanto o grupo 5+PRN compreendeu 33 pacientes. Os resultados visuais e anatômicos foram comparados entre os dois grupos no período inicial e aos 3, 6, 9 e 12 meses.
Resultados: Tanto os grupos 3+PRN quanto 5+PRN mostraram melhoras estatisticamente significativas na acuidade visual melhor corrigida e na espessura macular central ao longo do período de estudo (p<0,001 e p <0,001, respectivamente). Não houve diferenças significativas entre os dois grupos em termos de alterações na acuidade visual melhor corrigida e na espessura macular central (p=0,453 e p=0,784, respectivamente). O número médio de injeções intravítreas de aflibercept foi significativamente maior no grupo 5+PRN (6,1 ± 0,8) do que no grupo 3+PRN (3,9 ± 0,8) (p <0,001).
Conclusão: Os regimes 3+PRN e 5+PRN mostraram resultados visuais e anatômicos semelhantes em 12 meses após o tratamento com injeções intravítreas de aflibercept em pacientes com edema macular.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Injeções intravítreas; Receptores de fatores de crescimento do endotélio vascular/administração & dosagem
Abstract
PURPOSE: The volume of the vitreous chamber varies with the size of the eye. The space created in the vitreous cavity by a vitrectomy is called the vitrectomized space. The volume of the vitrectomized space is strongly correlated with the axial length of the eye. This study aims to present guidelines for estimating the using participants stratified by axial length, sex, and history of cataract surgery.
METHODS: This retrospective, observational, cross-sectional study included 144 randomly selected participants who underwent vitrectomies between 2013 and 2023. Before surgery, the axial lengths of participants' eyes were measured using optical biometrics. The axial lengths of the eyes in our sample were between 20-32 mm. In all cases, a complete vitrectomy was performed, followed by complete fluid-air exchange and injection of a balanced saline solution. The volume infused was recorded.
RESULTS: The median (interquartile range; range) volume of the vitrectomized space was 6.1 (3.8; 3.1-11.3) mL in men and 6.1 (3.3; 3.2-11.2) mL in women (p=0.811). The median volume of the vitrectomized space was 5.9 (3.6; 3.1-11.2) mL in patients with phakic lenses and 6.25 (3.6; 3.3-11.3) mL in those with pseudophakic lenses (p=0.533). A positive correlation was found between the axial length and the volume of the vitrectomized space in this sample (r=0.968; p<0.001). In a cubic polynomial regression, the coefficient of determination was 0.948. Similar results were observed in both sexes and in both phakic and pseudophakic patients. The estimated cubic polynomial regression equation for this sample was VVS = 0.000589052857847605 × AL3 - 0.025114926401582700 × AL2 + 0.685961117595624000 × AL - 5.088226672620790000.
CONCLUSION: We developed this axial length estimation of the volume of vitrectomized space as a guideline for the determination of vitrectomized space volume using axial length.
Keywords: Cataract extraction; Retinal perforations/surgery; Epiretinal membrane/surgery; Vitreous body; Axial length, eye; Vitrectomy; Biometry/methods; Diagnostic techniques, ophthalmological; Guidelines as topic.
Abstract
Objetivo: Descrever os resultados anatômicos e visuais associados à injeção intravítrea de perfluoropropano seguida de tratamento a laser para descolamento de retina macular secundário à fosseta do disco óptico.
Métodos: Estudo retrospectivo em um único centro. Foram revisados os prontuários médicos dos pacientes com descolamento macular associado a fosseta do disco óptico congênito em um centro de referência terciário de retina entre 2011 e 2018. Todos receberam como estratégia de tratamento inicial injeção intravítrea de perfluoropropano 100% seguido por fotocoagulação a laser ao longo da margem temporal do disco óptico.
Resultados: Foram identificados seis pacientes com descolamento macular associado a fosseta do disco óptico durante o período do estudo. O seguimento pós-operatório variou de 13 a 52 meses, com média de 28 meses. SD-OCT demonstrou resolução completa do fluido em cindo dos seis casos, sem recorrência. Quatro casos apresentaram reabsorção completa após perfluoropropano intravítreo associado a laser, e um paciente necessitou de procedimento adicional (vitrectomia via pars plana com peeling da membrana limitante interna e inversão do retalho do pedículo sobre a margem temporal do disco óptico) para obter reabsorção completa de fluidos. Um paciente apresentou fluido intrarretiniano persistente e negou tratamentos adicionais. O tempo entre o procedimento inicial e a resolução completa do fluido variou entre 6,5 a 41 meses, com média de 19,5 meses. A acuidade visual corrigida melhorou após a cirurgia, considerando a última consulta de acompanhamento em todos os casos.
Conclusão: A injeção intravítrea de perfluoropropano 100% seguida de fotocoagulação ao longo da margem temporal da margem do disco óptico foi associada à melhora anatômica e visual na maioria dos casos e representa uma abordagem terapêutica alternativa para o descolamento macular associado a fosseta do disco óptico.
Keywords: Disco óptico/anormalidades; Doenças do nervo óptico/complicações; Descolamento retiniano; Terapia a laser; Injeções intravítreas; Fluorcarbonetos/administração & dosagem; Gases/administração & dosagem.
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia da combinação de injeções intravítreas de bevacizumabe em olhos com edema macular secundário à oclusão de ramo e da veia central da retina após um único implante de dexametasona.
Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo intervencionista não comparativo com 44 olhos de pacientes com edema macular relacionado à oclusão de ramo e veia central da retina, sem tratamento prévio e tratados com um único implante de dexametasona, que foram acompanhados em intervalos de quatro semanas do segundo ao sexto mês. Se fosse constatado edema macular persistente ou recorrente durante esse período, os pacientes eram tratados com injeções intravítreas de bevacizumabe em um regime ajustado conforme a necessidade. Foram estudadas a melhor acuidade visual corrigida e alterações da espessura macular central.
Resultados: A média da melhor acuidade visual corrigida mudou de 0,97 ± 0,33 LogMAR iniciais para 0,54 ± 0,40 no exame de 6 meses (p<0,00001). Vinte olhos (45,54%) melhoraram 3 linhas de Snellen ou mais. A média da espessura macular central inicial foi de 670,25 ± 209,9 μm e diminuiu para 317,43 ± 112,68 μm na visita de 6 meses (p<0,00001). O número médio de injeções intravítreas de bevacizumabe em 6 meses foi de 2,32 e o tempo médio entre o implante de dexametasona e a primeira injeção de anti-VEGF foi de 3,45 meses.
Conclusão: Injeções intravítreas de bevacizumabe após um único implante de dexametasona podem proporcionar um aumento da melhor acuidade visual corrigida e diminuição da espessura macular central aos 6 meses em pacientes com edema macular devido à oclusão de ramo e da veia central da retina, com poucas injeções intravítreas.
Keywords: Oclusão da veia retiniana/complicações; Edema macular/tratamento farmacológico; Inibidores de angiogênese/uso terapêutico; Dexametasona/administração & dosagem; Injeções intravítreas; Bevacizumab; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual.
Abstract
The advantages and disadvantages of using perioperative subconjunctival steroid injections in dropless cataract surgery continue to be debated. A systematic review of PubMed, EMBASE, and the Cochrane Central database identified five studies—two randomized controlled trials and three non-randomized studies—encompassing 70,751 eyes. Among these, 12,319 eyes (17.4%) received subconjunctival steroid injections, while 58,432 eyes (82.6%) were managed with topical steroids. The Cochrane Collaboration’s RoB 2 tool was applied for bias assessments in randomized controlled trials, and heterogeneity was assessed using the I² statistics. No statistically significant differences were found between the two groups regarding macular edema (p=0.249), visual acuity (p=0.73), or laser flare count (p=0.45). Both subconjunctival injections and topical steroids demonstrated comparable efficacy and safety in controlling postoperative inflammation after cataract surgery. Additional research is warranted to validate these conclusions.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Lens implantation, intraocular; Postoperative care; Intravitreal injections; Anti-inflammatory agents, non-steroidal/administration & dosage; Glucocorticoids; Triamcinolone acetonide; Research design; Randomiz
Abstract
PURPOSE: To compare the refractive prediction error of Hill-radial basis function 3.0 with those of 3 conventional formulas and 11 combination methods in eyes with short axial lengths.
METHODS: The refractive prediction error was calculated using 4 formulas (Hoffer Q, SRK-T, Haigis, and Hill-RBF) and 11 combination methods (average of two or more methods). The absolute error was determined, and the proportion of eyes within 0.25-diopter (D) increments of absolute error was analyzed. Furthermore, the intraclass correlation coefficients of each method were computed to evaluate the agreement between target refractive error and postoperative spherical equivalent.
RESULTS: This study included 87 eyes. Based on the refractive prediction error findings, Hoffer Q formula exhibited the highest myopic errors, followed by SRK-T, Hill-RBF, and Haigis. Among all the methods, the Haigis and Hill-RBF combination yielded a mean refractive prediction error closest to zero. The SRK-T and Hill-RBF combination showed the lowest mean absolute error, whereas the Hoffer Q, SRK-T, and Haigis combination had the lowest median absolute error. Hill-radial basis function exhibited the highest intraclass correlation coefficient, whereas SRK-T showed the lowest. Haigis and Hill-RBF, as well as the combination of both, demonstrated the lowest proportion of refractive surprises (absolute error >1.00 D). Among the individual formulas, Hill-RBF had the highest success rate (absolute error ≤0.50 D). Moreover, among all the methods, the SRK-T and Hill-RBF combination exhibited the highest success rate.
CONCLUSIONS: Hill-radial basis function showed accuracy comparable to or surpassing that of conventional formulas in eyes with short axial lengths. The use and integration of various formulas in cataract surgery for eyes with short axial lengths may help reduce the incidence of refractive surprises.
Keywords: Cataract; Lenses, intraocular; Axial length, eye; Refractive errors; Artificial intelligence
Abstract
PURPOSE: To compare the outcomes of intravitreal dexamethasone implant used as either an adjuvant or a switching therapy for diabetic macular edema in patients with poor anatomic response after three consecutive monthly injections of ranibizumab.
METHODS: This retrospective study included patients with diabetic macular edema who received three consecutive doses of ranibizumab as initial therapy and demonstrated poor response. A single dose of intravitreal dexamethasone implant was administered to these patients. The patients were divided into two groups according to the treatment modalities: the adjuvant therapy group, consisting of patients who continued treatment with ranibizumab injection after receiving intravitreal dexamethasone implant, and the switch therapy group, consisting of patients who were switched from ranibizumab treatment to intravitreal dexamethasone implant as needed. The main outcome measurements were best corrected visual acuity and central retinal thickness at baseline and at 3, 6, 9, and 12 months of follow-up.
RESULTS: In this study that included 64 eyes of 64 patients, the best corrected visual acuity and central retinal thickness values did not significantly differ between the groups at baseline and at 6 months of follow-up (p>0.05). However, at 12 months, the best corrected visual acuity values in the adjuvant and switch therapy groups were 0.46 and 0.35 LogMAR, respectively (p=0.012), and the central retinal thickness values were 344.8 and 270.9, respectively (p=0.007).
CONCLUSIONS: In a real-world setting, it seems more reasonable to use intravitreal dexamethasone implant as a switch therapy rather than an adjuvant therapy for diabetic macula edema refractory to ranibizumab despite three consecutive monthly injections of ranibizumab. Patients switched to intravitreal dexamethasone implant were found to have better anatomic and visual outcomes at 12 months than those who continued ranibizumab therapy despite their less-than-optimal responses.
Keywords: Diabetic retinopathy; Macular edema/drug therapy; Dexamethasone/administration & dosage; Drug implants; Intravitreal injections; Ranibizumab/administration & dosage; Tomography, optical coherence; Endothelial growth factors
Abstract
Objetivo: Descrever os achados clínicos, tratamentos, e desfechos em uma série de pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo.
Métodos: Série retrospectiva de casos de único centro com intervenção. Pacientes incluídos tiveram seu diagnóstico de MVMC confirmado por biópsia entre 1997 e 2020. Vitrectomia via pars plana com 23 ou 25 gauge foram realizadas para obter espécimens. Esclerotomias foram tratadas com crioterapia em duplo ou triplo congelamento. Injeção intravítrea perioperatória de melfalano (32 ug/0,075 mL) foi administrada quando necessário. Foram relatados acuidade visual, pressão intraocular, resposta terapêutica sistêmica e ocular.
Resultados: Cinco olhos de 5 pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo unilateral foram identificados. Idade média de diagnóstico foi 84 anos (variando de 37-88). Seguimento médio após diagnóstico oftalmológico foi 28 (8,5-36) meses; 1 paciente não teve acompanhamento. Acuidade visual inicial variou de 20/30 a movimentos de mão. Achados clínicos iniciais incluíram infiltração de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo (5/5), segmento anterior (4/5), e retina (3/5). Quatro pacientes tiveram glaucoma secundário. Tratamento sistêmico incluiu imunoterapia com inibidores da via de sinalização (3 - todos com resposta parcial/completa), quimioterapia sistêmica (2), ressecção cirúrgica (3), e irradiação (2). Intervalo médio entre diagnóstico primário e metástases vítreas foi 2 (2-15) anos. Um paciente teve doença sistêmica ativa simultânea as metástases vítreas. Acuidade visual final variou entre 20/40 e SPL. Tratamento oftalmológico incluiu vitrectomia nos 5 pacientes, melfalano intravítreo em 3 e metotrexato intravítreo em 1. Um paciente precisou de enucleação. A histopatologia revelou invasão celular extensa de melanoma.
Conclusões: Metástases vítreas de melanoma cutâneo pode se manifestar como uma infiltração difusa de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo e erroneamente diagnosticada como uveites. Vitrectomia diagnóstica e quimioterapia intravítrea periódica podem estar indicadas.
Keywords: Melanoma; Neoplasias oculares; Neoplasias cutâneas; Corpo vítreo; Metástase neoplásica; Inibidores de checkpoint imunológico; Imunoterapia; Injeções intravítreas; Melfalan; Metotrexato
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the efficacy and clinical outcomes of a one-way fluid-air exchange procedure for the treatment of postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage in patients with proliferative diabetic retinopathy.
METHODS: This retrospective study included 233 patients with proliferative diabetic retinopathy, who underwent vitrectomy. A one-way fluid-air exchange procedure was performed in 24 eyes of 24 (10.30%) patients with persistent vitreous cavity rebleeding after the operation. Preprocedural and postprocedural best-corrected visual acuity values were achieved. Complications occurring during and after the procedure were analyzed.
RESULTS: Significant visual improvement was observed 1 month after the one-way fluid-air exchange procedure (2.62 ± 0.60 LogMAR at baseline vs. 0.85 ± 0.94 LogMAR at postprocedure, p<0.0001). Moreover, 19 (79.17%) eyes needed the procedure once, and 5 (20.83%) eyed had the procedure more than twice. In 3 (12.50%) eyes, reoperation was eventually required because of persistent rebleeding despite several fluid-air exchanges. No complication was observed during the follow-up.
CONCLUSIONS: The one-way fluid-air exchange procedure can be an excellent alternative to re-vitrectomy for patients with proliferative diabetic retinopathy suffering from postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage by removing the hemorrhagic contents directly and achieving fast recovery of visual function without apparent complications.
Keywords: Diabetic retinopathy; Vitrectomy; Vitreous body; Vitreous hemorrhage; Hemostatic techniques
Abstract
Os autores relatam os achados de eletrorretinograma de campo total e tomografia de coerência óptica (OCT) da toxicidade retiniana ao melfalan intravítreo. Menina de 18 meses com retinoblastoma foi avaliada com fases fotópicas do eletrorretinograma de campo total e tomografia de coerência óptica após o tratamento com melfalan intravítreo. Após a terceira injeção, a criança desenvolveu alterações do epitélio pigmentar da retina próximo ao local da injeção. A resposta fotópica do eletrorretinograma de campo total mostrou diminuição da amplitude das respostas das ondas a e b no olho afetado comparado com o olho sadio. A tomografia de coerência óptica mostrou alterações significativas nas camadas retinianas externas no olho comprometido. A toxicidade do melfalan é dose dependente e, apesar dos benefícios terapêuticos, podem causar alterações retinianas significativas. Este caso demonstra uma avaliação atual e aprofundada da toxicidade retiniana do melfalan intravítreo na retina humana através da tomografia de coerência óptica e sua correlação com as alterações no eletrorretinograma.
Keywords: Retinoblastoma; Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos; Injeções intravítreas; Melfalan/toxicidade.
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